{"id":145,"date":"2006-11-29T16:28:00","date_gmt":"2006-11-29T19:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/11\/physics-news-update-n-803\/"},"modified":"2006-11-29T16:28:00","modified_gmt":"2006-11-29T19:28:00","slug":"physics-news-update-n-803","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/11\/29\/physics-news-update-n-803\/","title":{"rendered":"Physics News Update n\u00ba 803"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 803, de 29 de novembro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi. <a href=\"www.aip.org\/pnu\">PHYSICS NEWS UPDATE<\/a><br \/>\nCURVATURA DAS PROTE\u00cdNAS EM UM ESPA\u00c7O CURVO. F\u00edsicos da Universita de Firenze, na It\u00e1lia, criaram uma nova abordagem para o problema do encurvamento das prote\u00ednas. Prote\u00ednas s\u00e3o pol\u00edmeros especiais feitos de amino\u00e1cidos. Pol\u00edmeros gen\u00e9ricos, quando suficientemente resfriados, colapsam em uma bola. As prote\u00ednas fazem algo mais interessante: elas se dobram em uma forma compacta particular. Se uma prote\u00edna n\u00e3o conseguir atingir essa forma, n\u00e3o ser\u00e1 capaz de realizar suas fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e isto pode resultar em doen\u00e7as. Por exemplo, algumas prote\u00ednas n\u00e3o-dobradas ir\u00e3o se agregar em longos filamentos, fibrilas amil\u00f3ides, e isto \u00e9, comprovadamente, a base de doen\u00e7as neuro-degenerativas, tais como o Mal de Alzheimer. Descobrir a din\u00e2mica precisa por tr\u00e1s da dobradura das prote\u00ednas seria algo como Isaac Newton descobrindo as Leis da Gravita\u00e7\u00e3o Universal. N\u00e3o chegamos a este ponto, ainda, mas existem maneiras de investigar alguns dos passos que as prote\u00ednas d\u00e3o para chegar a sua forma adequada. Um enfoque que rende frutos, \u00e9 observar o processo de m\u00faltiplos passos, como ocorrendo em uma s\u00e9rie de transa\u00e7\u00f5es de energia. A qualquer momento, uma prote\u00edna pode ser representada como um ponto que se move em torno de um espa\u00e7o abstrato, cujas coordenadas correspondam a todas as configura\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e a energia associada necess\u00e1ria para cada estrutura, tipo uma bola rolando na superf\u00edcie interna de uma tijela. A tijela pode ter compartimentos e a bola pode ser capaz de rolar de um compartimento para outro vizinho, se sua energia for suficiente, ou se a antepara entre os compartimentos for suficientemente baixa, ou, ent\u00e3o, se alguma energia extra (talvez na forma de calor ou de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica) for adicionada.<br \/>\nLapo Casetti e Lorenzo Mazzoni tentaram tornar o processo da &#8220;paisagem energ\u00e9tica&#8221; ainda mais geom\u00e9trico, caracterizando as for\u00e7as causadoras das dobraduras como uma forma de curvatura no po\u00e7o em forma de tijela no qual a prote\u00edna esteja funcionando.<br \/>\nIsto \u00e9 uma forma an\u00e1loga ao que Albert Einstein fez ao caracterizar a gravidade como uma curvatura no espa\u00e7o-tempo no qual os planetas e estrelas se movem. Mazzoni e Casetti procuram determinar \u00e9 o que a curvatura na paisagem energ\u00e9tica encoraja as prote\u00ednas a se dobrarem e outros pol\u00edmeros a n\u00e3o se dobrarem. (<em>Physical Review Letters<\/em>, 24 de novembro e 2006)<br \/>\nDETECTORES QUENTES OBSERVAM MAGNETISMO CEREBRAL. O c\u00e9rebro e o cora\u00e7\u00e3o, ambos geram fracos campos magn\u00e9ticos que, de formas diferentes dos campos el\u00e9tricos, podem revelar pistas sut\u00eds sobre doen\u00e7as tais como epilepsia e arr\u00edtmias. Magnet\u00f4metros sens\u00edveis, baseados em dispositivos supercondutores de interfer\u00eancia qu\u00e2ntica (superconducting quantum interference devices = SQUIDs), t\u00eam sido usados para preparar magnetoencefalogramas (MEGs) detalhados. Infelizmente, esses dispositivos precisam de H\u00e9lio l\u00edquido e todo o equipamento criog\u00eanico associado. Michael Romalis, um f\u00edsico de Princeton, consegue detectar os fracos campos magn\u00e9ticos do c\u00e9rebro usando, em lugar disso, um recipiente preenchido com \u00e1tomos de pot\u00e1ssio, polarizados por um feixe de laser. Os campos do c\u00e9rebro fazem os \u00e1tomos de K entrarem em precess\u00e3o de maneira mensur\u00e1vel. Diz Romalis que seu dispositivo j\u00e1 obteve uma sensibilidade 30 vezes melhor do que os magnet\u00f4metros j\u00e1 usados para biosensores, e uma resolu\u00e7\u00e3o espacial compar\u00e1vel \u00e0 dos SQUIDs, com a perspectiva de melhorar dez vezes mais (ver <a href=\"http:\/\/www.atomic.princeton.edu\/romalis\/medical\/\">nesta p\u00e1gina em ingl\u00eas<\/a>).  Em um artigo relacionado, o grupo de Romalis, em colabora\u00e7\u00e3o com Karen Sauer da Universidade George Mason, usou um tipo diferente de magnet\u00f4metro de pot\u00e1ssio para detectar sinais de r\u00e1dio-freq\u00fc\u00eancia gerados por nitrato de am\u00f4nia (geralmente usado em explosivos) com uma sensibilidade cerca de 10 vezes melhor do que os dispositivos convencionais. (Xia et al. and Lee et al., dois artigos em <em>Applied Physics Letters <\/em>, 20 de novembro de 2006)<br \/>\nCOLM\u00c9IA \u00d3PTICA. Uma equipe de f\u00edsicos italianos e alem\u00e3es desenvolveu uma nova e flex\u00edvel t\u00e9cnica de fabrica\u00e7\u00e3o de dispositivos de cristal fot\u00f4nico regrav\u00e1veis, que pode tornar mais f\u00e1cil a cria\u00e7\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o de circuitos nos quais f\u00f3tons processam informa\u00e7\u00e3o, do mesmo modo que correntes el\u00e9tricas fazem na eletr\u00f4nica. Cristais fot\u00f4nicos s\u00e3o estruturas com um \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel que afeta a transmisss\u00e3o da luz dentro do cristal; eles se comportam como um espelho, bloqueando a propaga\u00e7\u00e3o da luz em certos comprimentos de onda, e se comportam como um meio transparente permitindo a passagem de outros comprimentos de onda. Defeitos na estrutura peri\u00f3dica, dispostos em geometrias espec\u00edficas, podem funcionar como cavidades de resson\u00e2ncia, espelhos, canais para ondas, ou o an\u00e1logo \u00f3ptico de transistores. A nova t\u00e9cnica \u00e9 baseada em uma grade bidimensional de poros microsc\u00f3picos dispostos em um padr\u00e3o de colm\u00e9ia. Os pesquisadores podem, ent\u00e3o, inserir defeitos mediante a inje\u00e7\u00e3o de diferentes materiais nos poros, que t\u00eam uma largura de apenas poucas centenas de nan\u00f4metros. No cristal fot\u00f4nico, a luz fica, na maior parte, confinada na estrutura bidimensional, mas pequenas quantidades podem vazar do plano epode ser lidos com um microsc\u00f3pio de campo pr\u00f3ximo. Francesca Intonti, do Laborat\u00f3rio Europeu para Espectroscopia N\u00e3o-linear, em Floren\u00e7a, diz que a t\u00e9cnica torna mais f\u00e1cil e flex\u00edvel a experimenta\u00e7\u00e3o com diferentes materiais e configura\u00e7\u00f5es, em compara\u00e7\u00e3o a outras t\u00e9cnicas de fabrica\u00e7\u00e3o, tais como a litografia; o uso de l\u00edquidos tamb\u00e9m permite que os circuitos possam ser reconfigurados \u00e0 vontade. Outra possibilidade &#8211; diz ela &#8211; poderia ser a inje\u00e7\u00e3o de cristais l\u00edquidos, cujo \u00edndice de refra\u00e7\u00e3o poderia ser, ent\u00e3o, sintonizado de fora, ou materiais emissores de luz, que poderiam atuar como fontes locais de luz laser. At\u00e9 agora, os pesquisadores t\u00eam criado os componentes fot\u00f4nios pixel a pixel, mas, em princ\u00edpio, o processo pode ser automatizado, diz Intonti. (Intonti et al., <em>Applied Physics Letters<\/em>, 20 de novembro de 2006; <em>Web site<\/em> do Laborat\u00f3rio: <a href=\"http:\/\/www.complexphotonics.org\/\"><em>Optics of Complex Systems<\/em><\/a>. Ver tamb\u00e9m: <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2003\/split\/633-3.html\"><em>Physics News Update n\u00ba 663, mat\u00e9ria 3<\/em><\/a><br \/>\n*********************<br \/>\nPHYSICS NEWS UPDATE \u00e9 um resumo de not\u00edcias sobre f\u00edsica que aparecem em conven\u00e7\u00f5es de f\u00edsica, publica\u00e7\u00f5es de f\u00edsica e outras fontes de not\u00edcias. \u00c9 fornecida de gra\u00e7a, como um meio de disseminar informa\u00e7\u00f5es acerca da f\u00edsica e dos f\u00edsicos. Por isso, sinta-se \u00e0 vontade para public\u00e1-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o cr\u00e9dito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de F\u00edsica). O boletim Physics News Update \u00e9 publicado, mais ou menos, uma vez por semana.<br \/>\n**************<br \/>\nComo divulgado no numero anterior, este boletim \u00e9 traduzido por um curioso, com um dom\u00ednio apenas razo\u00e1vel de ingl\u00eas e menos ainda de f\u00edsica. Corre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem-vindas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Boletim de Not\u00edcias da F\u00edsica do Instituto Americano de F\u00edsica, n\u00famero 803, de 29 de novembro de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi. PHYSICS NEWS UPDATE CURVATURA DAS PROTE\u00cdNAS EM UM ESPA\u00c7O CURVO. 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