Manchetes comentadas 19 – 60 baleias avistadas no sul

Post a quatro mãos, meu e da Joiciane Gonçalves Farias

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Mãe e Filhote vistos do helicóptero

Fonte: www.oglobo.com.br

Saiu no O Globo que já foram contabilizadas sessenta Baleias Franca na estação reprodutiva que se inicia. Os gigantescos animais de até 60 toneladas visitam majoritariamente o litoral entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Originalmente eles eram encontrados até a altura do litoral fluminense, mas com a caça da baleia em busca do óleo, outrora amplamente utilizado na indústria, chegaram a desaparecer de nosso litoral que, aos poucos, recolonizam. O levantamento desta população é realizado pelo Projeto Baleia Franca através de sobrevoos.

As Baleias Franca vêm ao litoral brasileiro para se reproduzir ou acasalar, fugindo do frio das águas antárticas durante o inverno. No entanto as águas tropicais não oferecem alimento adequado a elas, que permanecem em um jejunzinho básico enquanto amamentam e fazem a migração de meros 5000 km entre o lado oeste da península antártica e o litoral catarinense na estação reprodutiva. A gestação dura 12 meses, tempo exato entre dois verões. E, obviamente, não por acaso, a gestação teria que ser um múltiplo de 12 graças à sazonalidade do verão. Se os filhotes não nascessem aos 12 meses nasceriam só aos 24, os que teimassem em não fazê-lo certamente morreriam de frio nascendo no inverno polar. Coisas da selação natural.

Aparentemente a população brasileira de Francas vem crescendo, os dados das primeiras semanas de sobrevoos já levaram os pesquisadores do projeto a pensar que 2009 pode ser o ano de mais um récorde de registros. Caso alguém esteja se perguntando, as baleias Francas podem ser individualmente identificadas através das calosidades em sua cabeça, estas calosidades são colonizadas por crustáceos sésseis (fixos) que viajam de carona nas baleias, dando tom esbranquiçado e muito visível, mesmo de um helicóptero, às verrugas. Os pesquisadores usam estas calosidades para diferenciar indivíduos e contar quantos estão no nosso litoral.

A caça às baleias também é um bom exemplo de como nossa economia se ajusta. Houve um momento em que muita coisa era produzida a partir de óleo de baleia, desde a massa usada na construção civil à iluminação urbana até o batom das madames. Era praticamente impossível conceber nosso modus vivendi sem o óleo de baleia, hoje é praticamente impossível conceber nossa vida sem combustíveis fósseis. Com o declínio das populações destes cetáceos o óleo foi ficando mais e mais raro, teve-se que dar um jeito. Basta haver a pressão certa que alternativas ao petróleo surgirão. Só esperamos que surjam a tempo!

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