{"id":109,"date":"2006-08-07T18:10:00","date_gmt":"2006-08-07T21:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/08\/nova-zona-morta\/"},"modified":"2006-08-07T18:10:00","modified_gmt":"2006-08-07T21:10:00","slug":"nova-zona-morta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/08\/07\/nova-zona-morta\/","title":{"rendered":"Nova &#8220;Zona Morta&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">O lixo que as superpot\u00eancias lan\u00e7am na atmosfera, est\u00e1 voltando para suas praias. Vejam este artigo do <em>New York Times<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p><a href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2006\/08\/06\/us\/06coast.html\"><strong>Reaparece uma &#8220;Zona Morta&#8221; ao largo da costa do Oregon<\/strong><\/a><br \/>\nPor CORNELIA DEAN<br \/>\nPublicado em 6 de agosto de 2006<br \/>\nPelo quinto ano em seguida, padr\u00f5es incomuns de ventos ao largo da costa do Oregon produziram uma grande &#8220;Zona Morta&#8221;, uma \u00e1rea com t\u00e3o pouco oxig\u00eanio que os peixes e caranguejos sufocam. A zona ocupa uma \u00e1rea aproximadamente do tamanho de Rhode Island <span style=\"color: #ff0000\">[nota do tradutor: o menor estado dos EUA, com uma superf\u00edcie de 3.144 km\u00b2]<\/span>.<br \/>\nEsta zona morta \u00e9 diferente daquelas no golfo do M\u00e9xico e em outros lugares, resultantes do ac\u00famulo de fertilizantes, esgotos e emiss\u00f5es de cira\u00e7\u00f5es de porcos e aves. A zona do Oregon aparece quando o vento gera fortes correntes que levam \u00e1gua rica em nutrientes, mas pobre em oxig\u00eanio, do mar profundo para a superf\u00edcie pr\u00f3xima \u00e0 costa,um processo chamado de ressurg\u00eancia.<br \/>\nOs nutrientes estimulam o crescimento de plancton, o qual, eventualmente, morre e desce para o fundo do oceano. Bact\u00e9rias consomem o plancton, usando oxig\u00eanio.<br \/>\nJane Lubchenco, uma bi\u00f3loga marinha da Oregon State University, diz que o fen\u00f4meno n\u00e3o parce ter liga\u00e7\u00e3o com os recorrentes El Ni\u00f1o ou La Ni\u00f1a, ou ciclos de longa dura\u00e7\u00e3o dos movimentos oce\u00e2nicos. Isso fez com que a Dra. Lubchenco imaginasse se a mudan\u00e7a clim\u00e1tica poderia ser um fator, disse ela, acrescentando: \u00abN\u00e3o existe outra causa, em tanto quanto podemos determinar\u00bb.<br \/>\nA zona morta, que aparece no fim da primavera e dura algumas semanas, quadruplicou de tamanho, desde que apareceu em 2002 e, neste ano, cobriu uma \u00e1rea quase t\u00e3o grande quanto o Estado de Rhode Island, disse a Dra. Lubchenco. A zona se dissipa quando o vento muda.<br \/>\nN\u00e3o se sabe ainda o efeito que a zona morta possa ter na futura pesca e captura de caranguejos, disse a Dra. Lubchenco. At\u00e9 agora, disse ela, a zona morta n\u00e3o tem se formado antes que a esta\u00e7\u00e3o de captura de caranguejos Dungeness <span style=\"color: #ff0000\">[N.T: <em>cancer magister<\/em>]<\/span> tenha quase acabado.<br \/>\nHal Weeks, um ecologista marinho que dirige o <em>Marine Habitat Project<\/em> para o Departamento de Pesca e Vida Selvagem do Oregon, disse que a forma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com pouca oxigena\u00e7\u00e3o, ou hop\u00f3xicas, at\u00e9 agora t\u00eam causado &#8220;disrup\u00e7\u00f5es localizadas&#8221; na pesca, mas nenhum decl\u00ednio nas capturas e nenhuma interfer\u00eancia na pesca recreativa.<br \/>\nO Dr. Weeks disse que essas \u00e1reas podem ter ocorrido no passado e n\u00e3o terem sido percebidas. Mas ele acrescentou que, quando ele realizou uma reuni\u00e3o entre cientistas e pescadores, cerca de 18 meses atr\u00e1s, para discutir a quest\u00e3o, os pescadores disseram n\u00e3o se lembrarem de problemas ocorrendo com uma tal regularidade.<br \/>\n\u00abCom base nas lembran\u00e7as das pessoas\u00bb, disse o Dr. Weeks, \u00abele n\u00e3o tinham um padr\u00e3o ou periodicidade para isso\u00bb.<br \/>\nEle e a Dra. Lubchenco disseram que os cientistas levar\u00e3o um barco de pesquisas para o mar e, na ter\u00e7a-feira, baixar\u00e3o um ve\u00edculo-rob\u00f4 para fotografar o fundo do mar para verificar a mortalidade de peixes e caranguejos.<br \/>\n\u00abVoc\u00ea, normalmente, n\u00e3o puxa para cima uma armadilha e acha quaisquer caranguejos mortos nela\u00bb, disse a Dra. Lubchenco. \u00abE todos os ca\u00e7adores de caranguejos com quem falei, mencionaram caranguejos mortos\u00bb.<br \/>\nO Dr. Weeks disse esperar que o cruzeiro de pesquisa ajude a explicar o que est\u00e1 acontecendo. \u00abEu deveria dar a melhor acessoria t\u00e9cnica a meus superiores\u00bb, disse ele, \u00abe receio que, agora mesmo, eu n\u00e3o tenha as respostas para eles\u00bb.<br \/>\nEm 2002, quando a zona morta apareceu pela primeira vez, disse a Dra. Lubchenco, ela e outros pesquisadores deram pouca aten\u00e7\u00e3o ao que pensaram ser uma anomalia interessante. \u00abMas, agora, cinco anos em seguida, n\u00f3s estamos come\u00e7ando a pensar que houve alguma mudan\u00e7a fundamental nas condi\u00e7\u00f5es do oceano ao largo da Costa Oeste\u00bb, disse ela, provavelemente por causa das mudan\u00e7aas nas &#8220;correntes de jato&#8221; causadas pelo aquecimento global.<\/p><\/blockquote>\n<p>Enquanto isso, ainda h\u00e1 gente (e gente de nomeada) que acha que o &#8220;Protocolo de Kioto&#8221; \u00e9 <em>junk science<\/em> e apoia o indiz\u00edvel presidente arbusto em seus del\u00edrios de pasc\u00e1cio ganancioso&#8230;<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lixo que as superpot\u00eancias lan\u00e7am na atmosfera, est\u00e1 voltando para suas praias. Vejam este artigo do New York Times. 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