{"id":131,"date":"2006-10-03T15:39:00","date_gmt":"2006-10-03T18:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/10\/physics-news-update-n-795\/"},"modified":"2006-10-03T15:39:00","modified_gmt":"2006-10-03T18:39:00","slug":"physics-news-update-n-795","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/10\/03\/physics-news-update-n-795\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00ba 795"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 795, de 3 de outubro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi     <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\">Physics News Update<\/a><br \/>\nOS PR\u00caMIOS NOBEL DE F\u00cdSICA DE 2006 ser\u00e3o concedidos a John. C. Mather do Centro de V\u00f4o Espacial Goddard da NASA e George F. Smoot da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkley e Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkley, pelo estudo dos prim\u00f3rdios do universo. Eles foram importantes no desenvolvimento da experi\u00eancia Explorador do Fundo C\u00f3smico (Cosmic Background Explorer = COBE). Esta astronave em \u00f3rbita foi a primeira a detectar pequenas varia\u00e7\u00f5es de temperatura no fundo c\u00f3smico de microondas (cosmic microwave background = CMB), o banho de radia\u00e7\u00e3o que representa a primeira luz capaz de se mover livremente pelo universo, ap\u00f3s o Big Bang. O CMB foi inicialmente observado, nos anos 19060, por Arno Penzias e Robert Wilson, nos Laborat\u00f3rios Bell, e rendeu-lhes um pr\u00eamio Nobel. Pensava-se, naquela \u00e9poca, que o CMB deveria ser, de alguma forma, n\u00e3o-homog\u00eaneo (ele n\u00e3o poderia ser absolutamente uniforme ao longo dos c\u00e9us), uma vez que as subseq\u00fcentes gal\u00e1xias que vemos hoje, teriam que ter se formado de pequenos desbalanceios de massa no dominante plasma quente que constituia a subst\u00e2ncia do universo (em tanto quanto sabemos), logo antes dos primeiros \u00e1tomos se formarem. Mas o qu\u00e3o grandes eram esses aglomerados me mat\u00e9ria, que apareciam como pequenas varia\u00e7\u00f5es de temperatura no mapa da CMB ao longo do c\u00e9u, era desconhecido. Em uma confer\u00eancia de imprensa, no encontro da APS em 1992, os porta-vozes da COBE, inclusive Smoot e Mather, anunciaram a descoberta de varia\u00e7\u00f5es do n\u00edvel e partes por centena de milhar, contra uma temperatura m\u00e9dia de 2,7 \u00b0K (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/1992\/split\/pnu077-1.htm\">PNU n\u00ba 077 &#8211; mat\u00e9ria 1<\/a>). O fundo de microondas \u00e9, com efeito, a maior coisa que podemos observar (na verdade, ele se estende por todo o c\u00e9u), a coisa mais remota que podemos mapear e a coisa mais antiga que se conhece. A COBE foi a primeira a medir as varia\u00e7\u00f5es e a primeira a fornecer uma temepratura m\u00e9dia realmente precisa para o universo, 2,726\u00b0K (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/1993\/split\/pnu109-1.htm\">PNU N\u00ba 109 mat\u00e9ria 1<\/a>).  No encontro da Sociedade Americana de Astronomia esta temperatura foi relatada e deu para ouvir a audi\u00eancia engolindo em seco, porque o conjunto de pontos de dados acumulados ficava no topo do esperado espectro temperatura de corpo negro \u2013 a coincid\u00eancia entre os dados e a teoria era boa demais. O trabalho da COBE representou um grande feito cient\u00edfico experimental, uma vez que as pequenas varia\u00e7\u00f5es de temperatura do distante CMB tiham que ser medidas contra uma barreira da nuvem de microondas procedentes de nosso sistema solar, nossa gal\u00e1xia e outros corpos celestes.  Al\u00e9m disso, o movimento da Terra em torno do Sol, do Sol em torno da Via L\u00e1ctea e da Via L\u00e1ctea dentro de nosso grupo local  de gal\u00e1xias, todos tinham que ser levados em conta. Outros detectores posteriores do CMB, inclusive Boomerang e DASI, adicionaram mais e mais detalhes ao fundo de microondas (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2001\/split\/537-1.html\">PNU n\u00ba 573 mat\u00e9ria 1<\/a>). O largo mapa do c\u00e9u de microondas, que mostrava manchas de temperaturas mais altas ou baixas, ficou ainda mais definido. Mas os f\u00edsicos freq\u00fcentemente apresentavam seus dados principalmente na forma de um gr\u00e1fico de momentos multipolares, correspondentes \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es de microondas de diferentes escalas angulares, como se o CMB fosse composto de componentes de dipolos, quadripolos, octopolos, etc. As medi\u00e7\u00f5es mais recentes e melhores foram apresentadas pelo detector WMAP, que fronece a mais clara curva multipolar, bem como fornece os melhores valores para importantes par\u00e2metros cosmol\u00f3gicos, tais como a idade do universo, a curvatura geral do espa\u00e7o-tempo e a hora em que os primeiros \u00e1tomos formaram as primeiras estrelas. (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2006\/split\/769-1.html\">PNU N\u00ba 769 mat\u00e9ria 1<\/a>).<br \/>\nInforma\u00e7\u00f5es adicionais sobre o Pr\u00eamio Nobel incluem v\u00e1rios bons artigos no <em>Scientific American<\/em>: janeiro de 1990, sobre a pr\u00f3pria COBE; maio de 1978, sobre o Big Bang e a descoberta do CMB; maio de 1984, sobre o modelo inflacion\u00e1rio; e mar\u00e7o de 2005, sobre id\u00e9ias erradas sobre o Big Bang. (<em>Website<\/em> do Pr\u00eamio Nobel: http:\/\/nobelprize.org; <em>website<\/em> do LBL, http:\/\/www.lbl.gov\/ )<br \/>\nACELERA\u00c7\u00c3O DE GeV EM SOMENTE 3 CENT\u00cdMETROS. Muito da f\u00edsica de part\u00edculas, ao longo so s\u00e9culo passado, foi tornado poss\u00edvel por m\u00e1quinas de podiam acelerar part\u00edculas a energias da ordem de milhares de el\u00e9tron-Volts (keV), e, depois, \u00e0 casa dos milho\u00f5es de el\u00e9tron-Volts (MeV) e at\u00e9 a casa dos bilh\u00f5es (GeV). Com tais altas energias, feixes de part\u00edculas podem, quando esmagadas contra um alvo qualquer, recriar, por curto tempo, um pequeno peda\u00e7o do antigo universo quente. Agora, o esfor\u00e7o para dar maior acelera\u00e7\u00e3o \u00e0s part\u00edculas em um pequeno espa\u00e7o teve um not\u00e1vel passo adiante. F\u00edsicos do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley e da Universidade de Oxford conseguiram acelerar el\u00e9trons a uma energia de 1 GeV em um espa\u00e7o de apenas 3 cm. O dispositivo ganhou o nome de &#8220;Acelerador Laser Wakefield&#8221;,  uma vez que ele acelera os el\u00e9trons usando potenters campos el\u00e9tricos estabelecidos  na esteira de um pulso de luz laser que passa atrav\u00e9s de uma cavidade peenchida com plasma. J\u00e1 haviam sido atingidos gradientes de 100 GV\/m, mas o processo de aclera\u00e7\u00e3o n\u00e3o podia ser mantido para energias muito acima de 200 MeV. (Leemans et al., Nature Physics, outubro de 2006.)<br \/>\n***********<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 795, de 3 de outubro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi Physics News Update OS PR\u00caMIOS NOBEL DE F\u00cdSICA DE 2006 ser\u00e3o concedidos a John. C. Mather do Centro de V\u00f4o Espacial Goddard da NASA e George F. 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