{"id":702,"date":"2007-12-14T20:27:31","date_gmt":"2007-12-14T23:27:31","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/100nexos\/2007\/12\/use-sua-tv-como-um-radar\/"},"modified":"2007-12-14T20:27:31","modified_gmt":"2007-12-14T23:27:31","slug":"use-sua-tv-como-um-radar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/2007\/12\/14\/use-sua-tv-como-um-radar\/","title":{"rendered":"Use sua TV como um radar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.frisnit.com\/radar\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/tvradarpassive321hjkfs1.jpg\" width=\"500\" height=\"184\" border=\"0\"><\/a><br \/>\nE nem precisa (ou deve) ser uma TV digital. Usando apenas sua <b>engenhosidade alavancada pela ci&#xEA;ncia<\/b>, um ingl&#xEA;s foi capaz de <b>usar os &#8220;fantasmas&#8221; em sua televis&#xE3;o para localizar a origem do sinal atrapalhando sua recep&#xE7;&#xE3;o<\/b>. &#xC9; o princ&#xED;pio sofisticado por tr&#xE1;s dos <b>radares passivos<\/b>, e vale contar algo sobre <a href=\"http:\/\/www.frisnit.com\/radar\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">como ele o fez<\/a>.<br \/>\nAntes de mais nada, &#xE9; preciso explicar <b>o que &#xE9; um &#8220;fantasma&#8221;<\/b>. Ou melhor, todo sabem o que &#xE9; um fantasma em um sinal de TV, mas a sua causa &#xE9; menos conhecida. S&#xE3;o grandes objetos que acabam refletindo o sinal original da emissora de TV, e como o sinal refletido percorre um caminho diferente para chegar at&#xE9; sua antena, tamb&#xE9;m leva um tempo diferente, e se sobrep&#xF5;e sobre o original. <b>O resultado &#xE9; o &#8220;fantasma&#8221;, algo como um eco<\/b>.<br \/>\nNote que <b>um objeto grande refletir um sinal de r&#xE1;dio &#xE9; exatamente o princ&#xED;pio do radar<\/b>. E, no radar passivo, o que se tem &#xE9; um dispositivo capaz de perceber as diferen&#xE7;as entre o sinal original e o sinal refletido. Que pode ser mesmo uma televis&#xE3;o com fantasmas.<br \/>\nSabendo os dados sobre a freq&#xFC;&#xEA;ncia do sinal de TV e como &#xE9; decodificado pelo aparelho, basta medir a posi&#xE7;&#xE3;o do sinal fantasma em rela&#xE7;&#xE3;o ao sinal original na TV. Com isso, &#xE9; poss&#xED;vel calcular a diferen&#xE7;a de tempo e logo a dist&#xE2;ncia percorrida pelo sinal fantasma. Com a posi&#xE7;&#xE3;o de sua casa e a da emissora de TV como focos, tra&#xE7;a-se assim uma elipse que define todos os pontos que poderiam conter o grande objeto refletor culpado. Foi o que o ingl&#xEA;s fez, e <b>ao tra&#xE7;ar a elipse, descobriu que ela cruzava um grande conjunto de pr&#xE9;dios<\/b>. Seria ele o culpado?<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/100nexos\/wp-content\/uploads\/sites\/219\/2011\/08\/reflectorradar23k.jpg\" width=\"500\" height=\"205\" border=\"0\"><br \/>\nPara fechar a quest&#xE3;o, ele ent&#xE3;o direcionou sua antena para o grupo de pr&#xE9;dios e&#8230; o sinal fantasma ficou mais forte! <b>Sua TV e antena, e principalmente, seu c&#xE9;rebro, funcionaram como um radar<\/b>.<br \/>\nOK, pode ser algo a empolgar apenas a nerds, j&#xE1; que remover as fontes de sinais fantasmas &#xE9; quase sempre muito pouco pr&#xE1;tico &#8212; &#xE9; mais simples comprar uma TV digital. Mas como o autor disse, &#8220;<b>&#xE9; provavelmente a coisa mais interessante que j&#xE1; vi na TV h&#xE1; tempos<\/b>&#8220;. Serve para pensar que <b>todos aqueles fantasmas na sua TV anal&#xF3;gica s&#xE3;o sinais refletidos de objetos que, se voc&#xEA; n&#xE3;o tiver nada melhor a fazer, pode tentar localizar com precis&#xE3;o<\/b>.<br \/>\nTamb&#xE9;m &#xE9; <b>uma demonstra&#xE7;&#xE3;o bela sobre como a ci&#xEA;ncia simplesmente funciona<\/b>. Para fazer algo assim, &#xE9; necess&#xE1;rio conhecer a velocidade da luz, e que ela seja constante. A eleg&#xE2;ncia de aplicar todos estes conhecimentos de forma simples lembra como voc&#xEA; pode tamb&#xE9;m <a href=\"http:\/\/www.gluon.com.br\/blog\/2005\/11\/01\/velocidade-da-luz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">medir a pr&#xF3;pria velocidade da luz com um microondas e marshmallows ou chocolate<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E nem precisa (ou deve) ser uma TV digital. 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