{"id":203,"date":"2007-08-12T23:44:00","date_gmt":"2007-08-13T02:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/chivononpo\/2007\/08\/simples-assim\/"},"modified":"2007-08-12T23:44:00","modified_gmt":"2007-08-13T02:44:00","slug":"simples-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/2007\/08\/12\/simples-assim\/","title":{"rendered":"Simples assim&#8230;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: verdana\">Via <a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/\">EurekAlert<\/a>, chega esta not\u00edcia de fundamental import\u00e2ncia:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cam.ac.uk\/\">University of Cambridge<\/a><br \/>\n<span style=\"font-size:180%\"><strong><a href=\"http:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2007-08\/uoc-hrf080707.php\">Horm\u00f4nio regula o fasc\u00ednio por comida<\/a><\/strong><\/span><br \/>\n<em>Nova pesquisa fornece um <\/em>insight<em> no gosto e desejo por comida<\/em><br \/>\nCientistas descobriram que a leptina, u, dos horm\u00f4nios chave respons\u00e1veis pela redu\u00e7\u00e3o da fome e o aumento da sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, tamb\u00e9m controla nosso fasc\u00ednio por comidas.<br \/>\nUma equipe da University of Cambridge, chefiada pelos Dr. Sadaf Farooqi e Dr. Paul Fletcher, descobriram que as propriedades que despertam as apetitosas qualidades da comida, t\u00eam fortes efeitos nas mesmas regi\u00f5es chave respons\u00e1veis pela recompensa de emo\u00e7\u00f5es e desejos. Com o uso de tecnologia de imagem, eles demonstram que estas \u00e1reas do c\u00e9rebro &#8220;se acendem&#8221; quando se mostra a indiv\u00edduos deficientes em leptina, imagens de comidas.<br \/>\nA fome influencia o que e o quanto comemos, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico determinante de nosso padr\u00e3o de comportamento alimentar. Comer \u00e9 uma atividade muito agrad\u00e1vel e as propriedades de &#8220;recompensa&#8221;, ou de serem &#8220;apetitosas&#8221;, da comida desempenham um papel de destaque e podem levar a excessos alimentares, quando suplantam os sinais biol\u00f3gicos que governam a fome e a saciedade.<br \/>\nCompreender o comportamento alimentar. portanto, significa que devemos levar em conta os caminhos fisiol\u00f3gicos e hormonais, bem como os processos cerebrais evocados pela vis\u00e3o, cheiro, gosto, ou mesmo o simples pensamento em comida. Mais desafiador, ainda, \u00e9 desenvolver uma compreens\u00e3o das maneiras em que esses dois conjuntos de processos \u2013 o fisiol\u00f3gico e o c\u00e9rebro\/neural \u2013 interagem para moldar nossos padr\u00f5es de alimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs autores pensaram em achar uma conex\u00e3o entre os caminhos cerebrais que sabem quando algu\u00e9m est\u00e1 com fome ou saciado, e as partes do c\u00e9rebro envolvidas em quanto as pessoas desejam e apreciam comida. Eles postularam que a leptina, um dos principais horm\u00f4nios envolvidos no controle do peso, poderia ser a chave.<br \/>\nO horm\u00f4nio leptina \u00e9 feito de c\u00e9lulas graxas e circulam pela corrente sangu\u00ednea, at\u00e9 atingir o c\u00e9rebro, onde age para reduzir a sensa\u00e7\u00e3o de fome e ampliar a de saciedade. Os autores estudaram pacientes com uma rara desordem gen\u00e9tica que resulta em uma completa aus\u00eancia de leptina. Esses pacientes comem excessivamente, gostam de todos os tipos de comida (inclusive comidas pouco atraentes) e desenvolvem uma severa obesidade. Ap\u00f3s o tratamento com leptina, sua fome fica reduzida, eles se tornam mais exigentes em mat\u00e9ria de comida e perdem peso.<br \/>\nNeste estudo, patrocinado por MRC e o Wellcome Trust, se pedia aos pacientes para olharem para uma s\u00e9rie de figuras, enquanto sua atividade cerebral era monitorada, com o uso de Imagens de Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional (Functional Magnetic Resonance Imaging  = fMRI). O <em> scanner<\/em> de fMRI mostra quais partes do c\u00e9rebro s\u00e3o ativadas, ou &#8220;se acendem&#8221;, em resposta a diferentes imagens. O padr\u00e3o de ativa\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro em resposta \u00e0s figuras de comida foi comparado ao observado com o de figuras de itens n\u00e3o relacionados com comida, tais como \u00e1rvores, carros e barcos. Algumas das comidas eram realmente apetitosas (bolo de chocolate, morangos, pizza), enquanto outras eram razoavelmente indiferentes (couve-flor, br\u00f3colis).<br \/>\nOs autores mostraram que, nos pacientes com falta de leptina, v\u00e1rias \u00e1reas do c\u00e9rebro &#8211; conhecidas coletivamente como regi\u00f5es estriadas &#8211; respondem a figuras de comidas. Essas \u00e1reas j\u00e1 foram associadas a emo\u00e7\u00f5es e desejos agrad\u00e1veis e compensadores. Quando os pacientes foram tratados com leptina, a resposta a figuras de comidas nessas \u00e1reas foi reduzida.<br \/>\nUma das regi\u00f5es estriadas &#8211; o <span style=\"font-style: italic\">nucleus accumbens<\/span> &#8211; era especialmente responsivo a figuras de comidas geralmente tidas como mais apetitotsas. Por exemplo, sua atividade era mais alta em resposta \u00e0 figura de um bolo de chocolate do que \u00e0 figura de um br\u00f3coli.  Em volunt\u00e1rios saud\u00e1veis, a ativa\u00e7\u00e3o do <span style=\"font-style: italic\">nucleus accumbens<\/span> por comidas apetitosas s\u00f3 aparecia quando a pessoa estava com fome (ap\u00f3s um jejum noturno).<br \/>\nNos pacientes com defici\u00eancia de leptina, o <span style=\"font-style: italic\">nucleus accumbens<\/span> mostrava esta resposta distinta (maior para comidas largamente apreciadas) quando os pacientes estavam com fome (ap\u00f3s um jejum noturno), mas tamb\u00e9m quando eles tinham acabado de comer.  Ap\u00f3s o tratamento com leptina, a resposta desses pacientes ficou t\u00e3o normalizada que o <span style=\"font-style: italic\">nucleus accumbens<\/span> era ativado, predominantemente por comidas das quais gostavam e somente quando tinham passado a noite sem comer e estavam com fome.<br \/>\nConsideradas em conjunto, estas descobertas t\u00eam importantes implica\u00e7\u00f5es para a compreens\u00e3o de como dois sistemas chave &#8211; os caminhos que controlam a fome e o processo cerebral envolvido no gosto e desejo por comidas &#8211; podem interagir. Os cientistas estabeleceram que a fome claramente tem um impacto na ativa\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es estriadas do c\u00e9rebro, em  resposta a figuras de comida, e que o consumo de comida modifica estas respostas. Esta modifica\u00e7\u00e3o necessita do horm\u00f4nio leptina, uma vez que, na sua aus\u00eancia, estas regi\u00f5es do c\u00e9rebro permanecem altamente sens\u00edveis \u00e0 presen\u00e7a e ao tipo de figuras de comidas, mesmo ap\u00f3s uma refei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDr Farooqi, do Departamento de Bioqu\u00edmica Cl\u00ednica da Universidade, diz: \u201cEnquanto o peso corporal permanece est\u00e1vel para muitas pessoas por um longo per\u00edodo de tempo, outras pessoas ganham peso muito facilmente. Mais estudos s\u00e3o necess\u00e1rios para descobrir como essas respostas variam em pessoas com problemas de peso em geral. A pesquisa \u00e9 necess\u00e1ria para descobrir como a leptina aciona outras subst\u00e2ncias qu\u00edmicas no c\u00e9rebro e como a altera\u00e7\u00e3o desses caminhos contribuem para a superalimenta\u00e7\u00e3o e obesidade\u02dd.<br \/>\n\u201cCompreender como os sistemas cerebrais interagem com horm\u00f4nios que sinalizam a fome e armazenamento de energia, nos fornecer\u00e1 um quadro mais completodos fatores que controlam o comportamento alimentar e, se espera, nos levar\u00e1 al\u00e9m das presun\u00e7\u00f5es prevalescentes e simplistas acerca do porque algumas pessoas t\u00eam problemas em controlar o quanto elas comem\u02dd.<br \/>\n\u201cTal entendimento ser\u00e1 um passo fundamental na preven\u00e7\u00e3o e tratamento da obesidade. De forma importante, a descoberta que o gosto por comidas tem um fundo biol\u00f3gico, deve encorajar uma atitude mais cooperativa para com pessoas com problemas de peso\u201d.<\/p>\n<div>###<\/div>\n<p><\/span><span style=\"font-family: verdana\"> AM\u00c9M!&#8230; Eu passei, em meus 56 anos de vida, lutando contra a obesidade e sendo v\u00edtima de um incont\u00e1vel n\u00famero de imbec\u00eds com diploma de medicina, mais interessados em prolongar minha agonia do que em me curar&#8230;<\/span><br \/>\nUm pensamento de humor-negro: j\u00e1 pensaram que algu\u00e9m pode pensar em substituir o &#8220;Fome-zero&#8221; por uma ampla distribui\u00e7\u00e3o de leptina?&#8230; Pelo menos, ningu\u00e9m mais &#8220;passaria fome&#8221;&#8230;<\/div>\n<div class=\"blogger-post-footer\">http:\/\/chivononpo.blogspot.com\/atom.xml<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via EurekAlert, chega esta not\u00edcia de fundamental import\u00e2ncia: University of Cambridge Horm\u00f4nio regula o fasc\u00ednio por comida Nova pesquisa fornece um insight no gosto e desejo por comida Cientistas descobriram que a leptina, u, dos horm\u00f4nios chave respons\u00e1veis pela redu\u00e7\u00e3o da fome e o aumento da sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, tamb\u00e9m controla nosso fasc\u00ednio por comidas. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":480,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-203","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/480"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/chivononpo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}