{"id":146,"date":"2006-12-07T21:12:00","date_gmt":"2006-12-08T00:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2006\/12\/physics-news-update-algumas-materias-selecionadas\/"},"modified":"2006-12-07T21:12:00","modified_gmt":"2006-12-08T00:12:00","slug":"physics-news-update-algumas-materias-selecionadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2006\/12\/07\/physics-news-update-algumas-materias-selecionadas\/","title":{"rendered":"Physics News Update &#8211; Algumas Mat\u00e9rias Selecionadas"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Estas s\u00e3o algumas das mat\u00e9rias contidas em boletins anteriores ao primeiro que eu traduzi e postei. A troco de que? Voc\u00eas v\u00e3o ver quando eu traduzir e publicar o pr\u00f3ximo.<br \/>\n<strong>N\u00famero 761, mat\u00e9ria 1, 11 de janeiro de 2006<\/strong> por Phil Schewe e Ben Stein<br \/>\nO MELHOR TESTE DIRETO DE E=mc<sup>2<\/sup>. A f\u00f3rmula de Albert Einstein de como a mat\u00e9ria e a energia s\u00e3o equivalentes, \u00e9 um importante enunciado do princ\u00edpio da conserva\u00e7\u00e3o de energia. Em tanto quanto sabemos, ela est\u00e1 funcionando no momento em que uma bomba at\u00f4mica explode, quando a fiss\u00e3o de Ur\u00e2nio \u00e9 explorada para gerar energia el\u00e9trica, ou quando um el\u00e9tron e um pos\u00edtron se aniquilam dentro de um <em>scanner PET<\/em>. Uma nova experi\u00eancia \u2013 realizada por cientistas do MIT, da Universidade Laval de Quebec, Canad\u00e1, Univeridade do Estado da Fl\u00f3rida, Universidade de Oxford, NIST e o Instituto Laue-Langevin de Grenoble, Fran\u00e7a \u2013 realiza uma cuidadosa contabilidade de mat\u00e9ria e energia eletromagn\u00e9tica para um processo no qual \u00edons de Enx\u00f4fre e Sil\u00edcio absorvem n\u00eautrons, transformando-os em novos is\u00f3topos, enquanto emitem raios gama. Nesta transa\u00e7\u00e3o, a equa\u00e7\u00e3o de Einstein \u00e9 provada correta at\u00e9 um n\u00edvel de 0,00004%, um fator 55 vezes melhor do que o melhor teste anterior. (Rainville et al., <em>Nature<\/em>, 22\/29 de dezembro de 2005<br \/>\n<strong>N\u00famero 763, mat\u00e9ria 1, 30 de janeiro de 2006 por Phil Schewe e Ben Stein<\/strong><br \/>\nUM RARO ESTADO <strong>e-\/e+\/e-<\/strong>. O melhor estudo do raro &#8220;\u00e1tomo&#8221; constitu\u00eddo por dois el\u00e9trons e um pos\u00edtron est\u00e1 sendo relatado. O &#8220;Positr\u00f4nio&#8221; (abreviatura: Ps) \u00e9 um objeto muito &#8220;limpo&#8221; composto por dois corpos: consiste de um el\u00e9tron e um pos\u00edtron que, depois de cerca de 150 nanossegundos, se aniquilam. Para o estudo da quanto-eletrodin\u00e2mica (QED), o Ps \u00e9, de certa forma, melhor do que um \u00e1tomo de Hidrog\u00eanio: constituentes puntuais e sem for\u00e7as nucleares para complicar (o tamanho do pr\u00f3ton e sua pr\u00f3pria estrutura interna injetam incertezas nas estimativas de QED do comportamento do Hidrog\u00eanio), o Ps \u00e9 um sistema qu\u00e2ntico mais simples, embora fr\u00e1gil. Um &#8220;\u00e1tomo&#8221; ainda mais fr\u00e1gil \u00e9 o objeto triplo que consiste em dois el\u00e9trons e um pos\u00edtron. O Ps<sup>&#8211;<\/sup>, como \u00e9 conhecido, \u00e9 menos adequado para estudos de QED o que o Ps, mas tem a virtude de ser o mais simples sistema de tr\u00eas corpos na f\u00edsica. Da mesma forma, ele \u00e9 mais simples do que H<sup>&#8211;<\/sup>,  H<sup>2+<\/sup> e H\u00e9lio, por ser constitu\u00eddo por entidades puntuais e a aus\u00eancia de for\u00e7as nucleares. O Ps<sup>&#8211;<\/sup> \u00e9, tal como o Ps, um estado entrela\u00e7ado com estados qu\u00e2nticos de energia discretos, embora se calcule que apenas o estado fundamental seja est\u00e1vel contra a dissocia\u00e7\u00e3o em Ps e um el\u00e9tron livre. Se conhece muito pouco do Ps<sup>&#8211;<\/sup> al\u00e9m de sua dura\u00e7\u00e3o. Agora, uma nova experi\u00eancia realizada no Instituto Max Planck de F\u00edsica Nuclear, em Heildelberg, mediu a exist\u00eancia do Ps<sup>&#8211;<\/sup> com uma precis\u00e3o seis vezes melhor (o novo valor \u00e9 de meio nanossegundo). O Ps<sup>&#8211;<\/sup> \u00e9 obtido atirando um feixe de pos\u00edtrons contra uma fina folha de Carbono e seu tamanho \u00e9, na verdade, um pouco maior do que um \u00e1tomo de Hidrog\u00eanio. (Fleischer et al., <em>Physical Review Letters<\/em>, artigo em fase de publica\u00e7\u00e3o).<br \/>\n<strong>N\u00famero 765, mat\u00e9ria 1, 14 de fevereiro de 2006 por Phil Schewe e Ben Stein<\/strong><br \/>\nATAQUE DOS TELECLONES. Os cript\u00f3grafos qu\u00e2nticos deveriam come\u00e7ar a se preocupar? Ao contr\u00e1rio da mat\u00e9ria cotidiana, sistemas qu\u00e2nticos, tais como f\u00f3tons, n\u00e3o podem ser copiados, ao menos n\u00e3o perfeitamente, de acordo com o &#8220;teorema da n\u00e3o-clonagem&#8221;. N\u00e3o obstante, \u00e9 permitida uma clonagem imperfeita, enquanto o Princ\u00edpio de Incerteza de Heisenberg n\u00e3o for violado. De acordo com Heisenberg, medir a posi\u00e7\u00e3o de uma part\u00edcula perturba a mesma e limita a precis\u00e3o com que a propriedade complementar (momento) pode ser determinado, tornando imposs\u00edvel reproduzir confiavelmente todo o conjunto de propriedades da part\u00edcula. Agora, a clonagem qu\u00e2ntica foi combinada com o teletransporte qu\u00e2ntico, na primeira demonstra\u00e7\u00e3o experimental completa de &#8220;teleclonagem&#8221;, por cientistas da Universidade de T\u00f3quio, Ag\u00eancia Japonesa de Ci\u00eancia e Tecnologia e a Universidade de York. Em um teletransporte ideal, o original \u00e9 destru\u00eddo e suas exatas propriedades s\u00e3o transmitidas a uma segunda part\u00edcula remota; o Princ\u00edpio de Heisenberg n\u00e3o se aplica porque nenhuma medi\u00e7\u00e3o definitiva \u00e9 realizada na part\u00edcula original. Na teleclonagem, o original \u00e9 destru\u00eddo e suas propriedades s\u00e3o emitidas, n\u00e3o para uma, mas para duas part\u00edculas remotas, com as propriedades da part\u00edcula original sendo reconstru\u00eddas at\u00e9 uma fidelidade m\u00e1xima de menos de 100%. (O Princ\u00edpio de Heisenberg limita a capacidade de fazer clones porque, se n\u00e3o fosse assim, os pesquisadores poderiam continuar fazendo c\u00f3pias da part\u00edcula e aprender tudo a respeito de seu estado). Em sua experi\u00eancia, os pesquisadores n\u00e3o teleclonaram uma \u00fanica part\u00edcula, por\u00e9m todo um feixe de luz laser. Eles transmitiram o campor el\u00e9trico do feixe, especificamente sua amplitude e fase \u2013 mas n\u00e3o sua polariza\u00e7\u00e3o \u2013 para dois feixes quase id\u00eanticos em posi\u00e7\u00f5es remotas com 58% de precis\u00e3o ou fidelidade, para um limite te\u00f3rico de 66%. Esta caracter\u00edstica not\u00e1vel da teleclonagem \u00e9 uma ramifica\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria m\u00e1gica da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica: entrela\u00e7amento qu\u00e2ntico. A teleclonagem se distingue da clonagem local e da teleporta\u00e7\u00e3o por necessitar de um entrela\u00e7amento &#8220;multipart\u00edculas&#8221;, uma forma de entrela\u00e7amento no qual s\u00e3o necess\u00e1rias correla\u00e7\u00f5es mais estritas entre as part\u00edculas ou sistemas qu\u00e2nticos, neste caso tr\u00eas feixes de luz. (Um exemplo de entrela\u00e7amento multipart\u00edculas \u00e9 o estado Gigahertz entre tr\u00eas part\u00edculas relatado no <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/1999\/split\/pnu414-1.htm\">PNU n\u00ba 414<\/a>.) Al\u00e9m de representar uma nova ferramenta de informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, a teleclonagem pode ter uma aplica\u00e7\u00e3o ex\u00f3tica: &#8220;grampear&#8221; canais de criptografia qu\u00e2ntica. Protocolos de criptografia qu\u00e2ntica s\u00e3o t\u00e3o seguros que podem descobrir &#8220;grampos&#8221;. N\u00e3o obstante, com a teleclonagem a identidade e a localiza\u00e7\u00e3o do bisbilhoteiro podem permanecer garantidamente n\u00e3o comprometidas. (Koike et al. <em>Physical Review Letters<\/em>, 17 de fevereiro de 2006. Para uma demonstra\u00e7\u00e3o mais antiga e parcial de teleclonagem \u2013 entre um f\u00f3ton original e um clone em uma localiza\u00e7\u00e3o remota e outro clone local \u2013 ver <em>Physical Review Letters<\/em>, 15 de julho de 2005.<br \/>\n<strong>N\u00famero 765, mat\u00e9ria 2, 14 de fevereiro de 2006 by Phil Schewe and Ben Stein<\/strong><br \/>\nPER\u00cdODOS CR\u00cdTICOS DO MERCADO DE A\u00c7\u00d5ES. Nos meses que antecedem e se seguem a uma grande crise no mercado, as flutua\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os seguem padr\u00f5es semelhantes aos observados nos fen\u00f4menos naturais, tais como o r\u00edtmo card\u00edaco e terremotos, dizem os f\u00edsicos na edi\u00e7\u00e3o de 17 de fevereiro da <em>Physical Review Letters<\/em>. Uma equipe da Universidade de T\u00f3quio estudou o \u00edndice S&amp;P 500, da Ag\u00eancia Standard &amp; Poor, com o foco em pequenos desvios das tend\u00eancias de longo prazo. Essas flutua\u00e7\u00f5es para cima e para baixo nos pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es s\u00e3o usualmente &#8220;Gaussianas&#8221;, ou &#8220;normalmente&#8221; aleat\u00f3rias, pelo menos quando medidas ao longo de intervalos de tempo suficientemente grandes \u2013 por exemplo, por mais de um dia. Isso significa que as flutua\u00e7\u00f5es provavelmente ser\u00e3o pequenas, enquanto que grandes oscila\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos prov\u00e1veis, com as respectivas probabilidades formando uma curva de sino. Por\u00e9m, quando a equipe examinou per\u00edodos de 2 meses no entorno de grandes crises, tais como a &#8220;Segunda-Feira Negra&#8221; de 19 de outubro de 1987, eles viram uma hist\u00f3ria diferente: flutua\u00e7\u00f5es de todas as magnitudes eram igualmente prov\u00e1veis. Como conseq\u00fc\u00eancia, o gr\u00e1fico das oscila\u00e7\u00f5es dos \u00edndices parecia estatiticamente similar, caso plotado sobre diferentes escalas de tempo, em qualquer parte entre escalas de 4 minutos e duas semanas. Este comportamento foi chamado de &#8220;cr\u00edtico&#8221; em uma analogia com um metal ferromagn\u00e9tico em sua &#8220;temperatura cr\u00edtica&#8221;, quando se formam regi\u00f5es onde os \u00e1tomos do metal disp\u00f5em seus spins na mesma dire\u00e7\u00e3o, e essas regi\u00f5es parecem similares em diferentes n\u00edveis de amplia\u00e7\u00e3o. Esta auto-similaridade foi igualmente observada nos intervalos entre batimentos card\u00edacos, ou entre terremotos. Matematicamente, entretanto, o caso do mercado de a\u00e7\u00f5es difere dos outros porque as probabilidades n\u00e3o se modificam com o tamanho do evento, enquanto que no caso de auto-similaridade n\u00e3o-cr\u00edtica, as probabilidades usualmente seguem uma, assim chamada, lei exponencial. N\u00e3o fica claro quais decis\u00f5es individuais de transa\u00e7\u00f5es levam a uma fase cr\u00edtica do mercado de a\u00e7\u00f5es, diz o co-autor Zbigniew Struzik, embora ele e a equipe na Univesidade de T\u00f3quio estejam trabalhando para encontrar explica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o fica claro se as descobertas podem levar a um sistema de &#8220;alerta antecipado&#8221; para prever crises e se um tal sistema poderia precipitar uma crise \u2013 ou criar uma artificialmente \u2013 induzindo ao p\u00e2nico. &#8220;Isto poderia compensar ou neutralizar uma crise, ou torn\u00e1-las piores&#8221;, diz Struzik. (Kiyono et al., <em>Physical Review Letters<\/em>, 17 de fevereiro de 2006)<br \/>\n<strong>N\u00famero 769, mat\u00e9ria 1, 17 de mar\u00e7o de 2006 por Phil Schewe e Ben Stein<\/strong><br \/>\nUM NOVO TRIUNFO DA INFLA\u00c7\u00c3O. O modelo inflacion\u00e1rio do Big Bang passou por um teste crucial, como revelaram os cientistas que trabalham na Sonda Wilkinson de Anisotropia de Microondas (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe = WMAP), em uma longamente aguardada s\u00e9rie de dados, em uma confer\u00eancia de imprensa realizada em 17 de mar\u00e7o. A WMAP foi lan\u00e7ada em 2001 mara mapear as anisotropias no fundo c\u00f3smico de microondas (Cosmic Microwave Backgound = CMB), com uma precis\u00e3o muito maior do que sua predecessora, a Exploradora do Fundo C\u00f3smico (Cosmic Background Explorer = CME), que descobriu as anisotropias na d\u00e9cada de 1990. O primeiro lote de dados da WMAP, 3 anos atr\u00e1s, fixou diversas caracter\u00edsticas do universo que, anteriormente, eram conhecidas de forma muito imprecisa, inclusive: a era da recombina\u00e7\u00e3o (380.000 anos ap\u00f3s o Big Bang, quando se formaram os primeiros \u00e1tomos); a idade do universo (13,7 bilh\u00f5es de anos, mais ou menos 200 milh\u00f5es de anos); e a conforma\u00e7\u00e3o do universo (com a Energia Escura respondendo por 73% de toda a energia \u2013 ver <a href=\"http:\/\/aip.org\/pnu\/2003\/split\/624-1.html\">PNU 624<\/a>). Desde o an\u00fancio de 2003, os pesquisadores da WMAP t\u00eam trabalhado com afinco para reduzir as incertezas de seus resultados. A grande novidade no an\u00fancio de ontem, com base em tr\u00eas anos de dados, foi a libera\u00e7\u00e3o de uma mapa do c\u00e9u contendo informa\u00e7\u00f5es acerca da polariza\u00e7\u00e3o das microondas (ver a imagem em <a href=\"http:\/\/aip.org\/png\/2006\/253.htm\">Physics News Graphics<\/a>). As microondas s\u00e3o parcialmente polarizadas, ou orientadas, a partir do tempo de sua origem (emergino da assim chamada &#8220;esfera da \u00faltima dispers\u00e3o&#8221; \u2013 ver <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/pnu\/2002\/split\/591-1.html\">PNU 591<\/a>) e parcialmente polarizadas pela disper\u00e3o, em sua jornada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, a partir do plasma pervasivo da maior parte do Hidrog\u00eanio ionizado criado quando a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta da primeira gera\u00e7\u00e3o de estrelas atingiu o g\u00e1s interestelar em redor. A WMAP agora estima que esta reioniza\u00e7\u00e3o, que marca efetivamente a era das primeiras estrelas, tenha ocorrido 400 milh\u00f5es de anos depois do Big Bang, em lugar dos 200 milh\u00f5es de anos anteriormente estimados. O principal passo adiante \u00e9 que menores fatores de erro, cortesia do mapa de polariza\u00e7\u00e3o e do mapa de temperaturas, muito melhor, do c\u00e9u \u2013 com uma incerteza de apenas um bilhon\u00e9simo de grau Kelvin \u2013 fornece uma nova estimativa para as falhas de homogeneidade na temperatura do CMB. O modelo mais simples, chamado de Harrison-Zeldovich, afirma que o espectro das falhas de homogeneidade deveria ser plano; ou seja, as falhas de homgeneidade deveriam ter a mesma varia\u00e7\u00e3o em todas as escalas. A infla\u00e7\u00e3o, por outro lado, preve pequenos desvios dessa planura. Os novos dados da WMAP, pela primeira vez, medem o espectro com presis\u00e3o suficiente para mostrar uma prefer\u00eancia pela infla\u00e7\u00e3o, em lugar do espectro previsto pelo modelo Harrison-Zeldovic \u2013 um teste que foi longamente aguardado como a &#8220;pistola ainda fumegante&#8221; da infla\u00e7\u00e3o. Publica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na <a href=\"http:\/\/map.gsfc.nasa.gov\/m_mm\/pub_papers\/threeyear.html\"> p\u00e1gina da NASA na Web<\/a>; imagem dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/aip.org\/png\/2006\/253.htm\">Physics News Graphics<\/a>. Imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o de mais informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na <a href=\"http:\/\/map.gsfc.nasa.gov\/m_mm.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">p\u00e1gina da NASA <\/a><br \/>\n<strong>N\u00famero 769, mat\u00e9ria 2, 17 de mar\u00e7o de 2006 por Phil Schewe e Ben Stein<\/strong><br \/>\nNANOTUBOS DESDOBRADOS. O Carbono bidimensional, ou Grafeno, tem muitas das propriedades do Carbono unidimensional (na forma de nanotubos): os el\u00e9trons podem ser mover a altas velocidades e sofrer apenas pequenas perdas de energia. De cordo com Walt deHeer (Georgia Tech), que falou no encontro desta semana da Sociedade F\u00edsica Americana (American Physical Society = APS), em Baltimore, o Grafeno fornecer\u00e1 uma plataforma muito mais control\u00e1vel para eletr\u00f4nica integrada do que \u00e9 poss\u00edvel com nanotubos, uma vez que as estruturas de Grafeno podem ser fabricadas litograficamente como grandes &#8220;wafers&#8221;. Folhas isoladas de Grafeno s\u00f3 foram isoladas em 2004 por Andre Geim (Universidade de Manchester). No Grafeno, a velocidade do el\u00e9tron \u00e9 independente da energia. Isto \u00e9, os el\u00e9trons se movem como ondas de luz; se comportam como se fossem part\u00edculas sem massa. Esta extraordin\u00e1ria propriedade foi elucidada em novembro de 2005, atrav\u00e9s de experi\u00eancias (ver artigos de apoio na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2006 de <em>Physics Today<\/em>), usando o Efeito de Hall Qu\u00e2ntico (Quantum Hall Effect = QHE), no qual el\u00e9trons, confinados em um plano e submetidos a altos campos magn\u00e9ticos, executam apenas as trajet\u00f3rias qu\u00e2nticas prescritas. Estes testes foram relaizados por grupos representados no encontro da APS por Geim e Philip Kim (Universidade de Columbia). Os estudos do QHE tamb\u00e9m revelaram que, quando um el\u00e9tron completa uma trajet\u00f3ria circular completa no campo magnt\u00e9tico imposto, sua fun\u00e7\u00e3o de onda (que define a natureza ondulat\u00f3ria qu\u00e2ntica do el\u00e9tron) sofre uma rota\u00e7\u00e3o de 180\u00b0. Esta modifica\u00e7\u00e3o, chamada &#8220;Fase de Berry&#8221;, funciona de modo a reduzir a propens\u00e3o dos el\u00e9trons de se espalharem na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, o que, por sua vez, ajuda a reduzir as perdas em energia. Geim relatou uma nova virada nesta hist\u00f3ria.  Estudando o QHE em bi-camadas de Grafeno, ele observou uma nova vers\u00e3o do QHE, com uma &#8220;Fase de Berry&#8221; dobrada de 360\u00b0. Geim tamb\u00e9m tra\u00e7ou uma compara\u00e7\u00e3o com certas cosmologias nas quais m\u00faltiplos universos podem coexistir, cada um com seu pr\u00f3prio conjunto de constantes f\u00edsicas; no Grafeno, diz ele, onde os el\u00e9trons se movem de maneira semelhante \u00e0 luz, com uma grande velocidade \u2013 por\u00e9m uma algo menor do que a da luz no v\u00e1cuo \u2013 o par\u00e2metro que fixa a escala da for\u00e7a eletromagn\u00e9tica, mais eatamente a &#8220;constante de estrutura fina&#8221; (definida como e<sup>2<\/sup>\/hc), tem um valor aproximadamente de 2,0, em lugar do costumeiro 1\/137. A nova meta \u00e9 aprender mais sobre a f\u00edsica do Grafeno e depois se preocupar com aplica\u00e7\u00f5es. Por exemplo, Walt deHeer relatou que um gr\u00e1fico de resist\u00eancia versus campo magn\u00e9tico aplicado tem um formato fractal. DeHeer declarou que, at\u00e9 agora, n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o para isto. No tocante \u00e0s aplica\u00e7\u00f5es, ele disse que em um chip totalmente de Grafeno, os componentes de liga\u00e7\u00e3o com as usuais interconex\u00f5es met\u00e1licas que tendem a corromper relacionamentos qu\u00e2nticos, n\u00e3o seriam necess\u00e1rias. Assim, a natureza ondulat\u00f3ria dos el\u00e9trons poderia ser mais inteiramente explorada para efeitos de informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica. O grupo de DeHeer, at\u00e9 agora, tem tentado construir circuitos desta forma: eles fizeram estruturas de Grafeno (inclusive um transistor de Grafeno) t\u00e3o pequeno como 80 nan\u00f4metros (80 bilhon\u00e9simos de metro) e esperam chegar at\u00e9 o tamanho de 10 nan\u00f4metros.<br \/>\n<strong>N\u00famero 770, mat\u00e9ria 1, 23 de mar\u00e7o de 2006 por Phil Schewe and Ben Stein<\/strong><br \/>\nLUZ BIDIMENSIONAL. Luz bidiomensional, ou plasmons, podem ser disparados quando a luz bate contra uma superf\u00edcie met\u00e1lica texturizada. Os plasmons podem ser \u00fateis para cobrir a divis\u00e3o entre fot\u00f4nica (alta quantidade de dados, mas tamb\u00e9m na escala relativamente larga de circuitos com dimens\u00f5es de um m\u00edcron &#8211; um mil\u00e9simo de mil\u00edmetro) e eletr\u00f4nica (quantidade relativamente baixa de dados, mas com dimens\u00f5es pequenas de dezenas de nan\u00f4metros &#8211; milhon\u00e9simos de mil\u00edmetro). Pode-se estabelecer uma disciplina h\u00edbrida, a &#8220;plasm\u00f4nica&#8221;, na qual a luz \u00e9, primeiro, transformada em plasmons, que se propagam em uma superf\u00edcie met\u00e1lica, por\u00e9m com um comprimento de onda menor do que a luz original; os plasmons podem, ent\u00e3o, ser processados com seus pr\u00f3prios dispositivos \u00f3pticos bidimensionais (espelhos, canais de ondas, lentes, etc.) e, mais tarde, os plasmons podem ser reconvertidos em luz ou em sinais el\u00e9tricos. Para mostrar como este campo est\u00e1 criando forma, a\u00ed v\u00e3o alguns resultados de &#8220;plasm\u00f4nica&#8221; que foram no grande bazar de f\u00edsica internacional, o encontro de mar\u00e7o da Sociedade Americana de F\u00edsica, que ocorreu na semana passada em Baltimore.<br \/>\n1. <strong>Plasmons em biosensores e terapia do c\u00e2ncer:<\/strong> Naomi Halas (Universidade Rice) descreveu como plasmons excitados em uma superf\u00edcie de part\u00edculas muito pequenas, revestidas de ouro, na forma de gr\u00e3os de arroz, podem atuar como poderosas e localizadas fontes de luz para a realiza\u00e7\u00e3o de espectroscopia em mol\u00e9culas org\u00e2nicas pr\u00f3ximas. Os campos el\u00e9tricos dos plasmons nas extremidades curvas do &#8220;arroz&#8221; s\u00e3o muito mais intensos do que a luz laser, usada para excitar os plasmons, e assim aumentam grandemente a velocidade e a precis\u00e3o da espectroscopia. Sintonizados de maneira diferente, plasmons em nanopart\u00edculas podem ser usados n\u00e3o s\u00f3 para a identifica\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para a erradica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas cancerosas em ratos.<br \/>\n2. <strong>Microsc\u00f3pio de plasmons:<\/strong> Igor Smolyaninov (Universidade de Maryland) relatou que ele e seus colegas estavam aptos a obter imagens de pequenos objetos em um plano, com resolu\u00e7\u00e3o espacial t\u00e3o boa quanto 60 nm (quando truques matem\u00e1ticos s\u00e3o aplicados, a resolu\u00e7\u00e3o aumenta para 30 nm), usando plasmons excitados nesse plano por luz laser em um comprimento de onda de 515 nm. Em outras palavras, eles obt\u00eam uma microscopia com uma resolu\u00e7\u00e3o espacial muito melhor do que a difra\u00e7\u00e3o normalmente permitiria; al\u00e9m disso esta microscopia tem campo longo \u2013 a fonte de luz n\u00e3o tem que estar localizada a menos do que um comprimento de onda de dist\u00e2ncia do objeto. Este trabalho \u00e9, essencialmente, uma vers\u00e3o da &#8220;\u00f3ptica da Chatol\u00e2ndia&#8221;. Eles usam espelhos e lentes de plasmons em 2D para auxiliar na obten\u00e7\u00e3o de imagens e, ent\u00e3o, removem os plasmons por um conduto de onda.<br \/>\n<strong>3. Super-lentes de polariza\u00e7\u00e3o de f\u00f3tons e transmis\u00e3o gigante:<\/strong> Gennady Shvets (Universidade do Texas) relatou seu uso de fonons excitados por luz para obter super-lentes (lentes com materiais de painel plano) com resolu\u00e7\u00f5es microsc\u00f3picas t\u00e3o boas quanto um vig\u00e9simo de um comprimento de onda na faixa do m\u00e9dio infravermelho. Ele e seus colegas puderam obter imagens sub-superficiais de amostras e observaram o que eles chamam de &#8220;transmiss\u00e3o gigante&#8221;, na qual a luz cai sobre uma superf\u00edcie coberta com orif\u00edcios muito menores do que o comprimento de onda da luz. Muito embora a \u00e1rea total dos orif\u00edcios seja somente 6% da superf\u00edcie total da \u00e1rea, 30% da luz atravessa, por cortesia da atividade dos plasmons nos orif\u00edcios.<br \/>\n<strong>4. Futuros circuitos de plasmon em freq\u00fc\u00eancias \u00f3pticas<\/strong> Nader Engheta (Universidade da Pennsylvania) argumentou que nano-part\u00edculas, algumas apoiando a excita\u00e7\u00e3o de plasmons, podem ser configuradas para atuar como capacitores, resistores e indutores nanom\u00e9tricos \u2013 os elementos b\u00e1sicos para qualquer circuito el\u00e9trico. Neste caso, o circuito poderia funcionar n\u00e3o em freq\u00fc\u00eancias de r\u00e1dio (10<sup>10<\/sup> Hz) or microondas (10<sup>12<\/sup> Hz), mas em freq\u00fc\u00eancias \u00f3pticas (10<sup>15<\/sup> Hz). Isto tornaria poss\u00edvel a miniaturiza\u00e7\u00e3o e processamento direto de sinais \u00f3pticos com nano-antenas, nano-filtros de circuito, nano-condutores de ondas, nano-ressonadores, e poderiam levar a poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es em nano-computa\u00e7\u00e3o, nano-armazenagem, sinaliza\u00e7\u00e3o molecular e interfaces \u00f3ptico-moleculares.<br \/>\n<strong>N\u00famero 771, mat\u00e9ria #1, 29 de mar\u00e7o de 2006 por Phil Schewe and Ben Stein<\/strong><br \/>\nANIMA\u00c7\u00c3O DA FUS\u00c3O DE BURACOS NEGROS. Agora se pode realizar c\u00e1lculos acurados das formas de ondas gravitacionais emitidas durante a colis\u00e3o de Buracos Negros. Um novo estudo computacional de como um par de Buracos Negros, orbitando um ao outro, perturbam o espa\u00e7o circundante e enviam grandes rajadas de ondas gravitacionais, deve beneficiar a busca experimental por essas ondas com detectores, tais como o Observat\u00f3rio por Interfer\u00eancia de Laser de Ondas Gravitacionais (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory = LIGO) e a planejada Antena Espacial de Interfer\u00f4metro Laser (Laser Interferometer Space Antenna = LISA). A relativa dificuldade da modelagem computacional do complicado comportamento f\u00edsico depende, em parte, do sistema em quest\u00e3o e as equa\u00e7\u00f5es que descrevem as for\u00e7as atuantes. Para descrever as complicadas configura\u00e7\u00f5es das cargas e correntes, usa-se as Equa\u00e7\u00f5es de Maxwell para estabelecer as for\u00e7as atuantes. No caso de Buracos Negros bin\u00e1rios, as equa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Buracos Negros s\u00e3o o m\u00e1ximo em termos de for\u00e7as gravitacionais e isto apresenta dificuldades em modelar o comportamento do entorno. N\u00e3o obstante, alguns f\u00edsicos na Univesidade do Texas em Brownsville conseguiram, agora, derivar um algor\u00edtmo que n\u00e3o s\u00f3 produz acuradas estimativas das ondas gravitacionais dos Buracos Negros espiralando para dentro, mesmo nos pequenos intervalos de tempo que levam \u00e0 fus\u00e3o final, mas que tamb\u00e9m \u00e9 facilmente implementado em computadores (ver figuras e anima\u00e7\u00e3o em <a href=\"http:\/\/www.aip.org\/png\/2006\/256.htm\">Physics News Graphics<\/a>). &#8220;A import\u00e2ncia deste trabalho&#8221;, diz um dos autores o novo estudo. Carlos Lousto, &#8220;\u00e9 que ele d\u00e1 uma previs\u00e3o acurada aos observat\u00f3rios de ondas gravitacionais, tais como o LIGO, do que eles v\u00e3o observar&#8221;. Os novos resultados s\u00e3o parte de um novo estudo de relatividade num\u00e9rica, relaizado na Universidade do Texas, conhecido como <a href=\"http:\/\/www.phys.utb.edu\/numrel\/research_dir\/lazarus.html\">Projeto Lazarus<\/a>.       (Campanelli, Lousto, Marronetti, and Zlochower, <em>Physical Review Letters<\/em>, 24 de mar\u00e7o de 2006).<br \/>\n**************************<br \/>\nUfa!&#8230; acabei&#8230; Todas essas mat\u00e9rias s\u00e3o referenciadas no PNU n\u00ba 804 e s\u00e3o anteriores a minha primeira tradu\u00e7\u00e3o (n\u00ba 772).<br \/>\nCorre\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem vindas etc e tal, e aquele papo de sempre&#8230;<br \/>\n<\/span><\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas s\u00e3o algumas das mat\u00e9rias contidas em boletins anteriores ao primeiro que eu traduzi e postei. A troco de que? 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