{"id":1700,"date":"2009-11-03T22:56:49","date_gmt":"2009-11-04T01:56:49","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2009\/11\/o_triste_fim_do_pequeno_albert\/"},"modified":"2009-11-03T22:56:49","modified_gmt":"2009-11-04T01:56:49","slug":"o_triste_fim_do_pequeno_albert","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2009\/11\/03\/o_triste_fim_do_pequeno_albert\/","title":{"rendered":"O Triste Fim do Pequeno Albert"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">\n<blockquote>\n<p>\u201cDas filas de beb\u00eas que se arrastavam a quatro p\u00e9s, elevaram-se gritinhos de excita\u00e7\u00e3o, murm\u00farios e gorgolejos de prazer. O Diretor esfregou as m\u00e3os. &#8211; Excelente! &#8211; comentou. E, levantando a m\u00e3o, deu o sinal. A Enfermeira-Chefe baixou uma pequena alavanca. Houve uma explos\u00e3o violenta. Aguda, cada vez mais aguda, uma sirene apitou. Campainhas de alarme tilintaram, enlouquecedoras. As crian\u00e7as sobressaltaram-se, berraram; suas fisionomias estavam contorcidas pelo terror. &#8211; Mas isso basta \u2014 continuou, fazendo um sinal \u00e0 enfermeira. As explos\u00f5es cessaram, as campainhas pararam de soar, o bramido da sirene foi baixando de tom em tom at\u00e9 silenciar. Os corpos rigidamente contra\u00eddos distenderam-se, o que antes fora o solu\u00e7o e o ganido de pequenos candidatos \u00e0 loucura expandiu-se novamente no berreiro normal do terror comum. &#8211; Ofere\u00e7am-lhes de novo as flores e os livros. As enfermeiras obedeceram; mas \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o das rosas, \u00e0 simples vista das imagens alegremente coloridas do gatinho, do galo que faz cocoroc\u00f3 e do carneiro que faz b\u00e9, b\u00e9, as crian\u00e7as recuaram horrorizadas; seus berros recrudesceram subitamente. &#8211; Observem &#8211; disse o Diretor, triunfante. &#8211; Observem.<\/p>\n<p>Os livros e o barulho intenso, &#8211; j\u00e1 na mente infantil essas parelhas estavam ligadas de forma comprometedora; e, ao cabo de duzentas repeti\u00e7\u00f5es da mesma li\u00e7\u00e3o, ou de outra parecida, estariam casadas indissoluvelmente. O que o homem uniu, a natureza \u00e9 incapaz de separar. &#8211; Elas crescer\u00e3o com o que os psic\u00f3logos chamavam um \u00f3dio &quot;instintivo&quot; aos livros e \u00e0s flores. Reflexos inalteravelmente condicionados. Ficar\u00e3o protegidas contra os livros e a bot\u00e2nica por toda a vida\u201d. [<strong>Aldous Huxley<\/strong>, \u201c<em>Admir\u00e1vel Mundo Novo<\/em>\u201d, 1932]<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A distopia de castas condicionadas de Huxley n\u00e3o era apenas fic\u00e7\u00e3o, e sua similaridade com o filme que pode ser visto acima est\u00e1 longe de ser mera coincid\u00eancia. Um dos personagens principais do romance, Helmholtz Watson, \u00e9 em seu sobrenome uma refer\u00eancia a <strong>John Watson<\/strong>, um dos psic\u00f3logos fundadores do <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/psicologico\/behaviorismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Behaviorismo<\/a> e que pode ser visto no filme, acompanhado da assistente <strong>Rosalie Rayner<\/strong> e do beb\u00ea que \u00e9 tema deste texto: o <strong>Pequeno Albert<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAlbert\u201d era o nome fict\u00edcio para o beb\u00ea muito real sujeito aos experimentos de Watson. Filho de uma enfermeira que trabalhava onde o psic\u00f3logo behaviorista realizava seus experimentos, Watson o escolheu para demonstrar o fen\u00f4meno de condicionamento em humanos \u2013 porque ele foi originalmente demonstrado em c\u00e3es, nos <a href=\"http:\/\/www.cerebromente.org.br\/n09\/mente\/pavlov.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">famosos experimentos de <strong>Pavlov<\/strong><\/a>. Eram outros tempos, era o ano de 1920, e o pequeno Albert tinha pouco menos de um ano.<\/p>\n<h2>Soando o gongo<\/h2>\n<p>Watson inicialmente estabeleceu como o beb\u00ea n\u00e3o parecia ter praticamente nenhum medo inato. Foi na sala controlada de Watson que o pequeno Albert conheceu pela primeira vez na vida coelhos, macacos, cachorros e mesmo um pequeno rato branco, com que tentou brincar. Nenhum deles o assustava, e Albert n\u00e3o temia nem mesmo o fogo. Uma das poucas coisas que desagradava Albert era um desconforto natural com barulhos altos repentinos, como bater em uma barra met\u00e1lica.<\/p>\n<p>O primeiro passo do condicionamento em si envolveu assim associar a resposta natural de Albert \u2013 o desconforto com barulhos altos \u2013 com aquelas n\u00e3o-condicionadas. Como na fic\u00e7\u00e3o de Huxley, toda vez que Albert via o pequeno rato branco, a assistente Rosalie passou a assust\u00e1-lo com o s\u00fabito estrondo ao martelar a barra met\u00e1lica. Depois de v\u00e1rias repeti\u00e7\u00f5es, sempre associando o rato branco ao desagrad\u00e1vel susto do estrondo, Watson pareceu ter obtido sucesso. \u201cNa mente infantil essa parelha estava ligada de forma comprometedora\u201d, escreveria Huxley anos depois.<\/p>\n<p>Mesmo sem nenhum barulho, Albert passou a chorar com a vis\u00e3o do pequeno rato branco com que antes queria brincar. Mais do que isso, o beb\u00ea teria generalizado sua resposta condicionada, passando a temer v\u00e1rios outros objetos felpudos, desde coelhos at\u00e9 casacos de pele que, relembrando, inicialmente n\u00e3o temia, e os quais nunca foram mostrados acompanhados do estrondo. No filme vemos o pobre Albert chorando inclusive quando Watson coloca uma m\u00e1scara de Papai Noel, com sua barba branca.<\/p>\n<p>Cruel, sem d\u00favida. Ainda pior porque o est\u00e1gio seguinte dos experimentos, em que Watson tentaria reverter o condicionamento, tentando habitu\u00e1-lo novamente ao ratinho branco ou mesmo associando-o a doces, nunca foi realizado. Albert foi levado pela m\u00e3e para nunca mais ser encontrado.<\/p>\n<p>Rumores davam conta de que a m\u00e3e teria descoberto o que o psic\u00f3logo estava fazendo com seu filho, e indignada teria fugido sem deixar pistas. Albert teria sido adotado por outra fam\u00edlia, e a fobia condicionada teria persistido at\u00e9 a vida adulta. Eram, contudo, apenas rumores. O \u201cPequeno Albert\u201d, parte de um dos mais famosos experimentos psicol\u00f3gicos e inspira\u00e7\u00e3o para parte de uma das obras liter\u00e1rias mais importantes do s\u00e9culo passado havia desaparecido.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco ele parece ter sido finalmente encontrado. <\/p>\n<h2>Encontrando o Pequeno Albert<\/h2>\n<p>Na mais recente edi\u00e7\u00e3o de <em>American Psychologist<\/em>, <a href=\"http:\/\/www.mindhacks.com\/blog\/2009\/10\/little_albert_lost_.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comentada em <em>Mind Hacks<\/em><\/a>, o psic\u00f3logo <strong>Hall Beck<\/strong> revela os resultados de uma exaustiva investiga\u00e7\u00e3o de sete anos que liderou em busca do paradeiro de Albert. Literalmente como detetives, os psic\u00f3logos partiram dos poucos dados conhecidos, come\u00e7ando do local e data em que os experimentos foram realizados, e atrav\u00e9s deles localizaram o nome da enfermeira <strong>Arville Merritte.<\/strong> Tudo indicava que deveria ser a m\u00e3e, mas o rastro n\u00e3o levava muito al\u00e9m.<\/p>\n<p>Foi uma busca pelo seu nome de solteira, Arvilla Irons, que permitiu voltar ao caminho. Isso sugeria que seu nome de casada era provavelmente em si mesmo fict\u00edcio, escondendo o fato de que seu beb\u00ea era ileg\u00edtimo. Arvilla era uma m\u00e3e solteira, e seu beb\u00ea n\u00e3o se chamava Albert, e sim <strong>Douglas<\/strong>. \u201cDouglas Merritte\u201d. Seria o Pequeno Albert?<\/p>\n<p>Para finalmente confirmar o achado, Beck e sua equipe contaram com a colabora\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Irons, que enviou fotos do beb\u00ea que foram ent\u00e3o analisadas por peritos forenses do FBI. Embora as fotografias n\u00e3o fossem muito boas, os resultados, combinados com a coincid\u00eancia dos diversos outros dados rastreados, sugerem fortemente que o pequeno Albert havia sido finalmente encontrado. Noventa anos depois, finalmente saber\u00edamos qual teria sido o destino de Douglas.<\/p>\n<p>Foi um triste destino. Poucos anos depois dos experimentos, em 1922 Douglas parece ter contra\u00eddo meningite e desenvolvido hidrocefalia, um ac\u00famulo de fluido no c\u00e9rebro. Com apenas seis anos de idade, em 1925, o pequeno Douglas faleceu.<\/p>\n<p>Todos os rumores sobre a vida de \u201cAlbert\u201d eram falsos. Douglas viveria apenas mais cinco anos, e n\u00e3o se sabe se nesta curt\u00edssima vida deixou de temer ratos, coelhos ou casacos de pele. <em>Mind Hacks<\/em> cita o final melanc\u00f3lico do artigo da investiga\u00e7\u00e3o de Beck, que visitou o t\u00famulo do pequeno Douglas:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEnquanto observava Gary e Helen colocando flores no t\u00famulo, lembrei-me de um sonho que tive acordado onde imaginava mostrar a um anci\u00e3o surpreso o filme de Watson dele ainda beb\u00ea. Minha<br \/>\npequena fantasia estava entre as d\u00fazias de enganos e mitos inspirados por Douglas.<\/p>\n<p><em>\u2018The sunbeam\u2019s smile, the zephyr\u2019s breath,        <br \/>All that it knew from birth to death.\u2019<\/em><\/p>\n<p>Nenhuma das lendas que encontramos durante nossa investiga\u00e7\u00e3o possu\u00eda base factual. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que a m\u00e3e do beb\u00ea tenha ficado \u2018ultrajada\u2019 com o tratamento de seu filho ou que a fobia de Douglas tenha provado ser resistente a extin\u00e7\u00e3o. Douglas nunca foi decondicionado, e n\u00e3o foi adotado por uma fam\u00edlia ao norte de Baltimore.<\/p>\n<p>Nem ele chegou a ser um senhor de idade. Nossa busca de sete anos foi mais longa que a vida do pequeno garoto. Coloquei flores no t\u00famulo de meu \u2018companheiro\u2019 de longa data, voltei-me e simultaneamente senti uma grande paz e uma profunda solid\u00e3o\u201d. <\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Watson, educador infantil<\/h2>\n<p>O triste fim do pequeno Albert deve cortar o cora\u00e7\u00e3o de qualquer um, e em um primeiro momento, \u00e9 tentador culpar John Watson. No entanto, ainda que a \u00e9tica de seus experimentos seja mais do que question\u00e1vel, o psic\u00f3logo dificilmente pode ser responsabilizado pela morte prematura da crian\u00e7a. O fato de Douglas ser um filho ileg\u00edtimo, combinado com tratamentos muito mais limitados da d\u00e9cada de 1920 e finalmente, o simples e desafortunado acaso s\u00e3o explica\u00e7\u00f5es muito mais razo\u00e1veis para seu tr\u00e1gico fim.<\/p>\n<p>Curiosamente, pouco depois dos experimentos com o Pequeno \u201cAlbert\u201d, Watson foi for\u00e7ado a deixar a universidade <em>Johns Hopkins<\/em> devido a seu caso com a assistente Rosalie Rayner. Sim, exatamente a assistente que pode ser vista nos filmes. Watson era casado e a revela\u00e7\u00e3o da sua rela\u00e7\u00e3o com a assistente provocou certo esc\u00e2ndalo. Assim como com seus experimentos com Douglas, logo surgiriam rumores sobre seu afastamento, incluindo o de que teria conduzido pesquisas sobre a resposta sexual humana\u2026 com a sua amante.<\/p>\n<p>Eram outros tempos, era a d\u00e9cada de 1920, e enquanto o adult\u00e9rio de Watson escandalizava a sociedade, ningu\u00e9m pareceu se importar com as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas dos experimentos com beb\u00eas. Afastado da vida acad\u00eamica, Watson adentraria o mundo da publicidade e, o que pode soar absurdo, a educa\u00e7\u00e3o infantil, escrevendo um livro e v\u00e1rios artigos populares sobre como pais deveriam criar seus filhos.<\/p>\n<p>O absurdo de que o psic\u00f3logo que teria traumatizado um beb\u00ea passaria a dar conselhos sobre como educar crian\u00e7as \u00e9 apenas o choque entre a sociedade atual e a de quase um s\u00e9culo atr\u00e1s. Watson n\u00e3o era um monstro. Justificou-se argumentando que o beb\u00ea poderia ter experi\u00eancia assustadoras no ber\u00e7\u00e1rio, de uma forma ou de outra. Com seus experimentos eles poderiam lhe causar \u201crelativamente pouco dano\u201d, escreveu. Watson era um homem de seu tempo. Era, inclusive, um homem talvez um pouco \u00e0 frente de seu tempo, sendo severamente contr\u00e1rio \u00e0 agress\u00e3o como corretivo infantil.<\/p>\n<p>Finalmente, e o que \u00e9 realmente importante: talvez nem tenha \u201ctraumatizado\u201d Douglas. Assustado, sim. Traumatizado, talvez n\u00e3o.<\/p>\n<h2>Nem t\u00e3o condicionado<\/h2>\n<p>Embora o experimento original tenha sido saudado como uma demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca do condicionamento cl\u00e1ssico em humanos, e ainda que evidencie sim o fen\u00f4meno, uma revis\u00e3o cr\u00edtica do estudo mostra que n\u00e3o h\u00e1 realmente evid\u00eancia s\u00f3lida de que o Pequeno Douglas tenha chegado ao extremo de desenvolver uma fobia por ratos e outros objetos felpudos. Ele pode ter chorado ao ser for\u00e7ado a tocar Watson com a m\u00e1scara de Papai Noel, mas ent\u00e3o, quantos beb\u00eas n\u00e3o-condicionados tamb\u00e9m n\u00e3o fariam o mesmo?<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio estudo original nota que depois de um m\u00eas, n\u00e3o era sempre que Douglas chorava ao ser apresentado a objetos felpudos\u2026 ou mesmo ao pequeno rato branco. Diversas descri\u00e7\u00f5es dos experimentos de Watson costumam exagerar seus resultados. Este foi apenas um experimento, com apenas uma crian\u00e7a, sendo que ap\u00f3s um m\u00eas a resposta condicionada n\u00e3o ocorria sempre.<\/p>\n<p>Watson chega a sugerir que Douglas era um \u201ctipo extremamente fleum\u00e1tico\u201d, que raramente chorava, e que com outro beb\u00ea mais emocionalmente inst\u00e1vel o condicionamento persistiria inalterado mesmo ap\u00f3s um m\u00eas. Apenas especula\u00e7\u00e3o de sua parte.<\/p>\n<p>\u201cPode ser \u00fatil que teoristas modernos de aprendizado vejam como o estudo de Albert motivou pesquisa subsequente (\u2026) mas parece hora de, finalmente, colocar os dados de Watson e Rayner na categoria de resultados \u2018interessantes, mas n\u00e3o-interpret\u00e1veis\u2019\u201d, avaliou <strong>Ben Harris<\/strong>.<\/p>\n<p>O Behaviorismo, do qual Watson foi um dos fundadores, ainda seria influenciado por <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/psicologico\/2008\/10\/skinner-e-a-descoberta-do-condicionamento-operante.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>B.F. Skinner<\/strong><\/a> e passaria por diversas outras modas e modifica\u00e7\u00f5es pelas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Pesquisas posteriores mostraram de forma mais clara que <a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2008\/04\/bf-skinner-explica-pombos-e-apostadores.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sim estamos sujeitos ao condicionamento<\/a>, mas que as coisas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o simples como Watson imaginava.<\/p>\n<p>Por outro lado, as propostas de Watson e Rayner para reverter o condicionamento precederam pr\u00e1ticas terap\u00eauticas futuras, incluindo a <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cognitive-behavioural_therapy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Terapia Cognitivo Comportamental (CBT)<\/a> praticada atualmente, com bons resultados experimentais.<\/p>\n<p>E, para quem ainda se pergunta, hoje em dia experimentos passam por comit\u00eas de \u00e9tica, que n\u00e3o aprovariam a condu\u00e7\u00e3o de experimentos como o do Pequeno Albert. Ainda que h\u00e1 n\u00e3o tanto tempo <a href=\"http:\/\/hypescience.com\/experimentos-antieticos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">outros experimentos duvidosos tenham sido realizados<\/a>.<\/p>\n<p>Douglas poderia ser pequeno e sua vida foi tragicamente curta. A sua hist\u00f3ria, no entanto, \u00e9 bem longa. Ao final, um caso emblem\u00e1tico do que seria o controle da natureza humana, pilar de uma das mais famosas distopias imagin\u00e1rias do s\u00e9culo 20, revela a realidade muito crua e imprevis\u00edvel de uma m\u00e3e solteira, a morte prematura de seu filho, sujeito de uma pesquisa com resultados amb\u00edguos, cujo pesquisador \u00e9 afastado de sua posi\u00e7\u00e3o pela revela\u00e7\u00e3o de um caso extra-conjugal\u2026 para tornar-se educador infantil. [via <a href=\"http:\/\/www.mindhacks.com\/blog\/2009\/10\/little_albert_lost_.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mindhacks<\/a>, <a href=\"http:\/\/librodenotas.com\/guiaparaperplejos\/17039\/el-nino-que-se-asustaba-de-los-conejos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gu\u00eda para perplejos<\/a>]<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n<p> <span style=\"padding-right: 5px;padding-left: 5px;float: left;padding-bottom: 5px;padding-top: 5px\"><a href=\"http:\/\/www.researchblogging.org\"><img decoding=\"async\" style=\"border-top-width: 0px;border-left-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-right-width: 0px\" alt=\"ResearchBlogging.org\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/rb2_large_gray2.png\" \/><\/a><\/span> <span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=The+American+psychologist&amp;rft_id=info%3Apmid%2F19824748&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Finding+Little+Albert%3A+a+journey+to+John+B.+Watson%27s+infant+laboratory.&amp;rft.issn=0003-066X&amp;rft.date=2009&amp;rft.volume=64&amp;rft.issue=7&amp;rft.spage=605&amp;rft.epage=14&amp;rft.artnum=&amp;rft.au=Beck+HP&amp;rft.au=Levinson+S&amp;rft.au=Irons+G&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Physics%2CProbability+and+Statistics%2C+Social+Psychology%2C+Computational+Theory\">Beck HP, Levinson S, &amp; Irons G (2009). Finding Little Albert: a journey to John B. Watson&#8217;s infant laboratory. <span style=\"font-style: italic\">The American psychologist, 64<\/span> (7), 605-14 PMID: <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/19824748\" rev=\"review\">19824748<\/a><\/span>   <\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+Experimental+Psychology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1037%2Fh0069608&amp;rfr_id=info%3As\nid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Conditioned+emotional+reactions.&amp;rft.issn=0022-1015&amp;rft.date=1920&amp;rft.volume=3&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=1&amp;rft.epage=14&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fcontent.apa.org%2Fjournals%2Fxge%2F3%2F1%2F1&amp;rft.au=Watson%2C+J.&amp;rft.au=Rayner%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CProbability+and+Statistics%2C+Social+Psychology%2C+Computational+Theory\">Watson, J., &amp; Rayner, R. (1920). Conditioned emotional reactions. <span style=\"font-style: italic\">Journal of Experimental Psychology, 3<\/span> (1), 1-14 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1037\/h0069608\" rev=\"review\">10.1037\/h0069608<\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=Journal+of+Experimental+Psychology&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1037%2Fh0069608&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Conditioned+emotional+reactions.&amp;rft.issn=0022-1015&amp;rft.date=1920&amp;rft.volume=3&amp;rft.issue=1&amp;rft.spage=1&amp;rft.epage=14&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fcontent.apa.org%2Fjournals%2Fxge%2F3%2F1%2F1&amp;rft.au=Watson%2C+J.&amp;rft.au=Rayner%2C+R.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Psychology%2CProbability+and+Statistics%2C+Social+Psychology%2C+Computational+Theory\"><\/span><\/p>\n<p><span class=\"Z3988\" title=\"ctx_ver=Z39.88-2004&amp;rft_val_fmt=info%3Aofi%2Ffmt%3Akev%3Amtx%3Ajournal&amp;rft.jtitle=American+Psychologist&amp;rft_id=info%3Adoi%2F10.1037%2F0003-066X.34.2.151&amp;rfr_id=info%3Asid%2Fresearchblogging.org&amp;rft.atitle=Whatever+happened+to+little+Albert%3F&amp;rft.issn=0003-066X&amp;rft.date=1979&amp;rft.volume=34&amp;rft.issue=2&amp;rft.spage=151&amp;rft.epage=160&amp;rft.artnum=http%3A%2F%2Fcontent.apa.org%2Fjournals%2Famp%2F34%2F2%2F151&amp;rft.au=Harris%2C+B.&amp;rfe_dat=bpr3.included=1;bpr3.tags=Physics%2CProbability+and+Statistics%2C+Social+Psychology%2C+Computational+Theory\">Harris, B. (1979). Whatever happened to little Albert? <span style=\"font-style: italic\">American Psychologist, 34<\/span> (2), 151-160 DOI: <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1037\/0003-066X.34.2.151\" rev=\"review\">10.1037\/0003-066X.34.2.151<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDas filas de beb\u00eas que se arrastavam a quatro p\u00e9s, elevaram-se gritinhos de excita\u00e7\u00e3o, murm\u00farios e gorgolejos de prazer. O Diretor esfregou as m\u00e3os. &#8211; Excelente! &#8211; comentou. E, levantando a m\u00e3o, deu o sinal. A Enfermeira-Chefe baixou uma pequena alavanca. Houve uma explos\u00e3o violenta. Aguda, cada vez mais aguda, uma sirene apitou. 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