{"id":98,"date":"2010-02-01T18:46:50","date_gmt":"2010-02-01T21:46:50","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/carbono14\/2010\/02\/as_joias_perdidas_de_troia\/"},"modified":"2010-02-01T18:46:50","modified_gmt":"2010-02-01T21:46:50","slug":"as_joias_perdidas_de_troia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/carbono14\/2010\/02\/01\/as_joias_perdidas_de_troia\/","title":{"rendered":"As joias perdidas de Troia"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"troia.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/carbono14\/wp-content\/uploads\/sites\/202\/2011\/08\/troia1.jpg\" width=\"192\" height=\"304\" class=\"mt-image-left\" style=\"float: left;margin: 0 20px 20px 0\" \/>Maluco pela hist\u00f3ria e lenda de Troia como sou, fiquei maravilhado ao ler <a href=\"http:\/\/www.philly.com\/inquirer\/health_science\/daily\/20100131_Tracing_ancient_roots_of_Penn_Museum_s_gold.html?viewAll=y\"><strong>a reportagem do &#8220;Philadelphia Inquirer&#8221;<\/strong><\/a> sobre um trabalho de detetive envolvendo joias que podem ter vindo da cidadela cantada por Homero.<br \/>\nOcorre que, nos anos 1960, a Universidade da Pensilv\u00e2nia gastou 10 mil doletas para comprar 24 belos ornamentos de ouro. As joias eram, segundo o negociante de arte que as ofereceu para venda, oriundas de Troia, sabe-se l\u00e1 de que jeito &#8212; afinal, o grande tesouro troiano desenterrado no s\u00e9culo XIX pelo alem\u00e3o Heinrich Schliemann estava desaparecido nessa \u00e9poca.<br \/>\nO negociante n\u00e3o tinha um certificado de proced\u00eancia que prestasse para os artefatos, mas eles eram t\u00e3o bonitos, e de estilo t\u00e3o semelhante aos objetos troianos conhecidos, que o museu acabou pagando para ver. Na pior das hip\u00f3teses, tratar-se-iam de objetos da Mesopot\u00e2mia, uma vez que havia semelhan\u00e7as entre as obras e joias encontradas antes no atual Iraque.<br \/>\n<strong>Rabudo<\/strong><br \/>\nAgora, Ernst Pernicka, qu\u00edmico e especialista alem\u00e3o em metalurgia, conseguiu permiss\u00e3o para obter amostras do ouro misterioso. E, golpe de sorte daqueles indispens\u00e1veis para quem quer fazer hist\u00f3ria no trabalho arqueol\u00f3gico, ele reparou que haviam pedacinhos de terra ainda grudados nas joias.<br \/>\nResultado das an\u00e1lises qu\u00edmicas: a presen\u00e7a de outros metais amalgamados ao ouro, como prata, platina e pal\u00e1dio, bate com a propor\u00e7\u00e3o conhecida dos peda\u00e7os do tesouro de Troia que ainda est\u00e3o na Alemanha (o resto foi saqueado pelos russos durante a Segunda Guerra Mundial, e ainda est\u00e1 na R\u00fassia). E a composi\u00e7\u00e3o da terra nos objetos tamb\u00e9m confere com a do solo na plan\u00edcie da Tr\u00f4ade, como \u00e9 conhecida a regi\u00e3o de Troia, hoje na Turquia.<br \/>\nOu seja, parece que estamos, no m\u00ednimo, diante de joias feitas com ouro de aluvi\u00e3o (aquele que \u00e9 peneirado em rios) que veio das vizinhan\u00e7as da cidade. \u00c9 claro que, teoricamente, ele poderia ter sido moldado muito longe de l\u00e1 &#8212; na pr\u00f3pria Mesopot\u00e2mia, claro &#8211;, mas isso me soa improv\u00e1vel.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/livraria.folha.com.br\/catalogo\/1026370\/alem-de-darwin\"><strong>Conhe\u00e7a Al\u00e9m de Darwin, meu primeiro livro de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/twitter.com\/reinaldojlopes\"><strong>Siga-me no Twitter<\/strong><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.jsp?id=K4757041Y9\"><strong>Para saber quem sou: meu Curr\u00edculo Lattes<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maluco pela hist\u00f3ria e lenda de Troia como sou, fiquei maravilhado ao ler a reportagem do &#8220;Philadelphia Inquirer&#8221; sobre um trabalho de detetive envolvendo joias que podem ter vindo da cidadela cantada por Homero. 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