{"id":57,"date":"2009-06-28T20:22:00","date_gmt":"2009-06-28T23:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/balamagica\/2009\/06\/nn-uma-nova-janela-de-oportunidade-para-o-brasil\/"},"modified":"2009-06-28T20:22:00","modified_gmt":"2009-06-28T23:22:00","slug":"nn-uma-nova-janela-de-oportunidade-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/2009\/06\/28\/nn-uma-nova-janela-de-oportunidade-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"N&amp;N: uma nova janela de oportunidade para o Brasil"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">N&amp;N; \u00e9 uma sigla que est\u00e1 na moda. N&amp;N significa Nanoci\u00eancia &amp; Nanotecnologia. Fala-se de seus benef\u00edcios, de seus riscos e de seus impactos econ\u00f4micos e sociais em todo o globo. No entanto, ser\u00e1 que o dom\u00ednio da N&amp;N tamb\u00e9m \u00e9 global?<\/p>\n<p>Nas minhas buscas sobre o tema, descobri o trabalho de mestrado do economista Leonardo de Assis Santos, intitulado <a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/ProjetoBr\/sistema-brasileiro-de-inovao-em-nanotecnologia?type=document\">Sistema Brasileiro de Inova\u00e7\u00e3o em Nanotecnologia<\/a> (UFRJ). De acordo com os dados levantados pelo autor, Jap\u00e3o, Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia est\u00e3o entre os maiores investidores em nanotecnologia. Certos pa\u00edses emergentes, tais como China e Cor\u00e9ia do Sul, estabeleceram antes do Brasil programas para o desenvolvimento de produtos nanotecnol\u00f3gicos, com um investimento m\u00e9dio de US$ 200 milh\u00f5es\/ano. At\u00e9 aqui, fica claro que o dom\u00ednio da N&amp;N n\u00e3o \u00e9 igual em todas as partes do globo. <\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\">Em seu trabalho, Santos menciona que o advento da N&amp;N abre uma nova janela de oportunidade para o Brasil aumentar sua competitividade no mercado mundial. S\u00f3 que, para inovar, \u00e9 preciso que a ind\u00fastria absorva pessoal qualificado. Esse pessoal qualificado \u00e9 formado nas universidades, onde a nanoci\u00eancia \u00e9 constru\u00edda. Como estaria o Brasil quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de nanoci\u00eancia (em especial na \u00e1rea de medicamentos, que \u00e9 a minha \u00e1rea) em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses? Para ter uma ideia, busquei o n\u00famero de artigos cient\u00edficos com os termos &#8220;nano* and drug&#8221; na base de dados Web of Science, e achei 11215 publica\u00e7\u00f5es. \u00c9 claro que n\u00e3o tenho a menor pretens\u00e3o de responder de forma apurada qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do Brasil em rela\u00e7\u00e3o a N&amp;N, mas essa r\u00e1pida consulta mostrou que ainda temos muito ch\u00e3o pela frente no que se refere a nanotecnologia e f\u00e1rmacos. Organizei os dados por pa\u00eds &#8211; n\u00e3o passou despercebido o fato de que um artigo pode conter endere\u00e7os de mais de um pa\u00eds, e que outras bases de dados deveriam ser consultadas tamb\u00e9m (de forma alguma considero essa r\u00e1pida an\u00e1lise conclusiva, \u00e9 para ser apenas meramente ilustrativo).<\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"width:320px;cursor:hand;height:298px;text-align:center;margin:0 auto 10px\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-content\/uploads\/sites\/210\/2011\/08\/publicacoes_nano1.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Como podemos ver, deu a l\u00f3gica: Estados Unidos na frente, seguido por China, Alemanha, Fran\u00e7a e Jap\u00e3o. Esses pa\u00edses somados det\u00eam 67 % do total de publica\u00e7\u00f5es. Ao Brasil, cabe 1,65 % do total.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o Brasil vai perder essa janela ou vai aproveitar a oportunidade? Em 2001, o governo brasileiro apoiou a cria\u00e7\u00e3o de quatro redes de pesquisa em diferentes \u00e1reas da nanotecnologia, sendo uma delas dedicada \u00e0 nanobiotecnologia. Em 2004, foram institu\u00eddas, no Brasil, a A\u00e7\u00e3o Transversal de Nanotecnologia nos Fundos Setoriais e a Rede BrasilNano. Em 2005, foi lan\u00e7ado o Programa Nacional de Nanotecnologia (PNN) e criado o Centro Brasileiro-Argentino de Nanotecnologia para impulsionar as pesquisas latino-americanas na \u00e1rea. O Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia (MCT) tem concentrado os financiamentos dos Fundos Setoriais de Ci\u00eancia e Tecnologia em quatro \u00e1reas industriais &#8211; f\u00e1rmacos, bens de capital, microeletr\u00f4nica e software &#8211; e em tr\u00eas \u00e1reas de pesquisa denominadas &#8220;portadoras de futuro&#8221; &#8211; a nanotecnologia, a biotecnologia e a biomassa. Nesse contexto, a nanobiotecnologia \u00e9 tanto \u00e1rea estrat\u00e9gica quanto portadora de futuro. Formemos, pois, o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoal qualificado na \u00e1rea de N&amp;N. Al\u00e9m de contribuir para o desenvolvimento da ci\u00eancia nacional, pode ser um grande investimento econ\u00f4mico. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&amp;N; \u00e9 uma sigla que est\u00e1 na moda. N&amp;N significa Nanoci\u00eancia &amp; Nanotecnologia. Fala-se de seus benef\u00edcios, de seus riscos e de seus impactos econ\u00f4micos e sociais em todo o globo. No entanto, ser\u00e1 que o dom\u00ednio da N&amp;N tamb\u00e9m \u00e9 global? 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