{"id":1808,"date":"2010-06-02T16:04:05","date_gmt":"2010-06-02T19:04:05","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2010\/06\/jonathan_o_frankenstein\/"},"modified":"2010-06-02T16:04:05","modified_gmt":"2010-06-02T19:04:05","slug":"jonathan_o_frankenstein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2010\/06\/02\/jonathan_o_frankenstein\/","title":{"rendered":"Jonathan, o Frankenstein"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto\" border=\"0\" alt=\"frankensteincolin-clife\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/frankensteincolinclife1.jpg\" width=\"500\" height=\"295\" \/> <\/p>\n<p>Em meio a rel\u00e2mpagos e trovoadas de uma tempestade, o cientista maluco, o <strong>doutor Frankenstein<\/strong>, comemora descontroladamente. \u201c<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5URYhXE55bo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Est\u00e1 vivo! Est\u00e1 vivo!<\/a>\u201d, grita enquanto a cria\u00e7\u00e3o monstruosa que acabar\u00e1 por mat\u00e1-lo adquire vida. \u00c9 a imagem gravada fundo na consci\u00eancia coletiva do complexo de Frankenstein, dos perigos da ci\u00eancia descontrolada. O an\u00fancio recente de mais um passo na dire\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/genereporter.blogspot.com\/2010\/05\/vida-sintetica-e-artificialismos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">vida sint\u00e9tica<\/a> provocou medo, enquanto o principal respons\u00e1vel foi imediatamente comparado ao doutor que gritava \u201cest\u00e1 vivo!\u201d. Uma busca por \u201c<a href=\"http:\/\/www.google.com\/search?hl=&amp;q=craig+venter+frankenstein\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Craig Venter Frankenstein<\/a>\u201d retorna mais de 30.000 resultados, muitos dos quais de ve\u00edculos importantes de m\u00eddia.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de terror de <strong>Mary Shelley<\/strong> cumpre um bom papel ao chamar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de que conquistas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas sejam sempre cercadas de cautela e discuss\u00e3o. Como seres emocionais, contudo, o monstro de Frankenstein talvez fale bem demais com nossos sentimentos e muito pouco com a raz\u00e3o, elemento essencial para que a cautela n\u00e3o se transforme simplesmente em um p\u00e2nico t\u00e3o insano quanto o do fict\u00edcio doutor.<\/p>\n<p>Para lidar com isso na mesma moeda e contrabalan\u00e7ar o jogo, apresentamos aqui um ador\u00e1vel v\u00eddeo muito real de <strong>Jonathan<\/strong>. Um beb\u00ea de oito meses com problemas auditivos, no momento da ativa\u00e7\u00e3o do implante coclear que permite que finalmente escute sons.<\/p>\n<p align=\"center\">\n<p>Assista atentamente, na marca de cinco segundos o m\u00e9dico diz \u201c<em>it\u2019s back on again<\/em>\u201d, ou \u201c<em>est\u00e1 ligado de novo<\/em>\u201d, e como um interruptor de luz, ou mesmo como um raio, a express\u00e3o do beb\u00ea muda instantaneamente enquanto nossos cora\u00e7\u00f5es se derretem pouco a pouco. Mais de 150.000 pessoas j\u00e1 receberam implantes cocleares e passaram a escutar melhor o mundo de sons que nos cerca, em dispositivos eletr\u00f4nicos que n\u00e3o s\u00e3o movidos a tempestades tenebrosas nem criados por cientistas malucos, mas sim por simples baterias e uma comunidade m\u00e9dica e cient\u00edfica trabalhando para melhorar nossa qualidade de vida. Se voc\u00ea ficou curioso, a amiga <strong>Giseli Ramos<\/strong>, \u201cuma ciborgue com ouvido bi\u00f4nico\u201d, conta mais sobre <a href=\"http:\/\/www.giseliramos.com.br\/blog\/category\/implante-coclear\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sua experi\u00eancia com implantes cocleares<\/a>.<\/p>\n<p>Ci\u00eancia e tecnologia s\u00e3o instrumentos poderos\u00edssimos que podem nos permitir concretizar praticamente tudo que imaginarmos, sejam estes sonhos ou pesadelos. Compreender melhor estas possibilidades e discuti-las com toda a sociedade \u00e9 o que diferencia um doutor Frankenstein isolado em seu castelo de centenas de milhares de Jonathans acessando um mundo de sensa\u00e7\u00f5es com o ligar de um interruptor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio a rel\u00e2mpagos e trovoadas de uma tempestade, o cientista maluco, o doutor Frankenstein, comemora descontroladamente. \u201cEst\u00e1 vivo! Est\u00e1 vivo!\u201d, grita enquanto a cria\u00e7\u00e3o monstruosa que acabar\u00e1 por mat\u00e1-lo adquire vida. \u00c9 a imagem gravada fundo na consci\u00eancia coletiva do complexo de Frankenstein, dos perigos da ci\u00eancia descontrolada. O an\u00fancio recente de mais um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":467,"featured_media":1809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[27,32],"tags":[],"class_list":["post-1808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medicina","category-tecnologia"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/frankensteincolinclife.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/467"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1808"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1808\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}