{"id":468,"date":"2021-01-25T16:46:42","date_gmt":"2021-01-25T19:46:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/?p=468"},"modified":"2021-01-25T20:37:43","modified_gmt":"2021-01-25T23:37:43","slug":"uma-pitada-de-astronomia-movimentos-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/2021\/01\/25\/uma-pitada-de-astronomia-movimentos-da-terra\/","title":{"rendered":"Uma pitada de Astronomia: Movimentos da Terra"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Por Jo\u00e3o Manuel Foga\u00e7a, Alejandro Restrepo Gonz\u00e1lez, Elisabete Cardieri e Vin\u00edcius Nunes Alves<\/p>\n\n\n\n<p>A curiosidade \u00e9 quem move a descoberta, haja vista que as sociedades humanas primitivas j\u00e1 observavam e constru\u00edam conhecimentos por meio da sua rela\u00e7\u00e3o com o meio. Por exemplo, compreender os ciclos da natureza foi fundamental para grupos primitivos melhorarem o cultivo de plantas e a ca\u00e7a. Olhar para o c\u00e9u, buscar certas regularidades e padr\u00f5es para ent\u00e3o organizar determinadas atividades sempre fez parte da vida humana, e \u00e9 por isso que a Astronomia \u00e9 uma das ci\u00eancias mais antigas da humanidade. Na antiga Mesopot\u00e2mia, por exemplo, utilizavam a matem\u00e1tica para prever as movimenta\u00e7\u00f5es dos astros, enquanto no antigo Egito alinharam as pir\u00e2mides com os pontos cardeais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos pensar na hist\u00f3ria de vida dos ind\u00edgenas para trazer esse conhecimento antigo a um contexto mais pr\u00f3ximo ao nosso cotidiano. Os povos nativos perceberam que as atividades de ca\u00e7a, pesca, colheita e lavoura sofriam flutua\u00e7\u00f5es de acordo com a \u00e9poca do ano. Foi por meio da \u201cleitura do c\u00e9u\u201d que buscaram entender como utilizar esse conhecimento em favor da comunidade. Por exemplo, os ind\u00edgenas brasileiros Guaranis que relacionavam as esta\u00e7\u00f5es do ano e as fases da Lua com o clima, fauna e flora da regi\u00e3o em que viviam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Para &nbsp;melhor compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos causados pelos movimentos dos astros, devemos come\u00e7ar com uma pergunta principal: Ao olharmos para o c\u00e9u podemos ver que durante o dia e a noite, tanto o Sol quanto a Lua e as estrelas mudam de posi\u00e7\u00e3o, mas quem \u00e9 que se movimenta, a Terra onde estamos, o Sol, ou a Lua e as estrelas?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que muitos quando questionados sobre esse tema respondam que o Sol, a Lua e as estrelas \u00e9 que se movem. No entanto, tudo depende do referencial. Em muitos casos, quando comparados aos planetas que est\u00e3o em movimento r\u00e1pido e cont\u00ednuo, podem parecer mais lentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada com o efeito do movimento aparente, o qual facilmente pode ser explicado pelo fato de que o observador est\u00e1 se movimentando junto com a Terra. Para entendermos melhor esse efeito, basta nos lembrarmos das observa\u00e7\u00f5es que fazemos quando estamos dentro de um carro em movimento. Tudo o que \u00e9 observado pela janela parece estar em movimento quando na verdade somos n\u00f3s, junto com o carro, que nos movemos<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ci\u00eancia como uma constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, coletiva e din\u00e2mica&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Telescopio-2.png\" alt=\"Telesc\u00f3pio e ceu estrelado ao fundo. Texto: A inven\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio por Galileu Galilei entre os anos 1609 e 1610 \u00e9 um dos principais marcos da hist\u00f3ria da ci\u00eancia. Deste ent\u00e3o, in\u00fameros modelos foram desenvolvidos. \" class=\"wp-image-480\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Telescopio-2.png 540w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Telescopio-2-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><figcaption>A inven\u00e7\u00e3o do telesc\u00f3pio por Galileu Galilei entre os anos 1609 e 1610 \u00e9 um dos principais epis\u00f3dios da hist\u00f3ria da ci\u00eancia. Desde ent\u00e3o, in\u00fameros modelos foram criados para observa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quem \u00e9 o centro do Universo, o planeta Terra ou o Sol? Para chegarmos ao conhecimento cient\u00edfico que temos hoje, muitas hip\u00f3teses anteriores sobre Astronomia j\u00e1 foram testadas, descartadas, refor\u00e7adas ou refinadas. <\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplos disso, temos&nbsp; as teorias sobre os modelos geoc\u00eantrico e helioc\u00eantrico. O movimento aparente das estrelas no c\u00e9u fez com que fil\u00f3sofos da Gr\u00e9cia Antiga como Arist\u00f3teles (384-322 a.C.) propusessem o modelo geoc\u00eantrico do Universo. Nele, o planeta Terra seria o centro do Universo e os demais astros se movimentariam ao seu redor. E essa teoria durou muito tempo. Na mesma linha e com observa\u00e7\u00f5es aparentes,&nbsp; Cl\u00e1udio Ptolomeu, 100 anos depois do nascimento de Cristo, reafirmou esse modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos anos depois,&nbsp; Nicolau Cop\u00e9rnico&nbsp; (1473-1543) com base em te\u00f3ricos anteriores e de novos instrumentos, sugeriu o modelo helioc\u00eantrico que \u00e9 aceito at\u00e9 hoje. Esse modelo refuta o anterior, colocando o Sol no centro do Universo, em que a Terra e os demais astros orbitam ao redor do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da proposi\u00e7\u00e3o, o modelo helioc\u00eantrico sofreu muita resist\u00eancia da Igreja Cat\u00f3lica. Mesmo com Galileu Galilei (1564-1642) defendendo publicamente a teoria copernicana, esse modelo n\u00e3o foi aceito na \u00e9poca, mas cerca de 400 anos depois de proposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente sabemos que o nosso Sol n\u00e3o \u00e9 o centro do Universo, mas sim do sistema solar em que vivemos. Nosso sistema solar \u00e9 um dentre bilh\u00f5es de outros que comp\u00f5em o Universo<\/p>\n\n\n\n<p>Quase um s\u00e9culo depois do modelo helioc\u00eantrico de Cop\u00e9rnico, Johannes Kepler (1571-1630) descreveu com precis\u00e3o o movimento dos planetas. Kepler descobriu que as \u00f3rbitas n\u00e3o eram circulares e sim el\u00edpticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, foi por meio de equa\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas que levavam em conta a for\u00e7a da gravidade que Isaac Newton explicou o movimento orbital dos astros. Outro cientista, Milankovitch (1879-1958) na d\u00e9cada de 1930, estudou os efeitos da varia\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita da Terra e a influ\u00eancia nos climas e esta\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse conhecimento permitiu entender e descrever os mais diferentes movimentos da Terra, que s\u00e3o: rota\u00e7\u00e3o, transla\u00e7\u00e3o, precess\u00e3o, movimento dos p\u00f3los, dentre outros. Esses movimentos podem ser explicados em diferentes escalas, e a dura\u00e7\u00e3o deles podem demorar desde dias at\u00e9 anos para acontecer.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ressaltar que muito embora sejam v\u00e1rios os movimentos que a Terra realiza, destacamos dois movimentos que est\u00e3o diretamente relacionados ao nosso cotidiano, quais sejam, a rota\u00e7\u00e3o e a transla\u00e7\u00e3o. Esses movimentos afetam diretamente a nossa vida e nos passam&nbsp; a&nbsp; no\u00e7\u00e3o de passagem do tempo, resultando na divis\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das nossas atividades di\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"642\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay-1024x642.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-478\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay-1024x642.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay-768x482.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Imagem-de-WikiImages-por-Pixabay.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Representa\u00e7\u00e3o, sem escala, dos planetas ao redor do Sol. Cr\u00e9ditos da Imagem: Pixabay. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Organiza\u00e7\u00e3o do tempo pelos seres humanos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Culturalmente, organizamos nossas atividades de acordo com os anos, como nos anos escolares. Tamb\u00e9m usamos os meses e semanas, como no caso da contagem do tempo de uma gesta\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nos orientamos pelas horas, como a de comer, dormir e estudar. Ainda dividimos as horas em minutos, como os valiosos minutos de intervalo durante o dia escolar. Toda essa organiza\u00e7\u00e3o temporal \u00e9 rigorosamente regulada atrav\u00e9s dos calend\u00e1rios e rel\u00f3gios, que foram constru\u00eddos de acordo com observa\u00e7\u00f5es do ambiente natural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Calend\u00e1rios<\/h3>\n\n\n\n<p>O nosso calend\u00e1rio \u00e9 o gregoriano, no qual o per\u00edodo de um ano possui 356 dias, dividido pelas esta\u00e7\u00f5es. De quatro em quatro anos, esse calend\u00e1rio \u00e9 ajustado com um dia a mais, este ano \u00e9 chamado de bissexto.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o calend\u00e1rio gregoriano n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Ao longo da hist\u00f3ria outros calend\u00e1rios foram propostos, como \u00e9 o caso do calend\u00e1rio babil\u00f4nico. Nele, o ano era dividido em 12 meses lunares e precisava ser ajustado a cada tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m, o calend\u00e1rio eg\u00edpcio era baseado no movimento solar e o ano tinha 12 meses de 30 dias, e mais 5 dias de festas que eram realizados ap\u00f3s a colheita. Ou ainda, os famosos calend\u00e1rios dos povos nativos das Am\u00e9ricas e dos povos Incas, Maias e Astecas que eram baseados no movimento lunar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entendendo o dia e a noite \u2013 Rota\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"404\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Rotacao-e-Solsticio-de-Junho-GIF-de-suportegeografico77.blogspot.com_.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-475\"\/><figcaption>Movimento de rota\u00e7\u00e3o da Terra. Cr\u00e9dito do GiF: <a href=\"https:\/\/suportegeografico77.blogspot.com\/2018\/09\/solsticio-e-equinocio.html\">Suporte Geogr\u00e1fico<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Abordando os movimentos principais da Terra, \u00e9 interessante come\u00e7ar por aquele que explica algo que acontece e interfere diretamente em nossas vidas, o dia e a noite. Para explicar o porqu\u00ea do dia e da noite, cabe a explica\u00e7\u00e3o do movimento de rota\u00e7\u00e3o, ou seja, aquele movimento que Terra faz ao redor do seu eixo imagin\u00e1rio. O mesmo movimento ocorre quando vemos o pi\u00e3o rodando. O pi\u00e3o tamb\u00e9m faz um giro em torno do seu pr\u00f3prio eixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/media.giphy.com\/media\/bUkXxGkGYb5bq\/giphy.gif\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"260\"\/><figcaption>Pi\u00e3o girando. Cr\u00e9dito do Gif: <a href=\"https:\/\/giphy.com\/gifs\/leonardo-dicaprio-ellen-page-inception-bUkXxGkGYb5bq\">Giphy<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Terra gira em torno de si no sentido hor\u00e1rio a uma velocidade aproximada de 1656&nbsp; quil\u00f4metros por hora. Esse c\u00e1lculo nada mais \u00e9 do que a divis\u00e3o do per\u00edmetro da Terra, que \u00e9 aproximadamente 40.000 quil\u00f4metros, pelo tempo que ela leva para terminar de completar o giro, que \u00e9 de aproximadamente 24h, ou um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, a luz do Sol incide sequencialmente em todas as partes do globo terrestre. A Terra \u00e9 uma elipse, parecendo uma \u201cbola achatada\u201d. Ela gira em torno do Sol &#8211; que \u00e9 \u00fanico em nosso sistema. Dessa forma, apenas uma parte da Terra receber\u00e1 a luz solar por um determinado tempo, caracterizando os dias e noites.&nbsp; Em raz\u00e3o disso,quando \u00e9 dia no Brasil, \u00e9 noite no Jap\u00e3o, pois esses dois pa\u00edses est\u00e3o localizados em lados opostos da superf\u00edcie do planeta Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento de rota\u00e7\u00e3o \u00e9 important\u00edssimo para vida na Terra, pois se a Terra n\u00e3o rotacionasse, n\u00e3o haveria altern\u00e2ncia da incid\u00eancia da luz do Sol no planeta. Esse fato faria com que uma por\u00e7\u00e3o da Terra tivesse sempre temperaturas muito altas e a outra por\u00e7\u00e3o sempre muito baixas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entendendo os anos \u2013 Transla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"404\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-content\/uploads\/sites\/171\/2021\/01\/Translacao-GIF-de-suportegeografico77.blogspot.com_.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-476\"\/><figcaption>O movimento de transla\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9dito do Gif: Suporte Geogr\u00e1fico<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Outro movimento importante que a Terra realiza \u00e9 a transla\u00e7\u00e3o. Ele refere-se ao deslocamento da Terra ao redor do Sol. Essa trajet\u00f3ria \u00e9 chamada de \u00f3rbita e a dist\u00e2ncia percorrida \u00e9 de bilh\u00f5es de quil\u00f4metros no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terra demora cerca de 356 dias e seis horas para completar toda essa \u00f3rbita, com uma velocidade de aproximadamente 107 mil quil\u00f4metros por hora. O que celebramos na virada do ano ou em um novo anivers\u00e1rio \u00e9 quase o tempo que a Terra leva para completar a sua \u00f3rbita em torno do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><strong>Dica CDF &#8211; Ci\u00eancia de Fato<\/strong>: Para saber mais sobre a divis\u00e3o do tempo em anos leia o texto &#8220;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/2021\/01\/20\/voce-nao-comemorou-uma-volta-em-torno-do-sol-no-ano-novo\/\">Voc\u00ea n\u00e3o comemorou uma volta em torno do Sol no Ano Novo<\/a>&#8220;. <\/p>\n\n\n\n<p>A \u00f3rbita da Terra \u00e9 um movimento el\u00edptico, ou seja, quase um movimento circular. Devido a esse fato, a Terra apresenta momentos distintos em seu movimento orbital, estando em um determinado per\u00edodo do ano mais pr\u00f3xima do Sol e em outros mais distantes. Nessa trajet\u00f3ria, o ponto mais distante da Terra em rela\u00e7\u00e3o ao Sol, o af\u00e9lio, mede aproximadamente 157 milh\u00f5es de quil\u00f4metros, enquanto o ponto mais pr\u00f3ximo, o peri\u00e9lio, mede 142 milh\u00f5es de quil\u00f4metros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entendendo as esta\u00e7\u00f5es do ano&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O eixo da Terra possui uma inclina\u00e7\u00e3o aproximada de 23\u00ba26\u201921\u2019\u2019. Devido a essa inclina\u00e7\u00e3o \u00e9 que, durante o movimento orbital, as superf\u00edcies dos hemisf\u00e9rios s\u00e3o expostas de maneiras diferentes \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a intensidade de luz que chega em cada parte dos hemisf\u00e9rios \u00e9 distinta durante o ano, o que leva a diferentes temperaturas e acaba por caracterizar as esta\u00e7\u00f5es do ano, distintas em cada um dos hemisf\u00e9rios norte e sul. Com isso, j\u00e1 podemos come\u00e7ar a pensar por que nunca um ver\u00e3o ou um inverno ocorrem simultaneamente nos hemisf\u00e9rios norte e sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender essa quest\u00e3o, temos que voltar ao eixo de inclina\u00e7\u00e3o da Terra que torna a inclina\u00e7\u00e3o entre os dois hemisf\u00e9rios diferentes. Por exemplo, em determinados meses a inclina\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio Norte em rela\u00e7\u00e3o ao Sol \u00e9 menor, assim os raios solares tamb\u00e9m percorrem uma dist\u00e2ncia menor, mais pr\u00f3xima de uma reta, terminando por aquecer mais esse hemisf\u00e9rio (ver\u00e3o no hemisf\u00e9rio Norte).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses mesmos meses, ao contr\u00e1rio, a inclina\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio Sul em rela\u00e7\u00e3o ao Sol fica maior, os raios solares tamb\u00e9m percorrem uma dist\u00e2ncia maior, mais pr\u00f3xima de uma curva, terminando por aquecer menos esse hemisf\u00e9rio (inverno no hemisf\u00e9rio Sul). Isso se inverte entre os dois hemisf\u00e9rios a cada seis meses, por isso que o Natal no hemisf\u00e9rio Norte \u00e9 frio e no hemisf\u00e9rio Sul \u00e9 quente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para falar em esta\u00e7\u00f5es do ano, tamb\u00e9m \u00e9 importante lembrar dos pontos que a Terra est\u00e1 mais distante ou mais pr\u00f3xima do Sol, conhecidos como solst\u00edcio e equin\u00f3cio, respectivamente. Durante os solst\u00edcios, a Terra recebe mais luz em um dos hemisf\u00e9rios, iniciando as esta\u00e7\u00f5es de ver\u00e3o ou inverno, enquanto nos equin\u00f3cios a incid\u00eancia de luz \u00e9 igual nos hemisf\u00e9rios, que d\u00e3o in\u00edcio a primavera ou outono.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Solst\u00edcio e equin\u00f3cio<\/h3>\n\n\n\n<p>No solst\u00edcio de ver\u00e3o o dia \u00e9 mais longo do que a noite e a incid\u00eancia de calor \u00e9 maior, enquanto no solst\u00edcio de inverno a noite \u00e9 mais longa e a incid\u00eancia de calor \u00e9 menor. J\u00e1 nos equin\u00f3cios o dia e a noite t\u00eam a mesma dura\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante pensar que todas essas diferen\u00e7as de luz e de temperatura variam um pouco em cada pa\u00eds, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no globo terrestre. Por exemplo, pa\u00edses que est\u00e3o mais ao Norte ou mais ao Sul nos hemisf\u00e9rios t\u00eam esta\u00e7\u00f5es do ano mais demarcadas do que pa\u00edses que se localizam na por\u00e7\u00e3o central do globo terrestre, dentro do que chamamos de Linha do Equador, onde os raios solares incidem sempre em uma reta e de forma bem homog\u00eanea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Primavera, ver\u00e3o, outono e inverno<\/h3>\n\n\n\n<p>As esta\u00e7\u00f5es do ano s\u00e3o: primavera, ver\u00e3o, outono e inverno. Durante a primavera, a esta\u00e7\u00e3o das flores, as temperaturas s\u00e3o mais amenas do que no ver\u00e3o, nessa \u00e9poca o volume de chuvas come\u00e7a a aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>No ver\u00e3o, as temperaturas s\u00e3o mais altas e os dias s\u00e3o mais longos do que as noites e chove muito. J\u00e1 no outono, as temperaturas diminuem, exceto para regi\u00f5es que se localizam pr\u00f3ximo a linha do Equador, que \u00e9 uma linha imagin\u00e1ria que se localiza na por\u00e7\u00e3o central do planeta Terra. Essa regi\u00e3o, durante todo o ano, recebe muita incid\u00eancia dos raios solares e, por isso, h\u00e1 pouca varia\u00e7\u00e3o da temperatura. No outono, as folhas das \u00e1rvores mudam de colora\u00e7\u00e3o e muitas caem. Enfim no inverno, encontramos as temperaturas mais baixas e noites mais longas do que os dias. \u00c9 comum, nessa \u00e9poca, que as esp\u00e9cies de animais n\u00e3o adaptadas ao frio migrem para regi\u00f5es com temperaturas mais elevadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O potencial da Astronomia no Ensino de Ci\u00eancias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por que temos dia e noite? Por que n\u00e3o vemos o Sol ou a Lua durante todas as horas do dia? Por que, \u00e0s vezes, vemos a Lua toda, \u00e0s vezes metade, ou ainda somente uma parte dela? Ali\u00e1s, por que um dia \u00e9 composto por 24 horas? Por que quando \u00e9 dia no Brasil \u00e9 noite no Jap\u00e3o? Tamb\u00e9m \u00e9 curioso pensar por que um ano tem 365 dias? E por que o ano est\u00e1 dividido em esta\u00e7\u00f5es? Al\u00e9m disso, por que o per\u00edodo do Natal dos pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte \u00e9 gelado, chegando a ter neve em alguns pa\u00edses, enquanto no Brasil temos um Natal com uma temperatura mais elevada? Todas essas quest\u00f5es est\u00e3o relacionadas ao planeta em que vivemos: O planeta Terra e seus movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tema, muito embora pertinente em nosso dia a dia, \u00e9 debatido mais profundamente no estudo de ci\u00eancias durante o Ensino Fundamental. As perguntas que iniciaram esse texto, al\u00e9m de instigantes, s\u00e3o feitas costumeiramente por todos aqueles que s\u00e3o curiosos ou que buscam entender o mundo em que vivemos. Para respond\u00ea-las e direcionar o aprendizado do tema Terra e seus movimentos, tamb\u00e9m podemos utilizar de hist\u00f3rias e aventuras que comumente os alunos do ensino fundamental adoram escutar.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, quando pensamos o cen\u00e1rio educacional brasileiro, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz como uma das compet\u00eancias espec\u00edficas , compreender as Ci\u00eancias da Natureza como constru\u00e7\u00e3o humana e o conhecimento cient\u00edfico como provis\u00f3rio, cultural e hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Temas relacionados \u00e0 Astronomia s\u00e3o geradores de muita curiosidade por parte dos estudantes, por\u00e9m nem sempre s\u00e3o abordados em sala de aula de forma a fazer com que o estudante relacione o tema ao seu cotidiano, tornando o assunto menos interessante. Nesse sentido, a BNCC sugere o estudo da Terra e seus movimentos em suas diretrizes e orienta para um ensino contextualizado do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A humanidade, desde os primeiros pensadores, formulou e testou hip\u00f3teses que buscavam explicar os acontecimentos do dia a dia. Assim, ao caminhar na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, formulando, descartando ou refinando hip\u00f3teses, foi poss\u00edvel chegar ao conhecimento que temos hoje sobre os movimentos da Terra e a sua rela\u00e7\u00e3o com o nosso cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, vale lembrar que as conclus\u00f5es em ci\u00eancias s\u00e3o sempre consideradas provis\u00f3rias e n\u00e3o acabadas, pois podem ser modificadas diante de novas observa\u00e7\u00f5es, hip\u00f3teses ou formas diferentes de realizar e interpretar experimentos. Nesse sentido, o professor deve instigar no estudante do Ensino Fundamental o valor das hip\u00f3teses que devem ser formuladas e reformuladas atrav\u00e9s da cont\u00ednua observa\u00e7\u00e3o do meio em que vivemos<\/p>\n\n\n\n<p>O ensino de Ci\u00eancias \u00e9 mais efetivo quando o estudante \u00e9 estimulado a ser um pesquisador, ou seja, constr\u00f3i conhecimento atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o, do questionamento e da coleta de dados. Afinal, como diz o astr\u00f4nomo e divulgador cient\u00edfico Neil deGrasse Tyson, toda crian\u00e7a que explora o seu entorno atrav\u00e9s da observa\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 t\u00eam certas caracter\u00edsticas de uma cientista. Por\u00e9m, \u00e0 medida que crescem, a sociedade \u00e9 que retira isso delas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>BRASIL, Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Base nacional comum curricular. Bras\u00edlia, DF, 2018.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasilescola.uol.com.br\/historiag\/a-invencao-telescopio-por-galileu-galilei.htm\">Brasil Escola. A inven\u00e7\u00e3o do Telesc\u00f3pio por Galileu Galilei&nbsp;&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Carl Sagan. Cosmos. Editora Francisco Alves, 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe A. P. L. Costa. Ecologia, Evolu\u00e7\u00e3o &amp; o valor das pequenas coisas. Edi\u00e7\u00e3o do autor, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/sciam.com.br\/mitos-e-estacoes-no-ceu-tupi-guarani\/#:~:text=A%20observa%C3%A7%C3%A3o%20do%20c%C3%A9u%20sempre,e%20as%20esta%C3%A7%C3%B5es%20do%20ano.&amp;text=Esse%20calend%C3%A1rio%20era%20obtido%20pela%20leitura%20do%20c%C3%A9u.\">Scientific American Brasil. Mitos e Esta\u00e7\u00f5es no c\u00e9u Tupi-Guarani.<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/tilt\/colunas\/pergunta-pro-jokura\/2020\/07\/20\/qual-e-a-velocidade-da-terra-e-tanto-numero-que-um-velocimetro-iria-pirar.htm\">Tiago Jokura. Pergunta para o Jokura.Qual \u00e9 a velocidade da Terra? \u00c9 tanto n\u00famero que um veloc\u00edmetro iria pirar. Tilt Uol.<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sobre os autores<\/h3>\n\n\n\n<p><strong><em>Jo\u00e3o Manuel Foga\u00e7a<\/em><\/strong><em> \u00e9 licenciado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, pelo IBB\/UNESP, mestre e Doutor em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela UFPR. Atualmente \u00e9 p\u00f3s-doutorando pelo mesmo programa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Alejandro Restrepo Gonz\u00e1lez<\/em><\/strong><em> \u00e9 bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidad de Antioquia, Col\u00f4mbia, mestre em Ecologia e conserva\u00e7\u00e3o pela UFPR. Atualmente \u00e9 doutorando pelo mesmo programa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Elisabete Cardieri<\/em><\/strong><em> \u00e9 licenciada em Filosofia (UNIFAI), e Pedagogia (FFCLSBC), especialista em Pedagogia da Coopera\u00e7\u00e3o e Metodologias Colaborativas (UNIP), mestre em Educa\u00e7\u00e3o (USP), doutora em Educa\u00e7\u00e3o (PUC\/SP), Professora aposentada da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (UNESP)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Vin\u00edcius Nunes Alves<\/em><\/strong><em> \u00e9 licenciado e bacharel em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pelo IBB\/UNESP, mestre em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o de Recursos Naturais pela UFU, especialista em Jornalismo Cient\u00edfico pelo Labjor\/UNICAMP. Tamb\u00e9m atua como colunista no jornal Not\u00edcias Botucatu.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A curiosidade \u00e9 quem move a descoberta, haja vista que as sociedades humanas primitivas j\u00e1 observavam e constru\u00edam conhecimentos por meio da sua rela\u00e7\u00e3o com o meio. Por exemplo, compreender os ciclos da natureza foi fundamental para grupos primitivos melhorarem o cultivo de plantas e a ca\u00e7a. Olhar para o c\u00e9u, buscar certas regularidades e padr\u00f5es para ent\u00e3o organizar determinadas atividades sempre fez parte da vida humana, e \u00e9 por isso que a Astronomia \u00e9 uma das ci\u00eancias mais antigas da humanidade.  <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/2021\/01\/25\/uma-pitada-de-astronomia-movimentos-da-terra\/\" title=\"Uma pitada de Astronomia: Movimentos da Terra\">Leia mais<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":637,"featured_media":485,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[12,73],"tags":[14,74],"class_list":["post-468","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astronomia","category-ensino-de-astronomia","tag-astronomia","tag-ensino"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/637"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=468"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":531,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468\/revisions\/531"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/485"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cdf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}