{"id":1088,"date":"2008-06-23T20:36:00","date_gmt":"2008-06-23T23:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2008\/06\/a-beleza-da-flor-de-feynman\/"},"modified":"2008-06-23T20:36:00","modified_gmt":"2008-06-23T23:36:00","slug":"a-beleza-da-flor-de-feynman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2008\/06\/23\/a-beleza-da-flor-de-feynman\/","title":{"rendered":"A beleza da flor de Feynman"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">\n<p>No v\u00eddeo, acima, Feynman se queixa de um amigo seu, artista, que diz: \u201c<strong>Voc\u00eas cientistas n\u00e3o sabem entender a beleza de uma flor<\/strong>: voc\u00eas pegam a flor e separam parte por parte, at\u00e9 ela perder a gra\u00e7a\u201d. Ele diz: \u201cOra, tudo que outras pessoas v\u00eaem numa flor eu tamb\u00e9m vejo, mas <strong>vejo muito mais<\/strong>. Eu posso imaginar as estruturas das c\u00e9lulas l\u00e1 dentro, e ver como s\u00e3o bonitas. A flor tem beleza numa escala de cent\u00edmetros, mas tamb\u00e9m numa escala muit\u00edssimo menor. O fato de que a flor \u00e9 capaz de desenvolver cores para atrair insetos tamb\u00e9m \u00e9 interessante. Isto quer dizer que os insetos enxergam as cores. Ser\u00e1 que eles t\u00eam tamb\u00e9m um senso est\u00e9tico? Como se v\u00ea, <strong>o conhecimento cient\u00edfico s\u00f3 faz aumentar a beleza e o mist\u00e9rio das coisas, n\u00e3o vejo como possa diminu\u00ed-lo<\/strong>\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas acima eu encontrei na coluna de <strong>Br\u00e1ulio Tavares<\/strong>, que ainda <a href=\"http:\/\/www.cronopios.com.br\/site\/colunistas.asp?id=398\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comenta<\/a>:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu me arrisco a dizer a Feynman que ele talvez n\u00e3o tenha percebido que <strong>grande parte das pessoas que elogia a beleza n\u00e3o se interessa por ela<\/strong>. Gostam das flores e dos crep\u00fasculos como <strong>um enfeite para seu lazer<\/strong>, como algo que est\u00e1 ali com a fun\u00e7\u00e3o de proporcionar-lhes deleite. Grande parte da aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o tem nada dessa curiosidade desinteressada de Feynman. \u00c9 apenas uma frui\u00e7\u00e3o ego\u00edsta de um prazer socialmente encorajado. <strong>Um sujeito s\u00f3 acha uma flor bonita no instante em que admitir que a flor \u00e9 t\u00e3o importante quanto ele<\/strong>\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Depois disso, passei uma hora lendo <a href=\"http:\/\/www.cronopios.com.br\/site\/arquivo_colunistas.asp?id_usuario=19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">todas as colunas de Tavares de uma s\u00f3 vez<\/a>.<\/p>\n<p>Ah sim, o v\u00eddeo de Feynman contando essa hist\u00f3ria eu j\u00e1 havia visto em um document\u00e1rio mais longo, onde ele conta v\u00e1rias hist\u00f3rias e fala principalmente de seu pai. Mas achei indicado no <a href=\"http:\/\/www.gluon.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gl\u00faon<\/a>, que anda bem atualizado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No v\u00eddeo, acima, Feynman se queixa de um amigo seu, artista, que diz: \u201cVoc\u00eas cientistas n\u00e3o sabem entender a beleza de uma flor: voc\u00eas pegam a flor e separam parte por parte, at\u00e9 ela perder a gra\u00e7a\u201d. Ele diz: \u201cOra, tudo que outras pessoas v\u00eaem numa flor eu tamb\u00e9m vejo, mas vejo muito mais. 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