{"id":90,"date":"2009-08-11T07:59:00","date_gmt":"2009-08-11T10:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/balamagica\/2009\/08\/yes-nos-temos-nanomedicamentos\/"},"modified":"2009-08-11T07:59:00","modified_gmt":"2009-08-11T10:59:00","slug":"yes-nos-temos-nanomedicamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/2009\/08\/11\/yes-nos-temos-nanomedicamentos\/","title":{"rendered":"Yes, n\u00f3s temos nanomedicamentos!"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">No in\u00edcio desse m\u00eas, a Tati Nahas do <a href=\"http:\/\/ciencianamidia.wordpress.com\/\">Ci\u00eancia na M\u00eddia<\/a> me enviou um <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/050809\/minimo-maximo-p-082.shtml\">material de proced\u00eancia da Veja<\/a>, que tratava sobre o desenvolvimento de um medicamento inovador para hipertens\u00e3o desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais. O referido medicamento, ainda em testes, emprega a nanotecnologia para regular o processo de vasodilata\u00e7\u00e3o, o que o tornaria mais eficaz e com menos efeitos colaterais. <\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\">O coordenador dessa pesquisa, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3919711591553904\">Dr. Robson Santos<\/a>, \u00e9 especialista no pept\u00eddeo vasoativo que comp\u00f5e esse medicamento, chamado angiotensina-1-7. Esse pept\u00eddeo est\u00e1 naturalmente presente no nosso organismo, mas se tentarmos ingeri-lo, ele ser\u00e1 facilmente degradado pelas enzimas do trato gastrointestinal e n\u00e3o funcionar\u00e1. De acordo com a reportagem da Veja, esse pept\u00eddeo seria revestido com a\u00e7\u00facares que o protegeriam dessa degrada\u00e7\u00e3o. Na hora n\u00e3o entendi como a\u00e7ucares poderiam servir de prote\u00e7\u00e3o a um pept\u00eddeo e resolvi consultar o curr\u00edculo do Dr. Santos. Foi quando me deparei com a descri\u00e7\u00e3o de um produto com data de 2001 <span style=\"font-size:78%\">(Prepara\u00e7\u00e3o de formula\u00e7\u00f5es de antagonistas dos receptores AT1 usando as ciclodextrinas, seus derivados e os pol\u00edmeros biodegrad\u00e1veis)<\/span> que entendi o que o pessoal da Veja quis dizer. O a\u00e7\u00facar ao qual eles se referem s\u00e3o de uma classe espec\u00edfica, muito interessante, denominada <strong>ciclodextrinas<\/strong>.<\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">Ciclodextrinas s\u00e3o a\u00e7ucares que t\u00eam a forma de cones, como na figura abaixo:<\/div>\n<p><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"width:320px;cursor:hand;height:249px;text-align:center;margin:0 auto 10px\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/balamagica\/wp-content\/uploads\/sites\/210\/2011\/08\/ciclodextrina1.jpg\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">A parte externa desses cones tem alta afinidade pela \u00e1gua e a parte interna n\u00e3o. Por isso, mol\u00e9culas que caibam dentro do cone e que tenham pouca afinidade pela \u00e1gua (como as gorduras) podem ficar protegidas do meio externo e ainda por cima podem ter sua solubilidade &#8220;aumentada&#8221;. Ao incorporar o pept\u00eddeo angiotensina-1-7 em ciclodextrinas, \u00e9 como se ele ficasse dentro de uma caixinha protetora e chegasse intacto ao seu local de a\u00e7\u00e3o no organismo. <\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">Legal, n\u00e9? Mas n\u00e3o pense que essa \u00e9 a \u00fanica perspectiva de nanomedicamento 100 % nacional. Em 2007, a Incrementha PD&amp;I, <em>empresa na \u00e9poca sediada no Cietec e fruto da uni\u00e3o de esfor\u00e7os da Biolab e da Eurofarma<\/em>, j\u00e1 havia anunciado o lan\u00e7amento do primeiro f\u00e1rmaco brasileiro desenvolvido com nanotecnologia. O produto, ainda em testes, \u00e9 um anest\u00e9sico de uso t\u00f3pico sem similares no mundo que foi desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio de uma parceria Universidade-Empresa, no \u00e2mbito do Edital 12- 2005 do CNPq e j\u00e1 teve sua patente depositada. De acordo com o Diretor da Biolab Dante Al\u00e1rio J\u00fanior,  &#8220;investir em pesquisa \u00e9 ter um futuro com garantias reais de perman\u00eancia no mercado e manuten\u00e7\u00e3o da competitividade. N\u00e3o consigo enxergar o futuro das farmac\u00eauticas sem inova\u00e7\u00e3o&#8221;. \u00c9 de iniciativas como essa que nosso pa\u00eds precisa. <\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-size:78%\"><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-size:78%\">Agradecimento a Tati Nahas por instigar o post.<\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-size:78%\"><\/span><\/div>\n<div align=\"justify\"><span style=\"font-size:78%\">Uma dica para quem quiser saber mais sobre ciclodextrinas: artigo de revis\u00e3o muito bem escrito, publicado na Qu\u00edmica Nova, de autoria de Cristina G. Venturini e col., <\/span><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0100-40422008000200032&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\"><span style=\"font-size:78%\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-size:78%\">.<\/span> <\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio desse m\u00eas, a Tati Nahas do Ci\u00eancia na M\u00eddia me enviou um material de proced\u00eancia da Veja, que tratava sobre o desenvolvimento de um medicamento inovador para hipertens\u00e3o desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais. 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