{"id":1534,"date":"2013-06-27T20:41:54","date_gmt":"2013-06-27T23:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1534"},"modified":"2013-06-27T20:41:54","modified_gmt":"2013-06-27T23:41:54","slug":"a-voyager-se-aproxima-da-fronteira-final-de-nossa-bolha-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/06\/27\/a-voyager-se-aproxima-da-fronteira-final-de-nossa-bolha-solar\/","title":{"rendered":"A Voyager se aproxima da fronteira final de nossa &#8220;bolha solar&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/06\/NASA-Voyager.png\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1536\" alt=\"NASA - Voyager\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/06\/NASA-Voyager-545x76.png\" width=\"545\" height=\"76\" \/><\/a><\/p>\n<div>Traduzido de: <a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/voyager\/voyager20130627.html\">NASA&#8217;s Voyager 1 Explores Final Frontier of Our &#8216;Solar Bubble&#8217;<\/a><\/div>\n<div>06.27.13<\/div>\n<p><em><strong>Jia-Rui C. Cook \u2014 Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif.<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Steve Cole \u2014 NASA Headquarters, Washington<\/strong><\/em><\/p>\n<div><\/div>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"236\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/voyager\/multimedia\/pia17034.html\"><img decoding=\"async\" title=\"This artist's concept shows NASA's Voyager 1 spacecraft exploring a region called the \" alt=\"This artist's concept shows NASA's Voyager 1 spacecraft exploring a region called the \" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/06\/757539main_pia17034-43_226-170-200x150.jpg\" width=\"226\" height=\"170\" align=\"Bottom\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica da espa\u00e7onave Voyager da NASA.<br \/>\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/voyager\/multimedia\/pia17034.html\">\u203a Imagem completa<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/multimedia\/videogallery\/index.html?collection_id=57911\">\u203a V\u00eddeo (em ingl\u00eas)<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">PASADENA, Calif. \u2014 Os dados vindos da Voyager 1, agora a mais de 18 bilh\u00f5es de km do Sol, indicam que a espa\u00e7onave est\u00e1 perto de ser o primeiro objeto fabricado pela esp\u00e9cie humana a alcan\u00e7ar o espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pesquisas que se valem dos dados enviados pela Voyager, publicadas hoje na <em>Science,\u00a0<\/em>fornecem novos detalhes sobre a \u00faltima regi\u00e3o que a espa\u00e7onave vai atravessar, antes de deixar a <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Heliosfera\">heliosfera<\/a> \u2013 a bolha em torno de nosso Sol \u2013 e entrar no espa\u00e7o interestelar. Tr\u00eas artigos descrevem como a entrada da Voyager 1 em uma regi\u00e3o chamada de &#8220;auto-estrada magn\u00e9tica&#8221; resultaram na observa\u00e7\u00e3o da maior quantidade at\u00e9 agora de part\u00edculas carregadas, vindas de fora da heliosfera e o desaparecimento das part\u00edculas carregadas vindas de dentro da heliosfera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os cientistas observaram dois dos tr\u00eas sinais que esperavam ver na chegada ao espa\u00e7o interestelar: o desaparecimento das part\u00edculas carregadas na medida em que a nave se distancia pelo campo magn\u00e9tico solar e raios c\u00f3smicos vindos de muito longe e entrando no mesmo campo. Os cientistas ainda n\u00e3o viram o terceiro sinal esperado: uma mudan\u00e7a abrupta da dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico, o que indicaria a presen\u00e7a de um campo magn\u00e9tico interestelar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Esta \u00faltima e estranha regi\u00e3o antes do espa\u00e7o interestelar est\u00e1 entrando em foco, gra\u00e7as \u00e0 Voyager 1, o explorador mais distante da humanidade&#8221;, diz Ed Stone, cientista do projeto Voyager no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia em Pasadena. &#8220;Se fosse s\u00f3 pelos dados relativos aos raios c\u00f3smicos e part\u00edculas energ\u00e9ticas, se poderia pensar que a Voyager j\u00e1 tinha alcan\u00e7ado o espa\u00e7o interestelar, mas a equipe sente que a Voyager 1 ainda n\u00e3o chegou l\u00e1, porque ainda estamos dentro do dom\u00ednio do campo magn\u00e9tico do Sol&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os cientistas n\u00e3o sabem com exatid\u00e3o o quanto a Voyager 1 ainda tem que viajar para alcan\u00e7ar o espa\u00e7o interestelar. As estimativas variam de v\u00e1rios meses at\u00e9 anos. A heliosfera se estende por, pelo menos, 13 bilh\u00f5es de km al\u00e9m de todos os planetas de nosso sistema solar. Ela \u00e9 dominada pelo campo magn\u00e9tico do Sol e um vento ionizado que sopra do Sol para fora. Do lado de fora da heliosfera, o espa\u00e7o interestelar \u00e9 preenchido por mat\u00e9ria vinda de outras estrelas e o campo magn\u00e9tico das regi\u00f5es pr\u00f3ximas da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Voyager 1 e sua irm\u00e3 g\u00eamea, Voyager 2, foram lan\u00e7adas em 1977. Elas circularam por J\u00fapiter, SAturno, Urano e Netuno, antes de seguirem para suas miss\u00f5es interestelares em 1990. Agora, sua meta \u00e9 deixar a heliosfera, sendo uma parte da miss\u00e3o a medi\u00e7\u00e3o do tamanho desta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os artigos na <em>Science<\/em>\u00a0se focam nas observa\u00e7\u00f5es feitas de maio a setembro de 2012 pelos instrumentos de medi\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos, part\u00edculas de baixa energia e magnet\u00f4metros, com alguns dados adicionais sobre as part\u00edculas carregadas obtidas em abril do corrente ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Voyager 2 est\u00e1 a cerca de 15 bilh\u00f5es de km do Sol e ainda dentro da heliosfera. A Voyager 1 estava a cerca de 18 bilh\u00f5es de km do Sol, em 25 de agosto, quando ela chegou \u00e0 &#8220;auto-estrada magn\u00e9tica&#8221;, tamb\u00e9m conhecida como a &#8220;regi\u00e3o de deple\u00e7\u00e3o&#8221;, e \u00e9 uma conex\u00e3o com o espa\u00e7o interestelar. Esta regi\u00e3o permite que part\u00edculas carregadas entrem e saiam da heliosfera ao longo de uma suave linha magn\u00e9tica, em lugar de serem defletidas em todas as dire\u00e7\u00f5es, como se estivessem presas em uma rede de estradas secund\u00e1rias. Pela primeira vez e nesta regi\u00e3o, os cientistas puderam detectar raios c\u00f3smicos de baixa energia, oriundos de estrelas moribundas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Observamos um dram\u00e1tico e r\u00e1pido desaparecimento das part\u00edculas originadas no Sol. Sua intensidade diminuiu mais de 1.000 vezes, como se houvesse uma gigantesca bomba de v\u00e1cuo na rampa de acesso da auto-estrada magn\u00e9tica&#8221;, diz Stamatios Krimigis, o principal investigador do instrumento de medi\u00e7\u00e3o de part\u00edculas de baixa energia no Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Md. &#8220;Nunca t\u00ednhamos testemunhado uma tal diminui\u00e7\u00e3o antes, a n\u00e3o ser quando a Voyager 1 saiu da magnetosfera gigante de J\u00fapiter, h\u00e1 uns 34 anos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro comportamento das part\u00edculas carregadas, observado pela Voyager 1, tamb\u00e9m indica que a espa\u00e7onave ainda est\u00e1 em uma regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o para o meio interestelar. Ao atravessar esta nova regi\u00e3o, as part\u00edculas carregadas origin\u00e1rias da heliosfera que desapareceram mais rapidamente foram aquelas que viajavam ao longo das linhas do campo magn\u00e9tico solar. As part\u00edculas que se moviam perpendicularmente \u00e0s linhas do campo na auto-estrada magn\u00e9tica n\u00e3o despareciam t\u00e3o rapidamente. No entanto, os raios c\u00f3smicos que se moviam ao longo das linhas do campo na auto-estrada magn\u00e9tica eram algo mais populosos do que aqueles que se moviam perpendicularmente ao campo. Acredita-se que no espa\u00e7o interestelar, a dire\u00e7\u00e3o do movimento das part\u00edculas carregadas n\u00e3o tenha qualquer influ\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No espa\u00e7o de cerca de 24 horas, o campo magn\u00e9tico origin\u00e1rio do Sol tamb\u00e9m come\u00e7ou a &#8220;engarrafar&#8221;, tal como carros que diminuem a velocidade para pegar uma rampa de sa\u00edda de uma auto-estrada. No entanto, os cientistas foram capazes de quantificar o campo magn\u00e9tico e verificar que sua dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha mudado mais do que 2 graus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Um dia apenas fez uma tal diferen\u00e7a nesta regi\u00e3o, com o campo magn\u00e9tico subitamente dobrando e se tornando extraordinariamente suave&#8221;, diz Leonard Burlaga, o autor principal de um dos artigos e com base no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Md. &#8220;Mas como n\u00e3o houve uma mudan\u00e7a significativa na dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico, ainda estamos observando as linhas de campo originadas no Sol&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da NASA em Pasadena, Calif., construiu e opera as espa\u00e7onaves Voyager. O Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia em Pasadena gerencia o JPL para a NASA. As miss\u00f5es Voyager s\u00e3o uma parte do Observat\u00f3rio do Sistema Heliof\u00edsico da NASA, patrocinado pela Divis\u00e3o de Heliof\u00edsica da Diretoria de Miss\u00f5es Cient\u00edficas do Quartel-General da NASA em Washington.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para mais informa\u00e7\u00f5es (em ingl\u00eas) sobre as miss\u00f5es das espa\u00e7onaves Voyager, visite:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/voyager\">http:\/\/www.nasa.gov\/voyager<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/\">http:\/\/voyager.jpl.nasa.gov<\/a>\u00a0.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Traduzido de: NASA&#8217;s Voyager 1 Explores Final Frontier of Our &#8216;Solar Bubble&#8217; 06.27.13 Jia-Rui C. Cook \u2014 Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif. Steve Cole \u2014 NASA Headquarters, Washington Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica da espa\u00e7onave Voyager da NASA. 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