{"id":132,"date":"2006-09-30T02:05:00","date_gmt":"2006-09-30T05:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/09\/mais-sobre-golfinhos-e-o-dr-manger\/"},"modified":"2006-09-30T02:05:00","modified_gmt":"2006-09-30T05:05:00","slug":"mais-sobre-golfinhos-e-o-dr-manger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/09\/30\/mais-sobre-golfinhos-e-o-dr-manger\/","title":{"rendered":"Mais sobre Golfinhos e o Dr. Manger."},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Artigo do &#8220;The Guardian&#8221;, prosseguindo no tema.<\/p>\n<blockquote><p><a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/print\/0,,329573434-117780,00.html\"><strong>Quem \u00e9 o tolo?<\/strong><\/a><br \/>\n<em>Ningu\u00e9m ficou mais ultrajada do que Helen Pidd quando um cientista sul-africano anunciou que os golfinhos s\u00e3o est\u00fapidos. Ser\u00e1 que passar um dia com Puck, Flo e Roxanne esclareceria as coisas de um jeito ou do outro?<\/em><br \/>\nHelen Pidd<br \/>\nSegunda-feira, 11 de setembro de 2006<br \/>\nGuardian<br \/>\nQuantos peixinhos dourados idosos que voc\u00ea conhece, poderiam executar um passo de dan\u00e7a na \u00e1gua at\u00e9 Kylie? Esta \u00e9 a quest\u00e3o com a qual venho lutando, no momento em que uma golfinho &#8220;nariz-de-garrafa&#8221; chamado Puck, com 41 anos de idade, desliza para tr\u00e1s atrav\u00e9s de sua piscina com 6m de profundidade, com seu corpo ereto, sua cauda fazendo ondas regulares ao r\u00edtmo de &#8220;Can&#8217;t Get You Out Of My Head&#8221;.<br \/>\nExiste algo claramente especial acerca de Puck e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o fato de que ela \u2013 em termos de golfinhos \u2013 deveria estar aposentada h\u00e1 muito tempo. Entretanto, de acordo com observa\u00e7\u00f5es controversas, feitas no m\u00eas passado por um neurocientista sul-africano, Puck e seus pares s\u00e3o menos avan\u00e7ados do que peixinhos dourados.<br \/>\nPara qualquer um que tenha crescido grudado a Flipper na televis\u00e3o (o tema do filme, em ingl\u00eas, dizia, alegremente &#8220;ningu\u00e9m que voc\u00ea conhe\u00e7a\/ \u00e9 mais esperto do que ele), essa \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de engolir. Mas, algumas vezes em sua vida, voc\u00ea tem que aceitar que dogmas que voc\u00ea longamente acarinhou \u2013 seja acreditar em Papai Noel, f\u00f3rmulas de juventude eterna, amor eterno ou qualquer outra coisa \u2013 podem ter sido apenas uma enorme mentira. Ent\u00e3o eu voltei ao delfin\u00e1rio no Boudewijn Seapark em Bruges, para investigar. Com o aux\u00edlio de Puck, Roxanne, Flo, Yolta e outros mam\u00edferos supostamente debil\u00f3ides, eu estava determinada a encontrar a verdade. (Por que B\u00e9lgica e n\u00e3o Gr\u00e3-Bretanha? Desde 1993 \u00e9 ilegal manter golfinhos cativos neste pa\u00eds).<br \/>\nOs treinadores em Boudewijn, junto com muitos do mundo dos que amam os golfinhos, estavam profundamente indiferentes \u00e0s afirma\u00e7\u00f5es de Paul Manger, um professor de neuroci\u00eancia de 40 anos, na Universidade de Witwatersrand em Johannesburg. Em um volumoso artigo cient\u00edfico, publicado anteriormente este ano na <em>Biological Reviews<\/em> da <em>Cambridge Philosophical Society<\/em>, Manger apresentou a hip\u00f3tese de que \u00abn\u00e3o existe base neurol\u00f3gical para as freq\u00fcentemente afirmadas altas capacidades intelectuais dos cet\u00e1ceos\u00bb. Em outras palavras, a despeito de seus enormes c\u00e9rebros, os cet\u00e1ceos (baleias, golfinhos e botos), s\u00e3o profundamente burros.<br \/>\nEsta afirmativa bateu de frente com quase tudo o que foi publicado sobre os mam\u00edferos, recentemente, e &#8211; na verdade &#8211; sempre. O que explica porque as pessoas s\u00e3o t\u00e3o sens\u00edveis acerca disto. \u00abNingu\u00e9m com que eu tenha falado no campo cient\u00edfico leva as afirma\u00e7\u00f5es de Manger neste <em>paper<\/em> a s\u00e9rio\u00bb, responde atravessado a <em>expert<\/em> Lori Marino, conferencista s\u00eanior em neuroci\u00eancia e biologia comportamental na Universidade Emory, Atlanta.<br \/>\nO golfinho deve, em parte, sua reputa\u00e7\u00e3o como uma &#8220;caixa para um c\u00e9rebro&#8221; por causa de algo que os cientistas gostam de complicar, chamando de quociente de encefaliza\u00e7\u00e3o, que diz que a quantidade relativa de c\u00e9rebro por unidade de tamanho de corpo, pode ser usada como um ind\u00edcio direto da intelig\u00eancia de uma esp\u00e9cie. Em portugu\u00eas claro, isso significa: c\u00e9rebro grande + corpo n\u00e3o muito grande = animal inteligente. Os seres humanos modernos possuem o mais alto grau de encefaliza\u00e7\u00e3o entre os mam\u00edferos, j\u00e1 que nossos c\u00e9rebros s\u00e3o sete vezes maiores do que seria de se esperar pelo tamanho de nosso corpo, mas os golfinhos n\u00e3o ficam muito atr\u00e1s.<br \/>\nA anedota mais antiga que sustenta a suposta super-intelig\u00eancia dos cet\u00e1ceos \u00e9, provavelmente, a lenda de Arion, o maior tocador de lira de seu tempo (circa 600 AC). Quando atirado pela amurada de seu navio por vil\u00f5es, esse cara \u2013 assim diz a lenda \u2013 foi salvo por um golfinho que foi atra\u00eddo pela singularidade de seu canto agudo.<br \/>\nMas existem evid\u00eancias mais recentes. Em maio &#8211; por exemplo &#8211; pesquisadores da Universidade de St Andrews relataram que golfinhos &#8220;nariz-de-garrafa&#8221; empregam &#8220;assovios-assinaturas&#8221; para se identificarem entre si, da mesma forma que os humanos usam nomes. Um outro grupo que estudou golfinhos na Austr\u00e1lia ocidental em 2005, notou que alguns golfinhos usavam ferramentas \u2013 peda\u00e7os de esponja do mar enrolados e fixados a seus narizes, para impedir que seus narizes ficassem dolorosamente arranhados contra o coral, enquanto pesacavam. A\u00ed aparecem os golfinhos Irrawaddy no rio Ayeyarwady em Mianmar (antiga Burma) que ajudam os pescadores locais a encurralar os peixes para suas redes.<br \/>\nTalvez o melhor de tudo: um grupo de pesquisadores supostamente ensinaram recentemente golfinhos a &#8220;cantar&#8221; o tema musical de &#8220;Batman&#8221;. Eu fiquei particularmente c\u00e9tica a respeito desta \u00faltima, at\u00e9 que cheguei \u00e0 B\u00e9lgica. Em uma das atra\u00e7\u00f5es principais do espet\u00e1culo ao vivo (duas vezes ao dia) em Boudewijn, uma garota sortuda da audi\u00eancia \u00e9 sorteada na audi\u00eancia e ensinada a como &#8220;reger&#8221; os golfinhos em um espet\u00e1culo particularmente delicioso. Ela o faz girando ambas as m\u00e3os como se estivesse abrindo potes, o que parece fazer com que os golfinhos mantenham o r\u00edtmo enquanto &#8220;cantam&#8221; (ok! guincham).<br \/>\nEste giro das m\u00e3os n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica linguagem simb\u00f3lica que os mam\u00edferos parecem compreender. Com os necess\u00e1rios gestos dos pulsos dos treinadores, eles abrem as bocas, como se fossem rir, balan\u00e7am a cabe\u00e7a de um lado para o outro (meu favorito pessoal, junto com a parte que eles jogam futebol com suas caudas), sopram bolhas de ar parecidas com an\u00e9is de fuma\u00e7a na \u00e1gua. Manger diria que isto \u00e9 um indicativo de condicionamento est\u00edmulo-resposta \u2013 isto \u00e9, pode ser ensinado por um bom treinador e n\u00e3o \u00e9, de modo algum, um sinal de comportamento altamente inteligente. Embora isso possa ser verdade \u2013 os golfinhos certamente s\u00e3o encorajados pela promessa de comida tirada de baldes brilhantemente coloridos, bem como os apitos de alta freq\u00fc\u00eancia que os treinadores usam em seus pesco\u00e7os \u2013 n\u00e3o h\u00e1 como negar uma coisa: \u00e9 realmente muito, muito legal.<br \/>\nMas voltemos \u00e0s novas afirma\u00e7\u00f5es. Na grande possibilidade que voc\u00ea n\u00e3o se interesse em chafurdar atrav\u00e9s das 46 p\u00e1ginas de Manger, aqui est\u00e1 uma sinopse para idiotas dos pontos chave. Golfinhos t\u00eam c\u00e9rebros maiores do que a m\u00e9dia \u2013 alguns com mais de 8 kg \u2013 mas isto n\u00e3o tem coisa alguma a ver com o brilhantismo neurol\u00f3gico de um Stephen Hawking. Pelo contr\u00e1rio, o c\u00e9rebro do golfinho n\u00e3o \u00e9 feito para processamento de informa\u00e7\u00f5es complexas, mas \u00e9 projetado mais com a finalidade de contrabalan\u00e7ar as mudan\u00e7as t\u00e9rmicas a que um mam\u00edfero de sangue quente est\u00e1 sujeito em um mundo de \u00e1guas frias. E, finalmente, o coment\u00e1rio que realmente acaba com o <em>lobby<\/em> a favor dos golfinhos: embora existam muitos ind\u00edcios aned\u00f3ticos que apoiem a id\u00e9ia de que os golfinhos s\u00e3o excepcionalmente inteligentes, ningu\u00e9m comprovou isso conclusivamente.<br \/>\n\u00abSe voc\u00ea p\u00f5e um animal em uma caixa, mesmo um rato de laborat\u00f3rio ou uma cobaia, e a primeira coisa que ele quer fazer \u00e9 sair de dentro dela\u00bb., diz Manger em entrevistas para divulgar seu artigo. \u00abSe voc\u00ea n\u00e3p puser uma tampa em cima do aqu\u00e1rio, um peixinho dourado eventualmente vai pular para fora, para aumentar o ambiente em que vive. Mas um golfinho jamais o far\u00e1\u00bb.<br \/>\nEm fico pensando nisso, enquanto fico sentada nos lugares vazios do delfin\u00e1rio, ap\u00f3s o espet\u00e1culo ao vivo, e dois golfinhos nadam diligentemente em uma pequena piscina de espera, enquanto seus colegas no tanque principal praticam duplos mortais com o treinador. Eu sei que o par selecionado pode saltar a dist\u00e2ncia necess\u00e1ria: eu os vi fazer isso no espet\u00e1culo, mais cedo. Mas, tal como crian\u00e7as obedientes, eles s\u00f3 entram na piscina principal quando as portas subaqu\u00e1ticas s\u00e3o abertas.<br \/>\nEnt\u00e3o, a observa\u00e7\u00e3o de Manger pode ser correta, mas ser\u00e1 que ela realmente nos diz qualquer coisa \u00fatil? N\u00e3o, de acordo com Lori Marino, conferencista s\u00eanior em neuroci\u00eancia e biologia comportamental na Universidade Emory. Ela estudou golfinhos por 15 anos e \u00e9 uma das maiores cr\u00edticas de Manger. \u00abEsse estudo com peixinhos dourados de que ele est\u00e1 falando, nunca foi publicado\u00bb, diz ela. \u00abEle foi apresentado em uma reuni\u00e3o em 2000 e nunca passou pela &#8220;revis\u00e3o-por-pares&#8221;, e eu estava l\u00e1, e haviam tantas incorre\u00e7\u00f5es nele que eu nem sei por onde come\u00e7ar\u00bb.<br \/>\nMarino afirma que, embora seja verdade que os golfinhos tenham problemas em saltar sobre redes de pesca de atum, por exemplo, isso n\u00e3o diz nada sobre sua falta de intelig\u00eancia. \u00ab\u00c9 a mesma coisa que humanos presos em um edif\u00edcio em chamas: eles entram em p\u00e2nico. Golfinhos, tal como humanos, ficam estressados com muita facilidade \u2013 na verdade, eles podem morrer de estresse \u2013 e, quando entram em p\u00e2nico, eles n\u00e3o conseguem pensar direito\u00bb.<br \/>\nMas, de acordo com Manger, Marino e seus colegas com d\u00favidas, s\u00e3o t\u00e3o cr\u00e9dulos que nem conseguem considerar uma nova afirma\u00e7\u00e3o arrojada como a sua. \u00abAs pessoas simplesmente n\u00e3o querem acreditar nisso\u00bb, disse Manger em uma entrevista ao Guardian. \u00ab\u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o como um reflexo de uma pancada no joelho. Eu acho que \u00e9 &#8220;engra\u00e7adinho&#8221; que as pessoas fiquem t\u00e3o perturbadas com isso\u00bb.<br \/>\nNem todos enxergam esse lado &#8220;engra\u00e7adinho&#8221;. Golfinhos, com seus alegres &#8220;sorrisos&#8221; e imressionante repert\u00f3rio de truques e emo\u00e7\u00f5es, s\u00e3o universalmente amados \u2013 cerca de 77.000 pessoas aparentemente pertencem \u00e0 Sociedade pela Conserva\u00e7\u00e3o das Baleias e Golfinhos em todo o mundo \u2013 e desprez\u00e1-las \u00e9 heresia. Manger foi at\u00e9 acusado de levar os golfinhos a uma extin\u00e7\u00e3o prematura. Um <em>expert<\/em> em golfinhos sul-africano, Nan Rice, que trabalhou por 35 anos com o Grupo de A\u00e7\u00e3o e Prote\u00e7\u00e3o aos Golfinhos em Cape Town, diz que a pesquisa de Manger pode levar \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos animais \u2013 e sua poss\u00edvel extin\u00e7\u00e3o. \u00abSe voc\u00ea diz \u00e0s pessoas que os golfinhos n\u00e3o s\u00e3o inteligentes, elas come\u00e7ar\u00e3o a explor\u00e1-los e n\u00e3o restar\u00e3o muitos deles\u00bb.<br \/>\nDeixando de lado se os coment\u00e1rios de Manger s\u00e3o perigosos ou n\u00e3o, um grande problema na discuss\u00e3o da neurologia dos golfinhos \u00e9 o fato de que, por causa das leis que protegem os mam\u00edferos marinhos, nenhuma experi\u00eancia invasiva do c\u00e9rebro dos cet\u00e1ceos foi feita. Diferentemente de &#8211; por exemplo &#8211; ratos, voc\u00ea n\u00e3o pode simplesmente captuara um golfinho e escavucar seu c\u00e9rebro e fazer experi\u00eancias com eles vivos. Similarmente, por quest\u00f5es de praticidade, bem como de \u00e9tica, a grande maioria das experi\u00eancias com golfinhos foi realizada com golfinhos nascidos em cativeiro. E quem sabe o qu\u00e3o representativos, esses animais que nunca viram \u00e1guas abertas, podem ser, realmente, da esp\u00e9cie como um todo?<br \/>\nO outro principal problema \u00e9 definir o que n\u00f3s chamamos de intelig\u00eancia. N\u00e3o existe um processo confi\u00e1vel, universalmente aceito, para med\u00ed-la em seres humanos. Um teste Mensa? Esses testes de m\u00faltipla escolha nas revistas femininas?<br \/>\nN\u00e3o obstante, ao contr\u00e1rio das afirma\u00e7\u00f5es de Manger, existem verdadeiramente um grande n\u00famero de experi\u00eancias que parecem indicar que os glfinhos n\u00e3o s\u00e3o apenas criaturas bonitinhas. Um dos mais interessantes diz respeito ao auto-reconhecimento e vem de Diana Reiss da Universidade de Columbia, em parceria com Marino. Em um artigo de 2001, elas mostraram que os golfinhos podem se reconhecer em um espelho \u2013 uma habilidade que se pensava ser apenas de humanos e macacos. As cientistas expuseram dois golfinhos &#8220;nariz-de-garrafa&#8221; a superf\u00edcies refletivas, ap\u00f3s marcar os golfinhos com tinta preta, aplicando um corante a base de \u00e1gua ou n\u00e3o marcando-os. A equipe previa que, se os golfinhos \u2013 que tinham experi\u00eancias anteriores com espelhos \u2013 reconhecessem seus reflexos, eles mostrariam novas respostas sociais; eles levariam mais tempo na frente do espelho quando marcados; e eles iriram mais r\u00e1pido para os espelhos quando marcados ou falsamente marcados. A experi\u00eancia revelou que todas as previs\u00f5es estavam corretas. Al\u00e9m disso, os animais escolhiam a melhor superf\u00edcie refletiva para ver suas marcas.<br \/>\n\u00abEu vi isso ser feito\u00bb, diz Johan Cottyn, treinador chefe em Boudewijn. Seu colega, Piet de Laender, aprova entusiasticamente. \u00abGolfinhos percebem que est\u00e3o olhando para si pr\u00f3prios. Isso n\u00e3o funciona com c\u00e3es. Digamos que voc\u00ea ponha uma marca na cabe\u00e7a de um cachorro e o ponha na frente4 de um espelho; eles pensar\u00e3o &#8220;oh, olha l\u00e1 um cachorro com uma mancha na cabe\u00e7a; vou l\u00e1 dizer ol\u00e1&#8221;. Um golfinho ficariam e inspecionaria sua nova apar\u00eancia\u00bb. Isto n\u00e3o nos diz apenas que os golfinhos s\u00e3o vaidosos: istomostra que eles t\u00eam consci\u00eancia de si pr\u00f3prios como indiv\u00edduos, o que requer um alto n\u00edvel de habilidade cognitiva.<br \/>\nTanto quanto apontar a capacidade dos golfinhos em aprender rapidamente e entender linguagens complicadas \u2013 tais como comandos (o que tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro para os grandes primatas), Cottyn ficou mais impressionado ainda com a facilidade que ele e sua equipe tiveram em fazer com que os golfinhos aceitassem interven\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas sem fazer confus\u00e3o. \u00abUm deles tinha um problema nos rins, o que significava que tinha que tomar uma inje\u00e7\u00e3qo di\u00e1ria. Embora fosse realmente doloroso para ela, porque a agulha tinha que atravessar sua camada de gordura, ela parecia entender que, para sobreviver, ela tinha que levar a picada, e se apresentava para isso automaticamente todos os dias\u00bb.<br \/>\nCottyn fala de como os golfinhos de Boudewijn podem se comunicar com os humanos a\u00e9m daquilo que tenham sido explicitamente ensinados. \u00abUma vez, quando uma das golfinhos estava parindo, o bebe ficou preso a meio caminho. N\u00f3s viemos ver o que estava acontecendo e a m\u00e3e esfregou seu ventre para nos mostrar onde estava o problema\u00bb. diz ele.<br \/>\nNumerosos estudos tamb\u00e9m lan\u00e7aram luz sobre a racionalidade dos golfinhos, alto grau de sociabilidade, percep\u00e7\u00e3o social e fun\u00e7\u00f5es cognitivas.<br \/>\nMas de Laender n\u00e3o tem tempo param todo este debate e especialmente para qualquer um quem tente antropomorfizar os golfinhos. \u00abEles n\u00e3o s\u00e3o humanos e tentar julg\u00e1-los pelos padr\u00f5es humanos de intelig\u00eancia \u00e9 in\u00fatil\u00bb, diz ele. \u00abNo fim das contas \u00e9 pura perda de tempo tentar dizer definitivamente se golfinhos s\u00e3o inteligentes ou n\u00e3o, e qualquer um que disser que tem a resposta est\u00e1 falando babaquice\u00bb.<br \/>\nGuardian Unlimited \u00a9 Guardian Newspapers Limited 2006<\/p><\/blockquote>\n<p>Bom&#8230; J\u00e1 abrindo uma concess\u00e3o ao Caio de Gaia, este artigo \u00e9 muito mais emotivamente do que cientificamente carregado. E tem tanta relev\u00e2ncia para uma real avalia\u00e7\u00e3o do trabalho do Dr. Manger, quanto a reportagem que eu abordei inicialmente.<br \/>\nApenas apresenta uma s\u00e9rie de outros pesquisadores que acham que o cartap\u00e1cio do Dr. Manger n\u00e3o tem o significado revolucion\u00e1rio que ele pr\u00f3prio se atribui.<br \/>\nPor falar nisso, <strong>meu cachorro<\/strong> sabia muito bem se reconhecer em um espelho. E ficava reparando quando se colocava uma fita em seu &#8220;topete&#8221;. Portanto, o Sr. de Laender falou &#8220;bullshit&#8221;, tamb\u00e9m. Talvez ele n\u00e3o conhe\u00e7a cachorros t\u00e3o bem como golfinhos.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo do &#8220;The Guardian&#8221;, prosseguindo no tema. Quem \u00e9 o tolo? 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