{"id":1927,"date":"2015-04-13T21:34:39","date_gmt":"2015-04-14T00:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/?p=1927"},"modified":"2015-04-13T21:34:39","modified_gmt":"2015-04-14T00:34:39","slug":"em-busca-da-materia-escura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2015\/04\/13\/em-busca-da-materia-escura\/","title":{"rendered":"Em busca da mat\u00e9ria escura"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i73.photobucket.com\/albums\/i222\/joaocarlos_photos\/EAHeaderTop.gif\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<header>\n<h1 class=\"page_title\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2015-04\/dnal-des041315.php\">Dark Energy Survey cria um guia detalhado para encontrar a mat\u00e9ria escura\u00a0<\/a><\/h1>\n<p class=\"summary\">A an\u00e1lise dos dados ajudar\u00e1 os cientistas a compreender o papel da mat\u00e9ria escura na forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias<\/p>\n<p class=\"meta_institute\">DOE\/FERMI NATIONAL ACCELERATOR LABORATORY<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"entry\">\n<figure class=\"thumbnail pull-right\">\n<div class=\"img-wrapper\" style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/media.eurekalert.org\/multimedia_prod\/pub\/web\/89965_web.jpg\" alt=\"IMAGE\" \/><\/div><figcaption class=\"caption\"><strong>IMAGEM: Este \u00e9 o primeiro mapa do Dark Energy Survey que detalha a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura ao longo de uma grande \u00e1rea dos c\u00e9us. As cores representam as densidades projetadas: vermelho e amarelo, as de maior densidade. O mapa de mat\u00e9ria escura reflete o quadro atual de distribui\u00e7\u00e3o de massas no universo, onde grandes filamentos de mat\u00e9ria se alinham com gal\u00e1xias e aglomerados de gal\u00e1xias. Os aglomerados de gal\u00e1xias s\u00e3o representados pelas manchas cinzentas no mapa \u2013 manchas maiores representam aglomerados maiores. Este mapa cobre 3% da \u00e1rea dos c\u00e9us que ser\u00e1 eventualmente pesquisada pelo DES em sua miss\u00e3o de cinco anos.<\/strong><\/figcaption><p class=\"credit\" style=\"text-align: center\">CR\u00c9DITO: DARK ENERGY SURVEY<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">Os\u00a0cientistas do <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/The_Dark_Energy_Survey\">Dark Energy Survey<\/a>\u00a0divulgaram o primeiro de uma s\u00e9rie de mapas da mat\u00e9ria escura no cosmos. Esses mapas, criados com uma das c\u00e2meras digitais mais poderosas do mundo, s\u00e3o os maiores mapas cont\u00ednuos com este n\u00edvel de detalhe e ajudar\u00e3o nossa compreens\u00e3o do papel da mat\u00e9ria escura na forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias. A an\u00e1lise da granula\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura nos mapas tamb\u00e9m permitir\u00e1 aos cientistas exploraram a natureza da msiteriosa energia escura que se acredita estar causando a acelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os novos mapas foram divulgados hoje na reuni\u00e3o de abril da American Physical Society em\u00a0Baltimore, Maryland. Eles foram criados a partir dos dados obtidos pela C\u00e2mera de Energia Escura (Dark Energy Camera), um dispositivo de imageamento de \u00a0570 megapixels que \u00e9 o principal instrumento do Dark Energy Survey (DES).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mat\u00e9ria escura, a misteriosa subst\u00e2ncia que responde por cerca de um quatro do universo, \u00e9 invis\u00edvel at\u00e9 para os mais sens\u00edveis instrumentos astron\u00f4micos porque n\u00e3o emite ou absorve luz. Mas seus efeitos podem ser vistos atrav\u00e9s do estudo de um fen\u00f4meno chamado de lente gravitacional \u2013 a distor\u00e7\u00e3o que ocorre quando a gravidade da mat\u00e9ria escura desvia a luz em torno de gal\u00e1xias distantes. A compreens\u00e3o do papel da mat\u00e9ria escura \u00e9 parte do programa de pesquisa para quantificar o papel da energia escura, o objetivo principal deste levantamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A presente an\u00e1lise foi liderada por Vinu Vikram do Argonne National Laboratory (ent\u00e3o na Universidade de Pennsylvania) e Chihway Chang do ETH Zurich. Vikram, Chang e seus colaboradores na Penn, no ETH Zurich, na Universidade de Portsmouth, na Universidade de Manchester e outras institui\u00e7\u00f5es associadas ao DES, trabalharam por mais de um ano para validar os mapas das lentes gravitacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;N\u00f3s medimos as distor\u00e7\u00f5es quase impercept\u00edveis nas apar\u00eancias de cerca de 2 milh\u00f5es de gal\u00e1xias para construir esses novos mapas&#8221;, declarou Vikram. &#8220;Eles s\u00e3o um testemunho, n\u00e3o s\u00f3 da sensibilidade da C\u00e2mera de Energia Escura, como tamb\u00e9m do rigoroso trabalho de nossa equipe de an\u00e1lise de lentes gravitacionais para compreender sua sensibilidade t\u00e3o bem que fomos capazes de obter resultados de tamanha precis\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A c\u00e2mera foi constru\u00edda e testada no Fermi National Accelerator Laboratory, do Departamento de Energia do governo dos EUA, e montada no telesc\u00f3pio de 4 metros Victor M. Blanco no Observat\u00f3rio Internacional de Cerro Tololo no Chile. Os dados foram processados no Centro Nacional de Aplica\u00e7\u00f5es de Supercomputa\u00e7\u00e3o na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mapa da mat\u00e9ria escura divulgado hoje resulta das primeiras observa\u00e7\u00f5es do DES e cobre 3% da \u00e1rea dos c\u00e9us que ser\u00e1 coberta nos cinco anos da miss\u00e3o do DES. \u00a0O levantamento acaba de completar seu segundo ano. Na medida em que os cientistas expandirem suas buscas, ser\u00e3o capazes de testar as correntes teorias cosmol\u00f3gicas, comparando as quantidades de mat\u00e9ria vis\u00edvel e escura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As teorias correntes sugerem que, uma vez que existe muito mais \u00a0mat\u00e9ria escura do que mat\u00e9ria vis\u00edvel no universo, as gal\u00e1xias devem se formar onde estejam presentes grandes concentra\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria escura (e, portanto, maior atra\u00e7\u00e3o gravitacional). At\u00e9 agora, as an\u00e1lises do DES sustentam esta hip\u00f3tese: os mapas mostram grandes filamentos de mat\u00e9ria ao longo dos quais as gal\u00e1xias e aglomerados de gal\u00e1xias de mat\u00e9ria vis\u00edvel existem, assim como grandes vazios onde existem poucas gal\u00e1xias. Os estudos subsequentes de alguns filamentos e vazios, assim como o enorme volume de dados coletados pelo levantamento, revelar\u00e3o mais acerca desta intera\u00e7\u00e3o entre massa e luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Nossa an\u00e1lise, at\u00e9 agora, \u00e9 coerente com o quadro previsto para nosso universo&#8221;, diz Chang. &#8220;Ao darmos um zoom para dentro dos mapas, pudemos medir como a mat\u00e9ria escura envolve gal\u00e1xias de diferentes tipos e como evoluem em conjunto ao longo do tempo c\u00f3smico. Estamos ansiosos para usar os novos dados que est\u00e3o chegando para podermos realizar testes mais precisos ainda dos modelos te\u00f3ricos&#8221;<\/p>\n<p align=\"center\">###<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dark Energy Survey cria um guia detalhado para encontrar a mat\u00e9ria escura\u00a0 A an\u00e1lise dos dados ajudar\u00e1 os cientistas a compreender o papel da mat\u00e9ria escura na forma\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias DOE\/FERMI NATIONAL ACCELERATOR LABORATORY IMAGEM: Este \u00e9 o primeiro mapa do Dark Energy Survey que detalha a distribui\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria escura ao longo de uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":1928,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[2,3],"tags":[118,158,160,208],"class_list":["post-1927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-astrofisica","category-astronomia","tag-energia-escura","tag-formacao-de-galaxias","tag-formacao-do-universo","tag-materia-escura"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-content\/uploads\/sites\/224\/2015\/04\/89965_web-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1928"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}