{"id":1644,"date":"2013-07-18T17:14:42","date_gmt":"2013-07-18T20:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1644"},"modified":"2013-07-18T17:14:42","modified_gmt":"2013-07-18T20:14:42","slug":"estrelas-de-geracoes-diferentes-andam-por-caminhos-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/07\/18\/estrelas-de-geracoes-diferentes-andam-por-caminhos-diferentes\/","title":{"rendered":"Estrelas de gera\u00e7\u00f5es diferentes andam por caminhos diferentes"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/newscenter\/archive\/releases\/2013\/25\/text\/\"><strong>O TELESC\u00d3PIO HUBBLE DA NASA MOSTRA UMA LIGA\u00c7\u00c3O ENTRE AS IDADES DAS ESTRELAS E SUAS \u00d3RBITAS<\/strong><\/a><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><strong>Original escrito por:\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>J.D. Harrington, Quartel-General da NASA, Washington\u00a0<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong><span style=\"line-height: 1.6em\">Donna Weaver \/ Ray Villard do Instituto de Ci\u00eancias do Telesc\u00f3pio Espacial, Baltimore, Maryland\u00a0<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"260\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" alt=\"Globular Cluster 47 Tucanae\" src=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/images\/hs-2013-25-a-web.jpg\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;color: #686868;font-style: italic\">Source: <a style=\"color: #686868;font-style: italic\" href=\"http:\/\/hubblesite.org\">Hubblesite.org<\/a><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Aglomerado globular 47 Tucanae<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\" align=\"center\"><span style=\"line-height: 1.6em\">Astr\u00f4nomos empregando o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA conseguiram, pela primeira vez, estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre duas popula\u00e7\u00f5es distintas de um velho aglomerado globular e suas diferentes din\u00e2micas orbitais, o que fornece uma boa prova de que as estrelas n\u00e3o nasceram na mesma data.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A an\u00e1lise do aglomerado globular 47 Tucanae mostra que as duas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o separadas por menos de 100 milh\u00f5es de anos. O glomerado fica aproximadamente a 16.700 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o do Tucano, vis\u00edvel nos c\u00e9us do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os pesquisadores, liderados por Harvey Richer da Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica em Vancouver, combinaram observa\u00e7\u00f5es recentes do Hubble com oito anos de dados dos arquivos do telesc\u00f3pio para estabelecer os movimentos das estrelas neste aglomerado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estudos espectrosc\u00f3picos anteriores revelaram que muitos aglomerados globulares cont\u00eam estrelas de composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas variadas, o que sugere v\u00e1rios epis\u00f3dios de nascimento de estrelas. Esta an\u00e1lise dos dados do Hubble, entretanto, vai um passo adiante, adicionando os movimentos orbitais das estrelas \u00e0 an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Quando se analisa os movimentos das estrelas, quanto mais longo for o per\u00edodo de observa\u00e7\u00f5es, mais precisamente se pode medir seus movimentos&#8221;, explica Richer. &#8220;Estes dados s\u00e3o t\u00e3o bons que relamente podemos ver, pela primeira vez, os movimentos individuais das estrelas dentro do aglomerado. Os dados fornecem ind\u00edcios detalhados que nos permitem compreender com as v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de estrelas se formaram no aglomerado&#8221;.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"300\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" alt=\"Evolution of 47 Tuc Stellar Populations\" src=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/images\/hs-2013-25-e-web.jpg\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;color: #686868;font-style: italic\">Source: <a style=\"color: #686868;font-style: italic\" href=\"http:\/\/hubblesite.org\">Hubblesite.org<\/a><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Evolu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es estelares de 47 Tuc<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">Os aglomerados globulares da Via L\u00e1ctea s\u00e3o as rel\u00edquias sobreviventes da \u00e9poca da forma\u00e7\u00e3o de nossa gal\u00e1xia. Eles oferecem um vislumbre do in\u00edcio da hist\u00f3ria de nossa gal\u00e1xia. O aglomerado 47 Tucanae tem 10,5 bilh\u00f5es de anos de idade e \u00e9 um dos mais brilhantes dentre os mais de 150 aglomerados globulares dela. O aglomerado mede cerca de 120 anos-luz de di\u00e2metro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Richer e sua equipe usaram a C\u00e2mera Avan\u00e7ada para Pesquisas do Hubble em 2010 para observar o aglomerado. Eles combinaram estas observa\u00e7\u00f5es com 754 imagens do arquivo para medir com precis\u00e3o as mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o de mais de 30.000 estrelas. De posse destes dados, eles puderam discernir a rapidez do movimento das estrelas. E a equipe tamb\u00e9m mediu as luminosidades das estrelas, assim como suas temperaturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta arqueologia estelar identificou as duas popula\u00e7\u00f5es distintas de estrelas. A primeira \u00e9 composta por estrelas mais avermelhadas que s\u00e3o mais velhas, com menor riqueza de elementos qu\u00edmicos e descrevem \u00f3rbitas aleat\u00f3rias mais circulares. A segunda popula\u00e7\u00e3o \u00e9 composta de estrelas mais azuladas que s\u00e3o mais jovens, com maior riqueza de elementos qu\u00edmicos e descrevem \u00f3rbitas mais el\u00edpticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;A gera\u00e7\u00e3o avermelhada, que \u00e9 deficiente em elementos mais pesados, reflete os movimentos iniciais que formaram o aglomerado&#8221;, diz Richer. &#8220;Essas estrela retiveram a mem\u00f3ria de sua movimenta\u00e7\u00e3o inicial&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"260\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" alt=\"47 Tucanae \u2014 Hubble\" src=\"http:\/\/imgsrc.hubblesite.org\/hu\/db\/images\/hs-2013-25-b-web.jpg\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;color: #686868;font-style: italic\">Source: <a style=\"color: #686868;font-style: italic\" href=\"http:\/\/hubblesite.org\">Hubblesite.org<\/a><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Aglomerado 47 Tucanae \u2013 Hubble<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\"><!--- fim da imagem --><br \/>\nDepois que as estrelas mais massivas dessa popula\u00e7\u00e3o completaram seu ciclo de evolu\u00e7\u00e3o, expeliram gases enriquecidos com elementos mais pesados de volta ao aglomerado. Estes gases vieram a colidir com outros gases e formaram uma segunda gera\u00e7\u00e3o, de composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica mais rica, de estrelas concentradas na dire\u00e7\u00e3o do centro do aglomerado. Lentamente, ao longo do tempo, estas estrela come\u00e7aram a se mover para fora, o que as colocou em \u00f3rbitas mais radiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira descoberta do Hubble que revela v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de estrelas em aglomerados globulares. In 2007, os pesquisadores do Hubble descobriram tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de estrelas no aglomerado globular massivo NGC 2808. A equipe de Richer por\u00e9m conseguiu ligar diferentes din\u00e2micas estelares \u00e0s popula\u00e7\u00f5es diferentes, pela primeira vez. A descoberta de m\u00faltiplas gera\u00e7\u00f5es estelares em aglomerados globulares tem profundas implica\u00e7\u00f5es para a cosmologia. Os astr\u00f4nomos precisam resolver os futuros enigmas dessas m\u00faltiplas gera\u00e7\u00f5es, a fim de compreender melhor como as estrelas de formaram nas gal\u00e1xias distantes no in\u00edcio da exist\u00eancia do universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os resultados da equipe foram publicados na edi\u00e7\u00e3o de 1 de julho de <em>The Astrophysical Journal Letters<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TELESC\u00d3PIO HUBBLE DA NASA MOSTRA UMA LIGA\u00c7\u00c3O ENTRE AS IDADES DAS ESTRELAS E SUAS \u00d3RBITAS Original escrito por:\u00a0 J.D. 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