{"id":1767,"date":"2010-03-17T01:04:47","date_gmt":"2010-03-17T04:04:47","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2010\/03\/a_grande_coincidncia_csmica\/"},"modified":"2010-03-17T01:04:47","modified_gmt":"2010-03-17T04:04:47","slug":"a_grande_coincidncia_csmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2010\/03\/17\/a_grande_coincidncia_csmica\/","title":{"rendered":"A Grande Coincid\u00eancia C\u00f3smica: Eclipses e a Dan\u00e7a das Mil M\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/antwrp.gsfc.nasa.gov\/apod\/ap100316.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;border-left-width: 0px\" border=\"0\" alt=\"eclipsecoincidencia\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/eclipsecoincidencia1.jpg\" width=\"500\" height=\"309\" \/><\/a> <\/p>\n<p>J\u00e1 dizia o Papa <strong>Ibrahim C\u00e9sar<\/strong> que \u201c<a href=\"http:\/\/1001gatos.org\/onde-esta-o-meu-jetpack\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o mundo \u00e9 fod\u00e1sticamente m\u00e1gico<\/a>\u201d. As montanhas flutuantes de <em>Avatar<\/em> deslizando sobre campos de anti-gravidade (?) em Pandora podem ser belas fantasias, mas a realidade das montanhas de \u00e1gua com a massa de dez mil avi\u00f5es jumbo flutuando no c\u00e9u, mais conhecidas como <strong>nuvens<\/strong>, \u00e9 no m\u00ednimo algo t\u00e3o complexo, maravilhoso e encantador.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito, muito mais para ser desvendado, compreendido e apreciado, e entre esses detalhes incr\u00edveis que passam comumente despercebidos, est\u00e3o os eclipses totais do Sol.<\/p>\n<p>Eclipses em si mesmos n\u00e3o s\u00e3o eventos t\u00e3o raros. O alinhamento entre um planeta, um de seus sat\u00e9lites e o Sol \u00e9 interessante, mas n\u00e3o \u00e9 algo raro. Nos diversos outros planetas do sistema solar, voc\u00ea ver\u00e1 eclipses, at\u00e9 com mais frequ\u00eancia do que na Terra.<\/p>\n<p>Mas um eclipse solar total, e mais, um eclipse solar total em que a lua encubra quase perfeitamente o Sol, sem muito mais, sem muito menos\u2026 este \u00e9 um fen\u00f4meno que s\u00f3 podemos observar do planeta Terra. E s\u00f3 podemos observar durante um per\u00edodo determinado, pois h\u00e1 alguns milh\u00f5es de anos, e daqui a mais outros milh\u00f5es de anos, esta conjun\u00e7\u00e3o n\u00e3o se far\u00e1 t\u00e3o perfeita.<\/p>\n<p>Porque, e este \u00e9 o detalhe mais incr\u00edvel de todos: <strong>esta conjun\u00e7\u00e3o \u00e9 uma mera coincid\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhum mecanismo f\u00edsico que determine que, para n\u00f3s sobre a superf\u00edcie terrestre, o tamanho aparente da Lua seja aproximadamente o mesmo que o tamanho aparente do Sol. Ocorre que a Lua j\u00e1 esteve muito mais pr\u00f3xima do planeta \u2013 e portanto, surgia muito maior na ab\u00f3bada celeste \u2013 e est\u00e1 gradualmente se afastando, diminuindo seu tamanho aparente.<\/p>\n<p>N\u00f3s vivemos em uma \u00e9poca em que este tamanho \u00e9 aproximadamente o mesmo que o do Sol, e assim podemos apreciar imagens como a que adorna o topo deste texto: uma combina\u00e7\u00e3o digital de m\u00faltiplas imagens capturadas do eclipse total de 2008 na Mong\u00f3lia. Ao fundo se v\u00ea a corona solar, jatos de plasma hiperquentes com v\u00e1rias vezes o tamanho da Terra, e em primeiro plano pode-se ver claramente a superf\u00edcie\u2026 da Lua! Que encobre quase perfeitamente a superf\u00edcie do Sol.<\/p>\n<p>Lembra a fant\u00e1stica \u201cdan\u00e7a das mil m\u00e3os\u201d chinesa, mas \u00e9 uma dan\u00e7a realizada pelos dois principais corpos que adornam nossos c\u00e9us todos os dias, todas as noites.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p>Atr\u00e1s da dan\u00e7arina na frente, a Lua, est\u00e1 o Sol, e suas m\u00e3os s\u00e3o a corona registrada na imagem ao topo.<\/p>\n<p>Escrevi h\u00e1 alguns anos um texto mais longo sobre esta grande coincid\u00eancia c\u00f3smica, que \u00e9 uma leitura recomendada especialmente para qualquer um que j\u00e1 esteja tentado a alguma interpreta\u00e7\u00e3o m\u00edstica envolvendo deuses ou mesmo extraterrestres para explicar esta coincid\u00eancia: <a href=\"http:\/\/www.ceticismoaberto.com\/ciencia\/2111\/o-lado-escuro-da-lua-a-grande-coincidncia-csmica-e-uma-explicao-heterodoxa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>O Lado Escuro da Lua, a Grande Coincid\u00eancia C\u00f3smica e uma Explica\u00e7\u00e3o Heterodoxa<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Simplesmente, coincid\u00eancias acontecem.<\/p>\n<p>O deslumbramento e a simples perplexidade que esta coincid\u00eancia provoca, no entanto, merece toda surpresa e aprecia\u00e7\u00e3o. E ela n\u00e3o surge apenas durante eclipses solares: basta olhar para o c\u00e9u e lembrar que o tamanho do Sol \u00e9 aparentemente o mesmo que o da Lua.<\/p>\n<p>Por puro acaso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 dizia o Papa Ibrahim C\u00e9sar que \u201co mundo \u00e9 fod\u00e1sticamente m\u00e1gico\u201d. As montanhas flutuantes de Avatar deslizando sobre campos de anti-gravidade (?) em Pandora podem ser belas fantasias, mas a realidade das montanhas de \u00e1gua com a massa de dez mil avi\u00f5es jumbo flutuando no c\u00e9u, mais conhecidas como nuvens, \u00e9 no m\u00ednimo algo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":467,"featured_media":1768,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[11,15],"tags":[],"class_list":["post-1767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","category-espaco"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/eclipsecoincidencia.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/467"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}