{"id":2293,"date":"2017-02-01T06:43:21","date_gmt":"2017-02-01T09:43:21","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/bessa\/?p=2293"},"modified":"2017-02-01T06:43:21","modified_gmt":"2017-02-01T09:43:21","slug":"vestimentifera-a-criptozoologia-que-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/2017\/02\/01\/vestimentifera-a-criptozoologia-que-existe\/","title":{"rendered":"Vestiment\u00edfera \u2013 A criptozoologia que existe"},"content":{"rendered":"<p>Esses bizarros vermes marinhos recebem o nome popular de batom do mar, pelo menos numa tradu\u00e7\u00e3o do Ingl\u00eas. S\u00e3o vermes tubulares vermelhos que entram e saem de um tubo protetor branco mais ou menos como a ponta de um batom aparece e some quando rodamos a base. Ao contr\u00e1rio de outros animais obscuros dessa s\u00e9rie, os vestiment\u00edferos n\u00e3o s\u00e3o min\u00fasculos, eles podem passar dos 70 cm.<\/p>\n<p>Outra esquisitice do grupo est\u00e1 em habitar regi\u00f5es muito profundas, at\u00e9 cerca de 10 mil metros de profundidade. Ali a luz solar nunca chega devido \u00e0 filtragem feita pela \u00e1gua, portanto, n\u00e3o temos plantas para produzir energia e servir de alimento aos vestiment\u00edferos. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um grande problema, j\u00e1 que nossos personagens de hoje nem boca ou tubo digest\u00f3rio t\u00eam. Como eles se nutrem ent\u00e3o? Sua energia \u00e9 derivada de bact\u00e9rias quimiotr\u00f3ficas que processam sulfeto ou metano derivado de atividade vulc\u00e2nica, por isso os vestiment\u00edferos sempre ficam pr\u00f3ximos a chamin\u00e9s submarinas chamadas de fontes hidrotermais.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da minha gradua\u00e7\u00e3o, esses animais me foram apresentados como um filo aparte chamado pogon\u00f3fora. Hoje, gra\u00e7as a dados moleculares e ao trabalho inestim\u00e1vel dos taxonomistas, os classificamos entre os poliquetos, um grupo de vermes marinhos aparentados \u00e0s minhocas e sangue-sugas. \u00c9 bem verdade que os poliquetos ainda precisam de um extenso estudo para confirmarmos se eles t\u00eam uma hist\u00f3ria evolutiva em comum, tendo todos um \u00fanico ancestral (\u00e9 bem prov\u00e1vel que n\u00e3o). Apesar disso, hoje acredita-se que classificar os vestiment\u00edfera como anel\u00eddios poliquetos \u00e9 mais pr\u00f3ximo \u00e0 verdade evolutiva do que agrup\u00e1-los num filo aparte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esses bizarros vermes marinhos recebem o nome popular de batom do mar, pelo menos numa tradu\u00e7\u00e3o do Ingl\u00eas. S\u00e3o vermes tubulares vermelhos que entram e saem de um tubo protetor branco mais ou menos como a ponta de um batom aparece e some quando rodamos a base. Ao contr\u00e1rio de outros animais obscuros dessa s\u00e9rie, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":475,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,3,9],"tags":[77,91,364,365,541,781,950,956,963,1017,1144,1172,1257],"class_list":["post-2293","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bichos-e-animais","category-biodiversidade","category-criptozoologia-que-existe","tag-anelidio","tag-annelida","tag-criptozoologia","tag-criptozoologia-que-existe","tag-fontes-hidrotermais","tag-metano","tag-pogonofora","tag-poliqueta","tag-polychaeta","tag-quimiossintese","tag-simbiose","tag-sulfeto","tag-vestimentifera"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/475"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2293\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/bessa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}