{"id":42,"date":"2011-11-07T08:40:00","date_gmt":"2011-11-07T11:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/caderno\/2011\/11\/o-estranho-mundo-quantico-2\/"},"modified":"2011-11-07T08:40:00","modified_gmt":"2011-11-07T11:40:00","slug":"o-estranho-mundo-quantico-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/2011\/11\/07\/o-estranho-mundo-quantico-2\/","title":{"rendered":"&gt;O estranho mundo qu\u00e2ntico"},"content":{"rendered":"<p>&gt;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">Direto ao ponto: sabe por qu\u00ea todo mundo fala (inclusive o t\u00edtulo deste post) que o mundo qu\u00e2ntico \u00e9 estranho? Porque no mundo qu\u00e2ntico entidades incompat\u00edveis coexistem em paz e harmonia.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No mundo cl\u00e1ssico, part\u00edculas s\u00e3o part\u00edculas e ondas s\u00e3o ondas. Imisc\u00edveis, como \u00e1gua e \u00f3leo. Suas propriedades s\u00e3o incompat\u00edveis. No mundo qu\u00e2ntico, as <strike>part\u00edculas<\/strike>&nbsp;entidades s\u00e3o part\u00edculas, \u00e0s vezes, e ondas, em outras vezes. E por isso \u00e9 t\u00e3o estranho.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Mas, de verdade, o problema \u00e9 sem\u00e2ntico. Veja s\u00f3: ondas que eram apenas ondas e part\u00edculas que eram apenas part\u00edculas est\u00e3o no nosso dia-a-dia, desde sempre. Desde quando a gente ainda andava pelado e morava em cavernas. Toda a nossa linguagem, entendimento, modelo do mundo cresceu e sedimentou-se sobre esses dois conceitos d\u00edspares. Resultado: quando a gente descobre algo que \u00e9 mais fundamental e onde coabitam os dois conceitos torna-se complicado, estranho at\u00e9, descrever esse algo &#8211; o mundo qu\u00e2ntico &#8211; com as mesmas palavras (e mesmos conceitos de antes). E por isso a coisa \u00e9 estranha.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A melhor forma que eu vejo de resolver esse problema \u00e9 invertendo a situa\u00e7\u00e3o: &#8220;descrever&#8221; as entidades do mundo qu\u00e2ntico como entidades \u00fanicas, que tem um comportamento bem estabelecido e entendido. Chame isso do nome que voc\u00ea quiser, menos onda ou part\u00edcula. Porque a luz \u00e9 assim, o el\u00e9tron \u00e9 assim, os \u00e1tomos s\u00e3o assim. E, finalmente, dizer que esse comportamento de vez em quando se parece com o comportamento do que a gente conhece como part\u00edculas e em outras do que a gente conhece como ondas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Melhor assim? \ud83d\ude09<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt; Direto ao ponto: sabe por qu\u00ea todo mundo fala (inclusive o t\u00edtulo deste post) que o mundo qu\u00e2ntico \u00e9 estranho? Porque no mundo qu\u00e2ntico entidades incompat\u00edveis coexistem em paz e harmonia.&nbsp; No mundo cl\u00e1ssico, part\u00edculas s\u00e3o part\u00edculas e ondas s\u00e3o ondas. Imisc\u00edveis, como \u00e1gua e \u00f3leo. Suas propriedades s\u00e3o incompat\u00edveis. No mundo qu\u00e2ntico, as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":492,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[29,33],"tags":[],"class_list":["post-42","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-estranho-mundo-quantico","category-fisica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/users\/492"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}