{"id":1026,"date":"2012-04-05T21:42:40","date_gmt":"2012-04-06T00:42:40","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1026"},"modified":"2012-04-05T21:42:40","modified_gmt":"2012-04-06T00:42:40","slug":"nao-seja-enganado-por-baboseiras-quanticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2012\/04\/05\/nao-seja-enganado-por-baboseiras-quanticas\/","title":{"rendered":"N\u00e3o seja enganado por baboseiras qu\u00e2nticas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Eu sou m\u00edstico. Eu acredito em magia, em esp\u00edritos e em outras coisas absurdas. A meu favor, s\u00f3 posso dizer que n\u00e3o fa\u00e7o a menor ideia do porqu\u00ea isso funciona; apenas acho que funciona. Se isso \u00e9 uma prova de que meu racioc\u00ednio \u00e9 tendencioso e baseado em auto-sugest\u00e3o, problema meu&#8230; E, diga-se de passagem, n\u00e3o fa\u00e7o proselitismo de minhas cren\u00e7as porque acho que isso \u00e9 uma quest\u00e3o de convic\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este post foi motivado por uma dessas asneiras pseudo-cient\u00edficas que, infelizmente, v\u00eam sendo repetidamente utilizadas por gente que ouviu cantar um galo, mas n\u00e3o sabe onde, e \u2013 o que \u00e9 mais deplor\u00e1vel ainda \u2013 gente que por sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, deveria ter mais cuidado em n\u00e3o tentar\u00a0impingir suas cren\u00e7as n\u00e3o fundamentadas com argumentos fantasiosos baseados em sua lament\u00e1vel ignor\u00e2ncia de outro ramo das ci\u00eancias que n\u00e3o \u00e9 o seu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A asneira em particular foi uma argumenta\u00e7\u00e3o em defesa da homeopatia, publicada na <em>Scientific American<\/em>, Edi\u00e7\u00e3o Brasileira (e j\u00e1 fartamente repudiada pela editoria da <em>Scientific American<\/em>, Matriz). A passagem \u00e9 esta:<\/p>\n<blockquote><p>A homeopatia \u00e9 conhecida como tratamento alternativo para os seres humanos, mas poucos conhecem sua utiliza\u00e7\u00e3o em animais, plantas, solo e \u00e1guas. Essa t\u00e9cnica \u00e9 alvo de cr\u00edticas quanto aos resultados e efic\u00e1cia. Uma delas diz respeito ao &#8220;efeito placebo&#8221; de seus rem\u00e9dios, que n\u00e3o cont\u00eam nenhum tra\u00e7o da mat\u00e9ria-prima utilizada em sua confec\u00e7\u00e3o. <strong>Para responder a essa abordagem \u00e9 necess\u00e1rio um esclarecimento: a homeopatia n\u00e3o se relaciona com a qu\u00edmica, mas com a f\u00edsica qu\u00e2ntica, pois trabalha com energia, n\u00e3o com elementos qu\u00edmicos que podem ser qualificados e quantificados. <em>(o grifo \u00e9 meu. JC)<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa &#8220;p\u00e9rola&#8221; \u00e9 atribu\u00edda a &#8220;Nina Ximenes, bi\u00f3loga, [&#8230;] p\u00f3s-graduada em educa\u00e7\u00e3o ambiental&#8221; e foi publicada na p\u00e1gina 17 da edi\u00e7\u00e3o brasileira de abril de 2012 da <em>Scientific American. <\/em>E \u2013 fa\u00e7a-se justi\u00e7a \u2013 j\u00e1 foi publicamente repudiada pela Editora-Chefe da <em>Scientific American<\/em>, Matriz, Mariette DiChristina.\u00a0\u00c9 profundamente lament\u00e1vel que o senhor Ulisses Capozolli, Editor-chefe da edi\u00e7\u00e3o brasileira da <em>SciAm<\/em>, tenha &#8220;cochilado&#8221; e dado o respaldo de uma revista cient\u00edfica respeitada a tamanho <em>non-sequitur<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ent\u00e3o, vamos ao que realmente interessa. Que diabos \u00e9 essa tal &#8220;f\u00edsica qu\u00e2ntica&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O nome j\u00e1 come\u00e7a por ser infeliz e induzir ao erro. O conceito de <em>quanta <\/em>(singular: <em>quantum<\/em>) de energia surgiu com as experi\u00eancias de Max Planck sobre a energia que corpos aquecidos emitem. Ele descobriu (vou poup\u00e1-los dos detalhes t\u00e9cnicos) que a energia era sempre absorvida e emitida em &#8220;pacotes discretos&#8221;. Se voc\u00ea bombardeasse um alvo com luz de um determinado comprimento de onda, obteria uma radia\u00e7\u00e3o com outro comprimento de onda; sempre os mesmos. Se voc\u00ea aumentasse a intensidade da luz, produziria mais radia\u00e7\u00e3o, mas sempre com o mesmo comprimento de onda, n\u00e3o com um comprimento de onda maior. Da velha nomenclatura da qu\u00edmica (especialmente a bioqu\u00edmica) veio o termo <em>quantum<\/em> (= quantidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Disso, se deduziu (e, posteriormente, se comprovou fartamente) que <strong>no n\u00edvel subat\u00f4mico<\/strong>, a energia \u00e9 absorvida e emitida sempre nesses &#8220;pacotes&#8221;; sem valores intermedi\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Parece algo sem paralelo em nosso mundo &#8220;macro&#8221; cotidiano, n\u00e9?&#8230; Nem tanto&#8230; Pense na gravidade da Terra; para um objeto se livrar da atra\u00e7\u00e3o da gravidade terrestre e ser lan\u00e7ado ao espa\u00e7o (se voc\u00ea pensou em sat\u00e9lites e naves espaciais, acertou!) \u00e9 preciso que ele alcance uma <strong><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Velocidade_de_escape\">velocidade de escape<\/a><\/strong>\u00a0de 11,2 km\/s. Uma velocidade ligeiramente menor e o objeto cai de volta; se a velocidade for ligeiramente maior, tanto faz: o objeto escapa da atra\u00e7\u00e3o da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isso independe da massa do objeto; a velocidade de escape \u00e9 sempre a mesma. \u00c9 claro que, para que um objeto com maior massa (&#8220;mais pesado&#8221;), voc\u00ea vai precisar de uma energia total bem maior para obter a mesma velocidade de escape.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas intera\u00e7\u00f5es entre as part\u00edculas que comp\u00f5em os \u00e1tomos, assim como entre os \u00e1tomos que comp\u00f5em uma mol\u00e9cula e da mesma forma entre \u00e1tomos de mol\u00e9culas pr\u00f3ximas (e \u00e9 isso que chamamos de &#8220;qu\u00edmica&#8221;), tudo \u00e9 feito com base nessas quantidades m\u00ednimas de energia (ou <em>quanta<\/em>), de modo que qualquer &#8220;pacote&#8221; de energia pode ser tratado como uma &#8220;part\u00edcula&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E os f\u00edsicos chegaram \u00e0\u00a0conclus\u00e3o\u00a0(ap\u00f3s longos e tediosos estudos) que s\u00f3 existem quatro tipos de intera\u00e7\u00f5es entre as part\u00edculas subat\u00f4micas: as conhecidas <strong>gravitacionais<\/strong> e <strong>eletromagn\u00e9ticas<\/strong>, que se manifestam claramente neste universo &#8220;macro&#8221; onde vivemos, e duas que s\u00f3 funcionam no \u00e2mbito restrito dos \u00e1tomos e principalmente seus n\u00facleos: a <strong>forte<\/strong> e a <strong>fraca<\/strong>. A fraca tem alguma semelhan\u00e7a com a eletromagn\u00e9tica, s\u00f3 que as part\u00edculas portadoras dessa for\u00e7a t\u00eam massa e, portanto, n\u00e3o chegam muito longe: n\u00e3o saem de dentro do di\u00e2metro de um n\u00facleo at\u00f4mico dos pequenos&#8230; E a forte ganhou esse nome porque \u00e9 muito mais forte do que a repuls\u00e3o eletromagn\u00e9tica e consegue manter juntas duas part\u00edculas de cargas iguais (e ainda bem que ela existe, sen\u00e3o este universo nem existiria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grande problema em estudar o comportamento das &#8220;coisas&#8221; no &#8220;mundo subat\u00f4mico&#8221; \u00e9 que o simples ato de observar uma part\u00edcula altera essa part\u00edcula. Quer um paralelo &#8216;macro&#8221;?&#8230; Pense em uma pilha de pratos &#8211; uma meia d\u00fazia deles &#8211; onde s\u00f3 um tem uma marca no centro (e voc\u00ea n\u00e3o pode olhar por cima da pilha). Para saber qual deles \u00e9 o prato marcado, voc\u00ea tem que tirar os pratos que est\u00e3o por cima e, quando chegar no prato marcado, ele j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 mais um &#8220;prato no meio da pilha&#8221;. Para uma part\u00edcula subat\u00f4mica, seu &#8220;lugar na pilha&#8221; \u00e9 extremamente importante (acredite em mim&#8230; sen\u00e3o a gente n\u00e3o chega ao fim da est\u00f3ria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para agravar o problema citado acima, \u00e9 extremamente dif\u00edcil (para n\u00e3o dizer &#8220;imposs\u00edvel&#8221;) obter algo como \u00a0&#8220;um \u00fanico f\u00f3ton&#8221; (&#8220;f\u00f3ton&#8221; \u00e9 a part\u00edcula de for\u00e7a eletromagn\u00e9tica, da qual a luz vis\u00edvel \u00e9 apenas uma faixa extremamente estreita \u2013 mas guarde isto: todo e qualquer f\u00f3ton se move \u00e0 &#8220;velocidade da luz&#8221;, o &#8220;limite de velocidade&#8221; no universo) e &#8211; como se isso n\u00e3o bastasse &#8211; qualquer &#8220;part\u00edcula&#8221;, enquanto n\u00e3o produzir um efeito mensur\u00e1vel, \u00e9 uma &#8220;onda&#8221; e se comporta como tal. Quer outra analogia &#8220;macro&#8221;?&#8230; Uma onda do mar que bate contra uma parede de cais. Se voc\u00ea dotar a parde de sensores que me\u00e7am a for\u00e7a exercida por cada onda que bate nela, voc\u00ea pode calcular a quantidade de \u00e1gua (e coisas dissolvidas nela) e a velocidade de cada onda (e eis sua &#8220;part\u00edcula&#8221; de mar&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E mais uma coisa que confunde os &#8220;leigos&#8221;: isso tudo acontece no &#8220;mundo subat\u00f4mico&#8221; em uma velocidade inimagin\u00e1vel e em quantidades de perder o f\u00f4lego. Lembra da onda do mar que eu fiz bater no cais no par\u00e1grafo acima?&#8230; Sabe como se d\u00e1 esse &#8220;choque&#8221;?&#8230; <strong>Intera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica! <\/strong>Cada um dos el\u00e9trons dos \u00e1tomos de \u00e1gua (e coisas dissolvidas nela) interage com os el\u00e9trons dos \u00e1tomos dos materiais que comp\u00f5em a parede, trocando &#8220;brazilh\u00f5es&#8221; de &#8220;f\u00f3tons virtuais&#8221; a cada &#8220;pentelh\u00e9simo&#8221; de segundo, <strong>e se repelem!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>OK! E o que isso tem a ver com a homeopatia e os rem\u00e9dios em geral?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exatamente o que voc\u00ea j\u00e1 pensou: <strong>nada! <\/strong>As rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas s\u00e3o uma &#8220;manifesta\u00e7\u00e3o&#8221; da velha for\u00e7a eletromagn\u00e9tica que junta os \u00e1tomos em mol\u00e9culas, com os n\u00facleos positivos\u00a0atraindo os el\u00e9trons negativos dos outros \u00e1tomos e estes puxam o n\u00facleo do \u00e1tomo &#8220;roubado&#8221; mais para perto do \u00e1tomo &#8220;ladr\u00e3o&#8221; de el\u00e9trons. E, se surgir uma mol\u00e9cula com capacidade de atrair mais o \u00e1tomo &#8220;ladr\u00e3o&#8221;, ou o \u00e1tomo &#8220;roubado&#8221;, ela &#8220;rouba&#8221; o lugar da outra e cria uma (ou mais) mol\u00e9culas novas, Isso \u00e9 uma &#8220;rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Enquanto isso, as intera\u00e7\u00f5es nucleares fortes e fracas continuam a acontecer dentro dos n\u00facleos dos \u00e1tomos &#8211; &#8220;brazilh\u00f5es&#8221; de vezes por fra\u00e7\u00e3o de segundo &#8211; <strong>e isso n\u00e3o muda chongas na rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica!\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Para voc\u00ea ter o efeito de um \u00e1tomo de fl\u00faor <\/strong>\u2013 o elemento qu\u00edmico mais reativo que se conhece \u2013 <strong>voc\u00ea precisa da <span style=\"text-decoration: underline\">presen\u00e7a<\/span> de um bendito \u00e1tomo de fl\u00faor! <\/strong>Se o \u00e1tomo de fl\u00faor for reagir em outra freguesia, a mol\u00e9cula abandonada passa a se comportar como se ele nunca tivesse estado l\u00e1! E, se voc\u00ea tiver &#8220;brazilh\u00f5es&#8221; de \u00e1tomos de, por exemplo, hidrog\u00eanio e um s\u00f3 \u00e1tomo de fl\u00faor, s\u00f3 vai conseguir uma \u00fanica mol\u00e9cula de \u00e1cido fluor\u00eddrico, coisa que, em um organismo vivo, <strong>n\u00e3o faz a menor diferen\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 perceberam onde eu quero chegar, n\u00e9?.. <strong>Quanto maior a dilui\u00e7\u00e3o, menor o efeito, at\u00e9 n\u00e3o haver efeito algum.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E a f\u00edsica qu\u00e2ntica n\u00e3o pode fazer nada a respeito, porque ela continua agindo da mesm\u00edssima forma por todo o universo conhecido e nem por isso voc\u00ea \u00e9 capaz de atravessar uma porta fechada \u2013 embora um n\u00eautron seja capaz de escapar de repente de um n\u00facleo at\u00f4mico (&#8220;Radiatividade&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o, quando vierem com um papo furado de querer explicar magia, homeopatia, reiki, passes do caboclo ou as preces da rezadeira com a &#8220;f\u00edsica qu\u00e2ntica&#8221;, caia fora!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Como eu disse l\u00e1 em cima, eu acredito em magia&#8230; mas sei que a f\u00edsica n\u00e3o tem coisa alguma a ver!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sou m\u00edstico. 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Se isso \u00e9 uma prova de que meu racioc\u00ednio \u00e9 tendencioso e baseado em auto-sugest\u00e3o, problema meu&#8230; E, diga-se de passagem, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[150,182,202],"class_list":["post-1026","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pseudo-ciencia","tag-fisica-quantica","tag-homeopatia","tag-magia"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1026"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1026\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}