{"id":565,"date":"2007-10-15T18:12:29","date_gmt":"2007-10-15T21:12:29","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2007\/10\/o-gyrobus\/"},"modified":"2007-10-15T18:12:29","modified_gmt":"2007-10-15T21:12:29","slug":"o-gyrobus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2007\/10\/15\/o-gyrobus\/","title":{"rendered":"O Gyrobus"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/gyrobus432hjk1.jpg\" width=\"500\" height=\"356\" border=\"0\"><br \/>\nO que esses &#xF4;nibus de apar&#xEA;ncia terr&#xED;vel t&#xEA;m de especial? S&#xE3;o alguns exemplares do <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gyrobus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gyrobus<\/a>, um m&#xE9;todo de transporte fabuloso, e talvez o mais pr&#xF3;ximo que teremos de um &#xF4;nibus movido a corda. Porque, voc&#xEA; v&#xEA;, o Gyrobus estava equipado com uma enorme roda para armazenar energia.<br \/>\nSe voc&#xEA; girar uma roda pesada, ela ir&#xE1; continuar girando por um bom tempo, conservando a energia aplicada como uma esp&#xE9;cie de bateria. Este princ&#xED;pio simples pode ser aplicado de forma sofisticada em &#8220;baterias eletromec&#xE2;nicas&#8221; &#xFA;teis, bastando lidar melhor com os inconvenientes como o atrito do ar, rolamentos e alguns outros. O Gyrobus, desenvolvido na Su&#xED;&#xE7;a nos anos 1940, aplicou a id&#xE9;ia na pr&#xE1;tica, e contava com uma roda de 1,5 tonelada, girada a 3.000 rota&#xE7;&#xF5;es por minuto. Era a bateria eletromec&#xE2;nica do &#xF4;nibus. Um motor el&#xE9;trico tratava de &#8220;carregar&#8221; a bateria, acelerando a roda, e quando o &#xF4;nibus estava em circula&#xE7;&#xE3;o, o motor se convertida em gerador, convertendo a energia mec&#xE2;nica armazenada em eletricidade que movia finalmente os motores el&#xE9;tricos que impulsionavam a geringon&#xE7;a.<br \/>\nNa fotografia acima, um dos Gyrobus est&#xE1; carregando sua &#8220;roda&#8221;, em um dos postos de recarga que ficavam a cada quatro quil&#xF4;metros. N&#xE3;o era uma autonomia muito grande, e as velocidades de at&#xE9; 60Km\/h tamb&#xE9;m n&#xE3;o impressionavam. Ao final, testada efetivamente com dezenas de &#xF4;nibus, a tecnologia provou ser pouco confi&#xE1;vel e, fatalmente, menos eficiente que formas mais convencionais de armazenamento de energia el&#xE9;trica. &#xC9; um dos motivos pelos quais os Gyrobus de 1940 foram quase completamente esquecidos &#8212; voc&#xEA; pode conferir <a href=\"http:\/\/www.fbw.ch\/galerie\/Gyrobus\/gyrobus.HTM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais imagens aqui<\/a>, incluindo uma <a href=\"http:\/\/www.fbw.ch\/galerie\/Gyrobus\/gyrotechnik.HTM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">olhada no chassi de um deles<\/a>.<br \/>\nMas a id&#xE9;ia de baterias eletromec&#xE2;nicas n&#xE3;o morreu, e continua sendo desenvolvida. Novos avan&#xE7;os em materiais e tecnologias &#8212; como rolamentos magn&#xE9;ticos permanentes de supercondutores &#8212; podem vir a tornar a id&#xE9;ia pr&#xE1;tica. Um artigo em Damn Interesting, em ingl&#xEA;s, faz <a href=\"http:\/\/www.damninteresting.com\/?p=909\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um bom sum&#xE1;rio do conceito<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que esses &#xF4;nibus de apar&#xEA;ncia terr&#xED;vel t&#xEA;m de especial? S&#xE3;o alguns exemplares do Gyrobus, um m&#xE9;todo de transporte fabuloso, e talvez o mais pr&#xF3;ximo que teremos de um &#xF4;nibus movido a corda. Porque, voc&#xEA; v&#xEA;, o Gyrobus estava equipado com uma enorme roda para armazenar energia. 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