{"id":1586,"date":"2009-05-07T08:50:13","date_gmt":"2009-05-07T11:50:13","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2009\/05\/pedalternorotandomovens_centro\/"},"modified":"2009-05-07T08:50:13","modified_gmt":"2009-05-07T11:50:13","slug":"pedalternorotandomovens_centro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2009\/05\/07\/pedalternorotandomovens_centro\/","title":{"rendered":"Pedalternorotandomovens Centroculatus Articulosus"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Wentelteefje.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/Wentelteefje1.jpg\" class=\"mt-image-none\" height=\"354\" width=\"500\" \/><\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;O <em>Pedalternorotandomovens Centroculatus Articulosus<\/em> foi criado (generatiospontanea!) a partir da insatisfa\u00e7\u00e3o com o fato de que na natureza n\u00e3o h\u00e1 criaturas em forma de roda capazes de se mover rolando. A criatura mostrada aqui, conhecida popularmente como &#8216;Enrolado&#8217; [Wentelteefje] \u00e9 uma tentativa de preencher esta necessidade profundamente sentida. Suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas s\u00e3o incertas: seria um mam\u00edfero, um r\u00e9ptil ou um inseto? Ele tem um corpo alongado consistindo de placas articuladas com chifres e tr\u00eas pares de pernas, que terminam em p\u00e9s similares aos p\u00e9s humanos. No meio da cabe\u00e7a arredondada e gorda, que tem um bico bem curvado, h\u00e1 dois olhos protuberantes, fixos em hastes e estendendo-se de cada lado da cabe\u00e7a. Quando est\u00e1 desenrolada, a criatura \u00e9 capaz de se mover em qualquer substrato vagarosa e cuidadosamente, usando suas seis pernas (se necess\u00e1rio, ela pode subir e descer escadas, penetrar mata densa ou escalar rochas). No entanto, assim que precisa viajar qualquer dist\u00e2ncia em um caminho relativamente livre, ela empurra sua cabe\u00e7a para baixo, enrola-se t\u00e3o r\u00e1pido quanto um raio, embalando-se com seus p\u00e9s, se estes ainda estiverem tocando o ch\u00e3o. Quando est\u00e1 enrolada ela tem a apar\u00eancia de um disco, no qual o piv\u00f4 central \u00e9 formado pelos olhos nas hastes. Ao impulsionar-se sucessivamente com cada um de seus tr\u00eas pares de pernas, a criatura pode atingir uma alta velocidade. Enquanto rola, ela pode retrair suas pernas o quanto desejar (por exemplo, ao descer uma ladeira) e assim rolar livremente. Quando necess\u00e1rio, \u00e9 capaz de voltar \u00e0 posi\u00e7\u00e3o para andar de duas formas: seja abruptamente ao estender seu corpo de forma repentina, mas ent\u00e3o ela acaba com as pernas para o ar, ou gradualmente ao reduzir sua velocidade (usando suas pernas como freio) e lentamente se desenrolando de volta enquanto para&#8221;.<br \/>\n<br \/>De <strong>M.C. Escher<\/strong>, <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Curl-up\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">litografia de novembro de 1951<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mal sabia Escher que a natureza j\u00e1 havia criado seu <em>Pedalternorotandomovens Centroculatus Articulosus<\/em>. Sem &#8220;generatiospontanea&#8221;, como fruto da sempre surpreendente evolu\u00e7\u00e3o. E v\u00e1rias vezes. Read on para descobrir como a natureza inventou a roda.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Tatus-bola e outras armaduras<\/h3>\n<p>Calma, este artigo n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o insosso para apresentar <strong>tatus-bola<\/strong> (<em><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Armadillidium\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Armadillidium<\/a><\/em>) como grandes maravilhas da natureza. Por mais que o sejam. Eles s\u00e3o capazes de se transformar em esferas quase perfeitas que podem rolar por a\u00ed, \u00e9 bem verdade, e quase todos j\u00e1 devem ter brincado com eles. Tamb\u00e9m h\u00e1 o pr\u00f3prio <strong>Tatu<\/strong>, ou o <strong>Porco-espinho<\/strong>, e muitos outros animais incluindo o <strong>Pangolim<\/strong>, todos capazes de se enrolar em esp\u00e9cie de bolas para proteger-se. <strong>Para proteger-se<\/strong>.<\/p>\n<p><font size=\"1\"><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img decoding=\"async\" alt=\"pangolim_firefox.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/pangolim_firefox.jpg\" class=\"mt-image-none\" height=\"217\" width=\"500\" \/><\/span><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><\/font><font size=\"1\"><br \/>[ N\u00e3o \u00e9 o Firefox, \u00e9 o <\/font><a href=\"http:\/\/tolweb.org\/Pholidota\/15954\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><font size=\"1\">Pangolim<\/font><\/a><font size=\"1\"> ]<\/font>&nbsp;<\/p>\n<p>E \u00e9 aqui que est\u00e1 o detalhe que faz a genialidade de Escher, que devia conhecer tatus. Sua criatura imagin\u00e1ria se transforma em uma roda <strong>para se mover<\/strong>, n\u00e3o apenas para prote\u00e7\u00e3o, cobrindo assim grandes dist\u00e2ncias a alta velocidade. O formato disc\u00f3ide \u00e9 adotado porque \u00e9 de fato uma roda, auxiliando no deslocamento com pouca fric\u00e7\u00e3o sobre superf\u00edcies planas. Como b\u00f4nus, as criaturas de Escher tamb\u00e9m usam suas pernas ou corpo para conseguir impulso e continuar rolando. Voc\u00ea conhece algum animal assim?<\/p>\n<p>Escher n\u00e3o conhecia, tanto que achou necess\u00e1rio inventar um. A natureza chegou na sua frente, embora a ci\u00eancia s\u00f3 tenha registrado tais criaturas anos depois de Escher imagin\u00e1-las.<\/p>\n<h3>Carparachne aureoflava<\/h3>\n<\/p>\n<p>Aranhas no deserto da Nam\u00edbia (<em><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Carparachne_aureoflava\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carparachne aureoflava<\/a><\/em>) n\u00e3o t\u00eam uma vida f\u00e1cil. Elas n\u00e3o produzem teias, e sua defesa consiste em se enterrar a quase meio metro de profundidade. Para uma aranha de apenas 2 cent\u00edmetros, \u00e9 um enorme trabalho. Se sua vida \u00e9 dif\u00edcil, sua morte pode ser terr\u00edvel, porque marimbondos predadores tamb\u00e9m s\u00e3o ex\u00edmios cavadores de areia e podem chegar at\u00e9 elas com um objetivo tenebroso: paralisar o aracn\u00eddeo e injetar ovos em seu interior. A aranha, ainda viva mas paralisada, \u00e9 ent\u00e3o enterrada pelo marimbondo para servir de alimento \u00e0 cria.<\/p>\n<p>Para escapar deste fim terr\u00edvel, a aranha tem mais um mecanismo de defesa. Se tiver constru\u00eddo sua fortaleza subterr\u00e2nea no alto de uma duna, quando se v\u00ea vulner\u00e1vel a aranha simplesmente se transforma em uma roda com suas pernas e sai rolando ladeira abaixo, muito mais r\u00e1pido do que jamais seria capaz de correr de maneira convencional. Roda at\u00e9 20 vezes por segundo, alcan\u00e7ando uma velocidade de 1 m\/s. Para uma aranha de 2 cent\u00edmetros, \u00e9 uma velocidade formid\u00e1vel.<\/p>\n<p>E \u00e9 a concretiza\u00e7\u00e3o de um animal capaz de se mover cuidadosamente com suas pernas ou, quando necess\u00e1rio, <strong>transformar-se em uma roda e rolar<\/strong>, para viajar a grande dist\u00e2ncia em pouco tempo. Bem como Escher havia imaginado. Voc\u00ea confere outro v\u00eddeo muito bom, em ingl\u00eas mas com imagens claras, em &#8220;<a href=\"http:\/\/videos.howstuffworks.com\/animal-planet\/28249-buggin-with-ruud-golden-wheel-spider-video.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Buggin&#8217; with Ruud: Golden Wheel Spider<\/a>&#8220;.<\/p>\n<p>Incrivelmente, contudo, h\u00e1 uma criatura real que \u00e9 <strong>quase exatamente como Escher imaginou<\/strong>.<\/p>\n<h3>Nannosquilla decemspinosa<\/h3>\n<\/p>\n<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img decoding=\"async\" alt=\"N_decemspinosa.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/N_decemspinosa.jpg\" class=\"mt-image-none\" height=\"425\" width=\"500\" \/><\/span><\/p>\n<p>O comportamento deste pequeno crust\u00e1ceo marinho, <em>Nannosquilla decemspinosa<\/em>, foi descrito inicialmente em 1979 por <strong>Roy Caldwell<\/strong>. \u00c9 uma criatura t\u00e3o pequena e t\u00e3o franzina que \u00e9 incapaz de andar em terra firme, o que \u00e9 um problema quando o oceano a lan\u00e7a nas praias. Problema resolvido com algo da genialidade de Escher, mas desenvolvido atrav\u00e9s da evolu\u00e7\u00e3o natural. Como se v\u00ea no diagrama acima, o crust\u00e1ceo \u00e9 capaz de enrolar-se em si mesmo, e ao faz\u00ea-lo repetidamente &#8211; em at\u00e9 40 movimentos r\u00e1pidos -, dando &#8220;saltos mortais&#8221; (porque, note bem, ele est\u00e1 girando de costas), <strong>efetivamente funciona como uma roda auto-propelida<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao final, a N. decemspinosa de apenas 25 mm consegue se mover at\u00e9 2 metros em terra firme, chegando a 72 saltos por minuto. Estima-se que no processo, ela funciona como uma roda verdadeira 40% do tempo, o restante consistindo nos passos tomados para impulsionar a rolagem.<\/p>\n<p>L\u00e1stima das l\u00e1stimas, n\u00e3o encontrei nenhum v\u00eddeo da criatura rolando. Mas, do exoesqueleto ao comportamento, \u00e9 a criatura de Escher vivendo h\u00e1 milh\u00f5es de anos, comprovando na natureza algo que a genialidade do holand\u00eas criou em imagina\u00e7\u00e3o. Escher daria um bom relojoeiro, ainda que a natureza j\u00e1 conte com seus relojoeiros cegos muito competentes.<\/p>\n<h3>Mais rodas na natureza<\/h3>\n<\/p>\n<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Treponema_motor.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/Treponema_motor.jpg\" class=\"mt-image-none\" height=\"471\" width=\"500\" \/><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Impressionado? Ou n\u00e3o? Gostaria de ver uma roda como a de um carro, com eixo livre? Embora n\u00e3o haja (ou pelo menos, n\u00e3o se conhe\u00e7am) grandes organismos com tais tipos de rodas, em n\u00edvel microsc\u00f3pico voc\u00ea as encontrar\u00e1 aos montes, pois bact\u00e9rias possuem flagelos que giram para impulsionar o organismo. E giram presos a uma esp\u00e9cie de &#8220;roda&#8221; em escala molecular. Em torno de metade de todas as bact\u00e9rias conhecidas t\u00eam pelo menos um flagellum, e como <strong><a href=\"http:\/\/www.newscientist.com\/article\/mg18524852.700\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Andrew Goldsworthy<\/strong> nota<\/a><\/strong>, &#8220;longe da natureza n\u00e3o ter inventado a roda, dado o grande n\u00famero de bact\u00e9rias em exist\u00eancia, h\u00e1 provavelmente mais rodas no mundo do que qualquer outra forma de locomo\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Por que a roda n\u00e3o \u00e9 comum em grandes animais? A resposta simples \u00e9 que a roda simplesmente n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00fatil quanto parece sem uma outra grande inven\u00e7\u00e3o: <strong>a estrada<\/strong>. Na maior parte dos terrenos, pernas como as que os animais desenvolveram s\u00e3o muito mais eficientes, e isso levou ao abandono da roda mesmo em sociedades humanas &#8211; com o colapso do Imp\u00e9rio Romano e a decad\u00eancia de sua rede de estradas, carro\u00e7as logo deram lugar a camelos, enquanto alguns povos pr\u00e9-colombianos conheciam a roda, mas apenas como brinquedos, preferindo lhamas para o transporte de carga entre as montanhas.<\/p>\n<p>Por que ent\u00e3o animais n\u00e3o inventaram a roda <strong>e<\/strong> a constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de estradas? Leia mais em um ensaio de <strong>Richard Dawkins<\/strong>: <a href=\"http:\/\/www.ceticismoaberto.com\/ciencia\/dawkins_wheel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">E ent\u00e3o, por que animais n\u00e3o t\u00eam rodas?<\/a><\/p>\n<h3>B\u00f4nus<\/h3>\n<p>O <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escaravelho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>escaravelho<\/strong><\/a>, ou bosteiro, \u00e9 famoso por n\u00e3o s\u00f3 se alimentar de fezes, como por rolar esferas de fezes. \u00c9, de certa forma, uma roda, com menor fric\u00e3o, permitindo que role grandes volumes e pesos com menor esfor\u00e7o. Ele foi a inspira\u00e7\u00e3o para o jogo japon\u00eas psicod\u00e9lico e sem sentido, <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Katamari_Damacy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Katamari Damacy<\/strong><\/a> (que n\u00e3o envolve fezes):<\/p>\n<\/p>\n<p><span class=\"mt-enclosure mt-enclosure-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"katamari.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/katamari.jpg\" class=\"mt-image-none\" height=\"386\" width=\"500\" \/><\/span><\/p>\n<p>H\u00e1 muitos exemplos na fic\u00e7\u00e3o de criaturas capazes de rolar, um dos mais recentes s\u00e3o os <strong>Destroyer Droids<\/strong> (Droidekas) de <strong>Star Wars<\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<p>Vale notar tamb\u00e9m que h\u00e1 v\u00e1rios outros animais reais capazes de se transformar em discos ou esferas que n\u00e3o mencionamos aqui. Tamb\u00e9m h\u00e1 relatos recentes de que o Pangolim, al\u00e9m de usar sua carapa\u00e7a quase esf\u00e9rica para prote\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m teria sido visto se esticando pouco a pouco, impulsionando a si mesmo e rolando para fugir do perigo. N\u00e3o \u00e9 apenas sua semelhan\u00e7a com o Firefox que o faz interessante.<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n<p><b>Confira mais nos links:<\/b><\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/dpc.uba.uva.nl\/ctz\/vol77\/nr03\/art01\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Scarab beetles at the interface of wheel invention in nature and culture?<\/a><br \/>\n<br \/>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.abc.net.au\/science\/articles\/1999\/08\/09\/42505.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Real Wheel Animal &#8211; Part One<\/a><br \/>\n<br \/>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.abc.net.au\/science\/articles\/1999\/08\/09\/42510.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Real Wheel Animals &#8211; Part Two<\/a><br \/>\n<br \/>&#8211; <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rotation_in_living_systems#Rolling_2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rotation in living systems<\/a><br \/>\n<br \/>&#8211; <a href=\"http:\/\/www.blueboard.com\/mantis\/bio\/wheel.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Stomatopod and the Wheel<\/a><\/p>\n<p>[Este post foi inspirado pelo <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/brontossauros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hotta<\/a>, que indicou o v\u00eddeo da aranha na Nam\u00edbia]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O Pedalternorotandomovens Centroculatus Articulosus foi criado (generatiospontanea!) a partir da insatisfa\u00e7\u00e3o com o fato de que na natureza n\u00e3o h\u00e1 criaturas em forma de roda capazes de se mover rolando. 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