Manchetes comentadas 21: Grávida engravida nos EUA

Saiu hoje no “O Globo”, Julia Grovenburg concebeu um segundo embrião duas semanas e meia após engravidar. O caso é raro e arriscado para o segundo filho, pelo menos no caso dela são poucos dias de diferença, uma colega de trabalho contou que teve uma aluna que tinha cinco meses de diferença da irmã mais velha.

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Gravida de dois. E não são gêmeos!

Fonte: oglobo.com

Quando uma mulher engravida ocorre uma tempestade hormonal que age desde a diminuição da libido em alguns casos até a transformação do útero e paralisação do desenvolvimento dos óvulos nos ovários. O principal destes hormônios na verdade nem é produzido pela mãe, mas pelo embriãozinho, é a gonadotrofina coriônica (HCG). Este hormônio faz com que o corpo da futura mãe continue produzindo progesterona e estrógeno de forma a manter o endométrio no qual o embrião se fixará e irá trocar nutrientes e gases com a circulação da mãe. Só que a manutenção destes dois outros hormônios acaba inibindo toda uma orquestra hormonal na cabeça, principalmente na hipófise, evitando que novos óvulos entrem em maturação e sejam liberados e fecundados.

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Bom, isto é o que ocorre na maioria das pessoas, mas variações sempre ocorrem. Ainda mais numa cascata de eventos fisiológicos sistêmicos finamente organizada onde alguma pecinha sempre pode sair do lugar, é mais fácil algo dar errado do que tudo sair perfeitamente conforme o planejado, mais ou menos como tudo aquilo que nos surpreende ou causa repulsa nos filmes do 007. Caso o HCG não seja produzido em quantidade suficiente a mulher pode permanecer menstruando normalmente durante os primeiros meses de gravidez, desde que o pedaço de endométrio em que o embrião está fixado não se solte. A baixa produção deste hormônio também pode afetar a ovulação da mãe, sendo liberado um segundo óvulo que poderá ser fecundado. Outra forma disto tudo acontecer seria por tratamentos para engravidar, nos quais a mulher toma altas doses de hormônios para estimular a ovulação, o que pode ocorrer mesmo após a gravidez. Não foi o que ocorreu nos EUA, segundo a mãe.

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No primeiro sonograma dá para ver as duas cabecinhas dos bebês

Fonte: webusers.physics.umn.edu

A parte traumática é o parto. Dificilmente se conseguiria num parto normal que o bebê mais adiantado fosse dado à luz e o outro permanecesse no útero. A saída então é a cesariana, mas a anestesia também leva o outro bebê a sérios riscos, assim como a recuperação cirúrgica. No caso de Júlia Grovemburg a diferença é tão pequena que valeria a pena fazer o parto de ambos os bebês ao mesmo tempo, mesmo que um saia prematuramente. Normalmente um dos bebês seria esperado para dezembro de 2009 e o outro para janeiro de 2010.

Discussão - 2 comentários

  1. Paula disse:

    Imagina o susto? Fazer uma ultrasonografia e ver um bebe. Dois meses depois, fazer outra e ver DOIS bebes?

  2. Marão disse:

    CREEEDO! BEM FEITO PRO MARIDÃO TARADO. MISS GROVENBURG É BIG, BOTA BIG NISSO. IMAGINA AGORA O TAMANHO QUE VAI FICAR A POPOSUDA!

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