{"id":1009,"date":"2012-03-16T16:53:02","date_gmt":"2012-03-16T19:53:02","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1009"},"modified":"2012-03-16T16:53:02","modified_gmt":"2012-03-16T19:53:02","slug":"para-alguma-coisa-os-neutrinos-servem-transmissao-de-mensagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2012\/03\/16\/para-alguma-coisa-os-neutrinos-servem-transmissao-de-mensagens\/","title":{"rendered":"Para alguma coisa os neutrinos servem: transmiss\u00e3o de mensagens"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" \/><\/a> <a href=\"http:\/\/www.rochester.edu\/\">University of Rochester<\/a><\/p>\n<h1><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2012-03\/uor-rs031412.php\">Pesquisadores enviam mensagem &#8220;sem fio&#8221; usando neutrinos (atrav\u00e9s de rocha s\u00f3lida)<\/a><\/h1>\n<h2><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.nevis.columbia.edu\/~conrad\/NeutrinoEvent.jpg\" width=\"600\" height=\"487\" \/><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify\">Um grupo de cientistas, liderados por pesquisadores das Universidades de Rochester e Estadual da Carolina do Norte, enviaram, pela primeira vez, uma mensagem utilizando um feixe de neutrinos \u2013 aquelas part\u00edculas quase sem massa e que viajam quase \u00e0 velocidade da luz. A mensagem foi enviada atrav\u00e9s de 240 metros de rocha e dizia simplesmente: &#8220;neutrino&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Com o uso de neutrinos, seria poss\u00edvel a comunica\u00e7\u00e3o entre quaisquer dois pontos da Terra sem o uso de sat\u00e9lites ou cabos&#8221;, diz Dan Stancil, professor de engenharia el\u00e9trica e de computa\u00e7\u00e3o da NC State e autor principal de um artigo que descreve a pesquisa. &#8220;Os sistemas de comunica\u00e7\u00f5es por neutrinos teriam que ser muito mais complexos do que os atuais, mas podem ter importantes usos estrat\u00e9gicos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diversas pessoas j\u00e1 teorizaram acerca da possibilidade de empregar os neutrinos em comunica\u00e7\u00f5es por causa de uma propriedade particularmente valiosa destes: eles podem atravessar quase qualquer coisa que esteja em seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se essa tecnologia fosse aplicada a submarinos, por exemplo, eles poderiam se comunicar por longas dist\u00e2ncias, mesmo submersos, o que \u00e9 muito dif\u00edcil, para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel, com a atual tecnologia. E, se quis\u00e9ssemos nos comunicar com algo no espa\u00e7o exterior que estivesse no lado oculto da Lua ou de outro planeta, nossa mensagem poderia ser enviada diretamente atrav\u00e9s do corpo celeste sem qualquer impedimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;\u00c9 evidente que nossa atual tecnologia faz uso de enormes equipamentos de alta tecnologia para enviar uma mensagem por meio de neutrinos, de forma que ainda n\u00e3o \u00e9\u00a0algo\u00a0pr\u00e1tico&#8221;, diz Kevin McFarland, um professor de f\u00edsica da Universidade de Rochester que n\u00e3o esteve envolvido na experi\u00eancia. &#8220;Mas o primeiro passo na dire\u00e7\u00e3o de algum dia empregar neutrinos para comunica\u00e7\u00e3o de forma pr\u00e1tica, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o que se valha da tecnologia existente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe de cientistas que demonstraram que isso \u00e9 poss\u00edvel, realizou seus testes no <em>Fermi National Accelerator Lab<\/em> (conhecido como <em>Fermilab<\/em>), nas cercanias de Chicago. O grupo apresentou suas descobertas \u00e0 publica\u00e7\u00e3o <em>Modern Physics Letters A<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No <em>Fermilab<\/em>\u00a0os pesquisadores t\u00eam acesso a dois componentes cruciais. O primeiro \u00e9 um dos mais poderosos aceleradores de part\u00edculas do mundo que cria feixes de neutrinos de alta intensidade, acelerando pr\u00f3tons em redor de uma circunfer\u00eancia de 2,5 milhas e os fazendo colidir com um alvo de carbono. O segundo \u00e9 um detector de muitas toneladas chamado MINERvA, localizado em uma caverna a \u00a0 100 metros abaixo do solo..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fato de um aparato t\u00e3o gigantesco ser necess\u00e1rio para a comunica\u00e7\u00e3o por meio de neutrinos, significa que ainda \u00e9 necess\u00e1rio muito trabalho, antes que a tecnologia possa assumir uma forma de uso pr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O teste de comunica\u00e7\u00f5es foi realizado durante um per\u00edodo de duas horas quando o acelerador estava funcionando a meia pot\u00eancia, devido a um per\u00edodo de desligamento programado. Os dados de intera\u00e7\u00e3o regularmente detectados por MINERvA foram coletados ao mesmo tempo que o teste de comunica\u00e7\u00e3o era realizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente, a maior parte das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 realizada pelo envio e recep\u00e7\u00e3o de ondas eletro-magn\u00e9ticas. \u00c9 assim que nossos r\u00e1dios, celulares e televis\u00f5es funcionam. No entanto, as ondas eletro-magn\u00e9ticas n\u00e3o atravessam facilmente a maior parte da mat\u00e9ria. Elas s\u00e3o bloqueadas pela \u00e1gua, pelas montanhas e v\u00e1rios outros l\u00edquidos e s\u00f3lidos. Por outro lado, os neutrinos atravessam regularmente os planetas sem serem perturbados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por causa de sua carga eletromagn\u00e9tica neutra e massa quase nula, os neutrinos n\u00e3o est\u00e3o sujeitos \u00e0 atra\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica e n\u00e3o sofrem uma influ\u00eancia significativa da gravidade, de forma que se movem virtualmente sem impedimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mensagem que os cientistas enviaram com o uso de neutrinos foi em c\u00f3digo bin\u00e1rio. Em outras palavras, a palavra &#8220;neutrino&#8221; foi representada por uma s\u00e9rie de 1&#8217;s e 0&#8217;s; os 1&#8217;s correspondendo a um grupo de neutrinos disparados e os 0&#8217;s \u00e0 aus\u00eancia de neutrinos. Os neutrinos foram disparados em enormes grupos porque, mesmo com um detector de v\u00e1rias toneladas, eles s\u00e3o t\u00e3o elusivos que apenas um em cada dez bilh\u00f5es de neutrinos s\u00e3o detectados. Depois que os neutrinos eram detectados, um computador na outra extremidade traduzia o c\u00f3digo bin\u00e1rio de volta ao ingl\u00eas e a palavra &#8220;neutrino&#8221; foi recebida com sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Os neutrinos tem se\u00a0constitu\u00eddo\u00a0em uma ferramenta excepcional para nos ajudar a aprender acerca do funcionamento do n\u00facleo [at\u00f4mico] e do universo&#8221;, disse Deborah Harris, gerente do projeto Minerva, &#8220;mas a comunica\u00e7\u00e3o por meio de neutrinos ainda tem um longo caminho pela frente at\u00e9 ser eficaz&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Minerva \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de f\u00edsicos nucleares e de part\u00edculas de 21 institui\u00e7\u00f5es que estudam o comportamento dos neutrinos, usando um detector localizado no <em>Fermilab<\/em>, perto de\u00a0Chicago. Esta foi a primeira experi\u00eancia no mundo a usar um feixe de alta intensidade para estudar as rea\u00e7\u00f5es dos neutrinos com n\u00facleos de cinco diferentes tipos de material alvo, criando, pela primeira vez, uma compara\u00e7\u00e3o lado a lado dessas intera\u00e7\u00f5es. Isso auxiliar\u00e1 a completar o quadro dos neutrinos e permitir que os dados seja interpretados de maneira mais clara em experi\u00eancias correntes e futuras.<\/p>\n<div align=\"center\">###<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>University of Rochester Pesquisadores enviam mensagem &#8220;sem fio&#8221; usando neutrinos (atrav\u00e9s de rocha s\u00f3lida) Um grupo de cientistas, liderados por pesquisadores das Universidades de Rochester e Estadual da Carolina do Norte, enviaram, pela primeira vez, uma mensagem utilizando um feixe de neutrinos \u2013 aquelas part\u00edculas quase sem massa e que viajam quase \u00e0 velocidade da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":1021,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"editor_plus_copied_stylings":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[94,95,237],"class_list":["post-1009","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fisica","tag-computacao","tag-computacao-quantica","tag-neutrinos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1009\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}