{"id":195,"date":"2007-07-24T15:11:00","date_gmt":"2007-07-24T18:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/07\/sentimento-de-culpa-e-motivacoes\/"},"modified":"2007-07-24T15:11:00","modified_gmt":"2007-07-24T18:11:00","slug":"sentimento-de-culpa-e-motivacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/07\/24\/sentimento-de-culpa-e-motivacoes\/","title":{"rendered":"Sentimento de culpa e motiva\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Atrav\u00e9s do <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\">EurekAlert<\/a> encontrei este interessante artigo sobre o sentimento de culpa e as respostas ps\u00edquicas que ele causa.<br \/>\n<\/span><span class=\"relinst\"><a href=\"http:\/\/www.psychologicalscience.org\/\">Association for Psychological Science<\/a><\/span><\/p>\n<h1 class=\"title\"><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2007-07\/afps-mb072407.php\">Foi mal!&#8230; Porque sentimos culpa em primeiro lugar<\/a><\/h1>\n<p>A Culpa tem um papel essencial no estabelecimento do comportamento social. A sensa\u00e7\u00e3o preocupada em nossas entranhas freq\u00fcentemente serve como o \u00edmpeto que nos leva a procurar a reden\u00e7\u00e3o. No entanto, os psic\u00f3logos t\u00eam problemas em concordar sobre a fun\u00e7\u00e3o desta emo\u00e7\u00e3o complexa.<br \/>\nPor um lado, o sentimento punitivo da culpa pode impedir voc\u00ea de repetir o mesmo comportamento transgressor no futuro, o que os psic\u00f3logos chamam de &#8220;motiva\u00e7\u00e3o supressora&#8221;. Por outro lado, alguns pesquisadores enfocam a fun\u00e7\u00e3o da culpa em um contexto social, no qual ele mant\u00e9m as pessoas dentro dos comportamentos previstos nos padr\u00f5es morais de suas comunidades. Este enfoque enfatiza uma experi\u00eancia emocional mais positiva e \u00e9 associada com &#8220;motiva\u00e7\u00e3o aproximativa&#8221;.<br \/>\nEm um novo estudo, a ser publicado na edi\u00e7\u00e3o de junho da <span style=\"font-style: italic\">Psychological Science<\/span>, publicada  pela <span style=\"font-style: italic\">Association for Psychological Science<\/span>, o psic\u00f3logo da Universidade de New York, David M. Amodio,  e seus colegas, Patricia G. Devine e Eddie Harmon-Jones, tentam combinar os dois campos. Os pesquisadores acreditam que a culpa \u00e9, inicialmente, associada \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o supressora, que, ent\u00e3o, se transforma em motiva\u00e7\u00e3o aproximativa, quando se apresenta uma oportunidade para a repara\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disto, os pesquisadores visaram testar estas quest\u00f5es acerca da fun\u00e7\u00e3o da culpa no contexto da redu\u00e7\u00e3o do preconceito racial.<br \/>\nPara testar sua teoria, os pesquisadores mostraram aos participantes figuras com fisionomias Brancas, Negras, ou Asi\u00e1ticas, enquanto monitoravam sua atividade cerebral com um EEG.  A\u00ed, os pesquisadores mostravam &#8220;resultados&#8221; aleat\u00f3rios aos participantes, dizendo se eles tinham respondido positiva ou negativamente \u00e0s figuras de brancos, negros e asi\u00e1ticos.<br \/>\nAp\u00f3s receber um resultado que indicava que eles tinham respondido negativamente \u00e0s fisionomias dos negros, os pesquisados relatavam sentimentos ampliados de culpa, ansiedade e tristeza. O aumento da culpa foi maior do que a modifica\u00e7\u00e3o de qualquer outra emo\u00e7\u00e3o. Seus relatos eram confirmados pelo EEG, que mostrava uma significativa redu\u00e7\u00e3o na assimetria frontal esquerda, ap\u00f3s o resultado. Grande parte da literatura indica que a assimetria frontal esquerda corresponde \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o aproximativa. Portanto, neste caso, os participantes estavam, inicialmente, sentindo os efeitos punitivos da culpa, ou motiva\u00e7\u00e3o supressora.<br \/>\nOs participantes, ent\u00e3o, completavam outro estudo, no qual eles liam uma s\u00e9rie de manchetes de revistas. Interpoladas a outras manchetes, inclu\u00eddas para &#8220;encher lingui\u00e7a&#8221;, havia tr\u00eas manchetes cujo t\u00edtulo se relacionava com a redu\u00e7\u00e3o do preconceito racial (\u201cMelhorando suas rela\u00e7\u00f5es inter-raciais\u201d. &#8220;10 maneiras de reduzir o preconceito racial na vida quotidiana,\u201d e \u201cMeios para eliminar seu pr\u00f3prio racismo no novo mil\u00eanio&#8221;). Os participantes a quem tinham contado que tinham respondido negativamente \u00e0s fisionomias de negros, revelaram uma grande mudan\u00e7a para o lado esquerdo em sua atividade cortical frontal, enquanto liam os t\u00edtulos referentes \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de preconceito racial, indicando uma motiva\u00e7\u00e3o aproximativa.<br \/>\nOu seja, quando se dava aos indiv\u00edduos uma oportunidade para a repara\u00e7\u00e3o, seus sentimentos de culpa pode predizer seu interesse em comportamento redutor do preconceito. Anteriormente, as emo\u00e7\u00f5es eram consideradas como estados emocionais relativamente imut\u00e1veis, b\u00e1sicos. A pesquisa de Amodio apresenta uma nova id\u00e9ia de que as emo\u00e7\u00f5es servem uma din\u00e2mica de fun\u00e7\u00f5es motivacionais para o estabelecimento do comportamento. Estas descobertas tamb\u00e9m sugerem que, embora seja um sentimento inc\u00f4modo, a culpa tem um papel cr\u00edtico na promo\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as pr\u00f3-sociais no comportamento, e o estudo de Amodio demonstra este efeito no contexto da redu\u00e7\u00e3o do preconceito racial.<\/p>\n<div>###<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s do EurekAlert encontrei este interessante artigo sobre o sentimento de culpa e as respostas ps\u00edquicas que ele causa. Association for Psychological Science Foi mal!&#8230; Porque sentimos culpa em primeiro lugar A Culpa tem um papel essencial no estabelecimento do comportamento social. 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