{"id":1922,"date":"2015-04-10T20:37:42","date_gmt":"2015-04-10T23:37:42","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1922"},"modified":"2015-04-10T20:37:42","modified_gmt":"2015-04-10T23:37:42","slug":"o-universo-esta-acelerando-nao-tao-depressa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2015\/04\/10\/o-universo-esta-acelerando-nao-tao-depressa\/","title":{"rendered":"O Universo est\u00e1 acelerando?&#8230; N\u00e3o t\u00e3o depressa&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<header>\n<p class=\"meta_institute\">UNIVERSIDADE\u00a0DO ARIZONA<\/p>\n<p class=\"meta_institute\"><em><strong>Traduzido de: <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2015-04\/uoa-aun041015.php\">&#8220;Accelerating Universe? Not so fast&#8221;<\/a><\/strong><\/em>.<\/p>\n<div class=\"toolbar hidden-print hidden-search\"><\/div>\n<\/header>\n<figure class=\"featured_image\">\n<div class=\"center-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/media.eurekalert.org\/multimedia_prod\/pub\/web\/89885_web.jpg\" alt=\"IMAGE\" \/><\/div><figcaption class=\"caption\" style=\"text-align: center\"><strong>IMAGEM: <\/strong>\u00a0A IMAGEM DA GAL\u00c1XIA M101, OBTIDA PELO SWIFT DA NASA, COM BARRAS QUE INDICAM A POSI\u00c7\u00c3O DA SUPERNOVA SN 2011FE. A IMAGEM DO SWIFT \u00c9 EM FALSAS CORES, COM A EMISS\u00c3O EM UV EM AZUL E A FAIXA DE LUZ VIS\u00cdVEL EM VERMELHO.\u00a0<\/figcaption><p class=\"credit\" style=\"text-align: center\">CR\u00c9DITO: NASA\/SWIFT<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/figure>\n<div class=\"entry\">\n<p style=\"text-align: justify\">Certos tipos de supernovas, ou estrelas que passam por uma explos\u00e3o, s\u00e3o mais diferentes do que se pensava, foi o que uma equipe de astr\u00f4nomos da Univesidade do Arizona descobriu. Os resultados, relatados em dois artigos no <i>Astrophysical Journal<\/i>, t\u00eam implica\u00e7\u00f5es sobre importantes quest\u00f5es cosmol\u00f3gicas, tais como o qu\u00e3o r\u00e1pido o universo vem se expandindo desde o Big Bang.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais importante ainda, as descobertas sugerem a possibilidade de que a acelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do universo pode n\u00e3o ser t\u00e3o grande quanto os livros texto dizem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A equipe, liderada pelo astr\u00f4nomo Peter A. Milne da UA, descobriu que as supernovas tipo Ia que eram consideradas t\u00e3o uniformes que os cosmologistas as usavam como &#8220;far\u00f3is c\u00f3smicos&#8221; para medir as profundidades do universo, na verdade constituem duas popula\u00e7\u00f5es diferentes. As descobertas s\u00e3o an\u00e1logas a examinar uma sele\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas de 100 W de uma loja de ferragens e descobrir que as luminosidades das mesmas variam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Descobrimos que as diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o aleat\u00f3rias, mas levam a separar as supernovas tipo Ia em dois grupos, onde o grupo que \u00e9 minoria em nossas proximidades, \u00e9 maioria nas grandes dist\u00e2ncias \u2013 e portanto quando o universo era mais jovem&#8221;, diz Milne, astr\u00f4nomo associado do Departamento de Astronomia da UA e do Observat\u00f3rio Steward. &#8220;Existem popula\u00e7\u00f5es diferentes l\u00e1 fora e isso n\u00e3o era reconhecido. A suposi\u00e7\u00e3o geral era que, perto ou longe, as supernovas tipo Ia eram as mesmas. N\u00e3o parece ser esse o caso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A descoberta lan\u00e7a uma nova luz sobre a ideia atualmente aceita de que o universo est\u00e1 se expandindo cada vez mais r\u00e1pido, esgar\u00e7ado por uma for\u00e7a pouco entendida, batizada de energia escura. Esta ideia se baseia em observa\u00e7\u00f5es que resultaram no Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica de 2011, concedido aa tr\u00eas cientistas, entre os quais o ex-aluno da UA Brian P. Schmidt.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os laureados com o Nobel descobriram independentemente que v\u00e1rias supernovas aparentavam ser mais t\u00eanues do que o previsto porque tinham se movido mais para longe da Terra do que deveriam, se o universo estivesse se expandindo em uma taxa constante. Isso indicava que a taxa com a qual as estrelas e gal\u00e1xias est\u00e3o se separando umas das outras estaria aumentando; em outras palavras, algo estava esgar\u00e7ando o universo cada vez mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;A ideia subjacente a este racioc\u00ednio&#8221; explica Milne, &#8220;\u00e9 que as supernovas tipo Ia t\u00eam sempre a mesma luminosidade &#8212; todas elas acabam de modo bem semelhante quando explodem. Assim que souberam o motivo, passaram a usar essas estrelas como marcos quilom\u00e9tricos para medir o universo distante&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;As supernovas muito distantes deveriam ser iguais \u00e0s pr\u00f3ximas porque se pareciam com elas, mas, porque elas s\u00e3o menos brilhantes do que se esperaria, isto levou \u00e0 conclus\u00e3o de que elas est\u00e3o mais longe do que se pensava, o que, por sua vez, levou \u00e0 conclus\u00e3o de que o universo est\u00e1 se expandindo mais depressa do que no passado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Milne e seus coautores &#8212; Ryan J. Foley da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign, Peter J. Brown da Universidade Texas A&amp;M \u00a0e Gautham Narayan do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico \u00d3tico Nacional (National Optical Astronomy Observatory = or NOAO) em Tucson &#8212; observaram uma grande amostra de supernovas tipo Ia em ultravioleta e luz vis\u00edvel. Para este estudo, eles combinaram observa\u00e7\u00f5es feitas com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble com as feitas pelo sat\u00e9lite Swift da NASA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os dados coletados pelo Swift foram cruciais porque as diferen\u00e7as entre as popula\u00e7\u00f5es &#8212; pequenos desvios para o vermelho ou para o azul &#8212; s\u00e3o sutis na luz vis\u00edvel que tinha sido utilizada para detectar as supernovas tipo Ia anteriormente, mas s\u00f3 ficaram \u00f3bvias com as observa\u00e7\u00f5es posteriores com o Swift na faixa do ultravioleta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Estes s\u00e3o grandes resultados&#8221;, comentou Neil Gehrels, principal investigador do sat\u00e9lite Swift, coautor do primeiro artigo. &#8220;Estou encantado que o Swift tenha proporcionado observa\u00e7\u00f5es t\u00e3o importantes, relacionadas com uma meta totalmente independente de sua miss\u00e3o prim\u00e1ria. Isto demonstra a flexibilidade de nosso sat\u00e9lite em responder prontamente a novos fen\u00f4menos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;A percep\u00e7\u00e3o de que existiam dois grupos de supernovas tipo Ia come\u00e7ou com os dados do Swift&#8221;, diz Milne. &#8220;Ent\u00e3o analisamos outros conjuntos de dados para ver se v\u00edamos o mesmo. E descobrimos que a tend\u00eancia estava presente em todos os conjuntos de dados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;\u00c0 medida em que se volta atr\u00e1s no tempo, vemos uma mudan\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o de supernovas&#8221;, acrescenta ele. &#8220;A explos\u00e3o tem algo de diferente, algo que n\u00e3o salta aos olhos na faixa de luz vis\u00edvel, mas vis\u00edvel no ultravioleta&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Como ningu\u00e9m tinha percebido isto antes, todas essas supernovas eram enfiadas no mesmo saco. No entanto, se voc\u00ea olhar para 10 delas nas proximidades, elas estar\u00e3o mais &#8220;avermelhadas&#8221; do que outra amostra de 10 supernovas mais distantes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os autores concluem que alguns relatos de acelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do universo podem ser explicados por diferen\u00e7as na colora\u00e7\u00e3o entre os dois grupos de supernovas, o que daria uma acelera\u00e7\u00e3o menor do que a inicialmente calculada. Isto, por sua vez, levaria a menos energia escura do que se calcula correntemente. \u00a0.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Nossa proposta \u00e9 que nossos dados sugerem que pode haver menos energia escura do que dizem os atuais livros texto, no entanto n\u00e3o conseguimos traduzir isto em n\u00fameros&#8221;, disse Milne. &#8220;At\u00e9 nosso artigo, as duas popula\u00e7\u00f5es de supernovas eram tratadas como sendo da mesma popula\u00e7\u00e3o. Para obter a resposta final, ser\u00e1 necess\u00e1rio realizar todo o trabalho de novo, separadamente para as popula\u00e7\u00f5es azul e vermelha&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">###<\/p>\n<p>O artigo da pesquisa est\u00e1 dispon\u00edvel online em <a href=\"http:\/\/iopscience.iop.org\/0004-637X\/803\/1\/20\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/iopscience.iop.org\/0004-637X\/803\/1\/20\/<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UNIVERSIDADE\u00a0DO ARIZONA Traduzido de: &#8220;Accelerating Universe? Not so fast&#8221;. IMAGEM: \u00a0A IMAGEM DA GAL\u00c1XIA M101, OBTIDA PELO SWIFT DA NASA, COM BARRAS QUE INDICAM A POSI\u00c7\u00c3O DA SUPERNOVA SN 2011FE. 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