{"id":328,"date":"2008-10-01T20:43:00","date_gmt":"2008-10-01T23:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/amigodemontaigne\/2008\/10\/indignation\/"},"modified":"2008-10-01T20:43:00","modified_gmt":"2008-10-01T23:43:00","slug":"indignation","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/amigodemontaigne\/2008\/10\/01\/indignation\/","title":{"rendered":"&#8220;Indignation&#8221;"},"content":{"rendered":"<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/amigodemontaigne\/files\/2011\/08\/guerra%2Bda%2Bcor%C3%A9ia.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/amigodemontaigne\/wp-content\/uploads\/sites\/206\/2011\/08\/guerradacorC3A9ia1.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><span style=\"font-size:78%\"> Uma equipe de atiradores de elite do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos em servi\u00e7o na Guerra da Cor\u00e9ia<\/span><\/div>\n<div align=\"center\"><span style=\"font-size:78%\"><\/span><\/p>\n<div align=\"justify\">Philip Roth j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo. Durante o v\u00f4o (ainda se acentua, caro Presidente) de retorno ao Brasil, li <em>Indignation,<\/em> seu livro mais recente e ainda sem tradu\u00e7\u00e3o por aqui. O narrador-protagonista \u00e9 o jovem judeu ateu (\u00e9 curioso como j\u00e1 ouvi indiv\u00edudos de ascend\u00eancia judaica se declararem judeus ateus; os mais famosos que me ocorrem agora s\u00e3o Oliver Sacks e Woody Allen) Marcus Messner, filho \u00fanico e de conduta exemplar de um a\u00e7ogueiro <em>kosher<\/em> do sub\u00farbio de Newark. O cen\u00e1rio, para quem conhece Roth, n\u00e3o \u00e9 novo. O vigor, sim. Menor. Parece que o talentoso criador de Zuckerman deixou de lado as sutilezas habituais e fez quest\u00e3o de deixar expl\u00edcita a &#8220;mensagem&#8221; de <em>Indignation, <\/em>at\u00e9 mesmo nas \u00faltimas palavras do livro:<em> &#8220;of the terrible, the incomprehensible way one&#8217;s most banal, incidental, even comical choices achieve the most disproportionate result&#8221;.<\/em> A retid\u00e3o de car\u00e1ter e a incorruptibilidade intelectual de Marcus Messner, que produzem os melhores momentos do livro e a memor\u00e1vel cena em que ele &#8220;declama&#8221; passagens de cor do Bertrand Russel de <em>Why I Am Not a Christian<\/em> para o diretor &#8220;chat\u00f3lico&#8221; da Universidade de Winesburg &#8211; aqui uma clara alus\u00e3o a <em>Winesburg, Ohio<\/em> de Sherwood Anderson &#8211; custam a vida do jovem narrador-defunto. O sentimento de culpa que \u00e9 introjetado no brilhante Marcus Messner por sua <em>idishe mama<\/em> remete o leitor n\u00e3o mais a um c\u00f4mico mas agora tr\u00e1gico Alexander Portnoy. O problema \u00e9 que isso \u00e9 feito, novamente, de maneira crua, escancarada, sem dar chance ao leitor de apreender nas entrelinhas, gradativamente, a atmosfera asfixiante de ser uma v\u00edtima e ref\u00e9m da opressora rela\u00e7\u00e3o familiar judaica. Ainda que sem a mesma for\u00e7a de seus outros 28 romances, o Roth de <em>Indignation<\/em> deve ser lido, pois o \u00f3bvio muitas vezes tem de ser dito. E n\u00f3s, ap\u00f3s a morte de Zuckerman e de Marcus Messner, aprendemos que a vida \u00e9 feita muito mais de imponderabilidades do que de certezas. <\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe de atiradores de elite do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos em servi\u00e7o na Guerra da Cor\u00e9ia Philip Roth j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo. 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