{"id":1540,"date":"2009-03-26T01:19:06","date_gmt":"2009-03-26T04:19:06","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2009\/03\/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan\/"},"modified":"2009-03-26T01:19:06","modified_gmt":"2009-03-26T04:19:06","slug":"a_evolucao_dos_ruidos_do_satan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2009\/03\/26\/a_evolucao_dos_ruidos_do_satan\/","title":{"rendered":"A Evolu\u00e7\u00e3o dos Ru\u00eddos: do Satanismo digital ao que somos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center\">\n<\/div>\n<p>&#8220;Abra a \u00faltima imagem JPEG baixada e salve-a como uma nova imagem JPEG, com um pouco mais de compress\u00e3o. <strong>Repita 600 vezes<\/strong>&#8220;. O resultado, ilustrado em <a href=\"http:\/\/vimeo.com\/3750507\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Generation Loss<\/a>, \u00e9 claro: <strong>ao final a imagem se torna irreconhec\u00edvel<\/strong>, enquanto uma esp\u00e9cie de ru\u00eddo toma conta de tudo. Um &#8220;ru\u00eddo digital&#8221;.<\/p>\n<p>O formato de imagem <a href=\"http:\/\/www.cdt.com.br\/index.php\/artigos\/odontologia\/66-compressao-de-arquivos-jpeg-como-funciona.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>JPEG<\/strong><\/a>, utilizado em todo lugar desde as imagens que voc\u00ea confere pela rede at\u00e9 as c\u00e2meras digitais, \u00e9 um formato de compress\u00e3o &#8220;<strong><a href=\"http:\/\/girino.org\/wordpress\/tutoriais\/data-compression-a-little-introduction-for-beginers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">lossy<\/a><\/strong>&#8220;, com perdas. Ao contr\u00e1rio das propagandas (que, surpresa, n\u00e3o vendem sempre a verdade), &#8220;digital&#8221; n\u00e3o \u00e9 necessariamente sin\u00f4nimo de precis\u00e3o e fidelidade absolutas.<\/p>\n<p>Em troca de reduzir o tamanho do arquivo, muita informa\u00e7\u00e3o \u00e9 descartada em uma imagem JPEG, jogada fora mesmo, embora isso seja comumente dif\u00edcil de notar. Afinal, o formato foi definido justamente para descartar as partes da imagem que menos nos chamam a aten\u00e7\u00e3o &#8211; por exemplo, temos uma sensibilidade maior a contrastes de brilho do que de cor, e a&#160; compress\u00e3o JPEG costuma simplesmente <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chroma_subsampling\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">descartar metade das informa\u00e7\u00f5es de cor de uma imagem<\/a>.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o \u00e9 clara e elementar. Nunca &#8220;re-salve&#8221; uma imagem no formato JPEG, se voc\u00ea a recebeu como JPEG, copie ou transfira o arquivo, mas evite salv\u00e1-lo novamente neste formato com perdas. Embora os efeitos sejam muito menos destacados que os exibidos na imagem &#8211; <a href=\"http:\/\/www.ojodigital.com\/foro\/retoque\/116325-que-pasa-si-abro-edito-y-guardo-un-jpeg-2000-veces.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sem aumentar a compress\u00e3o, e re-salvando uma imagem 2000 vezes, os resultados n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o dr\u00e1sticos<\/a> &#8211; eles est\u00e3o l\u00e1.<\/p>\n<p>Talvez t\u00e3o disseminado quantos as milhares de imagens JPEG que voc\u00ea deva ter em seu computador s\u00e3o os arquivos <strong>MP3<\/strong>. Este formato fabuloso que permitiu reduzir o tamanho de um arquivo de m\u00fasica e revolucionou toda uma ind\u00fastria de entretenimento tamb\u00e9m \u00e9&#8230; lossy. Ao saber disto voc\u00ea j\u00e1 deve ter adivinhado para onde vamos.<\/p>\n<p>O que acontece se voc\u00ea abrir um arquivo MP3 e reconvert\u00ea-lo 600 vezes? Ocorre algo assim:<\/p>\n<\/p>\n<div><a href=\"http:\/\/blip.tv\/file\/get\/Ceticismoaberto-MP3Reencoded600Times407.mp3\" rel=\"enclosure\"><img decoding=\"async\" alt=\"Video thumbnail. Click to play\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/Ceticismoaberto-MP3Reencoded600Times407.mp31.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/blip.tv\/file\/get\/Ceticismoaberto-MP3Reencoded600Times407.mp3\" rel=\"enclosure\">Click To Play<\/a> <\/div>\n<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 inconfund\u00edvel (como n\u00e3o?), mas os ru\u00eddos e sons estridentes dominam quase tudo, uma tortura auditiva. Melhor (ou pior) que isso, s\u00f3 <a href=\"http:\/\/www.beigerecords.com\/cory\/Things_I_Made\/Maiden\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reconverter &#8220;The Number of the Beast&#8221; do <strong>Iron Maiden<\/strong>&#8230; 666 vezes<\/a>, em uma esp\u00e9cie de <strong>satanismo digital<\/strong>. Clique abaixo para conferir:<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><a href=\"http:\/\/www.beigerecords.com\/cory\/Things_I_Made\/Maiden\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"666.gif\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/666.gif\" width=\"500\" height=\"442\" class=\"mt-image-none\" \/><\/a><\/span><\/div>\n<p><strong>Voc\u00ea pode escutar os sussurros do capeta?<\/strong> Provavelmente n\u00e3o, mas todos estes ru\u00eddos e experi\u00eancias podem significar muito mais do que imagina. &#8220;<strong>Read on<\/strong>&#8221; para continuar conosco.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>ARTIFACTS<\/h3>\n<p>O som metalizado dos MP3s sat\u00e2nicos pode ter soado familiar. Em liga\u00e7\u00f5es de celulares ou internacionais de m\u00e1 qualidade, em conversas via Skype, MSN e afins, voc\u00ea j\u00e1 pode ter ouvido ru\u00eddos similares. Embora <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Speech_encoding\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o usem a compress\u00e3o MP3<\/a>, essas liga\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m passam por uma compress\u00e3o lossy, com efeitos, ou &#8220;artifacts&#8221;, n\u00e3o muito diferentes.<\/p>\n<p>Caso voc\u00ea j\u00e1 tenha aumentado uma imagem JPEG e observado seus contornos com aten\u00e7\u00e3o, principalmente aqueles com alto contraste, tamb\u00e9m pode ter notado certa familiaridade com os ru\u00eddos que foram dominando <em>Generation Loss<\/em>, no come\u00e7o deste post.<\/p>\n<p>Estes <strong>artifacts digitais<\/strong>, fruto do processo de compress\u00e3o com perdas, v\u00e3o se acumulando e acentuando ao longo das sucessivas gera\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que passam a predominar. Voc\u00ea pode ler mais, em ingl\u00eas, em <a href=\"http:\/\/girino.org\/wordpress\/tutoriais\/data-compression-a-little-introduction-for-beginers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Data Compression: A little introduction for beginners<\/a>. O detalhe imensamente importante \u00e9 que <strong>n\u00e3o s\u00e3o puro ru\u00eddo<\/strong>, ou ru\u00eddo aleat\u00f3rio: s\u00e3o um ru\u00eddo bem determinado, um ru\u00eddo digital. Se voc\u00ea re-salvar o mesmo arquivo de MP3, atrav\u00e9s do mesmo processo, obter\u00e1 exatamente o mesmo &#8220;ru\u00eddo&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o que a degrada\u00e7\u00e3o por c\u00f3pia recursiva seja exclusividade de equipamentos digitais. <a href=\"http:\/\/iotd.patrickandrews.com\/2007\/02\/18\/recursive-photocopying\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Patrick Andrews<\/strong> &#8220;re-xerocou&#8221; uma imagem de si mesmo 100 vezes<\/a>, e o que obteve foi:<\/p>\n<div style=\"text-align: center\"><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img decoding=\"async\" alt=\"photocopyloss.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/photocopyloss.jpg\" width=\"400\" height=\"300\" class=\"mt-image-center\" style=\"text-align: center;margin: 0 auto 20px\" \/><\/span><\/div>\n<p>Se voc\u00ea j\u00e1 observou de perto fotoc\u00f3pias, essa apar\u00eancia tamb\u00e9m deve ser familiar. Os gr\u00e2nulos e aglomerados em contraste que o toner forma acabaram por dominar a imagem.<\/p>\n<p>Em 1970, o compositor <strong>Alvin Lucier<\/strong> comp\u00f4s uma obra de arte fant\u00e1stica. Intitulada &#8220;<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/I_Am_Sitting_in_a_Room\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">I Am Sitting In A Room<\/a>&#8220;, consiste da voz de Lucier recitando o seguinte texto auto-explicativo:<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;<strong>Eu estou sentado em uma sala<\/strong> diferente daquela em que voc\u00ea est\u00e1 agora. Estou gravando o som de minha voz e irei reproduzir a grava\u00e7\u00e3o nesta sala v\u00e1rias vezes at\u00e9 que as frequ\u00eancias ressonantes da sala reforcem a si mesmas at\u00e9 que qualquer vest\u00edgio de minha voz, exceto talvez de seu ritmo, seja destru\u00eddo. O que voc\u00ea ouvir\u00e1, ent\u00e3o, ser\u00e3o as frequ\u00eancias ressonantes naturais da sala articulada pela fala. Considero esta atividade n\u00e3o tanto uma demonstra\u00e7\u00e3o de um fato f\u00edsico, mas mais como uma forma de suavizar quaisquer irregularidades que minha fala tenha&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>V\u00e1rias vezes. O resultado:<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p><strong>Tenebroso n\u00e3o?<\/strong> E tamb\u00e9m fascinante. Tenho minhas d\u00favidas sobre se o que se ouve ao final sejam mesmo as frequ\u00eancias ressonantes da sala &#8211; os sons me lembraram muito da microfonia, e imagino se mais importante do que a sala, seja o equipamento de \u00e1udio e a microfonia que acaba refor\u00e7ando a si mesma.<\/p>\n<p>Seja como for, o experimento, a arte de Lucier se tornou um cl\u00e1ssico. E <strong>Evan Borman<\/strong> realizou esta vers\u00e3o incluindo v\u00eddeo:<\/p>\n<\/p>\n<p>Note como o v\u00eddeo, reproduzido em monitor de TV e ent\u00e3o gravado novamente por uma c\u00e2mera, repetidamente, acaba se degradando para os padr\u00f5es de rebatimento e (falta de) sincronia entre a imagem formada na tela e a taxa de captura da c\u00e2mera.<\/p>\n<p><strong>Tudo muito complicado?<\/strong> Pois h\u00e1 algo muito simples, e extremamente importante em todos estes exemplos de c\u00f3pias recursivas. <strong>Perceba como todas elas acabam por degenerar nos ru\u00eddos e defeitos particulares, e inicialmente impercept\u00edveis, dos sistemas de reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Pequenos artifacts JPEG ao redor de contornos se tornam uma s\u00e9rie de padr\u00f5es abstratos por toda a imagem. Ru\u00eddos e blips metalizados em MP3s se tornam uma s\u00e9rie longa e excruciante de sons. Aglomerados de toner se tornam grandes aglomerados pelo papel. Ecos ou microfonias tomam conta de um \u00e1udio, enquanto barras de rebatimento tomam conta de um v\u00eddeo.<\/p>\n<p><strong>O ru\u00eddo tomou conta das c\u00f3pias<\/strong>. Por que isto \u00e9 importante?<\/p>\n<h3>O QUE SOMOS<\/h3>\n<p><strong>Recurs\u00e3o<\/strong> \u00e9 o processo pelo qual um processo \u00e9 aplicado sobre ele mesmo, repetidas vezes. <strong>C\u00f3pia recursiva<\/strong> \u00e9 assim a c\u00f3pia da c\u00f3pia (da c\u00f3pia, da c\u00f3pia&#8230;). Ao inv\u00e9s de c\u00f3pia, no entanto, poderia ter usado o sin\u00f4nimo&#8230;<\/p>\n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>. Reprodu\u00e7\u00e3o recursiva. E reprodu\u00e7\u00e3o deve lembrar voc\u00ea de algo.<\/p>\n<p>N\u00f3s nos reproduzimos. Os animais se reproduzem. Plantas se reproduzem. Seres vivos, comumente, se reproduzem. E as reprodu\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m se reproduzem. <strong>S\u00e3o reprodu\u00e7\u00f5es recursivas<\/strong>.<\/p>\n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica dificilmente \u00e9, se \u00e9 que \u00e9 alguma vez, &#8220;perfeita&#8221;. N\u00e3o apenas porque seus filhos podem puxar seu cabelo ruim e a alergia a gatos de sua cara-metade, mas porque eles n\u00e3o s\u00e3o exatamente a mescla de genes onde toda informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da reprodu\u00e7\u00e3o pode ser tra\u00e7ada de volta a um dos dois pais. Sempre acabam ocorrendo erros na c\u00f3pia, <strong>muta\u00e7\u00f5es<\/strong>, embora elas sejam quase sempre in\u00f3cuas. Mas elas ocorrem.<\/p>\n<p>H\u00e1 sempre ru\u00eddos, ou melhor, &#8220;artifacts&#8221;, no processo de reprodu\u00e7\u00e3o. E voc\u00ea agora j\u00e1 sabe, depois de tantos exemplos, o que costuma acontecer em c\u00f3pias, ou reprodu\u00e7\u00f5es recursivas depois de muitas gera\u00e7\u00f5es. Os &#8220;ru\u00eddos&#8221; tomam conta das reprodu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E isto \u00e9 o que somos. <strong>Somos o &#8220;ru\u00eddo&#8221; da reprodu\u00e7\u00e3o recursiva<\/strong>. Somos uma c\u00f3pia de zilion\u00e9sima gera\u00e7\u00e3o de uma forma de vida extremamente simples que surgiu h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Se a reprodu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do DNA fosse perfeita, ainda ser\u00edamos exatamente a mesma forma de vida. Mas a reprodu\u00e7\u00e3o nunca foi &#8220;perfeita&#8221;. As c\u00f3pias sempre eram um pouco diferentes das originais. Sempre houve algum ru\u00eddo. E este ru\u00eddo rapidamente passou a dominar o que era esta forma de vida. Como vimos, \u00e9 praticamente inevit\u00e1vel. Pouco, ou quase nada do que ela era foi preservado, quase tudo que somos \u00e9 &#8220;ru\u00eddo&#8221;. No sentido de que n\u00e3o temos quase nada da forma de vida original, somos uma c\u00f3pia degenerada de zilion\u00e9sima gera\u00e7\u00e3o. Somos ru\u00eddo.<\/p>\n<p><strong>Somos contudo um ru\u00eddo muito especial<\/strong>. N\u00e3o se engane: assim como o &#8220;ru\u00eddo&#8221; de imagens JPEG, MP3s, fotoc\u00f3pias e afins n\u00e3o s\u00e3o completamente aleat\u00f3rios &#8211; eles dependem dos mecanismos que geram o ru\u00eddo -, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o somos um ru\u00eddo sem qualquer sentido, fruto do mero acaso.<\/p>\n<p>Somos um &#8220;ru\u00eddo&#8221; que reflete toda a hist\u00f3ria das zilh\u00f5es de c\u00f3pias pelas quais esta forma de vida passou, preservando alguns aspectos e excluindo outros, tendo como fio comum o pr\u00f3prio mecanismo de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como o pouco que se pode saber sobre a imagem JPEG original \u00e9 que ela foi salva no formato JPEG, o papel passou por uma fotocopiadora e Alvin Luscious usou um gravador de som, podemos saber que a forma de vida original da qual todos descendemos tamb\u00e9m possu\u00eda um DNA que devia funcionar basicamente como o que est\u00e1 presente em cada uma de nossas bilh\u00f5es de c\u00e9lulas.<\/p>\n<p><strong>O resto do que somos \u00e9&#8230; &#8220;ru\u00eddo&#8221;.<\/strong> Uma simples m\u00e1quina de xerox e 100 c\u00f3pias j\u00e1 s\u00e3o suficientes para uma demonstra\u00e7\u00e3o muito clara do conceito central \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o. E atrav\u00e9s dela, ao descobrir o que somos tamb\u00e9m entendemos de onde viemos.<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; [via <a href=\"http:\/\/www.boingboing.net\/2009\/03\/22\/jpeg-compression-600.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">BoingBoing<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.reddit.com\/r\/technology\/comments\/86yiq\/hear_what_happens_when_you_reencode_an_mp3_600\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Reddit<\/a>, <a href=\"http:\/\/foto.microsiervos.com\/tecnicas-tutoriales\/jpeg-volver-grabarlo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Microsiervos<\/a> and with thanks to <strong>girino<\/strong>]<\/p>\n<p><font size=\"1\">Quer mais 100nexos? A recurs\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno poderos\u00edssimo, e filmar uma tela de TV alimentando a tela com a imagem capturada, de forma recursiva, n\u00e3o s\u00f3 produz videoarte, como esta arte pode incluir fractais (n\u00e3o perca: <\/font><a href=\"http:\/\/www.videofeedback.dk\/World\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><font size=\"1\">The Ultimate Video Feedback Page<\/font><\/a><font size=\"1\">) e mesmo aut\u00f4matos celulares, ou em outras palavras, sistemas de computa\u00e7\u00e3o. Alguns dizem que serve at\u00e9 de <\/font><a href=\"http:\/\/www.transcomunicacao.net\/transvideo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><font size=\"1\">porta de comunica\u00e7\u00e3o para os esp\u00edritos<\/font><\/a><font size=\"1\">. Mas estes s\u00e3o outros 100nexos que ainda devem render um novo post.<\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Abra a \u00faltima imagem JPEG baixada e salve-a como uma nova imagem JPEG, com um pouco mais de compress\u00e3o. Repita 600 vezes&#8220;. O resultado, ilustrado em Generation Loss, \u00e9 claro: ao final a imagem se torna irreconhec\u00edvel, enquanto uma esp\u00e9cie de ru\u00eddo toma conta de tudo. Um &#8220;ru\u00eddo digital&#8221;. 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