{"id":7,"date":"2011-01-17T06:57:00","date_gmt":"2011-01-17T09:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/caderno\/2011\/01\/materia-e-anti-materia\/"},"modified":"2011-01-17T06:57:00","modified_gmt":"2011-01-17T09:57:00","slug":"materia-e-anti-materia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/caderno\/2011\/01\/17\/materia-e-anti-materia\/","title":{"rendered":"&gt;Mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p>&gt;Simetria \u00e9 algo meio sagrado em F\u00edsica&#8230; Muito \u00e9 constru\u00eddo tomando-se como base a manuten\u00e7\u00e3o das simetrias, nos mais variados n\u00edveis.<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Por outro lado, normalmente os experimentos procuram provar essas simetrias ou, mais divertido, quebr\u00e1-las. \u00c9 nesse ponto que novos estados da mat\u00e9ria aparecem, fen\u00f4menos n\u00e3o previstos anteriormente s\u00e3o observados, part\u00edculas novas s\u00e3o descobertas, pr\u00eamios Nobel s\u00e3o concedidos&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"http:\/\/t3.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQliTwuvUn8DxiDe0W-OhXhmNO-ypA3nuta7Jb4-Y8_rgoSCbNSpw\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/t3.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQliTwuvUn8DxiDe0W-OhXhmNO-ypA3nuta7Jb4-Y8_rgoSCbNSpw\" \/><\/a>Uma das simetrias, na verdade a falta dela, que mais intrigam os f\u00edsicos \u00e9 a da mat\u00e9ria com a anti-mat\u00e9ria. Sabe-se hoje que mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria s\u00e3o rigorosamente iguais (at\u00e9 onde se pode medir), a menos da carga el\u00e9trica que carregam, que \u00e9 contr\u00e1ria. Ou seja, massa \u00e9 igual, propriedas das mais diversas s\u00e3o iguais, s\u00f3 troca-se + por &#8211; na carga el\u00e9trica. Al\u00e9m disso, sabe-se que, a partir de energia, s\u00f3 pode-se criar mat\u00e9ria se for criada, juntamente, anti-mat\u00e9ria, o par perfeito. O processo inverso vale tamb\u00e9m: mat\u00e9ria e sua &#8220;alma-g\u00eamea&#8221; aniquilam-se dando origem \u00e0 energia pura.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A quest\u00e3o \u00e9: o Universo que conhecemos \u00e9 feito de mat\u00e9ria. Onde est\u00e1 a anti-mat\u00e9ria? Ou o anti-Universo, se voc\u00ea quiser pensar assim? H\u00e1 duas possibilidades mais aceitas como explica\u00e7\u00e3o. A primeira, que mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria n\u00e3o s\u00e3o rigorosmente iguais e a\u00ed todas as teorias fundamentais teriam que ser alteradas, esquecendo-se essa simetria para s\u00f3 a\u00ed tentar explicar o desbalan\u00e7o de mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria. A segunda explica\u00e7\u00e3o, que seria, para mim, muito mais divertida, mas igualmente chocante em termos f\u00edsicos \u00e9 que entre mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria haveria anti-gravidade&#8230; Hein?! Pois \u00e9&#8230; A gravidade \u00e9 uma for\u00e7a que atrai quaisquer dois peda\u00e7os de mat\u00e9ria. Mas todas as for\u00e7as por a\u00ed tem a sua componente atrativa e a repulsiva. E onde est\u00e1 a da gravidade? Pronto, voc\u00ea j\u00e1 entendeu: a gravidade entre mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria seria repulsiva, ou uma anti-gravidade! Resultado disso tudo? Quando mat\u00e9ria e anti-mat\u00e9ria foram primeiramente criadas, elas se repeliram e de uma lado do Universo temos mat\u00e9ria, do outro, bem l\u00e1 longe, temos um anti-Universo, s\u00f3 com anti-mat\u00e9ria. E da\u00ed viria o fato que aqui do nosso lado s\u00f3 vemos mat\u00e9ria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>L\u00e1 do outro lado do Universo, ent\u00e3o, provavelmente tem um anti-eu escrevendo um anti-blog para um anti-voc\u00ea vir ler de vez em quando&#8230;&nbsp;E antes que voc\u00ea torne-se anti este blog com esse excesso de antis-isso e &nbsp;antis-aquilo, eu paro este artigo por aqui. At\u00e9 mais!<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&gt;Simetria \u00e9 algo meio sagrado em F\u00edsica&#8230; Muito \u00e9 constru\u00eddo tomando-se como base a manuten\u00e7\u00e3o das simetrias, nos mais variados n\u00edveis. 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