{"id":128,"date":"2006-09-20T22:10:00","date_gmt":"2006-09-21T01:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/09\/physics-news-update-n-793\/"},"modified":"2006-09-20T22:10:00","modified_gmt":"2006-09-21T01:10:00","slug":"physics-news-update-n-793","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/09\/20\/physics-news-update-n-793\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00ba 793"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\"><br \/>\nO Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 793, de 20 de setembro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi     <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\">Physics News Update<\/a><br \/>\nFURAC\u00d5ES MAIS FORTES LIGADOS \u00c0S MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS. Um novo estudo dos dados clim\u00e1ticos sugere que o aquecimento global est\u00e1 fazendo com que o Oceano Atl\u00e2ntico gere furac\u00f5es mais mort\u00edferos. Os furac\u00f5es se tornaram mais fortes nas recentes d\u00e9cadas, aparentemente em correla\u00e7\u00e3o com o aumento das temperaturas atmosf\u00e9ricas. Na verdade, James Elsner da Universidade do Estado da Fl\u00f3rida, em Tallahassee, relata no <em>Geophysical Research Letters<\/em> que existe, de fato, uma clara rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Menos de tr\u00eas semanas depois do Furac\u00e3o Katrina, um estudo publicado na <em>Science<\/em> mostrou que, embora o n\u00famero de ciclones tropicais n\u00e3o tenha aumentado entre 1970 e 2004, sua intensidade subiu: furac\u00f5es das categorias 4 e 5 se tornaram 50% mais freq\u00fcentes na segunda metade deste per\u00edodo do que na primeira ((Webster et al.,  Science, 16 de setembro de 2005, <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/content\/abstract\/309\/5742\/1844\">http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/content\/abstract\/309\/5742\/1844 <\/a>).<br \/>\nO mesmo per\u00edodo viu uma eleva\u00e7\u00e3o nas temperaturas atmosf\u00e9ricas globais \u2013 largamente atribu\u00eddas \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa, tais como o CO<sub>2<\/sub> \u2013 e \u00e0s temperaturas da superf\u00edcie do mar no Atl\u00e2ntico, onde nascem os furac\u00f5es. Alguns climatologistas acreditam que o aquecimento (atmosf\u00e9rico) global est\u00e1 causando a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura dos oceanos e que essas temperaturas maiores da superf\u00edcie dos oceanos podem, por sua vez, aumentar a for\u00e7a dos furac\u00f5es. Por\u00e9m outros atribuiram a crescente f\u00faria da natureza a um ciclo de longa dura\u00e7\u00e3o de flutua\u00e7\u00f5es na temperatura dos mares, chamada Oscila\u00e7\u00e3o Multidec\u00e1dica do Atl\u00e2ntico. As opini\u00f5es tamb\u00e9m variaram acerca de se uma atmosfera mais quente pode tornar os oceanos mais quentes, e sobre a extens\u00e3o na qual a temperatura dos mares contribui para a intensidade dos furac\u00f5es. Elsner usou um elaborado processo estat\u00edstico (criado pelo Pr\u00eamio Nobel de Economia, Clive Granger) para responder \u00e0 primeira dessas duas quest\u00f5es. Ele examinou os picos da temeperatura atmosf\u00e9rica global (utilizando dados coletados por sat\u00e9lites e bases no solo pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) e os comparou \u00e0s mudan\u00e7as sazonais na temepratura m\u00e9dia da superf\u00edcie do mar para toda a parte do Atl\u00e2ntico no Hemisf\u00e9rio Norte com base nos dados da Administra\u00e7\u00e3o Nacional da Atmosfera e Oceanos). Sua an\u00e1lise demonstrou que os picos na temperatura atmosf\u00e9rica costumam aparecer logo antes dos picos de temperatura oce\u00e2nica na temporada de furac\u00f5es, o que sugere que os primeiros causam os segundos. O aquecimento global pode estar mesmo causando furac\u00f5es mais fortes (Geophysical Research Letters, 23 de agosto de 2006)<br \/>\nEFEITO DE HALL QU\u00c2NTICO (SPIN), \u00c0 TEMPERATURA AMBIENTE. Uma nova experi\u00eancia realizada por David Awschalom e seus colegas na Universidade da Calif\u00f3rinia (Santa Barbara), com a colabora\u00e7\u00e3o da Universidade Penn State, dispara um feixe de el\u00e9trons atrav\u00e9s uma amostra de ZnSe (Seleneto de Zinco), um semicondutor n\u00e3o magn\u00e9tico, e segrega os el\u00e9trons de uma forma pela qual aqueles cujos spins apontam para cima s\u00e3o desviados para a esquerda, enquanto os com spin que aponta para baixo s\u00e3o defletidos para a direita. Eles tamb\u00e9m demonstraram que podiam polarizar os el\u00e9trons (orientar seus spins) usando apenas campos el\u00e9tricos a temperatura ambiente, tamb\u00e9m, uma grande vantagem para os projetados circuitos spintr\u00f4nicos que formariam uma nova classe de eletr\u00f4nica, na qual tanto a carga como o spin forneceriam os meios para armazenar e processar dados. Estranhamente, os novos resultados de Awschalom \u2013 que mostram uma corrente de spin at\u00e9 a temperatura ambiente \u2013 n\u00e3o foi realizada com GaAs (Arseniato de G\u00e1lio), no qual a maioria das observa\u00e7\u00f5es do efeito de Hall Qu\u00e2ntico tem sido observado, mas em ZnSe, que n\u00e3o deveria ser t\u00e3o eficiente em polarizar eletricamente os spins. Awschalom diz que a evid\u00eancia que o efeito de Hall Qu\u00e2ntico \u00e9 forte, at\u00e9 em um material onde deveria ser fraco, vai aumentar ainda mais as controv\u00e9rsias que circulam sobre o efeito de Hall Qu\u00e2ntico. A nova experi\u00eancia \u00e9 um equivalente, em termos de spin, ao efeito de Hall convencional, conhecido desde o s\u00e9culo XIX. No velho efeito de Hall, os el\u00e9trons em movimento ao longo de um condutor submetido \u00e0 for\u00e7a de um campo el\u00e9trico aplicado, caso expostos a um campo magn\u00e9tico verticalmente orientado, deveriam ser ligeiramente defletidos para um dos lados do condutor. Dois anos atr\u00e1s, os f\u00edsicos mostraram que um tipo de efeito de Hall poderia ser usado para defletir spins (para ser mais exato, el\u00e9trons polarizados com spin para cima ou para baixo), de forma tal que, mesmo quando n\u00e3o ocorresse um ac\u00famulo de carga el\u00e9trica na extremidade do condutor, ocorreria um ac\u00famulo de spins (ver Physics Today, Fevereiro de 2005). Em outra experi\u00eancia recente Awschalom e seus colegas mostraram que os spins n\u00e3o somente se acumulariam; eles poderiam ser enviados por um condutor e constituir uma corrente polarizada, onde seriam para um circuito de transistores spintr\u00f4nicos o mesmo que uma corrente comum \u00e9 para a eletr\u00f4nica normal. (Dois artigos na Physical Review Letters: Sih et al., na edi\u00e7\u00e3o de 1 de setembro e Stern et al. na de 22 de setembro de 2006)<br \/>\n**********************<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 793, de 20 de setembro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi Physics News Update FURAC\u00d5ES MAIS FORTES LIGADOS \u00c0S MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS. 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