{"id":1776,"date":"2013-09-04T17:10:16","date_gmt":"2013-09-04T20:10:16","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1776"},"modified":"2013-09-04T17:10:16","modified_gmt":"2013-09-04T20:10:16","slug":"efeito-borboleta-na-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2013\/09\/04\/efeito-borboleta-na-via-lactea\/","title":{"rendered":"&#8220;Efeito borboleta&#8221; na Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/\">ESA\/Hubble Information Centre<\/a><\/p>\n<h1><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2013-09\/eic-bao090313.php\">Um alinhamento bizarro de nebulosas planet\u00e1rias<\/a><\/h1>\n<h2><\/h2>\n<table width=\"218\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"right\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"left\" valign=\"top\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_tl.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"210\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"top\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_tr.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"4\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\">\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/61296.php?from=248059\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/media.eurekalert.org\/multimedia_prod\/pub\/rel\/61296_rel.jpg\" border=\"0\" \/><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/eutube\/icon_image_tiny.gif\" border=\"0\" \/>\u00a0<b>IMAGEM:<\/b><\/a>\u00a0Exemplo de nebulosa bipolar:\u00a0Hubble 12 na constela\u00e7\u00e3o de Cassiopeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/multimedia\/pub\/61296.php?from=248059\" target=\"_self\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para mais informa\u00e7\u00f5es.<\/a><\/p>\n<\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"4\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"left\" valign=\"bottom\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_bl.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"202\" height=\"4\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td align=\"right\" valign=\"bottom\" bgcolor=\"#f2f2f2\" width=\"4\" height=\"4\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/corner_br.jpg\" width=\"4\" height=\"4\" border=\"0\" \/><\/td>\n<td><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"8\" height=\"1\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"5\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/images\/clear.gif\" width=\"1\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify\">Os astr\u00f4nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e o Telesc\u00f3pio &#8220;New Technology&#8221; (NTT) do ESO para explorar mais de 100 <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nebulosa_planet%C3%A1ria\">nebulosas planet\u00e1rias<\/a> no <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bulbo_gal%C3%A1ctico\">bulbo central<\/a> da nossa gal\u00e1xia. E eles descobriram que os membros dessa fam\u00edlia c\u00f3smica, aqueles com o formato de borboleta, tendem a ser misteriosamente alinhados \u2014 um resultado surpreendente, dadas suas diferentes hist\u00f3rias e variadas propriedades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos est\u00e1gios finais da vida de uma estrela como nosso Sol, elas dispersam suas camadas externas pelo espa\u00e7o circundante, formando os objetos conhecidos como nebulosas planet\u00e1rias, os quais assumem v\u00e1rios formatos belos e surpreendentes. Um dos tipos dessas nebulosas planet\u00e1rias, conhecido como nebulosa planet\u00e1ria bipolar, cria formatos fantasmag\u00f3ricos de ampulhetas ou borboletas em torno de suas estrelas m\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todas essas nebulosas se formaram em locais diferentes e t\u00eam diferentes caracter\u00edsticas. Nem cada nebulosa, nem a estrela que a formou, interagem com qualquer outra nebulosa planet\u00e1ria. No entanto, um novo estudo realizado pelos astr\u00f4nomos da Universidade deManchester, Reino Unido, mostra similaridades surpreendentes entre algumas dessas nebulosas: muitas delas seguem o mesmo alinhamento nos c\u00e9us [1].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Esta \u00e9 uma descoberta realmente surpreendente e, caso confirmada, uma muito importante&#8221;, explica Bryan Rees da Universidade de Manchester, um dos dois autores do artigo. &#8220;Muitas destas borboletas fantasmag\u00f3ricas parecem ter seus eixos maiores alinhados com o plano da gal\u00e1xia. Usando imagens tanto do Hubble como do NTT, pudemos obter uma vis\u00e3o realmente boa desses objetos, de forma que pudemos estud\u00e1-los bem detalhadamente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os astr\u00f4nomos examinaram 130 nebulosas planet\u00e1rias no bulbo central da Via L\u00e1ctea. Eles identificaram tr\u00eas tipos diferentes e esmiu\u00e7aram suas caracter\u00edsticas e apar\u00eancia [2].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Muito embora duas dessas popula\u00e7\u00f5es estivessem alinhadas de modo totalmente aleat\u00f3rio nos c\u00e9us, tal como esperado, descobrimos que a terceira \u2013 as nebulosas bipolares \u2013 exibiam uma surpreendente prefer\u00eancia por um alinhamento em particular&#8221;, diz o segundo autor do artigo, Albert Zijlstra, tamb\u00e9m da Universidade de Manchester. &#8220;Embora qualquer tipo de alinhamento seja uma surpresa, encontr\u00e1-lo na superlotada regi\u00e3o central de gal\u00e1xia \u00e9 mais inesperado ainda&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acredita-se que as nebulosas planet\u00e1rias sejam esculpidas pela rota\u00e7\u00e3o do sistema estelar do qual s\u00e3o formadas. Isto depende das propriedades de cada sistema \u2013 por exemplo, se se trata de um sistema bin\u00e1rio [3], ou se tem alguns planetas em \u00f3rbita, duas coisas que podem influenciar grandemente o formato da bolha de material expelido. Os formatos das nebulosas bipolares s\u00e3o alguns dos mais extremos e acredita-se que isto seja decorrente da forma\u00e7\u00e3o de jatos perpendiculares ao plano orbital do sistema estelar que sopram o material expelido para fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;O alinhamento que observamos nessas nebulosas bipolares indica algo estranho acerca dos sistemas estelares dentro do bulbo central&#8221;, explica Rees. &#8220;Para que eles se alinhem da maneira que observamos, os sistemas estelares que formaram essas nebulosas teriam que estar girando perpendicularmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nuvens interestelares a partir das quais se formaram, e isto \u00e9 muito estranho&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o obstante as propriedades das estrelas m\u00e3es serem um fator preponderante para o formato assumido por essas nebulosas, esta nova descoberta indica um novo fator ainda mais misterioso. Juntamente com as complexas caracter\u00edsticas dos sistemas estelares, entram em conta as de nossa Via L\u00e1ctea; todo o bulbo central gira em torno do centro da gal\u00e1xia. Este bulbo pode ter uma influ\u00eancia maior do que se pensava sobre toda a gal\u00e1xia \u2013 por meio de seus campos magn\u00e9ticos. Os astr\u00f4nomos sugerem que este comportamento ordeiro das nebulosas planet\u00e1rias pode ter sido causado pela presen\u00e7a de fortes campos magn\u00e9ticos quando da forma\u00e7\u00e3o do bulbo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como o mesmo tipo de nebulosas mais pr\u00f3ximos da Terra n\u00e3o se alinham da mesma forma ordenada, esses campos teriam que ter sido v\u00e1rias vezes mais fortes do que s\u00e3o hoje em dia na nossa vizinhan\u00e7a [4].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Podemos aprender muito ao estudar esses objetos&#8221;, conclui Zijlstra. &#8220;Se eles realmente se comportam dessa forma inesperada, isto tem implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 para o passado de cada estrela, mas para o passado de toda nossa gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div align=\"center\">###<\/div>\n<p><b>Notas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[1] O &#8220;eixo longo&#8221; de uma nebulosa planet\u00e1ria bipolar corta as &#8220;asas&#8221; da &#8220;borboleta&#8221;, enquanto o &#8220;eixo curto&#8221; corta seu &#8220;corpo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[2] Os formatos das nebulosas planet\u00e1rias foram classificados em tr\u00eas tipos, segundo as conven\u00e7\u00f5es: el\u00edptico, com ou sem uma estrutura interna alinhada, e bipolar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[3] Um sistema bin\u00e1rio consiste de duas estrelas que giram em torno de um centro de gravidade comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">[4] Pouco se sabe acerca da origem e das caracter\u00edsticas dos campos magn\u00e9ticos que estiveram presentes em nossa gal\u00e1xia quando ela era jovem, de forma que \u00e9 pouco claro como eles possam ter evolu\u00eddo ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Outras Notas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble \u00e9 um projeto de coopera\u00e7\u00e3o internacional entre ESA e NASA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisa \u00e9 apresentada em uma artigo intitulado <em>&#8220;Alignment of the Angular Momentum Vectors of Planetary Nebulae in the Galactic Bulge&#8221;<\/em>, a ser publicado em <i>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe de astr\u00f4nomos foi composta por B. Rees (Universidade de Manchester, RU) e A. A. Zijlstra (Universidade de Manchester, RU). Bryan Rees s\u00f3 veio a pesquisar astronomia recentemente \u2013 ele decidiu por um curso de PhD ap\u00f3s sua aposentadoria precoce e este trabalho fez parte de sua tese.<\/p>\n<p><b>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>Cr\u00e9dito da imagem: NASA (<a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.nasa.gov\/<\/a>) , ESA (<a href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.spacetelescope.org\/<\/a>) , A. Zijlstra<\/p>\n<p>Agradecimento: Josh Barrington<\/p>\n<p><b>Links<\/b><\/p>\n<ul>\n<li>Artigo da pesquisa &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/static\/archives\/releases\/science_papers\/heic1315a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.spacetelescope.org\/static\/archives\/releases\/science_papers\/heic1315a.pdf<\/a><\/li>\n<li>Not\u00edcia do ESO &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1338\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso1338\/<\/a><\/li>\n<li>Clip do filme da ESA <em>&#8220;15 Years of Discovery&#8221;: Flight through butterfly shaped nebulae<\/em> &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/spacetelescope.org\/videos\/hst15_butterfly\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/spacetelescope.org\/videos\/hst15_butterfly\/<\/a><\/li>\n<li>Imagens do Hubble &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/archive\/category\/spacecraft\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.spacetelescope.org\/images\/archive\/category\/spacecraft\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ESA\/Hubble Information Centre Um alinhamento bizarro de nebulosas planet\u00e1rias \u00a0IMAGEM:\u00a0Exemplo de nebulosa bipolar:\u00a0Hubble 12 na constela\u00e7\u00e3o de Cassiopeia. Clique aqui para mais informa\u00e7\u00f5es. Os astr\u00f4nomos usaram o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA e o Telesc\u00f3pio &#8220;New Technology&#8221; (NTT) do ESO para explorar mais de 100 nebulosas planet\u00e1rias no bulbo central da nossa gal\u00e1xia. 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