{"id":1704,"date":"2013-08-03T20:22:50","date_gmt":"2013-08-03T23:22:50","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1704"},"modified":"2013-08-03T20:22:50","modified_gmt":"2013-08-03T23:22:50","slug":"novo-tipo-de-estrela-nova-kilonova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/08\/03\/novo-tipo-de-estrela-nova-kilonova\/","title":{"rendered":"Novo tipo de estrela &#8220;nova&#8221;: &#8220;kilonova&#8221;"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div>\n<div>3 de agosto de 2013<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 1.6em\">Por: J.D. Harrington \u2013 NASA\u00a0Headquarters, Washington<\/span><\/div>\n<div id=\"field_credits\">\n<h1 style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/press\/2013\/august\/nasas-hubble-finds-telltale-fireball-after-gamma-ray-burst\/#.Uf1909K1H6k\"><span style=\"line-height: 1.6em\">O Hubble da NASA Encontra uma Bola de Fogo Remanescente de uma Erup\u00e7\u00e3o de Raios Gama<\/span><\/a><\/h1>\n<\/div>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"310\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/08\/hs-2013-29-c-full_jpg.jpg\" width=\"300\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">GRB 130603B. 13 de junho de 2013. Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/newscenter\/archive\/releases\/2013\/29\/image\/c\/\">HubbleSite, NASA<\/a>.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!--- fim da imagem --><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"line-height: 1.6em\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA apresentou recentemente os mais fortes ind\u00edcios at\u00e9 agora de que erup\u00e7\u00f5es de raios gama de curta dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o produzidas pela fus\u00e3o de dois objetos estelares pequenos e super-densos.<\/span><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify\">Os ind\u00edcios residem na detec\u00e7\u00e3o de um novo tipo de explos\u00e3o estelar, batizado de &#8220;kilonova&#8221;, que resulta da energia liberada quando um par de objetos compactos se espatifam mutuamente. O Hubble observou, no \u00faltimo m\u00eas, a cada vez menos brilhante bola de fogo que se seguiu a uma curta erup\u00e7\u00e3o de raios gama (gamma ray burst = GRB) em uma gal\u00e1xia a quase 4 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra. Era previsto que o fen\u00f4meno de uma kilonova acompanhasse uma GRB de curta dura\u00e7\u00e3o, mas isto ainda n\u00e3o tinha sido visto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Esta observa\u00e7\u00e3o finalmente resolve o mist\u00e9rio da origem das erup\u00e7\u00f5es de raios gama de curta dura\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Nial Tanvir da Universidade de Leicester no Reino Unido. Tanvir liderou uma equipe de pesquisadores que usaram o Hubble para estudar a recente GRB de curta dura\u00e7\u00e3o. &#8220;V\u00e1rios astr\u00f4nomos, inclusive nosso grupo, j\u00e1 tinham apresentado muitos ind\u00edcios de que as erup\u00e7\u00f5es de raios gama de longa dura\u00e7\u00e3o (aqueles que duram mais que dois segundos) s\u00e3o produzidos pelo colapso de estrelas extremamente massivas. Mas s\u00f3 t\u00ednhamos fracos ind\u00edcios circunstanciais de que as erup\u00e7\u00f5es curtas fossem produzidas pela fus\u00e3o de objetos compactos. Este resultado parece dar a prova definitiva que apoia este cen\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os resultados da equipe est\u00e3o publicados na edi\u00e7\u00e3o especial online de hoje da <em>Nature<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma kilonova \u00e9 cerca de 1.000 vezes mais brilhante do que uma nova, que \u00e9 causada pela erup\u00e7\u00e3o de uma an\u00e3 branca. A auto-detona\u00e7\u00e3o de uma estrela massiva, uma supernova, pode ser at\u00e9 100 mais brilhante do que uma kilonova. As erup\u00e7\u00f5es de raios gama s\u00e3o misteriosos flashes de intensa radia\u00e7\u00e3o de alta energia que aparecem de dire\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias no espa\u00e7o. Erup\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o duram no m\u00e1ximo alguns segundos, no entanto, algumas vezes, produzem t\u00eanues rastros luminosos em luz vis\u00edvel e infravermelha que persiste por v\u00e1rias horas e mesmo dias. Esses rastros luminosos ajudaram aos astr\u00f4nomos a estabelecer que as GRBs v\u00eam de gal\u00e1xias distantes.<\/p>\n<p><!-- tabela para inserir imagem --><\/p>\n<table width=\"310\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/08\/hs-2013-29-g-full_jpg.jpg\" width=\"300\" \/><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">Concep\u00e7\u00e3o art\u00edstica da fus\u00e3o de duas estrelas de n\u00eautrons. Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/newscenter\/archive\/releases\/2013\/29\/image\/g\/\">HubbleSite NASA.<\/a><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">Os astrof\u00edsicos predisseram que as GRBs de curta dura\u00e7\u00e3o seriam criados quando um par de estrelas de n\u00eautrons super-densas em um sistema bin\u00e1rio espiralassem at\u00e9 colidir. Enquanto este evento est\u00e1 acontecendo, o sistema emite radia\u00e7\u00e3o gravitacional que cria pequenas ondas na tessitura do espa\u00e7o-tempo. A energia dissipada pelas ondas faz com que as duas estrelas se aproximem ainda mais. Nos milissegundos finais, antes da explos\u00e3o, as duas estrelas se fundem em uma espiral mortal que expele material altamente radioativo. Esse material se aquece e se expande, emitindo um jato de luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em um recente artigo cient\u00edfico Jennifer Barnes e Daniel Kasen da Universidade da California em Berkeley e do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley apresentaram novos c\u00e1lculos predizendo como as kilonovas deveriam parecer. Eles predisseram que o mesmo plasma quente que produz a radia\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m bloquearia a luz vis\u00edvel, fazendo com que o jorro de energia da kilonova exsudasse na forma de infravermelho pr\u00f3ximo por v\u00e1rios dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma inesperada oportunidade para testar este modelo apareceu em 3 de junho, quando o Telesc\u00f3pio Espacial Swift da NASA captou a erup\u00e7\u00e3o de raios gama extremamente brilhante, catalogada como GRB 130603B. \u00a0Embora o clar\u00e3o inicial de raios gama tenha durado apenas um d\u00e9cimo de segundo, ele era aproximadamente 100 bilh\u00f5es de vezes mais brilhante que o subsequente flash da kilonova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 12-13 de junho, o Hubble varreu o local da erup\u00e7\u00e3o inicial, localizando um t\u00eanue objeto avermelhado. Uma an\u00e1lise independente dos dados de outra equipe de pesquisas confirmou a detec\u00e7\u00e3o. As observa\u00e7\u00f5es subsequentes do Hubble em 3 de julho revelaram que a fonte tinha se apagado, comprovando assim que o brilho em infravermelho era de uma explos\u00e3o causada pela fus\u00e3o de dois objetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para imagens e mais informa\u00e7\u00f5es sobre a kilonova, visite:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"http:\/\/hubblesite.org\/news\/2013\/29\">http:\/\/hubblesite.org\/news\/2013\/29<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, visite:<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/hubble\">http:\/\/www.nasa.gov\/hubble<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3 de agosto de 2013 Por: J.D. Harrington \u2013 NASA\u00a0Headquarters, Washington O Hubble da NASA Encontra uma Bola de Fogo Remanescente de uma Erup\u00e7\u00e3o de Raios Gama GRB 130603B. 13 de junho de 2013. Cr\u00e9dito: HubbleSite, NASA. 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