{"id":112,"date":"2022-07-23T15:54:40","date_gmt":"2022-07-23T18:54:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/?p=112"},"modified":"2022-07-23T15:54:40","modified_gmt":"2022-07-23T18:54:40","slug":"sobre-o-uso-de-imagens-de-remanescentes-humanos-na-divulgacao-cientifica-e-na-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/2022\/07\/23\/sobre-o-uso-de-imagens-de-remanescentes-humanos-na-divulgacao-cientifica-e-na-ciencia\/","title":{"rendered":"Sobre o uso de imagens de remanescentes humanos na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e na ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-verse has-text-align-center has-small-font-size eplus-wrapper\" style=\"font-style:normal;font-weight:100\"><em>Texto escrito por Ana de Medeiros Arnt e Victor Guida de Freitas<\/em><\/pre>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">V\u00e1rias mat\u00e9rias de jornais e revistas (e at\u00e9 em m\u00eddias sociais) quando falam sobre descobertas e curiosidades da Arqueologia usam fotos de esqueletos humanos e m\u00famias, chamando a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Mas, por mais interessante que sejam, h\u00e1 uma pergunta importante a fazer:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">O uso dessas imagens \u00e9 correto?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Bom, depende.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ainda que n\u00e3o existam leis sobre o assunto, h\u00e1 diversas quest\u00f5es \u00e9ticas sobre o compartilhamento de fotos de remanescentes humanos que v\u00eam ganhando for\u00e7a nos \u00faltimos anos. E abordaremos algumas delas aqui nesse post de hoje!<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Uma quest\u00e3o principal \u00e9: esqueletos e m\u00famias s\u00e3o o que sobrou fisicamente de pessoas que viveram no passado. Isto quer dizer que n\u00e3o s\u00e3o apenas \u201cobjetos achados que nos falam do passado\u201d. S\u00e3o o <em>passado de pessoas<\/em> que <em>pertencem a culturas espec\u00edficas.<\/em> O estudo arqueol\u00f3gico e hist\u00f3rico que envolve culturas, especialmente a partir do corpo ou partes de corpos remanescentes precisa respeitar estas culturas e suas compreens\u00f5es de vida e morte, n\u00e3o ferindo, dessa forma, sua exist\u00eancia, costumes e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pode parecer bobagem ou detalhe. Mas todas as sociedades humanas possuem rituais, mitos e tabus que envolvem a morte e os processos de morte. E estes processos envolvem cren\u00e7as religiosas, costumes familiares de respeito e tradi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o mantidas e passadas ao longo de gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Estudar popula\u00e7\u00f5es a partir dos seus remanescentes humanos envolve (ou deveria envolver) cuidar de todos os aspectos culturais, para n\u00e3o ultrajar estas popula\u00e7\u00f5es e culturas &#8211; mesmo que elas n\u00e3o mais existam (em caso de sociedades que foram extintas, por exemplo). Portanto, o que estamos tentando dizer aqui \u00e9 que estes corpos, ou suas partes remanescentes, devem ser tratados com o mesmo respeito e dignidade que as pessoas vivas, incluindo o respeito pelas quest\u00f5es culturais dos povos a que pertencem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">O que isto tem a ver com as fotografias?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Aqui adentramos um cuidado que diz respeito \u00e0 \u00e9tica e responsabilidade n\u00e3o apenas com o manuseio destes corpos, durante a pesquisa, mas sua exposi\u00e7\u00e3o ao comunicar uma pesquisa realizada. O uso das fotos deve ser sempre justificado, uma vez que estamos expondo corpos de pessoas que j\u00e1 faleceram. O prop\u00f3sito dessa exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser feito sensacionalista, ou a partir de narrativas de romantiza\u00e7\u00e3o ou objetifica\u00e7\u00e3o dos remanescentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como assim? Ora, a exposi\u00e7\u00e3o a partir do sensacionalismo diz mais respeito ao poss\u00edvel choque de cultura, a partir de um olhar para uma cultura diferente da nossa, que acaba inserindo valores nossos como superiores, racionais ou melhores, por exemplo. A objetifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem uma perspectiva similar. Torna a cultura estudada como \u201co outro\u201d, que pode ser tratada n\u00e3o como cultura humana, mas como <em>coisa<\/em>. Uma cultura humana estudada a partir da \u201cobjetifica\u00e7\u00e3o\u201d sempre insere valores sociais <em>hierarquizantes.<\/em> Ou seja, colocando uma sociedade (a nossa, que seria civilizada, correta, superior) que tem a liberdade e o direito de estudar a outra sociedade (a outra, inferior, selvagem, antiga, pouco tecnol\u00f3gica, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No fundo, este modo de perceber culturas estudadas dentro do contexto arqueol\u00f3gico, antropol\u00f3gico e hist\u00f3rico, se vincula tamb\u00e9m ao modo como a ci\u00eancia vem se estabelecendo ao longo dos s\u00e9culos. Isto \u00e9, dentro de uma sociedade que \u00e9 euroc\u00eantrica e percebe grande parte das sociedades e civiliza\u00e7\u00f5es que vivem fora de seus padr\u00f5es civilizat\u00f3rios como <em>inferiores<\/em>, possuindo sentidos e racionalidades menores (ou at\u00e9 inexistentes), que as colocam como culturas e sociedades que podem ser objeto da ci\u00eancia &#8211; sem que se pense nas rela\u00e7\u00f5es de responsabilidade ou \u00e9tica sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Ao lidar com diferentes culturas \u00e9 preciso responsabilidade&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sempre que poss\u00edvel, \u00e9 importante que a exposi\u00e7\u00e3o de corpos e pertences de culturas e sociedades pesquisadas ganhem a permiss\u00e3o para tal exposi\u00e7\u00e3o. A permiss\u00e3o deve ser concedida pelos descendentes, sejam familiares vivos ou grupo cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Todavia, os cuidados n\u00e3o param por a\u00ed. O contexto deve ser identific\u00e1vel na foto ou exposi\u00e7\u00e3o. Isto \u00e9, o s\u00edtio arqueol\u00f3gico em que se encontra\/foi encontrado, a que grupo cultural pertence, etc. Colocar informa\u00e7\u00f5es complementares em legenda ou na mat\u00e9ria tamb\u00e9m ajuda, como quem encontrou e a que pesquisa faz parte. Com isto, estamos inserindo n\u00e3o apenas a exposi\u00e7\u00e3o de um corpo, pelo corpo em si, mas informa\u00e7\u00f5es que trazem \u00e0quele corpo sua hist\u00f3ria, dentro de um panorama de respeito e compreens\u00e3o de costumes da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Al\u00e9m disso, outra quest\u00e3o relevante gira em torno da diversidade de formas que os grupos culturais existentes lidam e enxergam a morte e seus mortos. Por exemplo, para muitos grupos, a exposi\u00e7\u00e3o de remanescentes humanos (incluindo fotos) de seus membros \u00e9 dolorosa e prolonga o luto. Neste caso, as autoriza\u00e7\u00f5es para exposi\u00e7\u00e3o devem lidar tamb\u00e9m com a compreens\u00e3o dos modos de vivenciar os lutos, no\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de vida ap\u00f3s \u00e0 morte, v\u00ednculos com quest\u00f5es sagradas, dentre outros elementos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Percebam que pouco importa, neste caso, o que <em>pesquisadores <\/em>compreendem sobre a vida ap\u00f3s a morte e como lidam com estes rituais. N\u00e3o se trata dos pesquisadores &#8211; se trata das pessoas e das culturas que est\u00e3o envolvidas na pesquisa e o respeito a estas cren\u00e7as e compreens\u00f5es de suas culturas. A produ\u00e7\u00e3o de conhecimento deveria partir de rela\u00e7\u00f5es de respeito, ao se propor de forma \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">A exposi\u00e7\u00e3o de remanescentes humanos em m\u00eddias sociais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00eddias sociais, aqui h\u00e1 um direcionamento bem espec\u00edfico &#8211; embora pouco discutido fora da pr\u00f3pria arqueologia. Sendo bem direto e pragm\u00e1tico, <strong>n\u00e3o se recomenda a divulga\u00e7\u00e3o de imagens de remanescentes humanos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pode parecer radical e pode soar censura. Mas h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o, vamos l\u00e1! Quando colocadas nessas plataformas, dificilmente se mant\u00e9m o controle sobre quem tem acesso a essas fotos e as informa\u00e7\u00f5es que circular\u00e3o. Essa superexposi\u00e7\u00e3o possibilita o uso indiscriminado das fotografias, o que pode levar a reutiliza\u00e7\u00e3o das imagens em situa\u00e7\u00f5es ofensivas (modifica\u00e7\u00e3o da imagem para cria\u00e7\u00e3o de memes e afins, por exemplo). Aqui estamos retomando alguns conceitos j\u00e1 apresentados neste texto, que se vinculam \u00e0 \u00e9tica sobre rituais, cren\u00e7as e tabus sobre a vida e a morte destas culturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Isto gera mais desinforma\u00e7\u00e3o e ultraje sobre estas culturas, do que poss\u00edveis aprendizados em si. Falar sobre culturas diferentes da nossa, como parte de ideais de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, devem trazer, junto, no\u00e7\u00f5es de \u00e9tica e responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m apresenta conceitos sobre como se faz ci\u00eancia e porque se faz ci\u00eancia. Al\u00e9m disso, est\u00e3o presentes na apresenta\u00e7\u00e3o de dados, para p\u00fablicos externos, quest\u00f5es de \u00e9tica sobre rela\u00e7\u00f5es humanas e valores sociais. Ao ter compreens\u00e3o disto, faz-se necess\u00e1rio que a comunica\u00e7\u00e3o seja pensada como uma ferramenta de compreens\u00e3o da diversidade humana e suas diferentes culturas. Ou seja, sem objetifica\u00e7\u00e3o ou sensacionalismo, sem a produ\u00e7\u00e3o de hierarquias sociais que possibilitem a inferioriza\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es diferentes de quem est\u00e1 pesquisando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Finalizando<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A seguir, daremos algumas diretrizes diretas, em s\u00edntese, sobre imagens com remanescentes humanos. Lembrando que o ideal \u00e9 n\u00e3o expor imagens de remanescentes humanos, principalmente na internet, seja em mat\u00e9rias de jornais ou m\u00eddias digitais. Caso cogite faz\u00ea-lo, \u00e9 fundamental considerar:<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">a) quem ter\u00e1 acesso a essas imagens;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">b) qual o prop\u00f3sito da utiliza\u00e7\u00e3o dessas imagens;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">c) como essas imagens ser\u00e3o usadas;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">d) se h\u00e1 permiss\u00e3o de descendentes para expor as imagens;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">e) o contexto ao qual os remanescentes humanos fotografados est\u00e3o associados;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">f) onde essas imagens ser\u00e3o expostas (evento fechado, mat\u00e9rias jornal\u00edsticas, publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, exposi\u00e7\u00f5es, etc); entre outras quest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por fim, lembre-se sempre que conte\u00fados de ci\u00eancia, produzidos dentro da perspectiva da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, devem ter como objetivo pensar o conhecimento como ferramenta de compreens\u00e3o do mundo social e natural. A compreens\u00e3o destes conhecimentos e modos de produzir estes conhecimentos, academicamente, tamb\u00e9m d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para tomarmos decis\u00f5es \u00e9ticas neste mesmo mundo que estamos estudando e vivenciando. O ponto levantado hoje \u00e9 um dos elementos que nos possibilita pensar sobre a responsabilidade da comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">E \u00e9 fundamental para consolidarmos uma ci\u00eancia e uma comunica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia cada vez mais \u00e9tica e emp\u00e1tica em sua rotina di\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\"><strong>Para Saber mais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Batista, Maria Manuel Baptista (2009) <a href=\"http:\/\/journals.openedition.org\/carnets\/4382\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estudos culturais: o qu\u00ea e o como da investiga\u00e7\u00e3o<\/a>, <strong>Carnets [Online], Premi\u00e8re S\u00e9rie &#8211; 1 Num\u00e9ro Sp\u00e9cial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">British Association of Biological Anthropology and Osteoarchaeology (BABAO) (2019) <strong><a href=\"https:\/\/www.babao.org.uk\/assets\/Uploads\/BABAO-Digital-imaging-code-2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Recommendations on the ethical issues surrounding 2D and 3D digital imaging of human remains<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Errickson, David e Thompson, Tim (2019) <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/chapter\/10.1007\/978-3-030-32926-6_13\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sharing is not always caring: social media and the dead. <em>Em: <\/em>Squires, Errickson and M\u00e1rquez-Grant<\/a> (Eds)<strong> Ethical approaches to human remains: a global challenge in bioarchaeology and forensic anthropology<\/strong>, Cham: Springer. pp 299-313.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Santos, Emilly Cristine dos (2019) <a href=\"https:\/\/revista.sabnet.org\/ojs\/index.php\/sab\/article\/view\/611\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Remanescentes humanos no contexto arqueol\u00f3gico: dilemas sobre repatria\u00e7\u00e3o de vest\u00edgios sens\u00edveis<\/a>, <strong>Revista de Arqueologia<\/strong> 32(1):69-83.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Girotto Junior, Gildo (2021) <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/pemcie\/2021\/04\/13\/ensino-de-ciencias-descolonizado-espaco-de-todos-os-saberes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ensino de ci\u00eancias descolonizado: espa\u00e7o de todos os saberes<\/a> <strong>PEmCie, Blogs de Ci\u00eancia da Unicamp<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Hall, Stuart (1997) <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/educacaoerealidade\/article\/view\/71361\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A centralidade da cultura: notas sobre as revolu\u00e7\u00f5es culturais do nosso tempo<\/a> <strong>Educa\u00e7\u00e3o &amp; Realidade,<\/strong> 22(2)<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Hall, Stuart (2016) <strong>Cultura e Representa\u00e7\u00e3o<\/strong> Rio de Janeiro: Ed Pucrio: Apicuri.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Harries, John, Fibiger, Linda e Smith, Joan (2018) <a href=\"https:\/\/www.manchesteropenhive.com\/view\/journals\/hrv\/4\/1\/article-p3.xml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exposure: the ethics of making, sharing and displaying photographs of human remains<\/a> <strong>Human Remains and Violence,<\/strong> 4(1):3-24.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Squires, Kirsty, &amp; Garc\u00eda-Mancuso, Roc\u00edo (2021) <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.24215\/18536387e034\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Desaf\u00edos \u00e9ticos asociados al estudio y tratamiento de restos humanos en las ciencias antropol\u00f3gicas en el siglo XXI<\/a> <strong>Revista argentina de antropolog\u00eda biol\u00f3gica,<\/strong> <em>23<\/em>(2), 034.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ulguim, Priscilla (2018) <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.23914\/ap.v8i2.162\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Digital remains made public: sharing the dead online and our future digital mortuary landscape<\/a><strong>, Online Journal in Public Archaeology<\/strong> Special Volume 3:153-176.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"eplus-wrapper wp-block-heading\">Os autores<\/h2>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Ana de Medeiros Arnt <\/strong>\u00e9 bi\u00f3loga, doutora em educa\u00e7\u00e3o, pesquisadora no grupo Cultura, Educa\u00e7\u00e3o e Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edficas (CeDiCi\u00eancias), professora no Departamento de Gen\u00e9tica, Evolu\u00e7\u00e3o, Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biologia da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Victor Guida de Freitas<\/strong> \u00e9 Bioarque\u00f3logo e divulgador cient\u00edfico no grupo &#8220;Arqueologia e Pr\u00e9-Hist\u00f3ria&#8221;. Mestre em Arqueologia pelo Museu Nacional\/UFRJ e Doutorando em Arqueologia na mesma institui\u00e7\u00e3o. No mestrado, estudou a dieta e sa\u00fade oral de popula\u00e7\u00f5es pr\u00e9-coloniais costeiras conhecidas como &#8220;sambaquieiras&#8221;. No doutorado, atua no estudo de transforma\u00e7\u00f5es induzidas pelo fogo nas m\u00famias humanas eg\u00edpcias do acervo do Museu Nacional e no potencial bioantropol\u00f3gico desses remanescentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto escrito por Ana de Medeiros Arnt e Victor Guida de Freitas V\u00e1rias mat\u00e9rias de jornais e revistas (e at\u00e9 em m\u00eddias sociais) quando falam sobre descobertas e curiosidades da&nbsp;[ &hellip; ]<\/p>\n","protected":false},"author":644,"featured_media":115,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":{"x":0.51,"y":0.52},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[8,14,24,28,29,39,40],"class_list":["post-112","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-divulgacao-cientifica","tag-arqueologia","tag-divulgacao-cientifica","tag-etica","tag-imagens","tag-midias-digitais","tag-redes-sociais","tag-remanescentes-humanos","list-style-post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/644"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cediciencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}