{"id":1721,"date":"2013-08-08T15:41:03","date_gmt":"2013-08-08T18:41:03","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1721"},"modified":"2013-08-08T15:41:03","modified_gmt":"2013-08-08T18:41:03","slug":"as-pequenas-colisoes-dao-energia-as-tempestades-de-poeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/08\/08\/as-pequenas-colisoes-dao-energia-as-tempestades-de-poeira\/","title":{"rendered":"As pequenas colis\u00f5es d\u00e3o energia \u00e0s tempestades de poeira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"Photobucket\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/BannernovodoISNS_zps9eeff269.png\" width=\"540\" height=\"120\" align=\"center\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/08\/duststorm-top.jpg\" width=\"660\" height=\"253\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center\">Cr\u00e9dito da imagemt: squeaks2569 via flickr | <a href=\"http:\/\/bit.ly\/133kwVc\">http:\/\/bit.ly\/133kwVc<\/a><br \/>\nInforma\u00e7\u00f5es sobre direitos: <a href=\"http:\/\/bit.ly\/c34Awz\">http:\/\/bit.ly\/c34Awz<\/a><\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: center\"><\/h2>\n<div>\n<div>\n<h2 style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.insidescience.org\/content\/tiny-collisions-power-sandstorms\/1359\">Impactos no ar podem aumentar em tr\u00eas vezes a intensidade de uma tempestade de poeira.<\/a><\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><em><strong>08 de agosto de 2013<\/strong><\/em><\/div>\n<div>\n<div><em><strong>Por:\u00a0<span style=\"line-height: 1.6em\">Sophie Bushwick, Contribuidora do ISNS<\/span><\/strong><\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify\">(ISNS) \u2013 Tempestades de poeira podem varrer milh\u00f5es de toneladas de solo e mandar o turbilh\u00e3o de poeira a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Muito embora essas tempestades pare\u00e7am ser enormemente poderosas, parte de sua for\u00e7a na verdade deriva da fonte mais aparentemente insignificante: as colis\u00f5es em pleno ar entre os gr\u00e3os de poeira ou areia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Quando as part\u00edculas em suspens\u00e3o no ar se chocam contra o ch\u00e3o durante uma tempestade de poeira, elas lan\u00e7am as part\u00edculas que repousavam no solo, para atmosfera, da mesma forma que uma ventania recolhe as got\u00edculas d&#8217;\u00e1gua de um lago. Este processo, chamado salta\u00e7\u00e3o, carrega ainda mais poeira e debris para a atmosfera. Algumas dessas part\u00edculas v\u00e3o voar como saltons, enquanto que as assim chamadas reptons caem de volta e se assentam sobre o solo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Por\u00e9m <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1796AWu\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um novo estudo publicado na <em>Physical Review Letters<\/em><\/a>\u00a0sugere que o destino de uma part\u00edcula depende de mais fatores do que estes derrame sobre o solo. Uma colis\u00e3o em pleno ar pode modificar o comportamento individual de uma part\u00edcula \u2014 e o movimento da tempestade como um todo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para examinar os efeitos dessas colis\u00f5es, uma equipe internacional de pesquisadores criou um modelo tri-dimensional de computa\u00e7\u00e3o que incorpora o comportamento de part\u00edculas individuais durante uma tempestade de poeira, dando a cada part\u00edcula o tamanho aproximado de um gr\u00e3o de areia.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Quando os cientistas mandavam sua simula\u00e7\u00e3o ignorar essas colis\u00f5es em pleno ar, o fluxo da tampestade ficava tr\u00eas vezes mais fraco do que quando o computador levava em conta essas colis\u00f5es. Isso soa meio contra-intuitivo \u2014 seria de se esperar que ir de encontro a um obst\u00e1culo fosse encurtar a trajet\u00f3ria de uma part\u00edcula, n\u00e3o aument\u00e1-la. No entanto, as colis\u00f5es em pleno ar podem criar mais saltons que voam mais alto, o que acrescenta mais poeira \u00e0 tempestade.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&#8220;Os saltons passam a maior parte do tempo no ar e, por causa disso, ganham mais velocidade gra\u00e7as \u00e0s intera\u00e7\u00f5es com os ventos&#8221;, explica o co-autor\u00a0Nuno Ara\u00fajo do Instituto de Materiais de Constru\u00e7\u00e3o de Zurique. &#8220;Assim, quando eles colidem com o ch\u00e3o, causam um <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Efeito_splash\">efeito splash<\/a> maior&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Claramente, os saltons podem contribuir para a intensidade de uma tempestade. Por\u00e9m sua cria\u00e7\u00e3o depende de colis\u00f5es com o ch\u00e3o, n\u00e3o com outras part\u00edculas em suspens\u00e3o no ar, ao menos de acordo com o modelo original. O novo estudo afirma que esse quadro est\u00e1 errado. Para come\u00e7o de conversa, os reptons se dividem em duas categorias distintas: os rastejantes que mant\u00eam o contato com o ch\u00e3o, e os saltadores que d\u00e3o pequenos saltos sobre a superf\u00edcie.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&#8220;Quando os saltons tentam voltar e tocar o ch\u00e3o, eles colidem com esses saltadores&#8221;, explana Ara\u00fajo. &#8220;Em vez de ca\u00edrem direto no ch\u00e3o, eles tocam um e tocam outro. O que estamos explicando agora \u00e9 que esses saltons s\u00e3o criados devido ao hist\u00f3rico de colis\u00f5es que eles t\u00eam em pleno ar, n\u00e3o durante o splash. Na maioria das vezes, \u00e9 quando est\u00e3o no meio do salto que os saltadores colidem com outras part\u00edculas e se tornam saltons&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m de poder incluir ou excluir as colis\u00f5es em pleno ar em suas tempestades de poeira, os pesquisadores tamb\u00e9m podiam alterar v\u00e1rias propriedades de suas part\u00edculas simuladas. Isto os ajudou a encontrar os fatores que maximizariam o fluxo de debris voadores.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Os cientistas descobriram que uma tempestade fica mais forte quando for feita do tipo de part\u00edculas que percam cerca de 30% de sua energia cin\u00e9tica em uma colis\u00e3o. E \u2013 surpresa!&#8230; \u2013 gr\u00e3os de areia preenchem estes requisitos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A areia \u00e9 o material perfeito para aumentar a intensidade de uma tempestade de poeira, o que explica por que as tempestades de areia podem ser t\u00e3o destrutivas. Al\u00e9m de jogarem o solo de um lado para o outro, tempestades de poeira e areia contribuem para a eros\u00e3o, danos a obras humanas e uma pletora de problemas de sa\u00fade, desde asma at\u00e9 os fungos aerom\u00f3veis que causam a <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Coccidioidomicose\">febre do vale de San Joaquin<\/a>.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para se preparar adequadamente para essas tempestades e, quem sabe, impedir que a poeira se torne voadora, para come\u00e7ar, os cientistas precisam fazer modelos de tempestades de poeira t\u00e3o acurados quanto poss\u00edvel. &#8220;N\u00e3o se pode come\u00e7ar observando um modelo e identificar exatamente quais ser\u00e3o os locais de onde a poeira pode subir&#8221;, afirma William Sprigg, da Universidade do Arizona em Tucson.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Uma vez que os pesquisadores saibam a fonte da poeira, eles podem tentar mant\u00ea-la no ch\u00e3o, usando v\u00e1rios m\u00e9todos, desde a proibi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos recreacionais, o que permite que a \u00e1rea mantenha uma crosta firme, at\u00e9 a mais trabalhosa coloca\u00e7\u00e3o de redes com sementes, o que criaria uma vegeta\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie para manter o solo fixo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Embora a incorpora\u00e7\u00e3o do novo estudo possa acrescentar novas informa\u00e7\u00f5es para os modelos de tempestades de poeira, alguns deles j\u00e1 provaram sua capacidade. Por exemplo, o <a href=\"http:\/\/bit.ly\/1ev9dor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dust REgional Atmosphere Model<\/a>, (DREAM = Modelo Regional de Poeira) da Universidade do Arizona, desenvolvido por Slobodan Nickovic. Em julho de 2011, o DREAM previu a massiva tempestade de poeira que engolfou a cidade de Phoenix, Arizona.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Tal como descreve Sprigg, &#8220;Essa poeira tem quil\u00f4metros de altura, cerca de 60 km de profundidade. E nosso modelo se saiu muito bem na previs\u00e3o do que essa tempestade iria se tornar com dois dias de anteced\u00eancia&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">E enquanto as novas informa\u00e7\u00f5es sobre as colis\u00f5es em pleno ar podem auxiliar os sistemas de previs\u00e3o de tempestades de poeira, tamb\u00e9m tem outras aplica\u00e7\u00f5es. Afinal, a salta\u00e7\u00e3o n\u00e3o afeta apenas a forma\u00e7\u00e3o de tempestades de poeira, ela tamb\u00e9m contribui para a movimenta\u00e7\u00e3o dos solos dos desertos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Como explica Ara\u00fajo, &#8220;Esta mudan\u00e7a de comportamento no transporte em massa pode modificar o que sabemos acerca da forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das dunas&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Sophie Bushwick \u00e9 uma escritora de ci\u00eancias <\/em>freelance<em>\u00a0da cidade de Nova York. Seus trabalhos j\u00e1 foram publicados em v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o impressos e online.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito da imagemt: squeaks2569 via flickr | http:\/\/bit.ly\/133kwVc Informa\u00e7\u00f5es sobre direitos: http:\/\/bit.ly\/c34Awz Impactos no ar podem aumentar em tr\u00eas vezes a intensidade de uma tempestade de poeira. 08 de agosto de 2013 Por:\u00a0Sophie Bushwick, Contribuidora do ISNS (ISNS) \u2013 Tempestades de poeira podem varrer milh\u00f5es de toneladas de solo e mandar o turbilh\u00e3o de poeira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":1722,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[19,23,31,32],"tags":[94,211,213,218,319,320],"class_list":["post-1721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fisica","category-geologia","category-meio-ambiente","category-meteorologia","tag-computacao","tag-meio-ambiente","tag-meteorologia","tag-modelos-de-computacao","tag-tempestades-de-areia","tag-tempestades-de-poeira"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2013\/08\/duststorm-top.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1721\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}