TEKA

Ontem de noite, no palco grande do CCFM, apreciamos a estreia do work in progress de TEKA, de Horácio Macuácua e Idio Chichava com o grupo de danças tradicionais moçambicanas HODI e artistas convidados: os bailarinos profissionais Matanyane (colaborador do blog da Mucíná) e Osvaldo Passirivo, o músico Kasszula, o beat maker Nandele.

A residência para criação da obra é uma parceria do festival Kinani e um festival na Alemanha. A primeira fase de criação foi na Europa, a segunda aqui em Maputo e ano que vem uma terceira etapa de trabalho na Alemanha novamente.

A obra estuda a fusão entre as danças tradicionais e o contemporânea, tema encomendado aos coreógrafos pelos festivais. São vários bailarinos e músicos no palco, com instrumentos como a mbira e a timbila, mas também um beat maker, Nandele Ngumi, que entra com música eletrônica.

Em termos coreográficos os bailarinos trabalham a partir dos passos de base de algumas danças tradicionais moçambicanas, como o Xigubo, o Mapiko e o Tufu, desconstruindo os gestos que as caracterizam, transformando-os em matéria prima para improvisações solo, em duo, trio ou o conjunto como um todo. O público tem a chance de acompanhar o processo de “borragem” do gesto da dança tradicional e apreciar os bailarinos improvisando a partir deles.

A sala grande do CCFM estava cheia e a reação da plateia não deixou dúvidas da boa recepção da obra pelos presentes.

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