{"id":634,"date":"2007-11-14T01:25:51","date_gmt":"2007-11-14T04:25:51","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2007\/11\/novo-vdeo-da-terra-vista-da-lua\/"},"modified":"2007-11-14T01:25:51","modified_gmt":"2007-11-14T04:25:51","slug":"novo-vdeo-da-terra-vista-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2007\/11\/14\/novo-vdeo-da-terra-vista-da-lua\/","title":{"rendered":"Novo v\u00eddeo da Terra vista da Lua"},"content":{"rendered":"<blockquote><\/blockquote>\n<p>N&#xE3;o perca o v&#xED;deo do nascer e p&#xF4;r da Terra como vistos pela sonda japonesa Kaguya, na &#xF3;rbita da Lua, em 18 de outubro passado. Capturadas a 380.000km de dist&#xE2;ncia de nosso planeta &#8212; e a 100km da superf&#xED;cie de nosso sat&#xE9;lite natural &#8212; as imagens originais s&#xE3;o as primeiras em alta defini&#xE7;&#xE3;o. O que, infelizmente, n&#xE3;o &#xE9; o que vemos no clipe do Youtube acima.<br \/>\nPara ter uma id&#xE9;ia melhor do que a NHK &#8212; o canal de TV estatal japon&#xEA;s &#8212; ainda ir&#xE1; transmitir aos telesctadores nip&#xF4;nicos com TV digital em alta defini&#xE7;&#xE3;o, clique na imagem abaixo para ver apenas 1 (um) quadro de 1920&#215;1080 pixels. E imagine dezenas de quadros com essa qualidade por segundo, enquanto a Terra nasce ou se p&#xF5;e na Lua:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.jaxa.jp\/press\/2007\/11\/img\/20071113_kaguya_02l.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/terraluakaguyae32hjk1.jpg\" width=\"500\" height=\"218\" border=\"0\"><\/a><br \/>\nVeja mais no <a href=\"http:\/\/www.jaxa.jp\/press\/2007\/11\/20071113_kaguya_e.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">press release da JAXA<\/a>.<br \/>\nUm astronauta Apollo j&#xE1; havia comentado como, da Lua, basta estender o polegar para cobrir todo o nosso planeta. E como dizia Sagan sobre nosso <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/P%C3%A1lido_Ponto_Azul\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">P&#xE1;lido Ponto Azul<\/a>:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;&#xC9; ali. &#xC9; a nossa casa. Somos n&#xF3;s. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, todos os que conhecemos de quem ouvimos falar, todos os seres humanos que j&#xE1; existiram, vivem ou viveram as suas vidas.<br \/>\nToda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as in&#xFA;meras religi&#xF5;es, ideologias e doutrinas econ&#xF4;micas, todos os ca&#xE7;adores e saqueadores, her&#xF3;is e covardes, criadores e destruidores de civiliza&#xE7;&#xF5;es, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e m&#xE3;es, todas as crian&#xE7;as, todos os inventores e exploradores, professores de moral, pol&#xED;ticos corruptos, &#8220;superastros&#8221;, &#8220;l&#xED;deres supremos&#8221;, todos os santos e pecadores da hist&#xF3;ria de nossa esp&#xE9;cie, ali &#8211; num gr&#xE3;o de poeira suspenso num raio de sol.<br \/>\nA Terra &#xE9; um palco muito pequeno em uma imensa arena c&#xF3;smica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na gl&#xF3;ria do triunfo, pudessem ser os senhores moment&#xE2;neos de uma fra&#xE7;&#xE3;o deste ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes mal distingu&#xED;veis de algum outro canto em seus freq&#xFC;entes conflitos, em sua &#xE2;nsia de rec&#xED;proca destrui&#xE7;&#xE3;o, em seus &#xF3;dios ardentes.<br \/>\nNossas atitudes, nossa pretensa import&#xE2;ncia, a ilus&#xE3;o de que temos uma posi&#xE7;&#xE3;o privilegiada no universo, tudo &#xE9; posto em d&#xFA;vida por este ponto de luz p&#xE1;lida. O nosso planeta &#xE9; um pontinho solit&#xE1;rio na grande escurid&#xE3;o c&#xF3;smica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensid&#xE3;o, n&#xE3;o h&#xE1; nenhum ind&#xED;cio de que, de algum outro mundo, vir&#xE1; socorro que nos salve de n&#xF3;s mesmos.<br \/>\nA Terra &#xE9;, at&#xE9; agora, o &#xFA;nico mundo conhecido que abriga a vida. N&#xE3;o h&#xE1; nenhum outro lugar, ao menos em futuro pr&#xF3;ximo, para onde nossa esp&#xE9;cie possa migrar. Visitar, sim. Estabelecer-se, ainda n&#xE3;o. Goste-se ou n&#xE3;o, no momento a Terra &#xE9; o nosso posto.<br \/>\nTem-se dito que Astronomia &#xE9; uma experi&#xEA;ncia que forma o car&#xE1;ter e ensina humildade.<br \/>\nTalvez n&#xE3;o exista melhor comprova&#xE7;&#xE3;o das loucuras da vaidade humana do que esta distante imagem de nosso mundo min&#xFA;sculo. &#8220;Para mim, ela sublinha a responsabilidade de nos relacionarmos mais bondosamente uns com os outros e de preservarmos e amarmos o p&#xE1;lido ponto azul, o &#xFA;nico lar que conhecemos.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Da Lua, a Terra parece bem menor, mas ainda &#xE9; um astro. Contudo, ironicamente, coberta por um simples polegar j&#xE1; permite compreender algo da humildade de que o astr&#xF4;nomo falava.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&#xE3;o perca o v&#xED;deo do nascer e p&#xF4;r da Terra como vistos pela sonda japonesa Kaguya, na &#xF3;rbita da Lua, em 18 de outubro passado. Capturadas a 380.000km de dist&#xE2;ncia de nosso planeta &#8212; e a 100km da superf&#xED;cie de nosso sat&#xE9;lite natural &#8212; as imagens originais s&#xE3;o as primeiras em alta defini&#xE7;&#xE3;o. 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