{"id":47,"date":"2011-11-22T05:39:00","date_gmt":"2011-11-22T08:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/caderno\/2011\/11\/o-que-se-espera-de-um-professor\/"},"modified":"2011-11-22T05:39:00","modified_gmt":"2011-11-22T08:39:00","slug":"o-que-se-espera-de-um-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/2011\/11\/22\/o-que-se-espera-de-um-professor\/","title":{"rendered":"&gt;O que se espera de um professor?"},"content":{"rendered":"<p>&gt;<\/p>\n<table cellpadding=\"0\" cellspacing=\"0\" class=\"tr-caption-container\" style=\"float: left;margin-right: 1em;text-align: left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-6GkqmcVMPVc\/Tstut4O8kxI\/AAAAAAAAAFg\/3jDUCK0ItDc\/s1600\/images.jpeg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-6GkqmcVMPVc\/Tstut4O8kxI\/AAAAAAAAAFg\/3jDUCK0ItDc\/s1600\/images.jpeg\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"tr-caption\" style=\"text-align: center\">\n<div style=\"text-align: justify\">O professor ideal? Ele dava aula,<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">fazia pesquisa de campo e a extens\u00e3o&#8230;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">bom, essa era pouco convencional:&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">enfrentar&nbsp;nazistas de vez quando. &nbsp;<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div style=\"text-align: justify\">Este post nasceu de uma reflex\u00e3o que venho fazendo a algum tempo j\u00e1, sobre como deve se portar, agir e que tipos de atividade deve desenvolver um professor universit\u00e1rio durante a sua vida acad\u00eamica. Bom, como eu sou do tempo em que a gente aprendia que a Universidade contru\u00eda-se, existia at\u00e9, sobre um trip\u00e9 de fun\u00e7\u00f5es essenciais: ensino, pesquisa e extens\u00e3o, me parece natural que o professor, como parte integrante e, por que n\u00e3o dizer, parte fundamental da estrutura universit\u00e1ria tem que ter as suas atividades norteadas por esse trio de princ\u00edpios.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Algumas considera\u00e7\u00f5es sobre cada um deles separadamente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><b>Ensino<\/b>. N\u00e3o \u00e9 sobre dar uma aula decente. Isso, com um pouco de pr\u00e1tica e treino, qualquer um d\u00e1. O comprometimento com o ensino \u00e9 o de dar uma aula empolgante, que desperte nos alunos a vontade de saber mais, querer mais. O comprometimento com o ensino, \u00e9 o comprometimento com transmitir o conhecimento, formar novas gera\u00e7\u00f5es capazes n\u00e3o de reproduzir, pura e simplesmente, aquele conhecimento, mas capazes de pensar, de saber (e querer) procurar mais respostas e outras perguntas. Parodiando uma conhecida minha, \u00e9 dar aos alunos a infra-estrutura, o &#8220;servi\u00e7o de \u00e1gua e esgoto&#8221;, sobre o qual eles v\u00e3o poder construir, sobre essa base s\u00f3lida, seu pr\u00f3prio conhecimento.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><b>Pesquisa<\/b>. Se no ensino, transmite-se conhecimento, aqui \u00e9 o lugar de produz\u00ed-lo. N\u00e3o importa o impacto. A pesquisa pode ser pequena ou revolucion\u00e1ria. De base ou aplicada. O importante aqui \u00e9 produzir conhecimento. Novo. De fato, pesquisa e ensino andam de m\u00e3o dadas muitas vezes pois, normalmente, se somos capazes de transmitir conhecimento bem, somos capazes de produz\u00ed-lo bem. Ainda tem, a pesquisa, uma outra face: a forma\u00e7\u00e3o de novos pesquisadores. Pensadores independentes, com vontade de saber, capazes de dominar t\u00e9cnicas e conceitos avan\u00e7ados porque voc\u00ea, como professor\/orientador, soube direcion\u00e1-los assim.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><b>Extens\u00e3o<\/b>. O patinho feio do nosso trio, muitas vezes negligenciado, mas pelo qual eu tenho carinho especial. A extens\u00e3o \u00e9 a atividade onde a universidade se abre \u00e0 comunidade externa e busca se integrar com ela. As formas de agir aqui s\u00e3o as mais variadas: um site sobre ci\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos educativos, programas com estudantes de ensino m\u00e9dio, crian\u00e7as ou pessoas de terceira idade. N\u00e3o importa muito. A Universidade, especialmente a p\u00fablica \u00e9 financiada por todos e n\u00e3o pode se furtar, como o faz muitas vezes, de devolver para a comunidade parte desse financiamento, na forma de divulga\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia ou o que quer que seja.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\u00c9 \u00f3bvio que as atividades de um professor n\u00e3o se restringem, nem poderiam, \u00e0 esse trio. Sempre \u00e9 preciso buscar fontes de financiamento, participar da administra\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Universidade, organizar reuni\u00f5es cient\u00edficas, buscar colabora\u00e7\u00f5es, enfim, contribuir para o crescimento da institui\u00e7\u00e3o de uma forma ou de outra. Mas \u00e9 naquele trio ali em cima onde, na minha forma de ver, residem os requisitos essenciais para que um professor se torne algu\u00e9m que deixar\u00e1 uma marca no mundo, seja nos seus alunos, seja no crescimento do conhecimento cient\u00edfico, seja na sua comunidade.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt; O professor ideal? 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