Sobre

A Pedra

no MEIO do caminho

Nosso interesse principal é a Educação. Portanto, a intenção do blog é divulgar assuntos relacionados à Educação. Contudo, recordando Drummond, “havia uma pedra no MEIO do caminho”. A Educação é um tema muito amplo. Pode-se escrever sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. Pode-se facilmente ser muito generalista e ficar na superficialidade. Neste sentido, a pedra drummondiana nos ajuda a procurar um enfoque mais detalhado: se lançarmos a pedra n´água, ela afunda, podendo atingir profundidades não visíveis da superfície. Assim sendo, a pedra que afunda revela nossas intenções: abordar temas de modo aprofundado para que, por meio da reflexão, se consiga observar aspectos nem sempre revelados em sua aparência. Até porque, quando os primeiros hominídeos abandonaram as cavernas, nem considerando a alegoria de Platão, foi com pedras que construíram suas moradias. Evoluiu-se até construir muros em volta de si mesmo, que precisam ser desconstruídos, como apontado na música “Another Brick in the Wall – part 2”, do Pink Floyd, onde os estudantes questionam o sistema de ensino e, principalmente, a abordagem mais tradicional e conteudista do processo de ensino e aprendizagem.

Drummond, que já ajudou a revelar nossa intenção, também orientou-nos a aprofundar os temas que serão apresentados. Mas devemos recordar que, como dito popularmente, o inferno está repleto de boas intenções não realizadas. Neste ponto, ressalto a história do nascimento da “Pedra”, como se os leitores não pudessem questionar se as pedras realmente nascem. Esse blog surgiu para unificar dois outros blogs e, de certa forma, ampliar as possibilidades de colaboração, abrindo espaço para temas mais variados em relação ao que vinha sendo tratado anteriormente. Recordando a história da origem da “Pedra”, os blogs do grupo de pesquisa LANTEC, que abordava as questões tecnológicas relacionadas à Educação, e o blog “Abre-te Sésamo”, que abordava o mundo dos movimentos abertos, se uniram para ampliar seus escopos de investigação e buscar novas colaborações e pontos de vista ainda mais diferenciados. Ressaltamos que, provavelmente só quem sabe a dificuldade de manter a periodicidade de um blog ou de buscar colaboradores, pode entender a fundo os benefícios da unificação, onde as características e ideais dos antigos blogs foram preservados, pois buscou-se melhorar a sinergia na publicação das matérias deste novo blog. Portanto, pedimos desculpas aos antigos leitores e fervorosos seguidores dos blogs do LANTEC e “Abre-te Sesamo” por inconvenientes que a transição possa trazer, mas tentaremos manter nossos princípios, nossas características, nossos interesses e nossa devoção ao publicar, e continuar publicando, artigos do interesse de toda a comunidade interessada em Educação, Tecnologia, Movimentos Abertos e tudo que possa se relacionar a estes temas.

Chamamos ainda a atenção para Drummond, quando apontou a pedra no MEIO do caminho”. A escolha do título também se deve ao “MEIO”, pois consideramos que a Tecnologia deve ser o meio para ampliar a qualidade da Educação, nunca um fim em si mesma. E mesmo os movimentos abertos podem ser considerados um meio para se buscar uma sociedade mais justa, mais aberta, com maior participação e possibilidade de se obter informações confiáveis que as novas Tecnologias de Informação e Comunicação oferecem. Neste momento, que tanto facilitou a reprodução digital do conhecimento (com custos muito mais baixos), muitos percebem intenções de privatizar a Educação, usando a revolução digital como justificativa. Os movimentos abertos, em tal contexto, podem revolucionar modelos de negócio e serem vistos como a maneira de evitar cobranças indevidas por serviços ou mesmo produtos, mesmo se justificáveis para a geração de lucro e acumulação de renda, e garantir o acesso à informação, no mínimo, necessária para que cada um possa exercer sua cidadania.

Que a “Pedra” seja bem-vinda. Que os leitores não se afoguem e estejam dispostos a nos acompanhar em reflexões que, como princípio, procurarão divergir do trivial! Que o caminho valha a pena ser percorrido pelas paisagens do meio do caminho e não apenas pela objetividade fixada em um fim, seja ele qual for. Afinal, a “vida” de uma pedra é loooonga! Long live the rock, ou, se preferirem em português, vida longa à Pedra!