Uma nova proposta para a escola: Ensino Híbrido e a Personalização do Ensino

O ensino híbrido pode dar um novo sentido à escola.

O propósito da escola resume-se em apenas tirar boas notas? Qual o significado que a escola tem para alunos e professores? Aprender o que? Pra que? Veja abaixo como o ensino híbrido pode mudar a perspectiva da escola em relação a alunos e professores, trazendo assim novo sentido à vida escolar.

Os discursos a respeito das mudanças necessárias na escola estão por todos os lados,  podemos encontrá-los nas grandes mídias, em conversas entre acadêmicos, professores, demais profissionais da área educacional. Até mesmo os alunos clamam por uma revolução nos modelos educacionais. Os modelos que temos atualmente não atendem as necessidades  dos alunos [por exemplo: abaixo segue um breve vídeo do Charlie Brown para ilustrar esse ponto]. Em meio a isso, o papel da escola está se perdendo e cada vez menos ela tem atraído a atenção de alunos e professores.

 

O ensino híbrido tem surgido como uma possibilidade real e acessível de mudança. Através de técnicas que integram a tecnologia em sala de aula, os alunos são convidados a serem os pilares centrais do processo de aprendizado. Mudanças estruturais de como o ensino é oferecido são uma das alternativas que estão dentre as tendências na educação.

As inovações em que se baseiam o ensino híbrido podem ser disruptivas ou sustentadas. A diferença entre elas se dá no estabelecimento de um novo conceito educacional ou na melhora dos modelos já existentes, respectivamente. Disruptivo ou sutentado, o ensino híbrido quer trazer o melhor do mundo virtual e do mundo real para a sala de aula. Assim, o aluno pode ser o autor da construção do conhecimento, enquanto o professor atua como facilitador deste processo.

ensino híbrido
O ensino híbrido possui diversas metologias que integram de maneiras diferentes o aprendizado e tecnologia. A sala de aula invertida, rotação por estações, laboratório rotacional, modelo virtual enriquecido, rotação individual são apenas alguns exemplos de modelos de ensino híbrido que estão conquistando professores e alunos. Cada um destes métodos utiliza a tecnologia de maneira diferente. Eles também  podem ser combinados de acordo com as necessidades dos alunos, da disponibilidade do professor e da infra-estrutura da escola. Imagem de Giulia Forsythe

Algumas escolas no Brasil e no mundo têm inserido o ensino híbrido em suas práticas. Felizmente, as respostas por parte dos alunos e professores são positivas. Habilidades como tomada de decisão e trabalho em grupo são desenvolvidas diariamente. Ao mesmo tempo que as dificuldades dos alunos podem ser identificadas com maior facilidade. Deste modo, o professor pode atuar de maneira personalizada no ensino de cada estudante individualmente.

Personalização do ensino é um dos carros-chefe do ensino híbrido. A princípio parece assustador, no entanto, personalizar o ensino baseia-se em identificar as dificuldades dos alunos. Em seguida, o professor pode sugerir atividades e caminhos que facilitem o caminho para o aprendizado. Estes caminhos traçam-se através de leituras complementares, por exemplo.

Nos próximos posts discutiremos cada uma destas metodologias do Ensino Híbrido. Além disso, discutiremos como elas podem ser integrantes da realidade escolar brasileira. Fique de olho!

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Sobre Gabriela 1 Artigo
Mestranda pelo Programa Multiunidades de Educação em Ciências e Matemática (PECIM) da Unicamp. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas. Graduação sanduíche através do programa Ciência Sem Fronteiras, estudou na Southern Illinois University nos EUA. Formação com foco em educação, especialmente interessada no uso de novas tecnologias e metodologias para melhora do processo de ensino e aprendizagem.

3 Comentários

    • Oi Leao Carvalho, bom dia, tudo bem?

      Uma das metodologias mais fáceis de serem utilizadas (na minha opinião) é a rotação por estações. Neste caso são criadas “estações de trabalho”, em geral, elas não são co-dependentes e abordam diferentes aspectos do mesmo tema. As estações possuem atividades com abordagens diferentes, como pesquisa, discussão, construção.

      Na prática: os alunos são divididos em grupos. Cada grupo escolhe uma estação e no tempo pré-determinado pelo professor, o grupo desenvolve uma atividade. Ao final do período, os grupos trocam de estação. Aqui, a tecnologia pode ser utilizada em diversas naturezas, como pesquisas, produção de apresentações/vídeos, utilização de simuladores, vídeo conferências, jogos educativos, programação… Se você possuir estagiários/professores auxiliares, você pode utilizar simultaneamente a sala de informática ou outros espaços da escola ao criar e executar as oficinas.

      Nas estações, você pode direcionar algumas lições personalizadas para alunos com muita facilidade ou dificuldade. De modo que “nenhum aluno fique para trás” e para que todos se sintam desafiados em suas tarefas.

      Te ajudei um pouco? Qualquer dúvida que tiver, é só nos escrever.
      Abraços,
      Gabriela

  1. Bom dia.
    Já estudei sobre o ensino híbrido e utilizo em minhas aulas na escola pública dentro do que o Sistema de Ensino e o currículo permitem. Gostaria de poder conversar com você sobre isso. Também fiz Biologia na Unicamp e moro próximo a Barão Geraldo

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