{"id":1332,"date":"2011-12-29T11:28:03","date_gmt":"2011-12-29T14:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/amigodemontaigne\/?p=1332"},"modified":"2011-12-29T11:28:03","modified_gmt":"2011-12-29T14:28:03","slug":"2011-meu-balanco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/amigodemontaigne\/2011\/12\/29\/2011-meu-balanco\/","title":{"rendered":"2011: meu balan\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/amigodemontaigne\/2011\/12\/2011-meu-balanco\/attachment\/0601\/\" rel=\"attachment wp-att-1337\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1337\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/amigodemontaigne\/wp-content\/uploads\/sites\/206\/2011\/12\/0601-545x674.jpg\" alt=\"\" width=\"545\" height=\"674\" \/><\/a><\/div>\n<p>O pr\u00f3ximo ano est\u00e1 a\u00ed. O ano que agora finda nos legou algumas li\u00e7\u00f5es. De longe, a mais importante delas foi a derrocada do livre mercado fundamentalista e do capitalismo assim baseado. Quem havia enterrado Keynes n\u00e3o poderia estar mais equivocado. Estados se agigantam para que a crise seja detida. Preju\u00edzos privados s\u00e3o convertidos em d\u00edvida p\u00fablica. A globaliza\u00e7\u00e3o mostra que nada mais \u00e9 que um fen\u00f4meno econ\u00f4mico que n\u00e3o pode romper as barreiras pol\u00edticas. A China se globaliza comercialmente mas mant\u00e9m o r\u00edgido isolamento e cerceamento pol\u00edtico. A Primavera \u00c1rabe desenha um novo mundo em que a sucess\u00e3o do poder n\u00e3o pode mais ser garantida em nome de uma question\u00e1vel tradi\u00e7\u00e3o. Movimentos como Ocupar Wall Street se rebelam contra a perversa l\u00f3gica de perpetua\u00e7\u00e3o da iniquidade social. E o Brasil, apoiado num discurso panglossiano, n\u00e3o enxerga que os problemas de infra-estrutura e a p\u00e9ssima educa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o entraves intranspon\u00edveis em poucos anos.<\/p>\n<p>Na m\u00fasica, 2011 foi um ano de mais do mesmo. Sem coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Na literatura, mais uma decep\u00e7\u00e3o com a escolha pol\u00edtica do Nobel. Tomas Transtr\u00f6mer se junta a Herta M\u00fcller e a Le Cl\u00e9zio na galeria das escolhas, no m\u00ednimo, question\u00e1veis. O lado bom foram as reedi\u00e7\u00f5es de grandes cl\u00e1ssicos em portugu\u00eas, em especial &#8220;Guerra e Paz&#8221; e &#8220;Os miser\u00e1veis&#8221;, ambas pela Cosac Naify. O obra de Tolst\u00f3i foi, pela primeira vez, traduzida diretamente do russo por Rubens Figueiredo. Pedro Maciel nos legou mais um romance-ensaio arrebatador. &#8220;Previs\u00f5es de um cego&#8221; (ed. LeYa) \u00e9 carregado de lirismo e refor\u00e7a a voca\u00e7\u00e3o do escritor que repara naquilo que outros apenas enxergam. Edmund de Waal e os 264 netsuqu\u00eas foram outra grata surpresa que acabo de ler. &#8220;A lebre com olhos de \u00e2mbar&#8221; (ed. Intr\u00ednseca) \u00e9 daqueles livros que nos causam tristeza quando terminamos, pois a hist\u00f3ria poderia se prolongar sem fim, nos legando, homeopaticamente, uma ou duas p\u00e1ginas por dia. Mas dizem que o infinito habita em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Enfim, 2011 n\u00e3o deixar\u00e1 muita saudade. Esperemos 2012. E como escreveu Luis Fernando Verissimo no Estad\u00e3o de hoje, &#8220;e f\u00e9 em 2012, pois anos pares s\u00e3o sempre melhores do que anos \u00edmpares, uma estat\u00edstica hist\u00f3rica que eu acabei de inventar para nos animar&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>P.S.: Seria injusto com algumas pessoas se n\u00e3o registra-se aqui, no rodap\u00e9, que, no plano pessoal, 2011 foi o melhor ano da minha vida. Inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O pr\u00f3ximo ano est\u00e1 a\u00ed. O ano que agora finda nos legou algumas li\u00e7\u00f5es. De longe, a mais importante delas foi a derrocada do livre mercado fundamentalista e do capitalismo assim baseado. Quem havia enterrado Keynes n\u00e3o poderia estar mais equivocado. Estados se agigantam para que a crise seja detida. 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