Foto de Tere Terepetita

Coleção audiovisual exclusiva: entrevistas e momentos do Kinani

A foto acima é de Teresa Martín Sauceda. 

No post de hoje convido o leitor a assistir à bela série audiovisual que fiz ao vivo na sétima edição do festival Kinani. Antes disso, se quiser ler outros posts sobre a bianual de Dança Contemporânea de Maputo clique aqui.

Criação de light design de Teka (Macuácua & Chichava). CCFM. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

Pesquisa em Dança

Uma das questões nevrálgicas que aqueles e aquelas que trabalham com pesquisa seguramente têm que enfrentar, gira em torno do papel social desse fazer. Em 2013, logo que cheguei a Maputo e comecei a [simple_tooltip content=’trabalho de campo etnográfico’]observação participante[/simple_tooltip] no meio profissional da Dança Contemporânea, encontrei-me uma vez mais com a queixa das pessoas a respeito da invisibilidade dos resultados produzidos pelas pesquisas e com a sensação de exploração dos informantes, pois é muito raro que o retorno a ele ou à comunidade seja visualizado de forma precisa. 

A partir dessa reflexão acumulada ao longo dos anos, mas também do reencontro com os artistas no Kinani 2017, estabeleceu-se que um dos papéis, meu e da pesquisa que realizo enquanto ali estou, é dar a ver o acontecimento e os pensamentos dos sujeitos a quem tenho acesso privilegiado,  já que estou ali de corpo presente, fazendo aulas, conversando, entrevistando, pensando junto.

Aquecimento com Horácio Macuácua. Auditório CCFM. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

A plataforma Mucíná – Aquela que Dança, além desse blog na rede de divulgação científica da Unicamp, tem um canal de Dança na internet, com a possibilidade de transmissão de vídeos em tempo real. O canal da Mucíná é seguido por artistas das artes da cena, estudiosos e estudantes, professores, produtores e curadores, além de curiosos, do Brasil, mas bem de outras geopolíticas também.

Entendi assim, que parte do papel social que a pesquisa deveria realizar ali era a de colocar aos olhos de quem não estava ali, a palavra dos artistas por eles mesmos e as imagens do festival. Assim criamos a oportunidade de ligações profissionais imprevistas acontecerem, como a de um alguém competente da produção cultural no Brasil ou na América Latina & os artistas e as obras coreográficas de criadores de Maputo. Esse tipo de desdobramento seria da mais alta riqueza tanto para uns como para outros, pois o público de Dança do lado de cá do oceano Atlântico desconhece em absoluto a produção coreográfica da beira do Índico. Fica o convite especialmente aos leitores que trabalham com produção cultural.

Teste de figurinos, de Sara Machado. Obra Teka (Macuácua & Chichava). CCFM. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

As entrevistas se revelaram úteis também à rede dos próprios artistas, de imediato. Algumas foram compartilhadas e geraram mais de 700 visualizações. De meus estudantes, colegas e amigos recebi mensagens privadas, telefonemas e comentários pessoalmente sobre a inspiração que os vídeos trouxeram, de forma que considero a experiência digna de compilação e de um post só para ela aqui nessa rede da Unicamp.

 

Ser bailarino num festival na África austral

Com a palavra os próprios bailarinos:

No camarim, bailarinos da Cia Hodi na montagem da obra Teka (Macuácua & Chichava). Da esquerda para a direita: Elias Manhiça, Erzênia África, Vascoza, Augusto Manhiça e Nylles Cossa. CCFM. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

→ Entrevista Paulo Inácio/Moçambique – bailarino: link

→ Entrevista Oswaldo Passirivo/Moçambique – bailarino: link

→ Entrevista Eugenio Júnior/Moçambique – bailarino: link

→ Entrevista Martins Tuvanji/Moçambique – bailarino: http://bit.ly/2BiaBxt

→ Entrevista Erzénia África/Moçambique – bailarina: http://bit.ly/2Adpa8h

→ Entrevista Vascoza/Moçambique – bailarino: http://bit.ly/2ib2cIg

→ Entrevista Kasszula/Moçambique – músico e bailarino: http://bit.ly/2AeaA0A

→ Entrevista Pak Ndjamena/Moçambique – bailarino, coreográfo, músico e performer: http://bit.ly/2AfGs2g

→ Entrevista Géraldine Leong Sang/Madagascar – bailarina e coreógrafa da Cia. Jiny, de Madagascar: http://bit.ly/2k4w0Xu

→ Entrevista Njara Rasamiarison/Madagascar – bailarino e coreógrafo da Cia. rianala de Madagascar: http://bit.ly/2jr4yzb

→ Entrevista Mariana Tembe/Moçambique – bailarina: http://bit.ly/2zvWmVd

→ Entrevista Themba Dredz/África do Sul – bailarino e coreógrafo da África do Sul: http://bit.ly/2hWvsyu

→ Entrevista Nandele Maguni/Moçambique – beat maker: http://bit.ly/2k3ChTl

→ Entrevista Amina Layla/Moçambique – estudante de ensino superior licenciatura em Dança: http://bit.ly/2AaMoeV

→ Entrevista Teresa Martín Sauceda/Espanha – intérprete em Dança e professora de Contact Improvisation, da Espanha: http://bit.ly/2k4wsVG

→ Entrevista Annika Havlicek/Alemanha – intérprete em dança, da Alemanha: http://bit.ly/2ibXcTx

→ Entrevista Augusto Manhiça/Moçambique – músico da Cia. Hodi de Maputo: http://bit.ly/2ibXGsP

→ Entrevista Elias Manhiça/Moçambique – músico da Cia. Hodi, de Maputo: http://bit.ly/2A9xLJ3

→ Entrevista Matanyane/Moçambique – bailarino e coreógrafo, colaborador de projetos de Arte Contemporânea. Natural de Maputo: http://bit.ly/2AfyF4y

→ Entrevista Rosa Mari Herrador Montoliu/Andorra – performer, intérprete, criadora, professora de dança contemporânea, de Andorra, baseada em Granada: http://bit.ly/2iYoKJv

Um pouquito dos aplausos, para perceber lugares da Dança Contemporânea em Maputo

Ensaio de Dentro de mim outra ilha, de Panaíbra Gabriel (2004) com Janete Mulapa, Domingos Bié, Edna Jaime, Idio Chichava e Pak Ndjanema. Casa da Cultura do Alto Maé. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

→ Final de Dentro de mim outra ilha, de Panaibra Gabriel. Obra de 2004 premiado no Danse l’Afrique Danse 2006. Remontagem em comemoração aos 20 anos da Cia. Culturarte: http://bit.ly/2k1g1cC

→ Final de Teka de Horácio Macuácua e Idio Chichava: http://bit.ly/2ACEGv9

→ Final de Dark Cell de Themba Mbuli da África do Sul: http://bit.ly/2AhW3P8

→ Final de Black Belt, com o bailarino Idio Chichava no Teatro Avenida: http://bit.ly/2AcVqbH

→ Final de “Um solo para Maria”, com Mariana Tembe. Coreografia de Panaibra Gabriel: http://bit.ly/2Ahcefy

Alguns ensaios, para o leitor ter uma ideia da qualidade técnica daqueles e daquelas que dançam

Workshop com Marcel Gbeffa, do Benin, para os alunos da licenciatura em Dança do ISARC – Instituto Superior de Artes e Cultura. CCFM. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro

 

→ Warm-up para Teka (Macuácua & Chichava, 2017). Logo mais no encerramento do Kinani: http://bit.ly/2AaeTKl

→ Ensaio geral de TEKA (Macuácua & Chichava, 2017): http://bit.ly/2jstuX8

→ Ensaio de criação de Teka. Obra in process de Horácio Macuácua e Idio Chichava: http://bit.ly/2zvT5oT

→ Ensaio de Theka, work in progress, criação para o Kinani, dos coreógrafos Horácio Macuácua e Idio Chichava: http://bit.ly/2k5m67S

Uma mesa redonda sobre o tradicional versus o contemporâneo na criação coreográfica africana

Diálogos Kinani 2017. Centro Cultural Camões. Da esquerda para a direita: Themba Mbuli (África do Sul/Cape Town), macintosh jef raskin(Zimbabwé), Trixie Munyama (Namíbia), Maria Helena Pinto (Moz), Horácio Macuácua (Moz/Espanha), Marcel Gbeffa (Benin) e Idio Chichava (Moz/França). Maputo. Foto: Marília Carneiro.

 

 

 

→ Dialogar Kinani – Da tradição ao contemporâneo: traços, estéticas e identidades: http://bit.ly/2ADc0T0

Abertura e fechamento do Kinani, momentos de formalidade e emoção

Montagem tecnica. Auditório do Centro Cultural Franco Moçambicano. Kinani 2017. Foto: Marília Carneiro.

 

Abertura do Kinani: http://bit.ly/2ibIf48

→ Abertura oficial do Kinani: http://bit.ly/2ADbtjY

→ Encerramento Kinani: http://bit.ly/2AgfqIe

 

 

 

 

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Abraços!

Marília Carneiro

*Agradeço calorosamente à sétima edição do Kinani, Festival Internacional de Dança Contemporânea de Maputo, à Iodine Produções, e especialmente ao diretor Quito Tembe, pelo convite e suporte na continuidade de nosso trabalho no meio profissional da Dança Contemporânea, em Maputo.