{"id":1438,"date":"2013-05-13T20:46:26","date_gmt":"2013-05-13T23:46:26","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1438"},"modified":"2013-05-13T20:46:26","modified_gmt":"2013-05-13T23:46:26","slug":"o-planeta-de-einstein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/05\/13\/o-planeta-de-einstein\/","title":{"rendered":"O &#8220;Planeta de Einstein&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/cfa-www.harvard.edu\/\">Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics<\/a><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2013-05\/hcfa-nmo051313.php?\">Novo processo de procura por planetas faz sua primeira descoberta<\/a><\/h1>\n<h2><\/h2>\n<table width=\"218\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_tl.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"210\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_tr.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"4\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/56470.php?from=239648\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/media.eurekalert.org\/multimedia_prod\/pub\/rel\/56470_rel.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/56470.php?from=239648\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/eutube\/icon_image_tiny.gif\" border=\"0\" \/>\u00a0<b>IMAGEM:<\/b><\/a>\u00a0Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do &#8220;Planeta de Einstein &#8220;, formalmente conhecido como Kepler-76b<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/56470.php?from=239648\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para mais informa\u00e7\u00f5es.<\/a><\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"4\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"left\" valign=\"bottom\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_bl.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"202\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"bottom\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_br.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">Detectar exoplanetas \u00e9 um grande desafio, uma vez que eles s\u00e3o pequenos, t\u00eanues e pr\u00f3ximos de estrelas. As duas t\u00e9cnicas mais prol\u00edficas para descobrir exoplanetas s\u00e3o a velocidade radial (procurar por estrelas oscilantes) e tr\u00e2nsitos (procurar por estrelas cujo brilho fica, de vez em quando, atenuado). Uma equipe da Universidade de Tel Aviv e o Centro de Astrof\u00edsica Harvard-Smithsonian (Center for Astrophysics = CfA) acaba de descobrir um exoplaneta usando um novo m\u00e9todo que se baseia na Teoria da Relatividade Restrita de Einstein.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;N\u00f3s procuramos por efeitos muito sutis. Precis\u00e1vamos de medi\u00e7\u00f5es de alta qualidade do brilho estelar, com uma precis\u00e3o de poucas partes por milh\u00e3o&#8221; disse o membro da equipe David Latham do CfA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel por conta dos refinados dados que a NASA vem coletando com a sonda Kepler&#8221;, acrescenta o autor principal Simchon Faigler da Universidade de Tel Aviv, Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muito embora a Kepler tenha sido projetada para descobrir planetas em tr\u00e2nsito, este planeta n\u00e3o foi identificado por meio do processo de tr\u00e2nsito. Em lugar disto, ele foi descoberto com o emprego de uma t\u00e9cnica inicialmente proposta por Avi Loeb do CfA e seu coelga Scott Gaudi (agora na Universidade do Estado de Ohio) em 2003. (Coincidentemente, eles desenvolveram sua teoria enquanto visitavam o Instituto de Estudos Avan\u00e7ados em Princeton, onde Einstein trabalhou).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O novo processo procura por tr\u00eas pequenos efeitos que ocorrem simultaneamente quando um planeta orbita uma estrela. O efeito de &#8220;farol relativ\u00edstico&#8221; de Einstein que faz que a estrela brilhe mais quando se move em nossa dire\u00e7\u00e3o (como o sinal luminoso de um farol), puxada pelo planeta e se atenue quando se move para longe. Essa luminosidade maior resulta do ac\u00famulo de energia dos f\u00f3tons e do fato de ficar focalizada na dire\u00e7\u00e3o do movimento da estrela devido a efeitos relativ\u00edsiticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Esta \u00e9 a primeira vez que este aspecto da Teoria da Relatividade de Einstein foi usado para descobrir um planeta&#8221;, diz o co-autor Tsevi Mazeh da Universidade de Tel Aviv.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe tamb\u00e9m procurou ind\u00edcios de que a estrela se deformasse por conta das mar\u00e9s gravitacionais do planeta em \u00f3rbita. A estrela pareceria mais brilhante quando observada ao longo do eixo maior do &#8220;ovoide&#8221;, por conta da maior \u00e1rea de superf\u00edcie exposta, e mais t\u00eanue quando vista &#8220;de ponta&#8221;. O terceiro pequeno efeito \u00e9 devido \u00e0 luz estelar refletida pelo pr\u00f3prio planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma vez identificado o novo planeta, isto foi confirmado por Latham, usando as observa\u00e7\u00f5es de velocidade radial obtidas pelo espectr\u00f3grafo TRES do Observat\u00f3rio Whipple no Arizona e por Lev Tal-Or (Universidade de Tel Aviv), usando o espectr\u00f3grafo SOPHIE no Observat\u00f3rio de Haute-Provence na Fran\u00e7a. Uma olhada mais cuidadosa nos dados do Kepler tamb\u00e9m mostrou o planeta em tr\u00e2nsito diante de sua estrela, uma confirma\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O &#8220;Planeta de Einstein&#8221; \u2013 formalmente conhecido como Kepler-76b, \u00e9 um &#8220;J\u00fapiter\u00a0quente&#8221; que orbita sua estrela a cada 1,5 dias. Seu di\u00e2metro \u00e9 cerca de 25% maior que o de J\u00fapiter e sua massa e duas vezes maior. Ele orbita uma estrela tipo F, localizada a cerca de 2.000 anos-luz da Terra na constela\u00e7\u00e3o de Cygnus (Cisne).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O planeta est\u00e1 em rota\u00e7\u00e3o sincronizada com sua estrela, mostrando sempre a mesma face para ela, do mesmo jeito que a Lua com a Terra. Por causa disso, Kepler-76b assa a uma temperatura de cerca de 2.000\u00b0C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Curiosamente, a equipe encontrou fortes ind\u00edcios de que o planeta tenha ventos de &#8220;corrente de jato&#8221; extremamente r\u00e1pidos que transportam o calor por toda sua superf\u00edcie. Por conta disto, o ponto mais quente de Kepler-76b n\u00e3o fica exatamente no &#8220;meio dia&#8221; (o ponto mais pr\u00f3ximo da estrela), mas em uma posi\u00e7\u00e3o a cerca de 20.000 km. Este efeito s\u00f3 tinha sido observado antes em HD 189733b e somente na faixa do infravermelho do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer. Esta foi a primeira vez que observa\u00e7\u00f5es na faixa da luz vis\u00edvel mostram ind\u00edcios de correntes de jato em um exoplaneta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora o novo processo n\u00e3o seja capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra com a tecnologia atual, permite aos astr\u00f4nomos uma oportunidade \u00edmpar para novas descobertas. Diferentemente das buscas por velocidade radial, ele n\u00e3o precisa de espectros de alta precis\u00e3o. Diferentemente do processo de tr\u00e2nsitos, n\u00e3o precisa de um alinhamento preciso entre estrela e planeta quando vistos da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Cada t\u00e9cnica de ca\u00e7a aos planetas tem \u00a0suas virtudes e seus defeitos. E cada nova t\u00e9cnica que acrescentamos ao arsenal, nos permite sondar por planetas em situa\u00e7\u00f5es diferentes&#8221;, diz Avi Loeb do CfA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Kepler-76b foi identificado pelo\u00a0algoritmo\u00a0BEER, acr\u00f4nimo de [relativistic] BEaming, Ellipsoidal, and Reflection\/emission modulations (modula\u00e7\u00f5es de farol relativ\u00edstico, elipsoidais e de reflex\u00e3o\/emiss\u00e3o), desenvolvido pelo Professor Tsevi Mazeh e seu estudante Simchon Faigler na Universidade de Tel Aviv, Israel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div align=\"center\">###<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics Novo processo de procura por planetas faz sua primeira descoberta \u00a0IMAGEM:\u00a0Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do &#8220;Planeta de Einstein &#8220;, formalmente conhecido como Kepler-76b Clique aqui para mais informa\u00e7\u00f5es. 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