{"id":216,"date":"2012-07-29T10:02:01","date_gmt":"2012-07-29T09:02:01","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/caderno\/?p=216"},"modified":"2012-07-29T10:02:01","modified_gmt":"2012-07-29T09:02:01","slug":"menos-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/2012\/07\/29\/menos-e-mais\/","title":{"rendered":"Menos \u00e9 mais"},"content":{"rendered":"<p>Eu estava numa confer\u00eancia esta semana (\u00e9, de novo). \u00c9 uma confer\u00eancia com um formato que me agrada: apenas algumas palestras plen\u00e1rias, sem sess\u00f5es paralelas e uma imensid\u00e3o de posters. Assim voc\u00ea pode ver todas as palestras que mostram, em princ\u00edpio, os t\u00f3picos mais importantes da \u00e1rea num passado recente e ainda t\u00eam muitas op\u00e7\u00f5es (e tempo) de posters, com chance de discutir &#8220;a fundo&#8221; os trabalhos, incluindo a\u00ed trabalhos de muita qualidade mas que ficaram fora das palestras plen\u00e1rias.<\/p>\n<p>Mas esse formato t\u00eam um efeito colateral muito ruim: os palestrantes tentam &#8220;valorizar&#8221; o tempo precioso que ganharam pra falar e espremem numa mesma palestra uma infinidade de temas e t\u00f3picos diferentes.\u00a0N\u00e3o \u00e9 incomum palestrantes correndo, vomitando resultados, 10s por slide ou menos, 3, \u00e0s vezes 4 t\u00f3picos diferentes numa mesma palestra. E isso \u00e9 muito ruim. Ao contr\u00e1rio de se valorizar, no meu modo de entender, o palestrante se desvaloriza, porque passa uma mensagem errada ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>N\u00e3o me entenda mal: ele passa a mensagem de que \u00e9 algu\u00e9m super produtivo, com 763.5 trabalhos publicados na Nature, Science, Cell e etc, no \u00faltimo m\u00eas e meio. Mas nenhum dos trabalhos fica retido na mem\u00f3ria do p\u00fablico, simplesmente porque o palestrante n\u00e3o ocupa mais que alguns minutos com ele, por mais complexo que seja. A palestra que tinha tudo pra mostrar algo no topo do conhecimento n\u00e3o faz nenhum impacto porque ningu\u00e9m (ou quase ningu\u00e9m) \u00e9 capaz de seguir os t\u00f3picos. E isso \u00e9 muito ruim.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, quando o palestrante usa seu tempo para focar em um (\u00fanico) assunto \u00e9 como um o\u00e1sis: mesmo os t\u00f3picos mais complicados s\u00e3o poss\u00edveis de entender, porque h\u00e1 tempo para uma introdu\u00e7\u00e3o bem feita, uma conclus\u00e3o decente e um tempo razo\u00e1vel em cada slide de resultados. Em resumo: a palestra tem um impacto, porque a audi\u00eancia leva uma mensagem &#8220;pra casa&#8221;. Quem dera fosse sempre assim.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea se interessa pelo assunto,\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciapratica.wordpress.com\/2012\/06\/29\/opiniao-e-preciso-aumentar-o-impacto-das-apresentacoes-orais-em-conferencias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>\u00a0tem uma discuss\u00e3o bacana na mesma linha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu estava numa confer\u00eancia esta semana (\u00e9, de novo). \u00c9 uma confer\u00eancia com um formato que me agrada: apenas algumas palestras plen\u00e1rias, sem sess\u00f5es paralelas e uma imensid\u00e3o de posters. 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