{"id":1560,"date":"2013-07-10T17:34:54","date_gmt":"2013-07-10T20:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1560"},"modified":"2013-07-10T17:34:54","modified_gmt":"2013-07-10T20:34:54","slug":"sofia-andando-de-aviao-para-ver-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/07\/10\/sofia-andando-de-aviao-para-ver-estrelas\/","title":{"rendered":"SOFIA andando de avi\u00e3o para ver estrelas"},"content":{"rendered":"<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"310\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/07\/Sofia_Tacavity.gif\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1563\" alt=\"Sofia_Tacavity\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/07\/Sofia_Tacavity.gif\" width=\"300\" height=\"228\" \/><\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Telesc\u00f3pio SOFIA. Imagem da Wikimedia Commons, cortesia da NASA.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar do nome feminino, SOFIA (do grego\u00a0\u03c3\u03bf\u03c6\u03af\u03b1 = &#8220;sabedoria&#8221;), este aqui \u00e9<strong> o<\/strong> SOFIA, o acr\u00f4nimo para<strong>\u00a0\u00a0<\/strong>Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (Observat\u00f3rio Estratosf\u00e9rico para Astronomia em Infravermelho). \u00c9 um telesc\u00f3pio refletor de 2,5m , montado a bordo de um Boeing 747SP, especialmente adaptado com uma &#8220;janela&#8221; em seu compartimento de carga que se abre acima dos 12.000 p\u00e9s (mais ou menos 12 km) de altitude, o que o coloca acima da maior parte do vapor d&#8217;\u00e1gua na atmosfera e em condi\u00e7\u00f5es quase ideais para observa\u00e7\u00f5es na faixa do infravermelho e muito eficaz para observa\u00e7\u00f5es na faixa da luz vis\u00edvel tamb\u00e9m.<span style=\"line-height: 1.6em\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">SOFIA \u00e9 um programa conjunto da NASA e do <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Centro_Aeroespacial_Alem%C3%A3o\">Centro Aeroespacial Alem\u00e3o<\/a> (DLR), administrado do lado americano pela Associa\u00e7\u00e3o de Universidades para Pesquisa Espacial (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universities_Space_Research_Association\">USRA<\/a>, na sigla em ingl\u00eas) e, do lado alem\u00e3o, pelo\u00a0Deutsches SOFIA Institut. Desde 26 de maio de 2010, o SOFIA substituiu o <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Kuiper_Airborne_Observatory\">Kuiper Airborne Observatory<\/a>\u00a0da NASA, aposentado em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Recentemente, a NASA divulgou uma s\u00e9rie de resultados obtidos com o SOFIA, incluindo um aglomerado de estrelas em processo de forma\u00e7\u00e3o, o W3A, de outros dois aglomerados em forma\u00e7\u00e3o, pr\u00f3ximos do buraco negro no centro de nossa Via L\u00e1ctea (o Anel Circum-nuclear e o Aglomerado dos Qu\u00edntuplos), e do ber\u00e7\u00e1rio de estrelas Messier 42 (M 42) na Nebulosa de Orion. Vou repassar algumas das imagens divulgadas pela NASA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Aglomerado estelar W3A<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/multimedia\/imagegallery\/W3A_labels.html\"><img decoding=\"async\" title=\"This mid-infrared image of the W3A star cluster in the inset was captured by the FORCAST camera on theSOFIA flying observatory in 2011.\" alt=\"This mid-infrared image of the W3A star cluster in the inset was captured by the FORCAST camera on theSOFIA flying observatory in 2011.\" src=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/images\/615152main_W3A_labels_672.jpg\" width=\"672\" height=\"346\" align=\"Bottom\" border=\"0\" \/><\/a><i>Esta imagem em infravermelho intermedi\u00e1rio do Aglomerado W3A em destaque foi capturada pela c\u00e2mera FORCAST do observat\u00f3rio aerotransportado SOFIA em 2011. Ela est\u00e1 sobreposta a uma imagem em infravermelho pr\u00f3ximo da regi\u00e3o ber\u00e7\u00e1rio de esdtrelas W3 obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer. A imagerm do SOFIA \u00a0mede 150 x 100 arcosegunsdos e as cores vermelha, verde e azul representam os comprimentos de onda de 37, 20 e 7 \u03bcm. As cores vermelha, verde e azul na imagem de fundo do Spitzer representam os comprimentos de onda de 7,9, 4,5 e 3,6 \u03bcm. (Imagem do SOFIA &#8211; equipe NASA \/ DLR \/ USRA \/ DSI \/ FORCAST; imagem do Spitzer &#8211; NASA \/ Caltech &#8211; JPL.)\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/multimedia\/imagegallery\/W3A_labels.html\">\u203a Link para a imagem ampliada<\/a><\/i><\/p>\n<p>O rec\u00e9m-nascido Aglomerado W3A, com suas estrelas massivas, \u00e9 visto nesta imagem camuflado por entre a grande nuvem de poeira e gases a partir da qual vem se formando. A imagem de fundo mostra a estrutura geral da regi\u00e3o W3 que fica a 6.400 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o Perseu, vista pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer. A imagem em destaque foi composta a partir dos dados obtidos pelo SOFIA nos comprimentos de onda do infravermelho intermedi\u00e1rio e d\u00e3o um zoom sobre as violentas intera\u00e7\u00f5es que acontecem em torno do aglomerado de estrelas massivas em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A energ\u00e9tica radia\u00e7\u00e3o e os fortes ventos vindos dessas estrelas v\u00e3o eventualmente romper e dispersar a nuvem de onde elas nasceram, possivelmente causando a forma\u00e7\u00e3o de mais estrelas em nuvens adjacentes. A maioria das estrelas da Via L\u00e1ctea, inclusive nosso Sol, provavelmente se formaram em ambientes violentos assim. Os processos em curso s\u00e3o dif\u00edceis de seguir porque a luz produzidas por essas estrelas quentes, nas faixas de ultravioleta e luz vis\u00edvel, n\u00e3o consegue escapar das nuvens circundantes de material interestelar. A luz dessas estrelas em curtos comprimentos de ondas \u00e9 absorvido pelas pequenas part\u00edculas de poeira e grandes mol\u00e9culas e fazem brilhar as nuvens interestelares nos comprimentos de onda mais longos do infravermelho que o SOFIA observa, o que permite aos astr\u00f4nomos bisbilhotar dentro dessas nuvens e estudar as estruturas internas e os processos que l\u00e1 se d\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As observa\u00e7\u00f5es do SOFIA foram feitas com o uso da C\u00e2mera Infravermelha para Objetos Esmaecidos do Telsc\u00f3pio SOFIA (Faint Object Infrared Camera for the SOFIA Telescope = FORCAST), cujo principal investigador \u00e9 Terry Herter da Universidade Cornell. Os dados foram analisados e interpretados pela equipe FORCAST que inclui Francisco Salgado e Alexander Tielens do Observat\u00f3rio Leiden na Holanda, juntamente com o cientista do staff do SOFIA James De Buizer. Estes dados s\u00e3o o assunto de artigos apresentados no encontro de inverno de 2012 da <em>American Astronomical Society<\/em> em Austin, Texas, e artigos submetidos para publica\u00e7\u00e3o no <em>The Astrophysical Journa<\/em>l.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As observa\u00e7\u00f5es do SOFIA revelam a presen\u00e7a de umas 15 estrelas massivas em v\u00e1rios est\u00e1gios de gesta\u00e7\u00e3o. Na esquerda da imagem em destaque, a seta aponta para uma pequena bolha onde a estrela mais massiva deste aglomerado j\u00e1 limpou seu setor de todo g\u00e1s e poeira. Esta bolha \u00e9 circundada por uma densa casca de material, exibido na cor verde, na qual parte da poeira e todas as mol\u00e9culas grandes foram destru\u00eddas. Esta casca \u00e9 cercada por material quase intocado da nuvem, rastreado pela emiss\u00e3o vermelha da poeira mais fria. Os astr\u00f4nomos t\u00eam ind\u00edcios de que a expans\u00e3o de tais bolhas em volta de estrelas massivas rec\u00e9m-nascidas acabam por comprimir o material pr\u00f3ximo e desencadeia a forma\u00e7\u00e3o de mais estrelas.<\/p>\n<p><strong>SOFIA\u00a0espiona\u00a0o cora\u00e7\u00e3o da Nebulosa de \u00d3rion<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a title=\"'s telescope with a wider image of the same area from the Spitzer space telescope.\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/images\/611781main_Orion_OR_label.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-1\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"><img decoding=\"async\" title=\"This graphical representation from the SOFIA Science Center compares two infrared images of the heart of the Orion nebula captured by the FORCAST camera on the SOFIA airborne observatory's telescope with a wider image of the same area from the Spitzer space telescope.\" alt=\"This graphical representation from the SOFIA Science Center compares two infrared images of the heart of the Orion nebula captured by the FORCAST camera on the SOFIA airborne observatory's telescope with a wider image of the same area from the Spitzer space telescope.\" src=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/images\/611780main2_orion_nebula_672.jpg\" width=\"672\" height=\"578\" align=\"Bottom\" border=\"0\" \/><\/a><i>Esta representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do Centro de Ci\u00eancias SOFIA compara duas imagens em infravermelho do cora\u00e7\u00e3o da Nebulosa de \u00d3rion: uma \u2013 em destaque \u2013 capturada com a c\u00e2mera FORCAST a bordo do Observat\u00f3rio Aerotransportado SOFIA e outra \u2013 a maior, no fundo \u2013 da mesma \u00e1rea capturada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer. (Imagem do SOFIA \u2013 James De Buizer \/ NASA \/ DLR \/ USRA \/ DSI \/ FORCAST; Imagem do Spitzer \u2013 NASA\/JPL)\u00a0<a title=\"\" href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/sites\/default\/files\/images\/611781main_Orion_OR_label.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-2\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\">\u203a Link para a imagem ampliada<\/a><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta imagem do SOFIA exibe a complexa distribui\u00e7\u00e3o de poeira interestelar e estrelas na Nebulosa de \u00d3rion. A poeira interestelar, composta principalmente por sil\u00edcio, carbono e outros elementos pesados, aos quais os astr\u00f4nomos se referem genericamente como &#8220;metais&#8221;, juntamente com algumas mol\u00e9culas de gelo e outras org\u00e2nicas, \u00e9 parte da mat\u00e9ria prima da qual se formam novas estrelas e planetas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As duas imagens em destaque exibem imagens em infravermelho intermedi\u00e1rio que mostram partes da regi\u00e3o ber\u00e7\u00e1rio de estrelas da Nebulosa de \u00d3rion, tamb\u00e9m conhecida como Messier 42 (M42). \u00a0As imagens do SOFIA foram produzidas pelo cientista do SOFIA James De Buizer e seus colaboradores a partir de dados obtidos entre maio e junho de 2011, durante o programa de ci\u00eancia b\u00e1sica do SOFIA. As observa\u00e7\u00f5es foram feitas com o uso da c\u00e2mera FORCAST, cujo principal investigador \u00e9 Terry Herter da Universidade Cornell. Essas observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o o assunto de artigos cient\u00edficos a serem submetidos para publica\u00e7\u00e3o no<em> The Astrophysical Journal<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grande telesc\u00f3pio do SOFIA \u00e9 capaz de individualizar diversas proto-estrelas e estrelas jovens, assim como nodos de poeira e g\u00e1s que podem estar iniciando o processo de contra\u00e7\u00e3o gravitacional para se tornarem estrelas. A massiva proto-estrela conhecida como o Objeto BN (Becklin-Neugebauer), se destaca como a fonte de luz azul dentro da imagem destacada com a borda em vermelho. A regi\u00e3o BN\/KL de \u00d3rion tira seu nome das iniciais dos pioneiros astr\u00f4nomos em infravermelho Eric Becklin, Gerry Neugebauer, Doug Kleinmann e Frank Low que a mapearam no final da d\u00e9cada de 1960 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, usando os primeiros detectores de infravermelho astron\u00f4micos. Nesta imagem, os comprimentos de onda da luz infravermelha de 20, 31 e 37 microns, simbolizados respectivamente pelo azul, verde e vermelho, s\u00e3o visualizados como vindos da poeira interestelar relativamente fria, com temperaturas na faixa de 100 a 200\u00b0K.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A imagem do SOFIA no destaque com a borda em azul, mostra a Nebulosa de Ney-Allen, uma regi\u00e3o de intensa emiss\u00e3o de infravermelho que foi descoberta em torno das estrelas luminosas do Trap\u00e9zio pelos astr\u00f4nomos Ed Ney e David Allen. Algumas das caracter\u00edsticas compactas que aparecem na foto s\u00e3o discos de poeira e g\u00e1s em torno de jovens estrelas com massas solares que podem ser sistemas planet\u00e1rios em processo de forma\u00e7\u00e3o. Nesta imagem, as cores azul, verde e vermelho simbolizam, respectivamente, as faixas de 8, 20 e 37 microns, vindas de material com temperaturas da ordem de 500\u00baK.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A imagem de fundo, maior, \u00e9 composta a partir de dados do Telesc\u00f3pio Espacial Spitzer, na qual os comprimentos de onda de 7.9, 4.5 e 3.6 microns (representados respectivamente pelas cores vermelho, verde e azul) s\u00e3o emitidos por poeira e g\u00e1s aquecidos pelas estrelas em seu interior e pelas pr\u00f3prias estrelas. A regi\u00e3o BN\/KL \u00e9 t\u00e3o brilhante que fica superexposta na imagem do Spitzer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As duas imagens do SOFIA foram feitas a partir de combina\u00e7\u00f5es de comprimentos de onda e de resolu\u00e7\u00f5es angulares, n\u00e3o dispon\u00edveis para qualquer outro observat\u00f3rio em Terra ou no espa\u00e7o. As imagens do SOFIA e do Spitzer em conjunto fornecem uma vis\u00e3o abrangente dos est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o de estrelas a partir de frias nuvens interestelares at\u00e9 estrelas em pleno funcionamento.<\/p>\n<p>Fontes:<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/12-01.html#.Ud3F3tK1H6l\"> New Star Cluster W3A Images Captured by SOFIA Observatory<\/a> e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/SOFIA\/11-38.html#.Ud21DNK1H6l\">SOFIA Observatory Peers Into Heart of Orion Nebula<\/a><\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2013\/07\/sofia-andando-de-aviao-para-ver-estrelas-2\/\">mais para seguir<\/a>&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Telesc\u00f3pio SOFIA. Imagem da Wikimedia Commons, cortesia da NASA. 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