{"id":136,"date":"2006-10-18T22:19:00","date_gmt":"2006-10-19T01:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/10\/physics-news-update-n-797\/"},"modified":"2006-10-18T22:19:00","modified_gmt":"2006-10-19T01:19:00","slug":"physics-news-update-n-797","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/10\/18\/physics-news-update-n-797\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00b0 797"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 797, de 16 de outubro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi     <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\">Physics News Update<\/a><br \/>\nDESCOBERTOS OS ELEMENTOS 116 E 118. No Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear em Dubna, Russia, f\u00edsicos (inclusive colaboradores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrencw Livermore, nos EUA) enviaram um feixe de \u00edons de C\u00e1lcio-48 sobre um alvo de \u00e1tomos de Calif\u00f3rnio-249, para criar um punhado de \u00e1tomos do elemento 118. Os n\u00facleos desses \u00e1tomos t\u00eam um uma massa at\u00f4mica total de 294 unidades. De fato, apenas tr\u00eas desses \u00e1tomos, os mais pesados j\u00e1 produzidos em uma experi\u00eancia controlada, foram observados. Ap\u00f3s enviar 2 x 10<sup>19<\/sup> proj\u00e9teis de c\u00e1lcio sobre o alvo, um \u00e1tomo do elemento 118 foi descoberto, no ano de 2002, e mais dois \u00e1tomos em 2005. Os pesquisadores retiveram a publica\u00e7\u00e3o ap\u00f3s observar o primeiro esp\u00e9cime, a fim de observar mais eventos. De acordo com o f\u00edsico de Livermore. Ken Moody, em uma confer\u00eancia para a imprensa em Livermore, hoje, os tr\u00eas eventos foram bem estudados e a probabilidade de um \u00earro estat\u00edsitico no trabalho s\u00e3o menores do que 1 em 10.000. A cautela \u00e9 natural no pensamento de qualquer um que venha anunciar um novo elemento; ind\u00edcios de um elemento 118 foram apresentadosm anteriormente, por uma equipe do Laborat\u00f3rio LBL ( <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/1999\/split\/pnu432-1.htm\">Physics News Update n\u00ba 432, 1\u00aa mat\u00e9ria<\/a>), mas a reivindica\u00e7\u00e3o foi, posteriormente retirada (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2001\/split\/550-1.html\">Physics News Update n\u00ba 550, 1\u00aa mat\u00e9ria<\/a>), quando se descobriu que alguns dados tinham sido falsificados.<br \/>\nAo procurar entre 10<sup>19<\/sup> eventos de colis\u00f5es, como se pode afirmar que se descobriu um novo elemento? Por causa da clara e \u00edmpar seq\u00fc\u00eancia da descarga de part\u00edculas alfa, pacotes nucleares constituidos de dois pr\u00f3tons e dois n\u00eautrons. Neste caso, os n\u00facleos do elemento 118 decaem para o elemento 116 (ele pr\u00f3prio observado pela primiera vez), e da\u00ed para o elemento 114, e deste para o elemento 112, pela emiss\u00e3o de part\u00edculas alfa detect\u00e1veis. O n\u00facleo do elemento 112, subseq\u00fcentemente, se fissiona em part\u00edculas filhas razoavelmente semelhantes. A vida m\u00e9dia observada para as tr\u00eas amostras do elemento 118 foi de cerca de um milissegundo, o que n\u00e3o \u00e9 suficiente para realizar qualquer tipo de testes qu\u00edmicos (seria necess\u00e1rio um tempo de uma hora para isso). O elemento 118 fica logo abaixo do Rad\u00f4nio na Tabela Peri\u00f3dica e, portanto, \u00e9 um tipo de g\u00e1s nobre. A equipe Dubna-Livermore j\u00e1 havia anunciado, anteriormente, a descoberta dos elementos 113 e 115 (<a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2004\/split\/672-1.html\">Physics News Update n\u00ba 672, 1\u00aa mat\u00e9ria<\/a>) e espera, futuramente, produzir o elemento 120, por meio do esmagamento de um feixe de \u00e1tomos de Ferro em um alvo de Plut\u00f4nio. Para poduzir n\u00facleos mais pesados do que isso, seria necess\u00e1rio um feixe de n\u00facleos radiativos ricos em n\u00eautrons; a proposta para construir um acelerador nos EUA para fazer exatamente isso foi frustrada. (Oganessian et al., Physical Review C, outubro de 2006; ver o press release do Livermore  em <a href=\"http:\/\/www.llnl.gov\/\">www.llnl.gov<\/a>)<br \/>\nUMA C\u00c3MERA DIGITAL DE UM S\u00d3 PIXEL, acreditam os cientistas da Universidade Rice, reduzir\u00e1 o consumo de energia e espa\u00e7o de armazenagem, sem sacrificar a resolu\u00e7\u00e3o espacial. Esta nova abordagem visa confrontar um dos dilemas b\u00e1sicos das imagens digitais, mais exatamente o grande fator de desperd\u00edcio. Considere-se que uma c\u00e2mera de mega-pixels, quando se tira uma imagem, captura e momentaneamente armazena um milh\u00e3o de n\u00fameros (os n\u00edveis de luminosidade dos pixels). Nenhuma c\u00e2mera pode armazenar tantas informa\u00e7\u00f5es para centenas de imagens, de forma que acontece uma imediata compress\u00e3o de dados logo dentro da c\u00e2mera. Um pequeno microprocessador realiza uma Trasnformada de Fourrier; ou seja, converte uma imagem digital em uma soma ponderada de v\u00e1rias ondas senoidais. Em lugar de um milh\u00e3o  de n\u00fameros, a imagem pode ser, ent\u00e3o, comprimida at\u00e9 algo tal como 10.000 n\u00fameros, correspondentes aos coeficientes mais importantes da transforma\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica. Estes s\u00e3o os n\u00fameros realmente retidos para o posterior processamento em imagens. A c\u00e2mera Rice econmiza espa\u00e7o e energia eliminando o primeiro passo. Ela se livra de milh\u00f5es de pixels. Em vez disso, ela vai logo para uma vers\u00e3o transformada (cerca de 10.000 n\u00fameros, no lugar de um milh\u00e3o), observando a cena prismaticamente com um \u00fanico pixel. N\u00e3o, a luz do objeto n\u00e3o passa atrav\u00e9s de um rpisma, mas \u00e9 observada de cerca de 10.000 maneiras diferentes. A luz, em uma r\u00e1pida sucess\u00e3o de &#8220;olhadelas&#8221; \u00e9 refletida pela mir\u00edade de facetas individualmente direcionadas de um dispositivo de micro-espelhos digital, ou DMD (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Digital_micromirror_device\">ver p\u00e1gina &#8220;Digital Micromirror Device da WikPedia, em ingl\u00eas<\/a>).  Os espelhos de um DMD (do tamanho de um m\u00edcron ou quase isto), n\u00e3o capturam uma imagem de um objeto ou gravam dados, por\u00e9m meramente dirigem a luz; eles podem ser angulados individualmente, de forma tal que a luz atinja ou n\u00e3o um foto detector, dependendo se a luz representa um 1 ou 0 no momento. A id\u00e9ia principal \u00e9 que o DMD aja como uma esp\u00e9cie de computador \u00f3ptico anal\u00f3gico. Cada vez que o pixel &#8220;v\u00ea&#8221; o objeto, um diferente conjunto de orienta\u00e7\u00f5es \u00e9 imposto ao dispositivo de micro-espelhos. E, em uma interessante mudan\u00e7a, a c\u00e2mera Rice emprega orienta\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias. Parecendo o n\u00e3o-significativo borr\u00e3o de casas brancas e negras de um quadro de palavras-cruzadas, a superf\u00edcie do DMD \u00e9 refletivo aqui e escuro ali; alguns espelhos v\u00e3o fielmente refletir a luz do objeto para o pixel, enquanto outros, com efeito, parecer\u00e3o negros. Ent\u00e3o o objeto \u00e9 visualizado, novamente, com um padr\u00e3o diferente de disposi\u00e7\u00e3o dos micro-espelhos; novamente, o pixel vai registrar um n\u00edvel de luminosidade geral. O processo se repete por cerca de 10.000 vezes. Finalmente, em um computador <em>off-line<\/em> os diferentes n\u00edveis de luminosidade do pixel, juntamente com os padr\u00f5es de disposi\u00e7\u00e3o dos micro-espelhos, s\u00e3o processados, usando-se um novo algor\u00edtimo, para reconstruir uma imagem n\u00edtida. N\u00e3o \u00e9 exatamente a mesma coisa que o processo de captura de imagens usado em cristalografia com raios-X ou CAT scans (que tamb\u00e9m convertem micropontos de imagens em imagens) mas um novo tipo de captura de imagem chamado de &#8220;sensoreamento compressivo&#8221;, que tem apenas dois anos de idade.<br \/>\nEm resumo, a aquisi\u00e7\u00e3o de dados de imagem \u00e9 reduzida em muitas vezes (economizando em armazenagem da dados), somente um pixel \u00e9 necess\u00e1rio o que libera um espa\u00e7o valioso no detector prim\u00e1rio) e a parte &#8220;bra\u00e7al&#8221; do processo pode ser despejada para um computador remoto, em lugar de um chip no interior da c\u00e2mera, reduzindo, assim, grandemente o consumo de energia e aumentando a dura\u00e7\u00e3o das baterias. Os pesquisadores da Rice Richard Baraniuk e Kevin Kelly dizem que ua virtude adicional da c\u00e2mera \u00e9 que, com somente um pixel, o detector (um foto-diodo) pode ter as propriedades que se quiser. Ele pode at\u00e9 acomodar comprimentos de onda correntemente indispon\u00edveis para fotografias digitais, tais como raios-X, ondas de TeraHertz, at\u00e9 Radar. Um prot\u00f3tipo funcional da c\u00e2mera foi constru\u00eddo. Uma das principais tarefas \u00e9 reduzir o tempo para gravar uma imagem; o pre\u00e7o para comprimir espa\u00e7o, pixels e energia \u00e9 espalhar tudo em tempo, uma vez que o pixel c\u00edclope deve &#8220;piscar&#8221; 10.000 ou mais vezes para capturar a imagem. Como diz Baraniuk, a forma de fotografia da Rice \u00e9 multilexada pelo tempo. Os resultados da Rice foram relatados, na \u00faltima semana, no Encontro Fronteiras na \u00d3ptica da Sociedade Americana de \u00d3ptica, realizado em Rochester (<a class=\"moz-txt-link-abbreviated\" href=\"http:\/\/www.osa.org\/meetings\/annual\/\">www.osa.org\/meetings\/annual\/<\/a>) (Para uma figura do dispositivo e o resultado das imagens, ver a p\u00e1gina <a class=\"moz-txt-link-freetext\" href=\"http:\/\/dsp.rice.edu\/cscamera\">http:\/\/dsp.rice.edu\/cscamera<\/a> e a publica\u00e7\u00e3o da pesquisa em <a class=\"moz-txt-link-freetext\" href=\"http:\/\/www.dsp.ece.rice.edu\/cs\/cscam-SPIEJan06.pdf\">http:\/\/www.dsp.ece.rice.edu\/cs\/cscam-SPIEJan06.pdf<\/a> )<br \/>\n***********<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 797, de 16 de outubro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi Physics News Update DESCOBERTOS OS ELEMENTOS 116 E 118. 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