{"id":76,"date":"2009-07-18T20:27:00","date_gmt":"2009-07-18T23:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/balamagica\/2009\/07\/os-nanorrobos-vao-dominar-o-mundo\/"},"modified":"2009-07-18T20:27:00","modified_gmt":"2009-07-18T23:27:00","slug":"os-nanorrobos-vao-dominar-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/2009\/07\/18\/os-nanorrobos-vao-dominar-o-mundo\/","title":{"rendered":"Os nanorrob\u00f4s v\u00e3o dominar o mundo?"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-content\/uploads\/sites\/210\/2011\/08\/nanobot2.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"float:left;width:150px;cursor:hand;height:189px;margin:0 10px 10px 0\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-content\/uploads\/sites\/210\/2011\/08\/nanobot1.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><span style=\"font-size:130%\">Um amigo me perguntou hoje, em tom de brincadeira, se os nanorrob\u00f4s v\u00e3o dominar o mundo. <\/span><span style=\"font-size:100%\">Esse tema j\u00e1 havia sido levantado por um colega de doutorado, o Eduardo, durante um intervalo de trabalho no laborat\u00f3rio: ele me contou que alguns de seus alunos imaginavam que as nanopart\u00edculas eram mini-rob\u00f4s como um monte de microsc\u00f3picas Roses dos Jetsons. Talvez esse mito do imagin\u00e1rio popular tenha come\u00e7ado por influ\u00eancia de obras de fic\u00e7\u00e3o como o livro Engines of Creation, de autoria de Eric Drexler (publicado em 1986). Imagine rob\u00f4s muito pequenos cuja fun\u00e7\u00e3o seria construir coisas para n\u00f3s. Num belo dia (ou nem tanto) esses rob\u00f4s sairiam de controle e come\u00e7ariam a se replicar alucinadamente e a consumir toda a Terra no processo. Eis o cen\u00e1rio do livro Engines of Creation. Seria uma vers\u00e3o nanotecnol\u00f3gica do apocalipse, ou como preferem os f\u00e3s da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, grey goo (&#8220;gosma cinza&#8221;). At\u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.telegraph.co.uk\/scienceandtechnology\/science\/sciencenews\/3309198\/Prince-asks-scientists-to-look-into-grey-goo.html\">pr\u00edncipe Charles j\u00e1 andou se preocupando <\/a>seriamente com essa amea\u00e7a&#8230;.<\/span><\/div>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-size:100%\">Mas ser\u00e1 que corremos o s\u00e9rio risco de virar comida de nanorrob\u00f4 um dia? Embora o cen\u00e1rio acima seja aterrorizante, h\u00e1 alguns &#8220;por\u00e9ns&#8221; que justificam a exist\u00eancia dos grey goo apenas na fic\u00e7\u00e3o e garantem nossa seguran\u00e7a contra esse tr\u00e1gico destino (ufa).<\/p>\n<p>Um grey goo teria tarefas muito mais complicadas do que simplesmente se auto-replicar. Ele precisaria sobreviver e se mover no ambiente, al\u00e9m de converter o que encontrasse no caminho em mat\u00e9ria-prima para obten\u00e7\u00e3o de energia. Um nanorrob\u00f4 grey goo tamb\u00e9m precisaria de uma capacidade computacional relativamente consider\u00e1vel para processar todas essas fun\u00e7\u00f5es e harmoniz\u00e1-las conforme a necessidade. ISSO REQUER UMA QU\u00cdMICA MUITO, MAS MUITO SOFISTICADA. Coisa dif\u00edcil de se conseguir na nossa escala de tamanho, que se dir\u00e1 na escala nano. E um nanorrob\u00f4 sem uma dessas funcionalidades sequer n\u00e3o poderia ser de fato um grey goo. Ser\u00e1 que conseguiremos construir nanorrob\u00f4s que re\u00fanam todas essas caracter\u00edsticas? Acho bastante improv\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p>P.S.: Obrigada ao Eduardo Bender pela \u00f3tima sugest\u00e3o desse tema, e ao Luis por perguntar.<br \/>\n<br \/><\/br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um amigo me perguntou hoje, em tom de brincadeira, se os nanorrob\u00f4s v\u00e3o dominar o mundo. Esse tema j\u00e1 havia sido levantado por um colega de doutorado, o Eduardo, durante um intervalo de trabalho no laborat\u00f3rio: ele me contou que alguns de seus alunos imaginavam que as nanopart\u00edculas eram mini-rob\u00f4s como um monte de microsc\u00f3picas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":501,"featured_media":77,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[10,27],"tags":[],"class_list":["post-76","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia-e-sociedade","category-nanomaquinas"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-content\/uploads\/sites\/210\/2011\/08\/nanobot.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/users\/501"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/media\/77"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}