{"id":118,"date":"2010-03-06T03:08:53","date_gmt":"2010-03-06T06:08:53","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/carbono14\/2010\/03\/resenha_historia_ilustrada_gre\/"},"modified":"2010-03-06T03:08:53","modified_gmt":"2010-03-06T06:08:53","slug":"resenha_historia_ilustrada_gre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/carbono14\/2010\/03\/06\/resenha_historia_ilustrada_gre\/","title":{"rendered":"Resenha: &#8220;Hist\u00f3ria Ilustrada Gr\u00e9cia Antiga&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" alt=\"grecia.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/carbono14\/wp-content\/uploads\/sites\/202\/2011\/08\/grecia1.jpg\" width=\"192\" height=\"260\" class=\"mt-image-left\" style=\"float: left;margin: 0 20px 20px 0\" \/>Hist\u00f3rias ilustradas de qualquer coisa invariavelmente me lembram aquele prazer ing\u00eanuo do leitor-crian\u00e7a, de descobrir pela primeira vez um assunto legal e passear por ele com ligeireza, sem se dar conta de que a beleza das ilustra\u00e7\u00f5es normalmente mascara a falta de profundidade do texto. Fico feliz em poder dizer que esse N\u00c3O \u00e9 o caso do volume sobre a Gr\u00e9cia Antiga da cole\u00e7\u00e3o Hist\u00f3ria Ilustrada, da Ediouro.<br \/>\nA primeira pista auspiciosa de que, no presente caso, as ilustra\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas m\u00e1scara para a superficialidade do conte\u00fado vem do fato de que a obra \u00e9 organizada e coescrita por Paul Cartledge, historiador da Universidade de Cambridge que eu j\u00e1 conhecia de outros carnavais. Cartledge, especializado na hist\u00f3ria de Esparta, \u00e9 um dos mais respeitados estudiosos do mundo grego antigo na atualidade. E, pelo visto, reuniu um tima\u00e7o.<br \/>\n\u00c9 claro que a obra faz amplo uso de recursos visuais &#8212; infelizmente, tudo em preto e branco, o que \u00e9 compreens\u00edvel do ponto de vista de custos. A iconografia de quase todas as \u00e9pocas, do per\u00edodo mic\u00eanico ao helen\u00edstico, \u00e9 uma m\u00e3o na roda para trazer o universo hel\u00eanico de volta \u00e0 vida. Mas o que realmente faz a diferen\u00e7a numa obra introdut\u00f3ria \u00e9 contexto, e nesse ponto o livro \u00e9 soberbo.<br \/>\nOs autores, por exemplo, empregam de maneira cir\u00fargica os documentos originais da Gr\u00e9cia Antiga, com excertos dos principais poetas, dramaturgos, historiadores e pol\u00edticos (entre outros) da H\u00e9lade, capazes de ilustrar com precis\u00e3o o que era a sociedade grega antiga. (Quem rouba a cena, claro, s\u00e3o os personagens das com\u00e9dias de Arist\u00f3fanes quando o tema \u00e9 o universo da sexualidade hel\u00eanica. A divers\u00e3o \u00e9 garantida.)<br \/>\nMais importante ainda, conseguem amarrar um bocado bem os fatores mais b\u00e1sicos da civiliza\u00e7\u00e3o grega, como a agricultura mediterr\u00e2nea de subsist\u00eancia e a pol\u00edtica das cidades-Estado, com as grandes tend\u00eancias culturais e os principais personagens, de Homero a Alexandre. Nesse ponto, ali\u00e1s, pequenos verbetes com o b\u00e1sico do b\u00e1sico da biografia desses figur\u00f5es s\u00e3o um excelente guia para o leitor que costuma se perder com nomes e datas.<br \/>\nResumindo: se voc\u00ea quer entender o povo que, ao lado do judeu, ajudou a criar o Ocidente, eis um excelente lugar para come\u00e7ar.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/livraria.folha.com.br\/catalogo\/1026370\/alem-de-darwin\"><strong>Conhe\u00e7a Al\u00e9m de Darwin, meu primeiro livro de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/twitter.com\/reinaldojlopes\"><strong>Siga-me no Twitter<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.jsp?id=K4757041Y9\"><strong>Para saber quem sou: meu Curr\u00edculo Lattes<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3rias ilustradas de qualquer coisa invariavelmente me lembram aquele prazer ing\u00eanuo do leitor-crian\u00e7a, de descobrir pela primeira vez um assunto legal e passear por ele com ligeireza, sem se dar conta de que a beleza das ilustra\u00e7\u00f5es normalmente mascara a falta de profundidade do texto. 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