{"id":192,"date":"2007-07-20T03:10:00","date_gmt":"2007-07-20T06:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/07\/efeito-placebo\/"},"modified":"2007-07-20T03:10:00","modified_gmt":"2007-07-20T06:10:00","slug":"efeito-placebo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/07\/20\/efeito-placebo\/","title":{"rendered":"Efeito Placebo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/070716-101.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-0\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" style=\"margin: 0pt 0pt 10px 10px;float: right;width: 200px\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2011\/08\/070716-101.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Not\u00edcia extra\u00edda da <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/2007\/070716\/full\/070716-10.html\">News @ Nature <\/a>, diz o que j\u00e1 era meio \u00f3bvio. Eu comento no fim&#8230;<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left\" align=\"left\"><strong><span><span style=\"font-size:130%\"><a href=\"http:\/\/www.nature.com\/news\/2007\/070716\/full\/070716-10.html\">Revelado: como a mente processa o efeito placebo<\/a> <\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left\" align=\"left\"><a name=\"abstract\"><\/a><strong><span>Esperar por uma grande recompensa ajuda a recompensa a se realizar. <\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left\" align=\"left\"><span>Michael Hopkin<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"justified\"><span>Neurocientistas descobriram que pessoas que experimentam uma forte dose de prazer com a id\u00e9ia de uma recompensa futura, s\u00e3o mais suscet\u00edveis ao efeito placebo.<\/span><\/p>\n<p>A pesquisa mostra como o efeito placebo, no qual os pacientes esperam um benef\u00edcio de um tratamento m\u00e9dico, a despeito do mesmo n\u00e3o ter qualquer atividade terap\u00eautica,  confiam no &#8220;centro de recompensa&#8221; do c\u00e9rebro \u2014 uma regi\u00e3o que prev\u00ea nossas expectativas futuras de experi\u00eancias positivas e que tamb\u00e9m est\u00e1 envolvida na pr\u00e1tica de jogos de azar e v\u00edcios em drogas. Uma maior atividade nesta regi\u00e3o do c\u00e9rebro, chamada &#8220;nucleus accumbens&#8221;, est\u00e1 ligada ao efeito placebo, mostra a nova pesquisa.<br \/>\nEste tipo de compreens\u00e3o da mec\u00e2nica de como o c\u00e9rebro reage aos tratamentos com placebos, pode auxiliar os m\u00e9dicos a ampliar o efeito, argumenta Jon-Kar Zubieta da Universidade de Michigan, em Ann Arbor, que liderou a pesquisa.<br \/>\n&#8220;Isto est\u00e1 levando \u00e0 id\u00e9ia de que se pode manipular o efeito placebo, para aument\u00e1-lo para tratamento terap\u00eautico&#8221;, diz ele.<br \/>\nAo contr\u00e1rio, reduzir ou eliminar as varia\u00e7\u00f5es no efeito placebo pode aumentar a acur\u00e1cia de testes m\u00e9dicos, que avaliam os efeitos de novas terapias, em confronto com os placebos. Reduzir as varia\u00e7\u00f5es do efeito placebo entre diferentes volunt\u00e1rios, pode auxiliar a padronizar os resultados dos testes.<br \/>\n<strong>Grandes expectativas<\/strong><br \/>\nZubieta e sua equipe avaliaram o efeito placebo, dando nos volunt\u00e1rios uma dolorosa inje\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o salina no queixo. Os pacientes eram, ent\u00e3o, avisados de que teriam tomado, aleatoriamente, uma inje\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sico ou de placebo. De fato, todos os volunt\u00e1rios receberam um placebo. Mais tarde, alguns dos mesmos pacientes eram re-testados e nenhuma segunda inje\u00e7\u00e3o era oferecida.<br \/>\nOs participantes geralmente relatarem mais redu\u00e7\u00e3o na dor quando receberam inje\u00e7\u00f5es de placebo, do que aqueles que n\u00e3o receberam qualquer tratamento de placebo, relatam Zubieta e seus colegas na publica\u00e7\u00e3o <em>Neuron<\/em>. Mas os volunt\u00e1rios mostraram significativas varia\u00e7\u00f5es na for\u00e7a de seus efeitos placebo.  <!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]--><br \/>\nOs pesquisadores suspeitam que o efeito pode estar ligado ao centro de recompensas do c\u00e9rebro, que \u00e9 ativado quando uma recompensa (neste caso, libera\u00e7\u00e3o da dor) \u00e9 esperada. Eles  escanearam os c\u00e9rebros de 14 de seus 30 volunt\u00e1rios, para monitorar a produ\u00e7\u00e3o no &#8220;nucleus accumbens&#8221; de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica, sinalizadora de atividade cerebral, chamada &#8220;dopamina&#8221;, que \u00e9 liberada em resposta \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o de uma recompensa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>A atividade no &#8220;nucleus accumbens&#8221; foi maior nos pacientes que esperavam um efeito placebo mais forte, foi o que descobriram os pesquisdores &#8220;Se seu sistema de dopamina n\u00e3o funciona muito bem, seu efeito placebo provavelmente vai feder&#8221;, diz Zubieta.<\/span><\/p>\n<p>Mais ainda, as pessoas que tendem a mostrar um forte efeito placebo, tamb\u00e9m t\u00eam expectativas mais altas por recompensas em geral, como demonstrado por um jogo em que lhes era dito que receberiam vari\u00e1veis somas em dinheiro. Durante o jogo, seus c\u00e9rebros eram escaneados para avaliar seus n\u00edveis de otimismo em que a recompensa fosse uma bem grande.<br \/>\n<strong>Amplificador do c\u00e9rebro<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><br \/>\nAs descobertas aumentam a possibilidade de que pacientes possam receber medicamentos eficazes para ativar ou amplificar o efeito placebo, embora Zubieta alerte que n\u00f3s ainda n\u00e3o sabemos como faz\u00ea-lo. J\u00e1 existem drogas que amplificam o sistema de dopamina do c\u00e9rebro, mas que podem apresentar efeitos colaterais bizarros, inclusive tornar os pacientes em jogadores irrespons\u00e1veis, na medida em que seu centro de expectativa de recompensas entre em<span style=\"font-style: italic\"> overdrive<\/span>, ele frisa.<\/span><br \/>\nUma maneira melhor para enfocar o problema pode ser encorajar os m\u00e9dicos a se demonstrarem exageradamente otimistas, quando forem contar aos pacientes sobre seus tratamentos, sugere Chris Frith, um neuropsic\u00f3logo do  University College London. Isto deve amplificar a antecipa\u00e7\u00e3o de recompensa e cura pelos pacientes.   &#8220;Os m\u00e9dicos que s\u00e3o melhores, s\u00e3o aqueles que s\u00e3o mais iludidos pela efic\u00e1cia de seu tratamento&#8221;, diz ele.<br \/>\nAinda n\u00e3o est\u00e1 claro como qualquer antecipa\u00e7\u00e3o de recompensa possa, ent\u00e3o, especificamente afetar o problema fisiol\u00f3gico sofrido pelo paciente. \u00c9 poss\u00edvel que a antecipa\u00e7\u00e3o de recompensas dispare a produ\u00e7\u00e3o de analg\u00e9sicos chamados &#8220;opi\u00e1cios end\u00f3genos&#8221;, por exemplo. Se for assim, pode ser poss\u00edvel para as pessoas controlar a libera\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas atrav\u00e9s do pensamento (e da f\u00e9) somente.   &#8220;Ser\u00e1 poss\u00edvel liber\u00e1-los pela vontade?&#8221; pergunta Frith.<br \/>\n**********************************************<br \/>\nBom&#8230; Agora vamos aos coment\u00e1rios&#8230;<br \/>\nO fato \u00e9 que a pesquisa &#8220;descobriu&#8221; o que j\u00e1 se sabe, h\u00e1 tempos:  <span style=\"font-weight: bold\">a f\u00e9 cura<\/span>. A circunst\u00e2ncia da libera\u00e7\u00e3o de dopaminas \u00e9 um ponto novo e interessante (que comprova um efeito psicossom\u00e1tico). Mas n\u00e3o explica o pr\u00f3prio &#8220;efeito placebo&#8221;, como o t\u00edtulo do artigo quer fazer crer.<br \/>\n&#8220;Efeitos placebo&#8221; muito mais espetaculares s\u00e3o obtidos por diversas &#8220;pseudo-ci\u00eancias&#8221; e por pr\u00e1ticas religiosas, ou de concentra\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o sem car\u00e1ter religioso.<br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o seria \u00e9tico testar o &#8220;efeito placebo inverso&#8221;: administrar uma droga eficaz, dizendo ao paciente que trata de um placebo ou de uma droga apenas parcialmente eficaz. Mas eu garanto que os resultados seriam igualmente surpreendentes.<br \/>\nO Daniel uma vez publicou uma mat\u00e9ria, intitulada &#8220;Say what?!&#8230;&#8221; (que deve ter se perdido no <span style=\"font-style: italic\">crash <\/span>do HD dele), onde desancava um sujeito que disse que a matem\u00e1tica era &#8220;uma cren\u00e7a, como qualquer outra&#8221;.  Na verdade, o sujeito n\u00e3o estava errado: \u00e9 muito mais f\u00e1cil &#8220;acreditar&#8221; em fatos comprovados. O grande problema \u00e9 acreditar em coisas que n\u00e3o se pode comprovar experimentalmente.<br \/>\nMas, em ess\u00eancia, o presente artigo, e os recentes  filme e livro &#8220;O Segredo&#8221;, dizem a mesma coisa. O artigo, em uma abordagem cient\u00edfica; os \u00faltimos, em uma abordagem m\u00edstica.<br \/>\n(Agora, leiam o artigo precedente&#8230;)<\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcia extra\u00edda da News @ Nature , diz o que j\u00e1 era meio \u00f3bvio. Eu comento no fim&#8230; Revelado: como a mente processa o efeito placebo Esperar por uma grande recompensa ajuda a recompensa a se realizar. 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